Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um 2011 feliz para todos nós!


Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa de grandes ambições. Nunca desejei ser rica, nunca sonhei com um iate e um palacete na Côte DÁzur, nunca quis ter todos os homens aos meus pés, nunca quis ser famosa. Opa, isso não é inteiramente verdade pq fui adolescente e todo adolescente que se preze já imaginou isso para si. Quem sabe ser a mocinha da novela das oito? Mas passou. E hoje, às portas de 2011, desejo pequenas alegrias, constantes, porém pequenas.
O texto abaixo foi escrito há 55 anos por Stanislaw Ponte Preta, nosso saudoso Sérgio Porto, e transmite um pouco disso. Penso o mesmo - com exceção para aqueles sonhos secretos de cada um. Por que, sim, ninguém é de ferro.
Que Deus abençoe a todos nós!
Feliz 2011!

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Certas Esperanças
Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)


É preciso — é mais do que preciso, é forçoso — dar boas festas, trocar embrulhinhos, querer mais intensamente, oferecer com mais prodigalidade, manter o sorriso e, acima de tudo, esquecer tristezas e saudades.
Façamos um supremo esforço para lembrar e sermos lembrados, porque assim manda a tradição e é difícil esquecer à tradição. Enviemos cartões e telegramas de felicitações àqueles que amamos e também àqueles que — sabemos perfeitamente — não gostam da gente. O Correio, nesta época do ano, finge-se de eficiente e já lá tem prontos impressos para que desejemos coisas boas aos outros, nivelando a todos em nossos augúrios.
Depois de abraçar e ser abraçado, desejar sincera e indiferentemente, embrulhar e desembrulhar presentes, cada um poderá fazer votos a si mesmo, desejar para si o que bem entender. Subindo na escala das idades, este sonhou todo o mês com um trenzinho elétrico, aquele com uma bicicleta (com farol e tudo), o outro certa moça, mais além um quarto sonhador esteve a remoer a idéia de ser ministro e o rico... bem, o rico só pensa em ser mais rico. O rico detesta amistosamente os ministros, já não tem olhos para a graça da moça, pernas para pedalar uma bicicleta e, muito menos, tempo para brincar com um trenzinho.
Dos planos de cada um, pouquíssimos serão transformados em realidade. Alguns hão de abandoná-los por desleixo e a maioria, mal o ano de 56 começar, não pensará mais nele, por pura desesperança. O melhor, portanto, é não fazer planos. Desejar somente, posto que isso sim, é humano e acalentador.
De minha parte estou disposto a esquecer todas as passadas amarguras, tudo que o destino me arranjou de ruim neste ano que finda. Ficarei somente com as lembranças do que me foi grato e me foi bom.
No mais, desejarei ficar como estou porque, se não é o que há de melhor, também não é tão ruim assim e, tudo somado, ficaram gratas alegrias. Que Deus me proporcione as coisas que sempre me foram gratas e que — Ele sabe — não chegam a fazer de mim um ambicioso.
Que não me falte aquele almoço honesto dos sábados (único almoço comível na semana), com aquele feijão que só a negra Almira sabe fazer; que não me falte o arroz e a cerveja — é muito importante a cerveja, meu Deus! —, como é importante manter em dia o ordenado da Almira.
Se não me for dado comparecer às grandes noites de gala, que fazer? Resta-me o melhor, afinal, que é esticar de vez em quando por aí, transformando em festa uma noite que poderia ser de sono.
E para os pequenos gostos pessoais, que me reste sensibilidade bastante para entretê-las. Ai de mim se começo a não achar mais graça nos pequenos gostos pessoais. Que o perfume do sabonete, no banho matinal, seja sempre violeta; que haja um cigarro forte para depois do café; uma camisa limpa para vestir; um terno que pode não ser novo, mas que também não esteja amarrotado. Uma vez ou outra, acredito que não me fará mal um filme da Lollobrigida, nem um uísque com gelo ou — digamos — uma valsa.
Nada de coisas impossíveis para que a vida possa ser mais bem vivida. Apenas uma praia para janeiro, uma fantasia para fevereiro, um conhaque para junho, um livro para agosto e as mesmas vontades para dezembro.
No mais, continuarei a manter certas esperanças inconfessáveis, porém passíveis — e quanto — de acontecerem.

* A crônica acima foi publicada na revista "Manchete" nº. 193, de 31/12/55.

Ano Novo?

E por falar em Ano Novo, queria realmente q as autoridades possibilitassem um ano realmente novo para quem sai da cidade e vai curtir as praias da Região dos Lagos no Reveillon. Confesso q fui durante anos, mas tô ficando velha. Não tenho mais paciência para o trânsito.
para quem não conhece, estas vias abaixo são as portas de saída da cidade. Um horror! É claro que sempre há gente q corre para lá para aproveitar uns dias de sol, uns dias de pés para o alto... Ao contrário de mim, que corro de lá nesta época.
Ontem, vindo na contramão do mundo (pelo menos me pareceu isso!), eu estava voltando de lá. E sente só o trânsito. Alô, Eduardo Paes! Alô, Cabralzinho! Quando é q os engarrafamentos quilométricos acabam?


`Paz em 2011

Para mim, hoje é o último dia de trabalho de 2010. Não digo que é o último dia útil, pq abomino esta expressão. Útil para quem? Todos os dias são úteis para mim. Posso fazer o que quiser, escolher meu caminho, ir e vir. Se isso não é ser útil par a vida, não sei o que é...
Assim como ue, que estará de folga amanhã, muita gente no centro da minha cidade (ma-ra-vi-lho-sa!) tb estará. Por isso, hoje o povo já começa a fazer chuva de papel picado. Lindo. É fato que suja a cidade, mas nem sempre a beleza custa pouco. Rsrs...
Estou programando meu reveillon. Nada demais. Um minuto de comemoração entre eu e meus amores: meu namorado e meu cãozinho. Não preciso de muito mais...
Minha família tá com saúde, meu trabalho está me esperando na segunda, minha casa continua sendo o melhor lugar do mundo, meus amigos estão bem.
O que desejo para 2011?
Um ano de saúde e de paz.
Interna e externa.
Isso para mim é felicidade.
E ponto.

Ócio criativo

Uns dias na praia de folga e cá estou eu com a cabeça fervilhando. Esta história de ócio criativo é seria mesmo. Quero mais...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

É hora do balanço

Se vc é do tipo que faz o balanço do ano quando se aproxima o fim dos 365 dias, esta é a hora. Eu sou dessas, confesso. Para mim, é bom para fechar a conta, pesar prós e contras, fazer novas promessas a mim mesmo, planejar coisas. Em 2010, porém, há um plus. Também estamos no final de uma década. Vc já pensou nisso? É o momento então de passar a régua em 10 anos de vida. Muita água rolou embaixo desta ponte, não?
Pronto para começar? Depois me conte o resumo da ópera.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Você conhece isso?

À procura de belos textos na grande rede neste final de ano, (re) descobri este. Vc o conhece? Nunca é demais repetí-lo. Sensacional.
Chama-se "Filtro Solar" e me disseram que foi uma versão criada por Pedro Bial.

"Senhoras e Senhores da Turma de 2003, filtro solar. Nunca deixem de usar filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro, seria esta: use filtro solar.
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou então esquece. Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Não perca tempo com a inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa. E às vezes, no fim, é você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço, não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço, ainda não sabem.
Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos, você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas Bodas de Diamante.
Dance.
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vêm, mas nunca abra mão de uns poucos bons.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Cuidado com os conselhos que comprar. Mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo para mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite."

Tristeza...

Minhas TPMs vêm mudando com o tempo. Todo mês é um mês diferente. Já tinha ouvido falar nisso, mas não tinha notado que eu mesma já era um exemplo. Os sintomas mudam ao longo da vida da mulher. Quando adolescente, morria de dores e enjôos. Depois, tinha enxaquecas, vontade de brigar com o mundo. Nos últimos meses, revezo crises de irritação incomensurável e tristeza profunda, uma melancolia que toma conta do meu pensamento 24h por dia.
Ou será a época de Natal que intensifica este sentimento?
Eu adoro Natal. Sou uma pessoa festeira por natureza - herança do meu pai, herança da minha avó. E Natal não é diferente. Acho muito família, dia de trocar presentes, afeto, abraços. Talvez por isso bata uma sensação triste. É fato que rola uma nostalgia, saudades dos Natais de quando era criança, do peru que minha avó fazia, do Natal que passei sozinha com meu pai.
Pensar que temos uma ceia farta e tem tanta gente por aí que não tem nada... Nem uma casa, nem um familiar...
Sei lá...
Não é sempre que temos que rotular nossa tristeza. Ela vem, se instala, chateia e depois vai embora.
Passa a TPM, chega o reveillon...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

2011 chega...

De mansinho, 2011 vai chegando...
Aos poucos, engatinhando como um gato, assim como quem tem preguiça de se lançar ao desafio. Sim, só faltam 11 dias para 2010 acabar. E lá se foi mais um período de lutas, sonhos, realizações. Paramos um minuto (entre 23h59 do dia 31 e 0h do dia 1o) e voltamos à labuta. Tudo de novo. Porém após uma respirada, uma aliviada de apenas um minuto. Tempo curto, porém milagroso. Quando nos damos conta, já estamos aqui de novo, pensando no que será...
Todo ano é a mesma coisa. E todo ano penso o quanto é genial o cara que teve esta idéia de reveillon, de um ano com 365 dias, de apenas um minuto e... pronto! Estamos novos. Prontos para outra...
Que benção!...
FELICIDADE É TER PAZ.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

É por isso...

Há coisas que me deixam chateada. Porém, passam. E há coisas que realmente me deixam chateada e de bico - se é que vc me entende. Há ainda as coisas que me deixam chateada, de bico e irritada. Mas eu acho que as piores entre todas estas citadas são as coisas que me deixam chateada, de bico, irritada, mas principalmente magoada, sentida, triste.
Eu canso de aconselhar as amigas sobre o fato de que as pessoas não têm bola de cristal - nem GPS (como é o meu caso), nem tampouco simancol. No entanto, eu mesmo me esqueço. É o caso de "casa de ferreiro, espeto é de pau" ou "pimenta nos olhos dos outros é refresco". Não tenho nada contra as pessoas estarem felizes e não se darem conta de que há sempre alguém ao lado que pode estar sofrendo. Eu mesmo já devo ter vivido isso zilhões de vezes - nos dois papéis. Mas confesso que às vezes isso enche o saco mesmo. Ou melhor, chateia.
E aí voltamos ao início do texto.
Enfim, é por isso que eu bebo...

Boa ou má notícia


A culpa não é minha - vou logo dizendo. Mas tive uma notícia agora que não sei se fico feliz ou triste: minha academia vai fechar por quase 40 dias. Motivo: as chuvas que caíram no domingo infiltraram nas paredes por conta de uma obra que há tempos não sai do lugar. Resumo da ópera: parte das salas está interditada pela Defesa Civil.
Ai, que tristeza! Minhas gordurinhas estão pululando na minha bundinha...
Ai, que alegria! Não precisarei fazer um esforço fenomenal para acordar toda manhã para suar a camisa (literalmente!).
Dito isso, resta-me procurar outra atividade. Por que quem quer emagrecer não desiste nunca... rsrs... é quase o mesmo de ser brasileiro. Estamos todos no mesmo barco!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Três anos

E quando eu menos esperava lá se foram três anos sem minha avó querida. "A Rita levou meu sorriso...". Sim, é verdade... Dia 8 de dezembro de 2007. No dia do show do Police no Rio. Um calor do cacete, dia bonito, sábado de sol. E nós lá velando a passagem dela.
A minha Rita.
A Rita faz falta. Muita falta... Mais de mil dias sem ela. Passou tão rápido que nem minha terapeuta acreditou. Curiosa sensação. Nem parece e, ao mesmo tempo, parece pacas.
Uma saudade doída, uma vontade de reaver aquele colo, aquele riso solto, aquela companhia que chegava sorrateira de manhãzinha só para me ver antes de ir para o trabalho, que ficava em pé na porta do banheiro enquanto eu tomava banho só para não perder nem um minuto da conversa. E também aquele olhar inconveniente para os amigos que ela desconhecia, a eterna reclamação sobre minhas poucas ligações, a preguiça de ir a pé a qualquer lugar.
Isso sem falar na minha infância coberta de mimos, vontades atendidas, lanchinhos especiais, brincadeiras a quatro mãos, férias históricas, presença constante. Minha avó foi minha mãe nas férias. Minha avó foi minha mãe. Muitas vezes.
Amiga de sempre. Amor correspondido. Certeza de um abraço. Choro em conjunto. Um beijo afetuoso, uma mão que enrosca a sua para atravessar a rua, papos intermináveis, segredos repartidos.
Muita tristeza de não tê-la mais aqui.
Muita alegria de tê-la conhecido...

Dia de Oxum

Nessa cidade todo mundo é d'Oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha...
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n'água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d'Oxum
É d'Oxum...
É d'Oxum...
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar nas ondas do mar...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Letícia chegou!

Aos interessados, ontem chegou a este mundo a Letícia, irmã do meu amado João, meu afilhado postiço. Filha do casal mais gente boa q existe - Ana Flávia e Edu Aveiro, amigos meus de longa data, a menina chegou abalando: 3,600 kg com 49 cm. Linnnnnda!! Vai dar trabalho...
A nova mascote da minha tchurma tá com saúde e a família está ótima.
Seja bem vinda, lindinha.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A vida imita a arte

Tô muito emocionada com o movimento de "carioquice" que tenho visto nos últimos dias. O orgulho de ser carioca, de viver nesta cidade, de ser parte dela voltou. O Rio é a nossa casa, mas andava tão bagunçada q preferíamos jogar a sujeira embaixo do tapete e, por isso, cada vez mais íamos perdendo o amor por ele. Estranhamente, num momento de tanta violência, este sentimento ressurge. Com uma força nunca vista...
E isso se deve a um trabalho - que independe de sua linha política (e ele tem mesmo)- deveria ter começado há tempos. É um mopvimento de cuidado, de respeito com a cidade em que vivemos, de tratar as causas dos problemas cariocas, não os sintomas.
Me comove ouvir as pessoas falando bem da nossa polícia, do nosso governo, do Bope. E isso, é fato, deve-se ao sensacional filme de José Padilha. Ficção e realidade se confundem, mas é uma confusão do bem. Assim como em outros países em q o cinema elevou a auto-estima da população, aqui o filme "Tropa de Elite" eleva a esperança do carioca (e até do brasileiro) em dias melhores. Ver as pessoas acenando para o Bope passar, dando força às suas ações, acreditando no seu poder de fogo, não tem preço.
É a volta da esperança da população, já tão castigada pela violência, já tão vítima de maus políticos, já tão atingida por mazelas criadas pelas diferenças sociais. E este sentimento repercute do outro lado: é o apoio que estes soldados precisam num momento delicado como esse.
É de chorar... Acreditem...

Mais do mesmo II

Arnaldo Jabor fez uma crônica forte e certeira no Jornal da Globo anteontem. Bem no fim da noite. E me impressiona que um cara de Zona Sul tenha esta visão tão aberta. É verdade: a violência destes dias deve afetar muito mais o psicológico dos moradore sda Zona Sul, um bando de quatrocentões ou patricinhas e mauricinhos q estavam acostumados a olhar pela janela de sesu apês milionários e achar q seus quintais eram tranquilos. E eram mesmo. A escória ficava na Zona Norte, na Baixada. pois bem, a violência de agora é para todos. Nunca a vi tão democrática. O que me faz pensar q talvez desta forma seja mais fácil atenuar a situação... Afinal, não são só operários os afetados. São a nata da sociedade.
Quando ouço no jornal falar sobre o fechamento do comércio numa comunidade do subúrbio, penso que é a primeira vez q isso é mostrado na imprensa nacional, pq na verdade os moradores da região acham isso corriqueiro. Estão acostumados à esta triste realidade, apesar de pagarem impostos como todos os outros.

Mais do mesmo

A cobertura jornalística dos fatos atuais me deixar estarrecida. A grande mídia se divide entre trabalhos fantásticos e outros sofríveis. Ontem, ouvi na rádio que "boatos dão conta de que a Linha Amarela está sendo invadida". Ninguém dizia onde, nem como... E o pior: eram boatos. No dia anterior, foi o shopping. Sim, um shopping teria sido fechado por causa de ameaças de bomba. Qual shopping? Nossa cidade é pequena, mas é recheada deles.
Concordo plenamente com as autoridade que, apesar de apavorados, nós moradores do Rio temos q tentar manter a rotina, senão estamos dando aos marginais o q eles querem, mas como fazer isso sem notícias precisas, informações que nos ajudem neste sentido. Como vou para casa? Vou passar por onde? Que transporte público devo usar? lamentável.
Ao mesmo tempo, a cobertura da Globo, a nave-mãe, foi impressionante. Mudou sua programação em função do momento mais importante q a cidade sede dos Jogos Olímpicos deve passar nos próximos anos. Momento fundamental para sua sobrevivência como capital turística hoje e sempre. Aplausos para Tatiana Nascimento, repórter séria e de fibra que se mantém forte nestes dias naquele helicóptero. Era ela mesma que estava lá enquanto via bandidos saindo das matas como ratos, em busca de um esconderijo, correndo em direção ao Morro do Alemão? Ainda não consegui apurar, mas seja quem fro merece meu aplauso.
Aliás, a cobertura merece pr~emios de jornalismo. E certamente os terá.

Graça


Eu tinha um milhão de outras coisas pensadas para falar aqui, mas diante da situação em que o meu Rio de janeiro se encontra realmente não me sinto à vontade. Jornalista é isso: tem q estar sempre opinando, em meio aos acontecimentos, devorando informações que chovem sobre nossas cabeças.
O que acontece hoje aqui, na MINHA cidade, era algo já esperado. Confesso, porém, que não esperava que fosse agora, que fosse desta forma. Mas se foi, graças a Deus. Já tinha passado da hora. E aqui registro meu agradecimento a este Cara Supremo que permitiu que eu assistisse ao que está acontecendo. É um fato histórico. Uma guerra pela paz. No Brasil.
Me perguntaram ontem se eu achava que era possível vencermos a batalha. Eu tenho dúvidas. Afinal, a violência, o tráfico, o miserável sendo comprado pela ilusão de ser melhor através da marginalidade são coisas que existem há séculos, no mundo todo. Mas o que vemos hoje é um grande passo. O grande passo. E como minha geração está tendo o privilégio de assistir a tantos momentos que vão entrar para a biografia brasileira, por que não? Já vi a volta da democracia, vi derrubarem um presidente, vi elegerem um operário para o mesmo cargo, acabei de ver uma mulher sendo alçada ao mesmo... Por que não ver a minha cidade mais tranquila, mais pacífica, mais nossa?
Não é pedir muito. E mesmo se for, acho que o Cara tem sido tão generoso que não vai se incomodar de nos dar mais esta graça...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Red: sobrenome entretenimento


Se vc gosta de ação como a galera lá de casa e não dispensa uma comédia, o filme que vc está procurando é "Red - Aposentados e Perigosos". Imagine juntar Bruce Willis, Helen Mirren (lembra de "A rainha"?), John Malkovich e Morgan Freeman, um roteiro de ação com muitas pitadas cômicas e um diretor a fim de criar uma sátira aos espiões mais conhecidos de Hollywood? Esta é a combinação que deu forma ao filme. E eu achei divertidíssimo!

Frank Moses (Willis) é um agente da CIA reformado que foi morar num cidade singela do interior. Não tendo mais que passar os dias a olhar por cima do ombro com receio do ataque de um qualquer agente inimigo, Frank despende as suas energias a cortejar uma jovem funcionária de telemarketing chamada Sarah Ross (Parker). Eles resolvem matrcar um encontro, depois de muita papear pelo telefone, mas no dia marcado Frank é atacado de surpresa por um bando de agentes encapuzados. Ele agora é o alvo. E isso faz com que volte a sua vida antiga (bem a cara daquelas películas já velhas nossas conhecidas), tendo como parceiros a nata do cinema mundial.
Não, não é um filme que vai entrar para a história. Nem este parece ser o objetivo do diretor Robert Schwentke, que já fez outras coisas (mas que não conheço nenhuma). Porém, parece ser um dos mais rejuvenescedores. Capaz de rir dos seus próprios clichês, cheio de invencionices tipo "Matrix", com toques românticos bem ao estilo "A gata e o Rato", sabe? Isso pq Bruce Willis será sempre aquele charmoso investigador da agência "Lua Azul".

O meu pecado

Outro dia estava na manicure e vi que lançaram uma linah sensacional de vermelhos. Aliás, etse papo de esmalte é da hora, né? Só se fala nisso e no quanto a indústria de cosméticos está ganhando. Enfim, estou eu lá, feliz e formosa fazendo minhas unhas e dei de cara com uma coleção linda só com nome de pecados capitais. Tinha gula, ira, inveja e preguiça... não vi os outros, mas me encantei com eles, pensando qual seria o meu naquele dia... Ou será o meu de sempre.
Cheguei à conclusão que é a preguiça.
Putz, se eu ainda fosse gulosa e não tivesse preguiça, estaria magérrima.
Se fosse invejosa enão fosse preguiçosa, estaria numa terapia diária tratando o assunto. O mesmo para ira... até pq ninguém vive irado o tempo todo.
Ô, maldito pecado, que nos atrapalha em tudo...
Quero consertar isso...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Perdas

Uma amiga querida perdeu o avô na semana passada. Po rconta da correria do trabalho, do dia a dia maluco, da distância, não soube disso. Só descobri ontem lendo o blog dela. Conheço bem a dor da perda e sei que cada um sente de maneira diferente. Não cabe aqui disucrsar sobre o tema.
Neste espaço, só quero deixar um abraço para ela - que sei que é uma entre os meus 10leitores, um cafuné na cabeça e um colo, quando precisar. A vida é isso mesmo. Uma passagem... Vale aproveitar o máximo dela enquanto é tempo.
Força aí, querida.

Tô tentando...

De vez em quando acontecem coisas nas nossas vidas que tenho certeza que vieram para sermos testados. E não importa mesmo se vc vem sendo boa gente já que estamos aqui para aprender. Acredite, de alguma forma a merda vai respingar em você.
Tõ com um problema sério em casa. Tão sério que não sei como lidar. Aliás, já procurei prodissionais capacitados que possam me dar uma mão, mas a cada dia fico mais pilhada com as respostas. São evasivas, sempre.
Minha vontade é chutar o balde. Tipo deixar a água correr e deixar que as coisas se resolvam por si só, mas sei que isso tem um preço que pode ser muito alto. Minha terapeuta diz que o ideal é fazermos o mais dificil, pois depois o que é fácil é mais rápido de ser feito.
Tõ tentando...
Tô tentando...

Será que vai chover?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais II

Apesar das dificuldades, estou feliz com o resultado. A auto-estima melhora sensivelmente.

Mais sobre aparelhos ortodônticos

Devo confessar aqui neste querido espaço que se a questão for só estética, eu não aconselho ninguém a colocar aparelho. Tudo bem, o rosto muda, fica mais harmonioso, te dá uma certa paz com o espelho, mas a dor beira o insuportável. pelo menos para mim, que tive inclusive que extrair dois dentes saudáveis.
Detalhe: o que era um tratamento de três anos ultrapassou os sete. Sim, é verdade. na maioria dos casos, os dentistas te dão uma previsão otimista - a realidade é outra.
Sem contar que o aparelho móvel deve - a partir do momento que vc tirar o fixo - ser o seu acessório permanente. Não, permanente é pouco. O aparelho móvel é um acessório eterno.

Livre!


Ontem, inaugurei uma nova etapa na minha vida: tirei pela segunda vez o aparelho ortodôntico. Não preciso dizer que estou me sentindo liberta, porém tb estou com uma dor insuportável nos dentes. Cruzes! O tal aparelho móvel - que achei q seria a solução da minha vida - está me matando. Tanto que a cabeça tb já reclama e os ouvidos, idem. É o tal período de adaptação...
Mas tá bonito!!

Que máximo!

estou dando aulas de informática para minha mãe. Acredite, é verdade! Acho tão engraçado imaginar que alguém q me ensinou as coisas mais básicas da vida hoje se enrola com algo que considero tão simples. Afinal, é o meu dia a dia.
Fato é que a moça já tá se virando bem. Nesta smeana nos falamos via Gtalk. Não é o máximo?
Estou que sou só orgulho!...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"Vejo o Rio de Janeiro..."

Deixei São Paulo hoje com cara de terra da garoa. O calor deu lugar a um friozinho e uma chuva fina, que nada lembrava o temporal que caiu na madrugada. Gostoso o clima... Acho que só hoje os paulistanos voltarão a sentir a temperatura voltando ao normal.
Só não gostei do aeroporto, que de tão cheio parecia que alguém estava distribuindo passagens de graça. Pior que a Rodoviária Novo Rio.
Reclamona eu??
Cara, a verdade é que gosto mesmo é da minha cidade. Pode me chamar de provinciana, mas ver aquele marzão se aproximar na aterrisagem do avião... ah, isso, sim, não tem preço!

Ui!

Minha amiga Si Lanes, porém, salvou minha vida ontem. Me mostrou um pedacinho do lado bom de São Paulo. À tarde, saímos do evento que fomos cobrir para almoçar um churrasco delicioso no Itaim Bibi. Maravilha!!
Ralamos mais o restante do dia e à noite ela me levou à L' Osteria do Piero, no Jardim paulista. Cacete!! Aí, a cidade se redimiu. Comemos um típico couvert italiano, com berinjelas sensacionais, sardella, azeitonas temperadas e um pão italiano de comer rezando. E depois arrematamos com um inhoque à veneziana, com mussarela de búfala e filé.
Ui!!
Não preciso dizer que quase não dormimos à noite.
Já não temos mais idade para fazer a digestão disso tudo tranquilamente... rsrsrs
boas lembranças de Sampa!
E, além disso, ainda matei saudades da minha querida.
valeu!

Não via a hora de voltar.

Nos meus dois dias de Sampa, detonei com metade do mito da maior capital brasileira.
Putz, o lugar é quente pacas, as pessoas são mal educadas, os prestadores de serviços são ineficientes, o hotel era uma merda, a massa me fez passar mal. Ufa...
Não via a hora de voltar.

Sampa: kd o mito

Cheguei em Sampa e a primeira coisa que pensei é que como estamos no horário de verão ia dar para ver ainda à luz do dia um shopping, o Ibirapuera, o transito, a Paulista pegando fogo por conta dos engarrafmentos. Tudo isso só vi pela janela do táxi. Ao chegar no hotel, fiz a bobagem de tomar um chuveirada. O casnsaço bateu pesado. Já não sou a mesma...
Relaxei um pouco e resolvi ir a uma cantina indicada pelo hotel. Ali, próximo, dava para ir a pé... O lugar era bacaninha e com forno a lenha. Achei bacana. O público falava alto e animado. Pensei que a comida não poderia ser ruim.
Me dei mal.
Aquele couvert italianinho, tão esperado, não rolou. A cantina só dispunha de pão italiano com manteiga. Comecei a ficar meio desconfiada. Para beber, só vinho em taça. Eu, hein... E meio vagabundo. Meu fettucine veio com um molho branco parecia uma água suja. Prefiro o meu.
Enfim, meu debut na nova Sampa (pelo menos para os meus olhos) não foi boa.
Voltei para casa frustrada...

Sampa, cidade lego

Esta vida de viajante profissional não é para mim. Já passei por isso há uns dois anos quando minha casa parecia ser nos hotéis Brasil afora. E para quem adooora aviões como eu, é um prato cheio.
Devo declarar aqui que viajar a lazer não tem absolutamente nada a ver com trabalho, embora possa parecer diferente. Viajar a trabalho, na maioria das vezes, quer dizer frequentar aeroportos, suportar turbulências nos vôos, dormir em hotéis impessoais e pouco (ou nada) conhecer a cidade para onde está indo. Infelizmente, as viagens profissionais quase sempre são feitas à noite, passa-se o dia seguinte na labuta e o retorno é no dia seguinte tb à noite. Ou seja, nada de turismo.
De qq forma, de vez em quando, isso faz parte do meu dia a dia. Fazer o quê?... Hoje, por exemplo, posto de Sampa, a terra da garoa. Cheguei aqui na segunda. Confesso que ainda estou chocada com a cidade, como se eu fosse debutante aqui. Não é verdade, porém nesta correria que acabo de citar nunca vi São Paulo.
A cidade é de impressionar. Logo do avião, vc nota que parece uma metrópole feita de lego. Saca o brinquedinho que vai se amontoando?... é isso aí. É prédio até o horizonte longínquo... Absurdo!!!!!!!
Agora, imagina se eu q moro em capital fiquei pasma com a grandiosidade, penso sobre o sentimento de um nordestino que mora no interior. É de ficar boquiaberto mesmo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paulo Ricardo (e RPM)

Já sabia parte do que foi exposto ontem no programa. Como fã lunática do RPM - ainda adolescente ia a todos os shows e meu quarto era povoado de fotos dos moços, vasculhei tudo o que podia para tentar entender o que acarretou o fim precoce de uma das maiores bandas de rock do Brasil. Talvez a melhor de todas em termos melódicos. Ainda lamento que os quatro coiotes tenham permitido que o sucesso subisse à cabeça (assim como o álcool e a cocaína).
De qualquer forma, não acredito em retorno. E o programa de ontem deixou muito claro. Cada um seguiu sua vida e aquele momento foi... Deu para imaginar o tamanho da loucura da banda quando os meninos chegaram a se comparar aos Beatles. Cada um sabe de si.
Em tempo: só para vcs, queridos 10 leitores (e que me perdoem os marmanjos recalcados). A verdade é que Paulo Ricardo continua lindo. Liiiiiiiiiiiiindo! Um tesão. O cara toma formol na veia. É como vinho, não envelhece - só melhora. Continua inteligente, articulado, sensual. E, porra, aos 48 anos, né?? Não é para qualquer um. Já casou, descasou, casou de novo, descasou, já fez um monte de merda, gravou discos emprestáveis, mas continua incrível. Ui...

Por toda a minha vida

Antes de qualquer coisa, aplausos para a direção, o roteiro, a apresentação, a produção do programa. Putz, sempre me emociono vendo cada edição. Parabéns aos envolvidos!
Não gosto muito quando é encenada a realidade, pq nem sempre os atores são eficientes, mas as entrevistas e as imagens de arquivo valem a pena.
Pena ser tão tarde. Acho que é algo para ser repensado.

peraí...

Peraí que no apagar das luzes desta semana de correria não poderia deixar de comentar o "Por toda a minha vida" de ontem. Porra, impossível não falar de RPm, paulo Ricardo, loucura adolescente e afins.

Hedwig e o Centímetro Enfurecido

"Hedwig" é de foder. Vc já viu? É o espetáculo teatral mais rock´n roll que vi nos últimos tempos. Há falhas, mas que sinceramente não deixam de passar o recado. É musical dos bons. Eu sei, eu sei que quem conhece Paulinho Vilhena da tv vai ficar com o pé meio atrás, mas acredite: ele dá banho. Talvez sua maior força seja a parceria. O cara faz dueto com Pierre Baitelli, um louro lindo que se traveste na mulher mais escrota que vc já conheceu. Juntos, eles surpreendem.
A peça conta a história de Hansel, um jovem gay alemão. Nascido em Berlim Oriental, Hansel conhece o militar Luther, por quem se apaixona. Este último, ainda que simulando idêntico sentimento, impõe a Hansel que troque de sexo, pois do contrário não se casaria com ele. A operação é feita com permissão da mãe, que não só autoriza a loucura como lhe dá seus documentos para que Hansel agora passe a se chamar Hedwig. A cirurgia é falha, e a agora Hedwig é abandonada por Luther num trailer em Kansas City, nos EUA. Sua frustração é vomitada em canções roqueiras que pilota à frente do "Centímetro Enfurecido", banda que ganhou o nome do que restou da tal operação. Os shows são feitos no subúrbio underground e grotesco dos EUA.
Mais tarde, Hedwig se apaixona pelo músico Tommy Speck, que rouba suas canções e se converte numa estrela do rock. Mais uma vez descartada, Hedwig passa a perseguir Tommy em sua turnê mundial, apresentando-se em bares sujos perto dos estádios onde ele toca para milhões de fãs. Durante seus shows, dá especial ênfase ao amor e à busca por sua cara-metade.
A peça de John Cameron Mitchell, que conta com letras e músicas assinadas por Stephen Trask, está em cartaz no Teatro das Artes. Com direção de Evandro Mesquita, tem colocado o teatro abaixo. O horário naõ é dos melhores - 23h30 às sextas e sábados, mas vale a pena. Exibido com sucesso nos Estados Unidos e em muitos países, a versão brasileira do musical tem cenário e iluminação sensacionais. E a banda que acompanha o trio (sim, é show de rock pauleira durante 1h10 com guitarrista, batera e baixo presentes) é irrepreensível.
A nota baixa vai para Eline Porto (que faz o papel de Yitzhak, novo amor de Hedwig), que deixa a desejar em muitas cenas e a tradução literal das músicas. Puxa, ali valeria trabalhar um pouco mais nas letras e apostar em rimas. Uma pena.
De qualquer forma, espetáculo atual que chama a atenção para a realidade gay e, ao mesmo tempo, proporciona conhecer esta estrela linda, loira e competentíssima que é Pierre Baitelli.

HEDWIG E O CENTÍMETRO ENFURECIDO – Texto de John Cameron Mitchel. Direção de Evandro Mesquita. Com Paulo Vilhena, Pierre Baitelli e Eline Porto. Teatro das Artes. Quarta e quinta, 20h; sexta e sábado, 23h30.

Emoção ou razão?

A oposição entre razão e emoção é o tema central de “Amantes” (Two Lovers). Confesso que fiquei curiosa pelo filme após ler a sinopse e o elenco: de prima. Mas fiquei meio decepcionada. Sim, eu sei que os cinéfilos de plantão estão na grande rede rasgando elogios ao filme, mas não vi esta coca-cola toda...
A idéia é discutir as opções que fazemos na vida em relação à vida afetiva: o que será mais indicado? Uma paixão ardente ou uma amor construído aos poucos? Um caso ardente de tirar o sono ou o carinho embaixo das cobertas moldado pela estabilidade?Eu, do alto de minha experiência, tenho minha opinião. mas e vc?
Leonard (Joaquin Phoenix) vive no subúrbio e trabalha em um negócio familiar. Seus pais possuem uma lavanderia, negócio que ele ainda quer assumir. Aliás, Leonard perdeu o rumo depois de um pé na bunda que tomou da última namorada. De repente, aquela vida que parecia fadada ao fracasso, inclusive ameaçada por duas tentativas de suicídio, vira de cabeça para baixo com a aparição de duas garotas totalmente diferentes: a primeira é a filha de outra família judia do mesmo ramo, Sandra (Vinessa Shaw), doce, amiga, presente. A outra é uma nova vizinha, Michelle (Gwyneth Paltrow), drogada, envolvida num caso com um homem casado, totalmente despirocada. Detalhe: ambas são lindas e estão a fim dele. Pelo menos, inicialmente.
O desenrolar é interessante, mas o roteiro é vagaroso. Dá até vontade de dormir. O final não é surpreendente, até pq para segurar a Gwyneth tem que ter muita bala na agulha...
Enfim, eu não achei grande coisa, mas o melhor mesmo é vc mesmo assistir, caro leitor. Assim, me eximo de ter sido tão má com a produção imensamente elogiada.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Presente

Ter uma presidenta com uma vida digna de roteiro de cinema me deixa imensamente satisfeita. Os meus 10 leitores (pois é, ganhei mais uma há uns 20 dias) já devem ter notado minhas tendências de esquerda, embora eu saiba que há tempos isso já não existe no mundo - quem dirá no Brasil. De qq forma, estou bastante feliz com o rumo que meu país vem tomando. Ver uma mulher subir ao posto mais importante da minha nação chega a me emocionar.
Pode parecer bocozice, mas isso - para mim - sinaliza uma mudança de paradigma, mais uma que Deus me deu o privilégio de assistir. É a história viva. É o que fará parte dos livros no futuro. Minha avó não viu isso e quando meus filhos forem adultos vão achar tããão natural... mas a verdade é que fico tocada. Não por ser qq mulher, mas por ser uma ex-guerrilheira, uma lutadora, uma pé-de-boi que passou mais da metade de sua vida trabalhando nos bastidores.
Sim, Dilma não tem o menor carisma. Não é bonita, não é simpática, não é um exemplo de mulher pública. Mas é dona de uma história sensacional.
Imagine uma personagem que lutou contra a ditadura de todas as maneiras possíveis - incluindo a armada, foi presa e torturada, traída pelo marido tb guerrilheiro com quem continuou casada, teve uma filha e entrou para a vida pública. De tesoureira num estado da União, ela se tornou presidente da República anos depois. O cargo mais alto do executivo. Seu ideal de um país melhor agora só depende dela mesma. Ela é a autoridade máxima.
E isso nem precisa ser dito. Quem a teve como refém, sabe que quem dá as cartas agora é ela.
Depois de Lula, Dilma...
Meu país merecia este presente.

E vamu-ki-vamu!

Há tempos não pinto por aqui. Um misto de preguiça com falta de tempo. De qq forma, estou disposta a resolver a questão. E vamu-ki-vamu!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bom finde para vc!

Semaninha complicada essa. Graças a deus, os dias úteis chegam ao fim. Emendei uma virose, que ainda não sei se curei totalmente, com a chegada dos dias vermelhos. Ou seja, uma mistura de enjôo, cólica, enxaqueca, diarréia. Pior do que isso só a morte.
Pelo menos, voltei à minha rotina, ao meu escritório, ao meu canto e à minha mesa que chega a ser caótica de tão bagunçada. Isso me dá um pouco mais de conforto.
É isso. E mais não digo.
Bom finde para vc!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sonoooooooooooooo


Você já viu o "Senhor do Anéis"? Sabe quando todos os personagens começam a ouvir aquela voz ou ver aquela estranha imagem do vilão os atraindo para as montanhas do mal?... Pois é, estou me sentindo assim hoje.
O monstro imenso e fofo do sono me chama sem parar. Ele habita a caverna fresca e escura, a qual convenciou-se chamar de "meu quarto", e fica lá sob meus lençóis naquela cama macia, me atraindo o dia todo. Para isso, ele usa várias artimanhas: pode ser uma cerveja na hora do almoço, pode ser um trabalho mais sacal, pode ser o sol na minha cara. Fato é que meus olhos insistem em fechar e a minha cabeça pende para o lado. Não consigo formar mais uma frase... Um sufoco!
Preciso de um super-herói para me salvar desta coisa grotesca!...
Socorroooooooo...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Às vezes...

Às vezes, acho que falo demais...
Às vezes, acho que como demais...
Às vezes, acho que durmo demais...
Às vezes, trabalho muito.
Às vezes, acho que quero demais...
Às vezes, acho que sofro demais...
Às vezes, acho que espero demais...
Às vezes, amo muito.
Às vezes, acho que busco demais...
Às vezes, acho que reclamo demais...
Às vezes, acho que sou demais...
Às vezes, sonho muito.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dapieve e a amizade

Arthur Dapieve é destes jornalistas que escrevem o que vc gostaria de ter escrito. Tá tudo ali, na sua cabeça, pronto para tomar de assalto seus dedos no teclado e de repente... ele já escreveu, já publicou, já colocou no jornal suas palavras. Ruim? Não, é um pouco frustrante, mas ao mesmo tempo é tão bom saber que tem alguém que traduz parte do seu sentimento.
Na sexta-feira, ele fez uma crônica que tem tudo a ver com o que venho pregando nos últimos tempos.
Poucos e bons amigos. Sempre. Isso, sim, vale a pena.

Da amizade
Há coisas que te ajudam a viver

A presidenta da Argentina estava em visita oficial ao Brasil. Como parte dos compromissos, ela e seu colega brasileiro foram visitar, na companhia do prefeito de uma capital, a Escola Municipal Diego Armando Maradona. Lá, assistiram aos alunos jogarem uma pelada e ouviram o orador eleito pelas turmas. “Blá-blá-blá, em nome de tudo isso, eu saúdo a presença da presidenta da Argentina, nosso país irmão”, finalizou Joãozinho, sob aplausos de ambas as comitivas.
Quando as crianças cercaram a visitante ilustre, o presidente brasileiro aproveitou para puxar o pequeno orador a um canto e perguntar: “Pô, Joãozinho, vem cá, tu não acha que exagerou chamando a Argentina de país irmão, não?” O aluno não arredou pé: “Não, senhor presidente, é país irmão mesmo!” Ao que o presidente insistiu: “Pô, não dava pra tu chamar só de país amigo, não?” E disse o Joãozinho, triunfante: “Não, senhor, porque amigo a gente escolhe!” Eu tinha pouco mais idade que o Joãozinho quando li essa piada — sem as modificações ditadas pela memória e pela atualidade, claro — numa antologia do “Pasquim”, o glorioso tabloide satírico que pentelhava a ditadura militar e ao qual eu fora apresentado pelo meu pai. Apesar dessa valiosa herança, a piada sempre pareceu dizer-me como eu me sentia, entre a família e as amizades. Por razões que aqui não importam, os amigos se tornaram mais importantes do que os familiares. Sei que é algo meio duro de ser escrito, sobretudo numa sociedade que preza muito, ao menos da boca para fora, a “instituição da família”, mas é a mais pura verdade.
Nos últimos meses perdi dois amigos, além de uma tia de quem eu gostava, mas que já não me reconhecia. Dizer que essas perdas me colocaram para pensar na morte pela enésima vez seria banal. Inclusive porque não há dia da vida em que eu não pense na morte, ora com um sentimento de injustiça, ora com uma esperança de descanso. “Há uma luz que nunca se apaga”, cantou um cara a quem aprecio, Morrissey, sem intenção de transcendência.
O problema não é a morte, não é nem o morrer, como pensam alguns outros ateus. O problema é não conseguir enxergar o prazo de validade na embalagem. Embalagem que, afinal, também é o conteúdo (não creio em fantasmas na máquina).
Meus dois amigos não se conheciam e morreram de repente, de ataque cardíaco, pouco antes ou pouco depois de completarem 50 anos. Como eu dizia, essas perdas me colocaram para pensar não na morte, mas na amizade.
Porque o bode decorrente tem algo de paradoxal. Associo a amizade a algo leve, sem cobranças, ressentimentos ou segundas intenções, a um exercício prazeroso normalmente praticado entre tragos largos e ingredientes gordurosos (aliás, um dos meus amigos era garçom), a ocasiões nas quais se tem a impressão de que a vida é bela. A morte, nesse cenário, é aquela bêbada chata que insiste em sentar-se à mesa, mesmo nunca tendo sido convidada. O Zuenir Ventura tem dito por aí que considera a amizade um sentimento mais forte que o amor, porque ela não tem cláusula de exclusividade, nem costuma ter ciúme. Mestre Zu sabe tudo. Eu só acrescentaria que a amizade não pede exclusividade, mas inclui fidelidade.
Conseguir reunir-me com os amigos em torno de interesses comuns — música, literatura, política, viagens e, claro, uma boa sacanagem — costuma ser um dos grandes momentos da minha semana. Quando não consigo, a vida ao lado da família que escolhi ter acaba prejudicada pelo meu mau humor. Note que “interesses comuns” não equivale a “opiniões comuns”, como acreditam certos círculos mentalmente preguiçosos. Seria chatice mortal ficarmos horas em torno de uma mesa concordando em tudo. Daí a importância do futebol, não só para as amizades como para o aprendizado democrático de cada dia. "Pênalti indiscutível", na prática, é apenas uma figura de linguagem.
Por isso, valorizo ainda mais os amigos.
Eles me expõem a outras formas de pensamento, até quando a gente acha que está só jogando conversa fora, sem pensar em nada.
Fico vendo as pessoas se gabarem de ter não-sei-quantos amigos no Facebook. Acho uma vulgarização da palavra amigo e do próprio sentido de amizade. Nessa conta, entra gente que nem sequer se conhece. Eu não quero ter um milhão de amigos, não, Roberto.
Nem Facebook. Não que seja homem de poucos amigos — e, isso vai sem eu dizer, amigas —, mas gosto de cultivá-los um a um, por suas características peculiares, não via estatísticas.
Também não menosprezo amizades nascidas na internet. Entretanto, para se efetivarem amizades, elas têm de sair do virtual, para o prazer do convívio à mesa. Algo revelador, íntimo e divertido, tipo assim... “O encontro marcado”, clássico do Fernando Sabino, ou “Meus caros amigos”, filme(s) do italiano Mario Monicelli.
Infelizmente, amigos não duram para sempre, é a óbvia constatação dos últimos meses. Ou porque eles fazem a desfeita de morrer antes da gente ou porque alguma circunstância os afasta em vida. Porém, o bem-estar que a amizade proporciona, este sim, é eterno. Até a hora em que o nosso próprio coração, cansado de ver a mesa se esvaziando, faz ao garçom que não está mais lá o gesto de escrever algo no ar.

E continue comendo isso se for capaz...*

Será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda? Ou será tudo isso aomesmotempoagora? Que tristeza... No que diz respeito à comida, me parece que a segunda opção é a mais certa.
Lendo hoje uma matéria na grande rede, me deparei com uma pesquisa feita pelo jornalista David Zinczenko, autor do livro "Eat This, Not That". O cara, que deve ser um britânico à toa que gosta de aterrorizar quem gosta de junk food, incluiu uma puta análise no tal livro sobre os piores alimentos da indústria alimentícia. Diga-se de passagem, os tais são os mais gostosos do mundo, né? Fazer o quê? Era o que faltava.
Confere aí e continue comendo isso se for capaz:
Nuggets: A receita original, que une frango, pão e óleo, já não existe há tempos nas lanchonetes. O nugget industrializado tem pelo menos 20 ingredientes (alguns chegam a ter 35), entre eles água, dextrose, óleo de girassol, conservantes, açúcar e fosfato de sódio. Em um único pedaço, é possível encontrar a carne de pelo menos sete galinhas diferentes.
Sanduíche de salame: A maioria das carnes processadas vendidas em lanchonetes e grandes redes de fast-food tem a mistura de porco e carne para baratear seu custo. O salame, principalmente o de baixa qualidade, costuma ser feito de restos do boi, geralmente sobras de músculo, coração e tripa. Uma fatia de salame costuma ter cerca de 15 ingredientes e muito, mas muito sal. Também contém nitrito e nitrato de sódio, conservantes considerados cancerígenos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Hambúrguer: Estes pedaços de carne estão cada vez mais contaminados graças à produção em larga escala, que aumenta a proliferação de bactérias nas fábricas. Muitas companhias utilizam a amônia na carne para evitar a proliferação de E.coli e salmonella, duas bactérias que causam intoxicação alimentar. O problema é que acabamos ingerindo carne com detergente. Um outro alerta: nos Estados Unidos, estudos já demonstraram que um único hambúrguer tem pedaços de pelo menos 100 bois.
Sanduíches feitos com pão integral: Não caia nesta pegadinha. A maioria dos pães integrais nas redes de fast-food tem menos de 2% de grãos integrais, ou seja, não são nada saudáveis. Além disso, contém substâncias que não são encontradas nos pães caseiros, como o sulfato de amônia, o sulfato de cálcio e o xarope de milho de alta frutose. Em uma pesquisa na rede Subway americana, Zinczenko descobriu que a coloração escura de alguns pães não era por causa dos grãos integrais. A rede utilizava um corante caramelo para deixar as fatias com uma cara mais saudável.
Balas coloridas: O excesso de corantes nas balas e nos chocolates com casquinhas coloridas é péssimo para as crianças. Um estudo publicado no jornal científico 'Lancet', mostra que eles podem aumentar a hiperatividade e os problemas de comportamento nos pequenos. Além disso, são riquíssimos em açúcar. Um pacote pequeno de bala, por exemplo, pode conter mais açúcar do que duas barras de chocolate.
Salgadinhos e batatas chips: O típico salgadinho industrializado contém nada menos do que 39 ingredientes. Destes, apenas três são encontrados no supermercado: a batata, o queijo e o óleo de soja. A maioria tem gordura hidrogenada e glutamato monossódico (MSG), usado para realçar o sabor e estimular o apetite. Estudos ligam o glutamato a enxaquecas, alergias, irritabilidade, tonteiras e até dores no peito.
* De O Globo on line

Dá-lhe, Toshi!

Eu estou torcendo pelo Toshi, mas fiquei bem chateada ontem com a saída da Nanda. Falo do Hipertensão, o reality doido de pedra que a Globo está colocando no ar nas noites de domingo e quintas-feiras. Pilotado pela fofa Glenda Koslowsky, o programa tem ums provas de resistência inclusive para quem assiste. Imagina que os caras que vão para a tal prova de fogo, que define quem continua no programa na semana seguinte, são obrigados a beber sangue ou degustar baratas com lesmas ou quem sabe mergulhar num tanque cheio de cobras. Dose para leão.
Fato é que um tal de Marcos, participante babacóide que se refugiou numa atitude covarde de formar grupinhos, foi para a final junto com o concorrente para o qual torço, um japa na dele, persistente e bom de briga. Ontem, foi a semifinal e a única moça que conseguiu chegar lá foi a Nanda, uma estudante lindinha com pinta de patricinha, mas que comeu até carne crua no osso para se manter na disputa. Infelizmente ela dançou ontem. Uma pena realmente.
Na quinta-feira, é o duelo entre Toshi e Marcos.
Vou começar a fazer minhas mandingas em casa para o japa dar uma surra no pedante de carteirinha...
Acho programação tosqueira!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The Brega´s: a estreia



A estreia do THE BREGA´s, na segunda-feira, dia 11, no Espaço Multifoco foi um sucesso. Além de reunir os amigos (e aqueles que mais torcem por mim e pelo meu amor), ainda comemoramos o retorno de um querido que passou uma temporada fora. Vimos que o projeto tem futuro. A diversão foi garantida, posso dizer.
Aqui, posto algumas imagens daquela noite memorável e deixo aqui meu sincero agradecimento a todos que foram nos prestigiar e conhecer "a banda mais cafona de todos os tempos". A quem não foi, fica o convite para o próximo.



Abaixo, o casal mais brega e mais divertido de todos. O meu carinho aos dois. Figuraças.

Mais política

Na carona dos meus pensamentos, uma amiga me enviou um e-mail que faz questão de mostrar um pouco mais do candidato da oposição. Aqui, aproveito para compartilhar com vcs, meus caros 10 leitores.
No e-mail, estão os links onde as informações podem ser conferidas. Notícias idôneas, na maioria dos casos. Nem vou colocar tudo pq senão a gente se perde.
Abaixo, os melhores momentos:

Qual dos candidatos à presidência da República:

1. tem a ficha suja com 17 processos judiciais a maioria por improbidade administrativa, e recentemente foi indiciado em mais um, por calúnia e difamação?
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=33999
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Pol%C3%ADtica&newsID=a3068486.xml

2. assinou a norma técnica regulamentou o aborto até o 5° MÊS (20 semanas) DE GESTAÇÃO pelo SUS?
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6972
http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

3. cuja filha, quando era ministro, recebeu uma bolsa de estudos caríssima (R$ 60.000,00 mensais) nos EUA paga pelos dos donos da AMBEV (cervejarias), e que hoje é uma das donas do Mercado Livre.com, e uma das mulheres mais ricas do Brasil (apareceu até na Forbes)?
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/14457_VERONICA+SERRA
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT18860-15273-18860-3934,00.html
http://people.forbes.com/profile/veronica-allende-serra/52688

4. cuja filha, quando era ministro, abriu uma empresa nos EUA e em paraísos fiscais, em sociedade com a irmã do banqueiro condenado Daniel Dantas, que vendia informações privilegiadas de licitações públicas no Brasil, a Decidir.com; e quebrou o sigilo fiscal de 60 milhões de brasileiros na internet (inclusive o seu)?
http://www.cartacapital.com.br/politica/sinais-trocados

5. que usurpou a autoria dos programas dos genéricos (Jamil Haddad), da AIDS (Lair Guerra e Adib Jatene) e o FAT, deixando de dar os créditos aos seus verdadeiros idealizadores?
http://viomundo.naweb.net/denuncias/genericos-jamil-haddad-denuncia-serra-e-psdb/
http://www.viomundo.com.br/denuncias/aids-serra-assume-como-dele-programa-de-lair-guerra-e-adib-jatene.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u35700.shtml

6. que se apresenta como engenheiro e economista mas não terminou a graduação nem é formado em nenhuma dessas carreiras?
http://correiodobrasil.com.br/serra-tambem-nao-tem-diploma/3239/

7. cujo candidato a vice foi acusado de desviar dinheiro da merenda escolar de crianças carentes das escolas públicas?
http://www.jusbrasil.com.br/politica/5159371/vice-de-serra-foi-alvo-de-cpi-da-merenda/relacionadas/todas

8. que não sabia dos esquemas de corrupção que existiram no seu ministério e que duraram décadas: escândalo dos Vampiros e das ambulâncias superfaturadas, Sanguessugas, tendo inclusive participado de entrega desses veículos e elogiado os corruptos?
http://www.saude.df.gov.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=25831
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1273685-5601,00.html
http://www.istoe.com.br/reportagens/4776_OS+VEDOIN+ACUSAM+SERRA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
http://www.youtube.com/watch?v=hWlYIbbyPqs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=H2UamrXfefo&feature=related

9. que só não teve Arruda, ex-governador corrupto do DF, como seu vice, porque ele foi preso antes pela Polícia Federal por corrupção – mensalão do DEM?
http://www.youtube.com/watch?v=NImym3T_Ozw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=S4_Vl2u2wWo

10. que em 2001, quando foi ministro da saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue e demitiu sumariamente seis mil agentes de saúde no Rio, causando a maior epidemia de dengue da história com 207.521 casos e 63 mortes?
http://veja.abril.com.br/270202/p_034.html

11. que destrata os repórteres que lhe fazem perguntas embaraçosas e chegou a confiscar a fita original de uma emissora de TV para evitar que as suas cenas de agressividade e arrogância com a apresentadora fossem divulgadas, além de atacar até os jornalistas que são seus aliados?
http://www.youtube.com/watch?v=hIf9GISBL8E

12. cujo primo e sócio Antonio Marim Preciado obteve o perdão de uma dívida com o BB de 74 milhões de dólares, e esteve sempre envolvido nos negócios nebulosos do candidato?
http://www.conjur.com.br/2002-set-20/leia_acao_impetrada_mpf_serra_citado_3?pagina=7
http://www.conjur.com.br/2002-set-20/procuradoria_aponta_rede_nebulosa_torno_serra
http://veja.abril.com.br/150502/p_042.html
http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=4244

RESPOSTA: JOSÉ SERRA CHIRICCO (nome completo do candidato, vc sabia?)

E o passado remoto?!...

Diante do arranca-rabo eleitoral, a que assistimos no momento, fiz o meu melhor papel: o de eleitora consciente. Em quase todos os debates a que estive presente entre os amigos (ou não) só se falava do caso Erenice e do dossiê que devassou a vida da filha de Serra. Além, é claro, da atuação de Zé Dirceu e do Mensalão.
Tive que ir em busca de mais detalhes. Destes casos, não. Como leitora diária de jornais (e jornalista), tenho tudo quentinho na mente. Mas lembro-me bem (embora não tenh a memória privilegiada) que a gestão FHC não pode ser chamada de mais limpa do mundo. Precisava ter uma base melhor. Ou seja, se todos fazem questão de lembrar do passado recente (ou recentíssimo, em alguns casos), vamos clarear a cabeça em relação ao passado remoto (?).
E encontrei.
O objetivo é ter uma escolha imparcial. Ou seja, pelo melhor. Ou menos pior, como queira.
Embarque nessa tb.

Na gestão FHC tivemos:
- O escândalo da SIVAM
- A ajuda do Banco Central a alguns bancos "especiais"
- Precatórios
- Compra de votos para a reeleição de FHC
- Favorecimento aos bancos FonteCidam e Marka (lembram-se do Cacciola?)
- Secretário de FHC com o juiz Nicolau e os R$ 220 milhões para construir o TRT em Sampa (alguém comentou sobre o Zé Dirceu?)
- FHC atua pessoalmente para eviatr a CPI da Corrupção
- engavetador-geral da república: Brindeiro engavetou quatro processos criminais inclusive contra FHC
Mais detalhes abaixo:
No início da gestão de Fernando Henrique Cardoso na presidência do Brasil, denúncias de corrupção e tráfico de influências em um contrato de 1,4 bilhão de reais para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia levaram à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara dos Deputados. As denúncias foram feitas pela revista IstoÉ em 1995, por meio de transcrição do áudio de fitas gravadas pela polícia federal com conversas telefônicas entre o empresário José Afonso Assumpção, dono da Líder Táxi Aéreo, representante da empresa norte-americana Raytheon no Brasil, e o embaixador Júlio César Gomes dos Santos, então coordenador de apoio e de cerimonial da Presidência da República. Como resultado, Francisco Graziano, secretário-particular de FHC, Mauro Gandra, ministro da Aeronáutica e o embaixador Santos foram exonerados. A CPI, entretanto, foi esvaziada e não conduziu nenhuma investigação sobre as empresas, sob a alegação de que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União já tinham feito esse trabalho.[23][24].
Em agosto de 1995, após a eclosão da crise dos bancos Econômico, Mercantil e Comercial, o governo FHC destinou, por meio do PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) 29 bilhões de reais a sete instituições financeiras privadas. A Câmara dos Deputados instalou uma CPI para investigar as relações entre o Banco Central do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional. A comissão, entretanto, limitou-se a justificar o socorro aos bancos, sem apurar as denúncias de irregularidades.[25][26]
Em novembro de 1996 o Tribunal de Contas da União constatou a existência de irregularidades praticadas pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) no pagamento de precatórios e ações em andamento, tais como extravio de processos e a realização de acordo extrajudicial pagos sem aprovação em juízo, além de valores remunerados superiores aos valores apresentados pelo DNER.[27] Os prejuízos para a União ultrapassaram o valor de 120 milhões de reais. O governo federal decidiu extinguir o órgão em seguida.[28]
Em 1997 gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC. Nas fitas, os deputados Ronivon Santiago e João Maia (ex-PFL) confessavam ter embolsado duzentos mil reais cada um para votar a favor da emenda e afirmando que a fonte monetária era o ministro Sérgio Motta. Os deputados renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas a base governista conseguiu impedir a instalação de uma CPI para investigar a compra de votos.[29][30][31]
Em 1999, após a desvalorização do real e a mudança da política cambial, o governo federal foi acusado de favorecer, por meio do Banco Central, os bancos Marka (de propriedade de Salvatore Cacciola) e FonteCidam (Luís Antônio Gonçalves), supostamente vinculados a lideranças do partido, em operações cambiais.[32] Segundo reportagem publicada pela Istoé, o então Ministro da Fazenda, Pedro Malan, sabia com antecedência dos riscos de crise sistêmica das alterações na política cambial. Mesmo aconselhado pela área técnica do Banco Central a simplesmente fechar os bancos e pagar os credores com as garantias da Bolsa e os bens dos dois banqueiros, Malan preferiu poupar o patrimônio de Cacciola e Gonçalves, ao custo de 1,4 bilhão de reais para os cofres públicos.[33] A proposta de criação de CPI foi arquivada graças à pressão da base governista.
O secretário-geral de FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira, foi alvo de diversas denúncias durante a gestão do PSDB na presidência da república. Envolveu-se no escândalo da construção do novo edifício do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, por meio do registro de mais de duzentos telefonemas ligando-o ao juiz Nicolau dos Santos Neto, coordenador de um esquema de corrupção que desviou mais de 220 milhões de reais dos cofres públicos.[34], suposta montagem de caixa 2 para a reeleição de FHC[35], lobby para empresas de informática, envolvendo contratos com valores na ordem de 21 milhões de reais[36] e uso de fundos de pensão no processo de privatizações.[37].
Em 2001 partidos de oposição ao PSDB tentaram formalizar a CPI da corrupção, visando a investigar 28 supostos casos de corrupção durante a gestão FHC.[38][39] O governo, entretanto, conseguiu barrar a CPI. Na época, o então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, fez a seguinte declaração: "Nunca vi um presidente da República interferir tanto no Congresso para enterrar uma CPI. Por que ele não quer [a instalação da CPI da corrupção]? Nunca vi um presidente da República ter tanto medo."[40]
O procurador-geral da república do governo FHC, Geraldo Brindeiro, foi fartamente criticado por sua inação. De 626 inquéritos criminais que recebeu, engavetou 242 e arquivou outros 217. Somente sessenta denúncias foram aceitas. As acusações recaíam sobre 194 deputados, 33 senadores, onze ministros e quatro sobre o próprio presidente FHC.[41] Por conta disso, Brindeiro recebeu o jocoso apelido de "engavetador-geral da república".[42]

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu Rio...

E, afinal, é ou não é uma beleza a visão da minha janela?

Minha 10a leitora

Quero dar as boas vindas à minha 10a leitora: minha querida Luciana Musa. Lu, seja bem vinda e espero que vc se divirta!
Bjo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O filme do ano

Eu esperei muito tempo para isso. Eu e mais 2,8 milhões de espectadores que passamos parte do nosso finde em filas para comprar o ingresso e sermos alguns dos que primeiro assistiram "Tropa de Elite 2". Como boa jornalista, me pergunto: "por que esperar até diminuir os rumores? A graça é participar dos debates sobre o filme e saber do que se fala. Depois, já foi."
Não fiquei lá em pé feito uma doida, amontoada nas filas, não. Meu padrasto foi mais ligeirinho. Bom, né? Compramos eu e meu querido a última sessão do sábado. Um dia após a estreia já tínhamos nossa opinião sobre a continuação do filme histórico de José Padilha. É verdade, o longa é uma porrada. Tão forte e intensa que quero assistir de novo. Principalmente pq faz referências ao passado recente da política carioca, associando personagens aos políticos de plantão. Chega uma hora que vc não sabe quem é quem. Garotinho, Alvaro Lins, Wagner Montes... É uma diversidade de gêneros...
Tropa 2 é uma produção hollywoodiana, um blockbuster em potencial. O roteiro de Braulio Montovani é polêmico e, salvo detalhes que passam despercebidos, é linear, faz refletir, é típico de um bom filme policial (ou será um filme político?). As cenas dirigidas por Padilha são perfeitas - coisas que pouco vimos anteriormente. A guerra civil que presenciamos todos os dias está ali, na tela. Explosões, tiros, perseguições.
O filme é, sim, um divisor de águas do cinema nacional. A maquiagem é perfeita, os cenários, o figurino, o elenco. E que Deus ajude o cara que estiver na mira do Capitão (agora comandante) Nascimento: é de dar medo. Wagner Moura está mais uma vez na pele de seu melhor personagem. E bem, muito bem. Quem é Moura e quem é Nascimento? É de assustar mesmo.
Nesta versão, porém, ainda há o brilho de André Mattos (sempre fantástico) e de Sandro Rocha, uma revelação de lamber os beiços. André Ramiro e Milhem Cortaz convencem de novo como André Matias e Capitão Fábio. Maria Ribeiro está discreta como deve ser seu personagem.
A história gira em torno de um Nascimento dez anos mais velho e agora subsecretário de Inteligência do estado. Desta vez, o inimido não é só o garotão da Zona Sulk que usa drogas, mas a galera de cima: o rico, o político, o policial corrupto, a milícia. Agora, os inimigos de Nascimento são bem mais perigosos e reais, palpáveis, eu diria.
Com isso, o filme cresceu. Os personagens são de carne e osso, têm dúvidas, têm problemas, têm sentimentos dúbios. As frases de efeito continuam lá e devem cair mesmo no gosto popular, como "Pede para sair". Agora tem "Quer me foder? Me beija".
O novo Tropa é de ser aplaudido de pé. Para mim, seu único problema é não nos mostrar saída para tudo o que vemos na tela, um retrato cruel da nossa realidade. Infelizmente. Mas aí Padilha ia precisar muito mais de uma varinha mágica do que uma câmera na mão.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

THE BREGA´s: É HOJE!

Hoje é dia de soltar as frangas, mergulhar no armário e me vestir da maneira mais espalhafatosa, rir de mim e dos outros. Não só isso: mas tb achar engraçado a nossa cultura, os nossos gostos musicais, a nossa maneira de vestir, a forma como falamos. Somos bregas mesmo - na maior parte do tempo das nossas vidas. E não adianta dizer o contrário.
Nesta noite estreia meu novo projeto em parceria com o meu querido: THE BREGA´s - a banda mais cafona que vc já viu. O melhor e o pior de todos os ritmos - do axé ao rock, do pop ao samba, do sertanejo a lambada.
Ou seja, é para dançar mesmo!

A ideia surgiu depois de nossa viagem de férias. Conhecemos no Recife um grupo chamado "Faringes da Paixão", uma banda formada por seis doidos varridos que cantavam tudo o que há de mais tosco nas últimas décadas. Algumas coisas a gente até gostava muito e se divertiu horrores. Só que aí começamos a pensar que muito do que apreciamos - embora neguemos isso até a morte - é considerado brega por outras pessoas e até por nós mesmos anos depois. Nascia ali o THE BREGA´s.

Montar o repertório, como eu já disse para a maioria dos meus amigos (muitos já conhecem bem esta história) foi a parte mais divertida. Fizemos uma seleção não só do que gostávamos, mas do que os mais próximos nos traziam, ritmos e canções que já cantamos muito e outras que tínhamos vergonha de confessar que depois de umas biritas faziam parte da nossa trilha sonora.
Daí para agregamos no mesmo show Luan Santana, Mamonas Assassinas, Zezé di Camargo e Luciano, Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Titãs, Sidney Magal, Kaoma, Fagner, Beto Barbosa e tantos outros foi um pulo. Acreditem: há gosto para tudo!

Com o objetivo de nos divertirmos, mas tb de nos despir destes rótulos que nós mesmos nos impomos, lançamos hj o THE BREGA`s, composto por Daniel Pereira (primeiro vocal e violão), Felipe Girardi (vocal e violão/ guitarra), Eduardo Souto Maior (bateria) e Leandro Assis (tecladista).

Vamos entrar para a história.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Interessante...*

Uma pesquisa encomendada pela revista Elle inglesa mostra que a maioria das mulheres valoriza mais o carinho do que o sexo nos relacionamentos amorosos. Na enquete feita pelo grupo Relate, 38% das participantes afirmaram que terminariam um relacionamento se parassem de receber apoio emocional do parceiro. Apenas 2% dariam um fim à relação se as relações sexuais fossem ruins.
A psicóloga Sally Brampton, que coordenou a pesquisa, avalia que, apesar das mulheres estarem mais modernas em vários aspectos, elas ainda são muito tradicionais quando o assunto é carinho, companheirismo e compreensão. Ela também nota que as mulheres estão mais exigentes neste aspecto do que nunca. Há 25 anos, quando a revista fez a mesma pesquisa, quase nenhuma mulher colocou intimidade e apoio emocional na lista de prioridades da relação.
O levantamento mostra que quase 40% dos relacionamentos terminam devido a um distanciamento emocional do casal. Outros 31% acabam pela falta de perspectiva de uma vida feliz e produtiva juntos. Apenas 2,4% terminam por causa de uma vida sexual ruim.
Assim como diversos outros estudos, o levantamento também mostra que os homens colocam uma importância muito maior na vida sexual do que as mulheres. Enquanto elas medem o nível de intimidade da relação pelas conversas e o lazer, eles avaliam a vida a dois pelas relações sexuais.
* De O Globo on line

Vai ser um fervo!

A Lapa vai ferver na segunda-feira, dia 11. Não, não é só porque é véspera de feriado, mas tb pq é a estéia do meu mais novo projeto - com o meu querido. Chama-se THE BREGA´s, a banda mais cafona e mais divertida que vc já viu na vida.
Olha aqui os modelitos que estou pesquisando para ir a caráter.
Vai ser histórico!

Sou dessas...

Tenho duas amigas loucas de pedra e a quem eu amo muito - alô, Rose Marie! Alô, Ingrid! - que sempre usam a frase "sou dessas...". Pois bem... Tb sou dessas.
Sou dessas que vivem lutando contra a balança.
Sou dessas que amam sua família.
Sou dessas que curtem uma cerveja no finde.
Sou dessas que são apaixonadas por seus companheiros.
Sou dessas que são amigas até debaixo d'água.
Sou dessas que admiram o pôr-do-sol sempre que possível...
Sou dessas que amam bichos.
Sou dessas que não gostam de exercícios.
Sou dessas que reclamam das manchetes dos jornais.
Sou dessas que têm sono depois do almoço.
Sou dessas que gostam de novela.
Sou dessas que amam sexta-feira.......
Ai, delícia.
Sou dessas mesmo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tropa 2: é na sexta, dia 8

Crianças, na sexta, dia 8, estreia o filme mais aguardado dos últimos tempos: Tropa 2. Pelo trailer, é de arrepiar. O repórter Rodrigo Foonseca, de O Globo, esteve em Paulínia, quase capital do cinema brasileiro - onde tudo é filmado hoje em dia - para a pré-estreia e ficou bem impressionado. Segundo ele, o filme foi ovacionado.
A produção é infinitamente superior ao original de 2007, segundo ele, por conta da complexidade dramatúrgica e narrativa.
O capital Nascimento é agora tenente-coronel futuramente promovido a subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. E o roteiro tem mais a ver com o Rio atual - envolvido com os milicianos. Por conta disso, tem até personagem inspirado em Marcelo Freixo, meu candidato, eleito deputado federal no último pleito. O cara pilotou a CPI das Milícias e ganhou fama.
A crítica na íntegra vc encontra aqui:
http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/#330357
Estou curiosíssima!

Aborto: ilegal?

Embora o tema deste post tenha tudo a ver com política neste exato momento da vida do brasileiro, é fato que falar de aborto não tem a ver com política. Para mim, é uma questão de saúde pública.
Acho um absurdo considerar um aborto ato ilegal. Diante de tanta gente que morre ou enfrenta sequelas infinitas por conta de ter tentado tirar um filho das maneiras mais primitivas, nem acho justo discutir o tema. Para mim, não ter um hospital apto para atender uma paciente que enfrente esta questão é no mínimo retrógrado - para não dizer coisa pior.
Sinceramente, o Brasil é um país tão metido a ser modernoso e ainda discute temas tão antiquados, conservadores, ultrapassados. Um país que permite que meninas de dois ou três anos usem saias micro e rebolem na tv "na boquinha da garrafa" e ainda questiona se uma mulher tem direitos ou não sobre seu próprio corpo... Acho o fim...
Acho o fim da picada quererem abordar uma questão de foro tão íntimo.
Acho o fim da picada o tema ser considerado tão intocável a ponto de tirar pontos de uma candidata.
Acho o fim da picada fecharem os olhos para uma questão de saúde...
Quem é estuprada não pediu isso para sua vida. E portanto não é obrigada a conviver com este fantasma o resto da vida.
Quem é vítima de um pai ou tio tarado não tem que ter um bebê simplesmente pq seu país não permite que ela tire de dentro de si o que não é fruto de amor.
Quem tem 13 anos e resolveu descobrir sua sexualidade tão jovem (e isso é claro que terá um peso grande em sua vida mais tarde) tb não deve acabar com sua adolescência por isso.
Se é certo ou errado espiritualmente, que quem passou por isso (coitadas!) acerte as contas com o "Cara Lá de Cima" na hora que for, mas nós não temos o direito de opinar sobre algo que não nos diz respeito.
Aborto é tema que já deveria ter sido extirpado das nossas vidas, se tivéssemos uma sociedade sem pessoas doentes, tendo a educação sexual em pauta em todas as escolas, capaz de punir corretamente quem fosse estuprador. Não é o caso, infelzimente. Então é justo que busquemos um outro caminho.

Corra...

E o Festival do Rio tá rolando.
Eu tô enrolada até o último fio de cabelo, mas se vc tá com um tempinho vago, corra para ver qq filme. Só de participar desta festa do cinema já é muito bacana.

Política

Vamos combinar: em tempos de 2o turno, quem vota é rei. E é isso mesmo. Para conquistar o seu voto, caro eleitor, a Dilma e a galera do PT vai ter que rebolar. Assim como a galera asqueroda do Serra.
Veja por exemplo o que estão fazendo da Marina Silva - quase uma pop star. Todos querem Marina. E, sinceramente, vejo o eleitorado brasileiro muito decepcionado, pois curiosamente está meio sem ter para onde ir. Marina é o Lula de 20 anos atrás de saias e sem barbas. Tá bom, tá bom... Mais magra talvez, mas é ele. A diferença é que o discurso é mais paz e amor. Mas na verdade é um pouco do que o Lula foi e já se sabe que ele não é (ou não pode ser) mais.
A Marina, minha gente, assim como o Lula, chegando ao poder tb vai ter que ceder ao poder, vai ter que fazer conchavos, vai ter q prometer cargos a torto e a direita, vai ter que fazer pactos que nunca dantes foram imaginados.
E vc tem dúvidas? Pelo amor de Deus...
Não existe mundo cor de rosa. A política é um resumo de si mesma. Política. Só isso. Nada além disso - e vc sabe o que isso significa? Política.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Rio continua lindo... Sempre!

Tô passando uns dias fora da empresa cobrindo as férias de uma amiga jornalista no birô onde ela trabalha. Me sinto meio perdida longe daquele meu canto bagunçado, onde me siento meio em casa. Logo ali, ao lado da Cinelândia. Meus horários estão em completa bagunça, meus compromissos atrasados, meu corpo cansado do corre-corre para conseguir dar conta de tudo. Estou meio fora de órbita.
Em compensação, esta minha amiga - alô, Si, aproveite Porto de Galinhas! - ocupa um espaço privilegiado no centro da cidade. De sua mesa, uma janela se descortina à frente. Imensa e escanacarada para um Rio de Janeiro em todo o seu esplendor. Daqui, vejo parte da Lapa com seus Arcos em reforma, a catedral suntuosa, um Pão-de-Açúcar lindo e uma parte da Baía, com direito a Monumento dos Pracinhas, no Aterro. Do alto, até os carros no engarrafamento é colorido, interessante, iluminado.
Disso sentirei falta quando eu me for.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

THE BREGA´s

Se você não tem vergonha de dizer que curte som tranqueira, tipo sertanejo, pop meloso, pagode divertido... Vc já tem um compromisso para a segunda-feira, dia 11, véspera do feriado: THE BREGA´s - a estreia.
A banda cafona faz seu lançamento no Espaço Multifoco, com direito ao que há de melhor e pior em todos os ritmos. E vou te dizer que vai dar o que falar!
Segue o convite:

Reforma político-partidária

Vamos combinar que é um absurdo um deputado que a gente aprecia ganhar tantos votos que dá o direito ao partido de levar um desconhecido qualquer com ele para a Câmara ou a Assembléia. Pô, se eu votei no cara, eu só quero ele!
Se fosse assim, eu votaria no partido, né??
Reforma neles!

Tiririca

Ouvi hoje no elevador duas moças conversando. Minhas antenas captaram o seguinte diálogo:
- São Paulo votou em massa no Tiririca. Isso só prova o quanto paulista é palhaço. É justo que eles sejam representados por um cara desses...
Fecha o pano!

Segundo turno

E aí? Vamos ao segundo turno?
Minha dúvida é saber se quem votou no Serra realmente queria que ele ganhasse ou foi só para dar um susto no Lula. Ou isso seria aplicado aos eleitores de Marina? Não sei...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Por um país melhor

Já faz tempo que não tenho a menor intenção em convencer ninguém de nada. Quando se trata de política, então, menos ainda. Cada um tem a sua história, suas impressões, sua ideologia. No frigir dos ovos, a verdade é que cada um sabe onde seu calo aperta.
A diferença é que daqui a quatro dias vamos eleger o presidente do Brasil. Aí, não dá para ficar de fora. Nem como jornalista que sou, mas principlamente como cidadã.
Lá em casa, a maioria quer anular o voto. É fácil num dado momento se anular - e o voto nulo é um pouco disso. Mas não me vejo sendo neutra em relação ao futuro do país em que vivo e onde pretendo criar meus filhos. Afinal, alguém ocupará aquela cadeira. Se pelo menos ela ficasse vazia diante do meu "voto de protesto"?!...
Não acredito muito nesta teoria de que "todos estes caras aí são fdp!"; "Não tem um que preste!"; "é tudo ladrão!". Vamos escolher o menos pior. Se não, há ainda a possibilidade de vc mesmo ser candidato. Quem sabe?!... Assim, teremos um bom representante.
Entre os que estão, cada um tem sua preferência. Nunca votei na direita, mas como já sou da época em que esta divisão é meio nebulosa, não posso mais usar este argumento. O que posso dizer é que passou o tempo em que eu tinha ilusões sobre príncipes encantados - na vida, no dia a dia, no trabalho, na política. Sei bem que o que vivemos em nossos micro-universos é facilmente repetido (e numa dimensão muito maior) nos macro-universos, ou seja, precisamos mesmo fazer média, baixar a cabeça, conviver com gente do mal, fechar os olhos para conseguir alcançar nossos objetivos.
Ou seja, tô longe de querer eleger o ser humano perfeito para o posto mais importante da nação. Eu mesma não sou perfeita. Quero alguém do bem, que oriente o Brasil para o caminho do desenvolvimento, que olhe pelos mais necessitados, que nos dê esperanças de um mundo mais justo.
Apesar de não ter uma excelente situação financeira, sei que minha posição é muito acima da maioria da população. Moro numa das maiores capitais do país, tenho meu apê e fiz curso superior. Só por aí já dá para ver que não sou a maioria - estou naquela faixa do povo que se convencionou chamar de classe média. E, como sempre, esta faixa nunca foi beneficiada. Desde sempre, sei que a faixa que mais lucra no país é a de cima, a micro classe alta.
Enfim...
Tudo isso para dizer que este é o primeiro governo que vejo que alguém além desta faixa foi beneficiada. E isso é o que me motiva a pedir pela continuidade da atual gestão. Os mais pobres finalmente estão sendo assistidos. E isso me obriga a parar de olhar para o meu umbigo e dar um voto de confiança.
Pesquisei sobre o tema, ouvi argumentos mil, vi depoimentos que me tocaram. São 23 milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza. No gestão FHC, foram 2 milhões, pouco menos de 10% disso nomesmo período de tempo.
Curioso é saber que isso se deve a um plano do governo passado, porém só agora o projeto chega à ponta. O Bolsa Família resgata vidas da fome. A gente não quer só comida, é fato, mas tb queremos comida. Primeira ela. Sem ela, não há educação. Como estudar de barriga vazia? Como ter saúde sem ter feijão no prato?
Enfim, como declaração de voto virou moda, declaro para os devidos fins que meu voto é de Dilma. Não por ela. Mas pela continuidade do governo, que ainda aposto que mudará a vida do brasleiro.
Decepções? Já tive muitas. E isso já se sabe que é superável. Posso vir a ter novas? Claro, sempre. Mas ainda acredito. E acho que este é um princípio fundamental para quem busca um país melhor.

Comer, rezar, amar

“Comer, rezar, amar” chegou às telas na última sexta-feira (dia 1º). Tô curiosa. Me falaram muito bem do livro, mas não o li. No filme, a atriz Julia Roberts, no papel da autora Elizabeth Gilbert, e Javier Bardem, para o seu par romântico, o brasileiro Felipe.
A história é baseada em fatos reais e conta a trajetória de Liz que, apesar do sucesso profissional e pessoal, sente-se vazia. A escritora decide reencontrar os seus prazeres perdidos, como o gosto pela boa comida. Ou o conforto de uma religião, principalmente uma exótica para os ocidentais. Por isso, ela escolhe visitar a Itália e Índia, respectivamente. A Tailândia é escolhida para que Liz possa se reencontrar com um guru, que tinha previsto que ela voltaria. Mas lá ela encontra o terceiro caminho desse tripé, ao conhecer Felipe.
Vou conferir!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A melhor hora do dia...

E por falar em gostar de dor, acredito que esta tara não é só do meu querido. A academia, quanto mais próximo estamos do verão, mais vai enchendo. O banheiro é disputado a tapa. E os comentários são do mais alto nível:
"Minha bunda já tá ficando durinha... Na semana q vem, já troco de série."
"Agora já tô pegando 500 quilos em cada panturrilha..."
"Estou há quase três horas puxando ferro. Olha meu braço..."
"Ah, só uma horinha não dá para nada!"
Ufa...
Só de olhar dá preguiça de existir. Não rola de fazer amizade em academia, né?
Eu, por exemplo, ia conversar o quê? Que quanto mais rápido eu fugir dali mais fico satisfeita?!... rsrs
Sim, é um mal necessário. Então, eu vou. Ainda não inventaram uma pílula que nos faça saudáveis e magras de um dia para o outro. Então, eu malho a minha hora, faço a minha parte e fico feliz da vida, suando em bicas e com a cara vermelha como um tomate. Mas realmente não me vejo passando 1/3 do meu dia trancafiada ali.
Trato de tomar minha ducha e caio fora.
esta, sim, é a melhor hora do dia...

Progredindo...

Continuo afirmando que não sei mesmo que bem todo é este que dizem que os exercícios fazem ao corpo. O meu dói sem parar há dias. Quando não é a lombar, é a bunda, quando não é a bunda, é o pé, quando não é o pé, é a asa, quando não é uma coisa é outra. Cruzes credo!
Meu namorido (tb passando por uma fase geração saúde) chegou a me confessar que gosta desta "dorzinha". Eu , não! Deus me livre... Sou uma mulher que gosta de se sentir bem. Este negócio de dor não é a minha praia...
Sim, sim, dá uma sensação de dever cumprido com a gente mesmo, mas paro por aqui. Tb tá bom, né?
para quem só fazia levantamento de copo, até que estou progredindo...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"You are so beautiful..."

A comunidade solidária realmente me comove. E me diverte vez ou outra. Hoje, estava eu saltando do meu transporte próximo ao meu trabalho quando, sem prestar atenção, quase fui atropelada pelo entregador de água que vinha de bicicleta. Culpa minha! Imagina, uma tragédia em frente à empresa onde trabalho, onde conheço todo o mundo, logo pela manhã, numa sexta-feira.
Se fosse eu, teria no mínimo xingado aquela fdp, à toa, lesada que não presta atenção em nada logo de manahã: euzinha aqui. Bem, em vez disso, o entregador freou a bicicleta quase em cima de mim, abriu um sorriso e começou a cantar aos berros:
..."YOU ARE SO BEAUTIFUL... TO ME..."
..."YOU ARE SO BEAUTIFUL... TO ME..."
Não preciso dizer que toda a população em volta começou a rir, inclusive eu.
Detalhe: o rapaz só tinha dois dentes.
rsrs...
Ganhei o dia!

Festival do Rio: começa hoje!

É hoje. Finalmente começa no Rio o Festival do Rio 2010. A 11ª edição do evento tem mais de 300 filmes de 60 países, sendo 87 brasileiros. Entre os filmes escolhidos estão blockbusters, mas tb tem umas coisas que ainda nem chegaram a grande circuito. E tem para todos os gostos.
Todo ano eu me preparo para ir. Não dá para comparecer em tudo - óbvio! - mas dá para curtir e com pouca grana, pq muitas exibições são baratinhas, baratinhas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Variações sobre o mesmo tema

Lá vou eu me assanhar a palpitar sobre futebol. Na verdade, só me atrevo a falar de novo - depois de passar por diversas pitos - pq este é um assunto que se refere às relações humanas e não só ao esporte mais popular do país. Falo de Neymar.
Tenho acompanhado o problema do ídolo adolescente e me espanta que as pessoas estejam tão surpresas quanto às suas reações. Ah, gente, Neymar é um aborrescente que veio da pobreza e se viu de repente dono de tanta grana e poder que nem sabe mais como lidar com eles!... E só.
Para mim, o mau jeito, os palavrões e a falta de educação do moço em campo são reflexos da falta de maturidade da idade somada a um egocentrismo imenso, típico da época. É claro que tudo isso temperado pela fama é demais para a cabecinha de qualquer um que não tenha tido uma base muito sólida. Ainda mais depois da saída de Robinho, que era parceiro e já era mais crescidinho...
Culpa do futebol? Não sei.
Fato é que o tema vem sendo discutido desde a época de Romário e Edmundo e ganhou força nos últimos meses por conta do caso Elisa Samúdio e a possibilidade do goleiro Bruno (ex do Flamengo) estar envolvido. Estes meninos não têm estrutura para segurar esta onda de fama, grana, mulheres, mundo aos seus pés... tem que haver alguma consciência dos clubes em relação a isso. Terapia seria uma boa opção para todos, quem sabe?
Em vez disso, o que tem sido feito? Nada.
O caso do técnico Dorival Junior - do Santos (que foi demitido depois de suspender Neymar, que bem merecia não só um castigo quanto umas boas palmadas na bunda) é prova disso. Não importa o jogador, o que ele vai fazer, como vai se portar. O que importa é o resultado para o clube e, de certa forma, Dorival sabia disso quando afirmou em coletiva que sua atitude "talvez" não fosse boa para o clube, mas para o Neymar ia surtir bom efeito.
Resumo da ópera: o menino mimado tinha que ser colocado em seu lugar. Mas isso não gera lucros, o clube vai contra.
E assim será... Sempre. Pelo menos até q os cartolas do futebol se toquem do mal que eles fazem também para a sociedade que vêem seus ídolos como referência.