Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Pela volta da boa e velha Ana Maria
Tô de saco cheio desta uniformização dos programas nas manhãs da tv aberta. Eu estava adiando para falar sobre o assunto, mas não aguento mais. Puxa, quem me conhece sabe o quanto gosto de tranqueira e programa de mulherzinha logo de manhã é prato cheio para começar meu dia. Me divertia muito em ver as bobagens de Ana Maria Braga ao acordar, acompanhar as receitas, rir com o Louro José. Mas agora, por conta da concorrência, só tem notícia sinistra. Ratinho perde... Um saco. Impossível tomar café assistindo a acidentes causados por gente embriagada, brigas de meninas delinquentes na escola e animais que passam por maus tratos. Quero ter opções. #prontofalei
Boa viagem
Minha amiga querida renata Victal embarcou hoje rumo às suas férias. A moça vai fazer muita falta, mas tô feliz em saber que ela está feliz. Serão cinco dias em Roma e 15 dias com o namorado na Austrália. Vai com Deus, amiga, e divirta-se por mim. Na volta, bebemos umas juntas.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
"Um Dia": Sou Dexter!


Depois de meses de expectativas, fui assistir “Um Dia”. Tive a sorte de ter como companhia metade do grupo que não tinha lido o livro e a outra metade estava na mesma situação que eu – o livro do David Nichols foi o melhor q li nos últimos tempos. Romance rasgado, mas com uma precisão cirúrgica para falar das dores e amores de cada fase da nossa vida. Bem, ao contrário da crítica, não senti tanto o mau sotaque de Emma (Anne Hathaway), mas sim a velocidade com que o roteiro foi costurado. Os diálogos são inteligentes, como na publicação, mas não consegui acompanhar o amadurecimento de cada personagem, seu crescimento como pessoas e profissionais, as mazelas do dia a dia. Fiquei meio assim-assim, confesso.Para os que não leram o livro, notei a alegria em ver um filme tão delicado e cheio de nuances. Um amor que sobrevive ao tempo. E mesmo com a surpresa do fim todos ficaram bem impressionados. Diante disso, cheguei a conclusão de q o problema é sempre a expectativa. Preciso riscar esta palavra do meu dicionário. Quanto maior ela, mais frustrante pode ser o resultado. Mesmo que ele seja bom. Isso quer dizer: depois que inventaram o excelente, o muito bom perdeu valor.
O que posso sugerir: se vc não leu, vá ver o filme. É emocionante. Se vc leu, faça como eu. Pague para ver, depois comente aqui.
PS.: Sim, Anne vai ficando mais linda conforme o tempo passa e o ator escolhido para ser Dexter (Jim Sturgess) é um fenômeno.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Amar é para poucos*
Ivan Martins é aquele cara q escreve o q não temos capacidade nem de escrever, nem de ler, nem de demonstrar de qq maneira. Mas pensamos. E este é o grande lance. Neste artigo, Ivan consegue dizer exatamente o q penso. Mais um dele... Vale a pena ler.
***
Você já esteve apaixonada por alguém incapaz de gostar?
A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.
Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.
Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.
Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.
Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.
De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.
Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.
As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.
As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.
É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo – e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma.
* De Ivan Martins, editor da revista Época
***
Você já esteve apaixonada por alguém incapaz de gostar?
A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.
Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.
Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.
Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.
Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.
De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.
Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.
As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.
As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.
É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo – e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma.
* De Ivan Martins, editor da revista Época
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Quisera...
Estou num momento de redescoberta de mim mesma. Passei tanto tempo tentando me adaptar a uma nova vida que, no fim dela, já não sabia mais quem era eu. Não sabia mais o que gostava e como gostava, não sabia mais o que considerava importante ou não. Acima disso, ainda me pego querendo fazer coisas e me podando, simplesmente pq passei anos agindo desta maneira e aí já não sei mais se quero determinadas coisas ou se de alguma forma aprendi a não querer.
E afinal o que sou eu?
Quem sou eu?
É fato que só fazem conosco o que permitimos. E absolutamente eu devo culpar algo ou alguém da minha irresponsabilidade, da minha falta de compromisso comigo, da minha disponibilidade de esquecer o que EU quero. Sempre.
Hoje vejo que só consigo rever meus conceitos e definitivamente enxergar o outro quando estou a uma distância considerável. Fora isso, invento personagens, crio personalidades muito distantes da realidade. Será um problema só meu? Não sei. A terapia ajuda, mas é fato que cada vez me vejo mais vulnerável às minhas fantasias. É o momento mais maduro da minha vida e, ao mesmo tempo, um dos mais dolorosos. É a hora de dar de cara com a verdade, com o real, com o inquestionável, palpável. Quisera q fosse diferente... Quisera que houvesse realmente consideração, carinho, cuidado. Não, não há. Se queremos ser cuidados, cuidemos nós de nós mesmos. Fato.
E afinal o que sou eu?
Quem sou eu?
É fato que só fazem conosco o que permitimos. E absolutamente eu devo culpar algo ou alguém da minha irresponsabilidade, da minha falta de compromisso comigo, da minha disponibilidade de esquecer o que EU quero. Sempre.
Hoje vejo que só consigo rever meus conceitos e definitivamente enxergar o outro quando estou a uma distância considerável. Fora isso, invento personagens, crio personalidades muito distantes da realidade. Será um problema só meu? Não sei. A terapia ajuda, mas é fato que cada vez me vejo mais vulnerável às minhas fantasias. É o momento mais maduro da minha vida e, ao mesmo tempo, um dos mais dolorosos. É a hora de dar de cara com a verdade, com o real, com o inquestionável, palpável. Quisera q fosse diferente... Quisera que houvesse realmente consideração, carinho, cuidado. Não, não há. Se queremos ser cuidados, cuidemos nós de nós mesmos. Fato.
Isso é muito?
Passei um finde de merda. Tive boa companhia, umas horas de sono bom, carinho para dar e vender, comida que conforta. mas fato é q o coração tá machucado. O Prozac, por dias, me deixou a ver navios. Sim, me irritei, chorei, senti medo.
Preciso reagir a toda esta loucura. E me imponho uns momentos de paz de espírito. Meu Deus, isso é muito??
Preciso reagir a toda esta loucura. E me imponho uns momentos de paz de espírito. Meu Deus, isso é muito??
Surpresa?
Em meio à lavagem da escadaria com muito sabão em pó e anil, um tombo que me deixa sem reação. Dificil levantar. É verdade, o ano ainda não acabou... 2011 do cacete! Qdo vc acha q tudo está entrando nos eixos ou pelo se encaminhando, nova onda de terror, de tristeza, de mágoa. As surpresas da vida sempre me fodem a cabeça.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Beirando a alegria??

Um milhão de coisas acontecendo à minha volta e vontade zero de escrever. Confesso que já fiz vários rascunhos à mão... Coisa equisita para uma jornalista viciada em teclado... mas nada rola quando sento em frente à telinha. Nada.
É fato que o Prozac acalmou meus ânimos. Estes, aliás, só se aquecem agora por conta da TPM. Fora isso, calmaria. Me sinto um mar negro, à noite, com aquele ventinho quente de verão que assola a gente. Nada que tire ninguém do sério. Uma brisa que aquele o coração.
Tenho olhado muito no entorno. Minha tristeza foi embora. Junto com ela a angústia dos últimos tempos, a vontade de ir embora. Me redescobri nos últimos meses. Uma querida q não via há muito tempo me perguntou o que tinha acontecido ou, como ela mesmo disse, "desacontecido". A verdade é que, embora piegas, andei me sentindo uma lagarta. Feia, encolhida, cheia de espinhos. Sair do casulo e virar uma borboleta dói, mas sei que estou muito perto deste momento histórico.
Tenho sorte, sim. Não posso negar. Deus tem me privilegiado. Minha família, meus amigos, meu cachorro. Minha casa, meu carro, meu emprego. Nada necessariamente nesta ordem. Gente do bem que se aproxima, gente que me faz rir nos momentos difíceis ou que simplesmente escuta, gente que me ajuda a lamber as feridas... Tenho me achado sortuda, embora o ano não esteja sendo fácil. Uma amiga me disse que 2011 veio para fazer uma limpeza de tudo o que deveria ser deixado para trás. 2012 é o ano do renascimento.
Não sei se acredito ou se quero acreditar. A diferença disso é a força q é produzida dentro da gente. Me sinto outra. Cresci muitos anos em quatro ou cinco meses. Descobri um poder em mim nunca notado antes. Uma vontade de passar por cima de tudo o que há de mais negativo e me abrir para o novo, para o positivo, para o bom. tanto que tive um papo quase doce com uma das pessoas que mais magoou na vida. Passou.
Além disso, comecei a me ver de verdade. Olhei para o espelho e me encontrei. Recomecei a me achar bonita, interessante, inteligente. rsrs... O mundo fala tanto o contrário que quando vc menos espera já começou a acreditar nisso. Ou "o mundo está ao contrário e ninguém reparou" ou eu estou de cabeça para baixo: será q to beirando a alegria?? Tomara...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Para todos os dias
"Há os que viajam para os desertos para encontrar a paz, fogem das grandes cidades, do barulho e cortam qualquer tipo de comunicação; outros fecham-se em si e a procuram nas meditações e reflexões do sentido da vida; há ainda aqueles que negam qualquer tipo de culpabilidade, como se negação fosse sinônimo de libertação.
Se tivéssemos a possibilidade de correr o mundo inteiro, viajar todos os mares e subir as mais altas montanhas, atravessar o espaço e ir além das estrelas, ainda assim não poderíamos apagar quem somos, nem o que vivemos, não nos tornaríamos melhores e nem maiores.
Somente um olhar para dentro de si mesmo, um reconhecimento de total condição humana e dependência do Pai pode nos libertar e colocar nas nossas mãos a paz que tanto almejamos.
Ser honesto consigo é ser honesto com o mundo inteiro. Quem se engana a si mesmo, comete o maior dos enganos. Nunca, aqui na terra, seremos grandes, bons e perfeitos o bastante para dizer que não temos mais nada para aprender.
Aprendemos a cada dia, às vezes com lágrimas e dor no coração. Não nos livramos das culpas quando fugimos delas e as desculpas não agem como sabão.
Se quisermos dar passos ao encontro do caminho da paz e de um mundo melhor, devemos aprender a aceitar certas coisas:
- Não sabemos tudo;
- O outro pode perfeitamente ter razão;
- Devemos assumir nossas culpas sem nos refugiar nas desculpas e isso não nos impedirá de olhar para a frente;
- Os erros que cometemos não devem nos amarrar definitivamente ao passado;
- O direito que temos de errar, outros também têm e fracassar uma vez não é fracassar para a vida toda;
- Os pais também se enganam e mesmo quando isso acontece é que desejam o melhor para os seus filhos;
- Cortar os pontos com alguém é cortar pontes onde nós e os outros poderíamos atravessar e viver isolado não é a melhor solução para resolver problemas;
- A comunicação é importante para evitar mal-entendidos;
- Franqueza e doçura não precisam estar dissociados;
- Evitar uma briga vale mais que ter razão;
- Os gestos valem tanto quanto palavras;
- Não é só a intenção que conta, mas ela conta muito;
- Brincar não é privilégio das crianças;
- Devemos perdoar até setenta vezes sete;
- Ninguém é melhor que ninguém;
- Somos todos moldados do mesmo barro e o mesmo Deus que soprou nas minhas narinas, soprou nas narinas do meu irmão;
- Todos temos pecados;
- Jesus também chorou, Ele foi crucificado, mas nunca crucificou.
- Podemos estar na mais alta montanha, no mais longíquo dos desertos e ainda assim estar longe de Deus.
- Aquele que busca a Verdade, encontra a Paz.
- Se somos herdeiros do pecado e herdeiros do bem. São as sementes desse último que devemos deixar ao longo da nossa passagem."
Se tivéssemos a possibilidade de correr o mundo inteiro, viajar todos os mares e subir as mais altas montanhas, atravessar o espaço e ir além das estrelas, ainda assim não poderíamos apagar quem somos, nem o que vivemos, não nos tornaríamos melhores e nem maiores.
Somente um olhar para dentro de si mesmo, um reconhecimento de total condição humana e dependência do Pai pode nos libertar e colocar nas nossas mãos a paz que tanto almejamos.
Ser honesto consigo é ser honesto com o mundo inteiro. Quem se engana a si mesmo, comete o maior dos enganos. Nunca, aqui na terra, seremos grandes, bons e perfeitos o bastante para dizer que não temos mais nada para aprender.
Aprendemos a cada dia, às vezes com lágrimas e dor no coração. Não nos livramos das culpas quando fugimos delas e as desculpas não agem como sabão.
Se quisermos dar passos ao encontro do caminho da paz e de um mundo melhor, devemos aprender a aceitar certas coisas:
- Não sabemos tudo;
- O outro pode perfeitamente ter razão;
- Devemos assumir nossas culpas sem nos refugiar nas desculpas e isso não nos impedirá de olhar para a frente;
- Os erros que cometemos não devem nos amarrar definitivamente ao passado;
- O direito que temos de errar, outros também têm e fracassar uma vez não é fracassar para a vida toda;
- Os pais também se enganam e mesmo quando isso acontece é que desejam o melhor para os seus filhos;
- Cortar os pontos com alguém é cortar pontes onde nós e os outros poderíamos atravessar e viver isolado não é a melhor solução para resolver problemas;
- A comunicação é importante para evitar mal-entendidos;
- Franqueza e doçura não precisam estar dissociados;
- Evitar uma briga vale mais que ter razão;
- Os gestos valem tanto quanto palavras;
- Não é só a intenção que conta, mas ela conta muito;
- Brincar não é privilégio das crianças;
- Devemos perdoar até setenta vezes sete;
- Ninguém é melhor que ninguém;
- Somos todos moldados do mesmo barro e o mesmo Deus que soprou nas minhas narinas, soprou nas narinas do meu irmão;
- Todos temos pecados;
- Jesus também chorou, Ele foi crucificado, mas nunca crucificou.
- Podemos estar na mais alta montanha, no mais longíquo dos desertos e ainda assim estar longe de Deus.
- Aquele que busca a Verdade, encontra a Paz.
- Se somos herdeiros do pecado e herdeiros do bem. São as sementes desse último que devemos deixar ao longo da nossa passagem."
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Cansaço!
Cansadaaaaaaaaaaa... POis é. Depois de uma semana frenética de tantos encontros e feliz da vida, estou optando por um finde em casa. Isso mesmo: em casa. Eu e meu cachorro, um filminho, uma comdinha leve. Nada demais.
É claro q eu sou facinha, facinha, e se ouço uma batucada na esquina saio correndo para olhar, mas por enquanto ninguém me convenceu de sair da minha caverna. To precisando dar uma descansada no esqueleto.
É claro q eu sou facinha, facinha, e se ouço uma batucada na esquina saio correndo para olhar, mas por enquanto ninguém me convenceu de sair da minha caverna. To precisando dar uma descansada no esqueleto.
To de volta...
Disseram que eu não pintava mais por aqui. Mentira. Cá estou eu de volta à minha casa. tenho sido relapsa, mas nunca (digo nunquinha mesmo) abandonarei meus 10 leitores. Este espaço é meu e ninquém tasca. To numa fase tão egoísta que não reparto nem chiclete com amigo. No way!! E me deixa curtir isso.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
quem mexeu??...
Foda-se quem mexeu, mas eu garanto... me prometo... juro que ninguém nunca mais vai mexer no meu queijo. Nunca mais.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Ufa!
Muito cansaço, dor excepcional na barriga (por conta do pedregulho que se instalou nos meus rins), pés inchados, cabeça latejando. É uma pessoa ou um doente em fase termina? Deus do Céu! Pretendia fazer um post mais positivo, mas com a quantidade de coisas que sonatizei no meu corpitcho nem Jesus salva...
Homem primata
Sou do tempo do homem primata citado pelo glorioso Titãs, na época em que eles ainda não pensavam em cantar gospel. "Planeta dos Macacos - A Origem" conta um pouco desta saga. Nada a ver com as duas versões anteriores. Aliás, esqueça tudo aquilo. Parece amador mesmo, embora não seja para a época.
Sim, é verdade: vivemos no mundo do capitalismo selvagem, como diria nossos "cabeças dinossauro". Todos os dias, o dinheiro faz mais parte da nossa vida e muitos fazem o que for preciso para garantir seu quinhão. Fazer o quê? A película pretende mostrar que tudo tem limite e te faz sair do cinema com esta sensação. Será que tudo isso é necessário realmente??
O mundo cor de rosa para os ambientalistas de plantão, é fato. O filme faz apologia contra o uso de cobaias animais. E é isso aí mesmo! Sou totalmente a favor. Depois do filme, até eu queria um macaco em casa. Afinal, o tratamento dado aos bichos são de emocionar...
Os efeitos especiais são um espetáculo à parte. Os macacos são trazidos para o mundo humano de uma forma impensável. Tem de tudo e para todos os gostos. Gestos e expressões foram inspiradas em seres humanos e cuidadosamente tratados. São quase pessoas, com um olhar cativante.
Destaque para a sequência da ponte, quando os bichos invadem a cidade. Leozinho, meu companheiro de cinema às quartas, não parava de comentar qeu este era o filme do ano. Eu tinha quase certeza até q um detalhe na reta final me fez desistir da ideia. Achei um certo exagero... Para se comparar a um ser humano, não era necessário chegar tão longe.
Mas vale a pena... Para mim, o bonequinho aplaude de pé.
Sim, é verdade: vivemos no mundo do capitalismo selvagem, como diria nossos "cabeças dinossauro". Todos os dias, o dinheiro faz mais parte da nossa vida e muitos fazem o que for preciso para garantir seu quinhão. Fazer o quê? A película pretende mostrar que tudo tem limite e te faz sair do cinema com esta sensação. Será que tudo isso é necessário realmente??
O mundo cor de rosa para os ambientalistas de plantão, é fato. O filme faz apologia contra o uso de cobaias animais. E é isso aí mesmo! Sou totalmente a favor. Depois do filme, até eu queria um macaco em casa. Afinal, o tratamento dado aos bichos são de emocionar...
Os efeitos especiais são um espetáculo à parte. Os macacos são trazidos para o mundo humano de uma forma impensável. Tem de tudo e para todos os gostos. Gestos e expressões foram inspiradas em seres humanos e cuidadosamente tratados. São quase pessoas, com um olhar cativante.
Destaque para a sequência da ponte, quando os bichos invadem a cidade. Leozinho, meu companheiro de cinema às quartas, não parava de comentar qeu este era o filme do ano. Eu tinha quase certeza até q um detalhe na reta final me fez desistir da ideia. Achei um certo exagero... Para se comparar a um ser humano, não era necessário chegar tão longe.
Mas vale a pena... Para mim, o bonequinho aplaude de pé.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Você tem inveja de quem?
Cacete... fiquei com inveja da minha amiga Renata Victal no seu Vida incoerente (confiram o blog) e copiei este texto. Nãopoderia ser melhor. Mais uma do Ivan Martins.
+++++++
Por Ivan Martins
A constatação é inevitável: há sempre alguém mais alto, mais bonito ou mais inteligente do que cada um de nós.
Na infância a gente descobre, sem prazer nenhum, que a criança ao lado parece atrair todas as atenções. Na adolescência há o cara, ou a menina, por quem metade da escola é apaixonada. Mesmo na vida adulta – quando a racionalidade deveria nos ajudar – o drama continua e se amplia. O terreno da competição (e da dor) tornou-se maior: aquele sujeito é promovido todo ano, aquela outra arruma um namorado por mês, fulano é adorado por todo mundo, sicrana viaja todo ano para lugares incríveis… A coisa não para. Sempre haverá um motivo, sempre haverá alguém para nos causar inveja.
Dentro dos relacionamentos não é diferente. Eu consigo pensar, com base nos meus próprios e mesquinhos sentimentos, em pelo menos duas maneiras pelas quais a inveja pode se meter na vida dos casais – uma externa, bem óbvia, e outra interna, na qual se presta menos atenção.
A situação óbvia é a inveja pelo parceiro do outro.
Você está lá, em paz com o seu quinhão, mas o seu amigo ou amiga aparece com uma pessoa nova, extremamente atraente e sedutora. Você fica feliz por ele ou por ela? Talvez. Mas é possível que você reaja humanamente, passando a olhar de forma crítica o seu próprio parceiro ou parceira, que, até ontem, fazia você feliz. De tanto desejar o namorado ou a namorada do outro – que pernas, que sorriso, que jeito gostoso – você acaba achando a sua ou o seu sem graça. Sente impulsos de arrumar para você mesmo alguém igualmente atraente, charmoso ou inteligente.
Isso se chama inveja. Detona a relação, estraga a sua cabeça e, rigorosamente, não tem solução: sempre vai aparecer alguém acompanhado de uma pessoa encantadora. Mais bonita, mais jovem ou mais bem sucedida do que aquela ao seu lado. Se você não aprender a ficar sereno com as suas escolhas, vai competir (e perder), o tempo inteiro.
A situação que eu descrevi acima é muito comum entre os homens. Não apenas por que somos competitivos – e, potencialmente, mais superficiais que as mulheres –, mas por sermos grandes mentirosos. Os homens exageram muito a própria felicidade para impressionar o resto do bando. Sobretudo quando se trata de sexo. O sujeito começa a sair com uma nova mulher e “reclama”, repetidamente, que não consegue mais dormir de tanto transar. Para o cara ao lado, que está num relacionamento estável e esqueceu como ele mesmo costumava exagerar essas histórias, fica a impressão, dolorosa e falsa, de que todos vivem como faunos e apenas ele tem vida sexual ou afetiva medíocre. Há que tomar cuidado com as palavras dos outros.
A outra situação em que a inveja atrapalha é quando ocorre no interior dos casais.
Às vezes é duro aceitar o sucesso ou as virtudes da pessoa de quem a gente gosta. De alguma forma, eles nos ofendem e nos inferiorizam. Em vez de celebrar as realizações da pessoa de quem estamos próximos, nos ressentimos delas. Sem admitir. Isso acontece em vários terrenos.
É muito comum ver homens magoados com o sucesso da mulher deles. A vida dele não andou como ele gostaria, a da namorada vai de vento em popa, o sujeito fica infeliz. Vai se tornando amargo, ressentido, às vezes até agressivo. Começa a detonar a parceira, como se não houvesse mérito – apenas sorte e privilégio – no que ela obteve. Isso é comum sobretudo entre casais que se formam no trabalho. Uma carreira decola, a outra não. O bode vem morar na sala.
Outras vezes, a inveja no interior do casal é provocada por coisas subjetivas. Nós podemos ter inveja do temperamento, do caráter ou da inteligência do outro – mesmo que eles não se transformem em dinheiro ou reconhecimento material. Algumas pessoas têm uma nobreza que outras não têm. Coragem para agir ou sentir de forma intensa, por exemplo. Traços de personalidade são muito perceptíveis quando estamos próximos de alguém. São eles que verdadeiramente definem uma pessoa, para além da aparência ou das circunstâncias sociais.
No início, essas qualidades (ou mesmo defeitos) atraem de maneira inequívoca. Mas, depois algum tempo, se não desenvolvermos em nós mesmos traços que nos despertem admiração, se não crescemos,sobrevém certo cansaço das virtudes do outro, uma impaciência crescente com aquilo que sabemos ser admirável. Disciplina vira chatice. Honestidade parece grosseria. Integridade não passa de teimosia. Inteligência se transforma em pedantismo. Dignidade é apenas soberba. Humor nos parece frivolidade. Leveza? Irresponsabilidade. No fundo, podemos estar tomados pela inveja do que o outro é e nós gostaríamos, inutilmente, de ser.
Minha impressão, em resumo, é que a inveja não tem limites e seus efeitos são extremamente subestimados nas relações íntimas.
A gente pode ter inveja da beleza ou da juventude do parceiro. Pode ter inveja da desenvoltura sexual dele ou dela. Seres humanos têm inveja (que se confunde com ciúme) do passado das pessoas de quem gostam. Podemos ter inveja do futuro dele ou dela, um sentimento esquisito e doloroso. Quem não sentiu inveja da família do outro, do sono profundo do outro, do filho ou filha linda que ele tem? Eu já. Suponho que vocês também. A inveja faz parte da vida. Está no ar como o amor. Enxergá-la e lidar conscientemente com ela – em vez de ser movido por ela sem perceber – faz parte do nosso aprendizado. Aquele aprendizado que começou na infância, quando o garoto da carteira da frente, e não você, recebeu um afago da professora.
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Por Ivan Martins
A constatação é inevitável: há sempre alguém mais alto, mais bonito ou mais inteligente do que cada um de nós.
Na infância a gente descobre, sem prazer nenhum, que a criança ao lado parece atrair todas as atenções. Na adolescência há o cara, ou a menina, por quem metade da escola é apaixonada. Mesmo na vida adulta – quando a racionalidade deveria nos ajudar – o drama continua e se amplia. O terreno da competição (e da dor) tornou-se maior: aquele sujeito é promovido todo ano, aquela outra arruma um namorado por mês, fulano é adorado por todo mundo, sicrana viaja todo ano para lugares incríveis… A coisa não para. Sempre haverá um motivo, sempre haverá alguém para nos causar inveja.
Dentro dos relacionamentos não é diferente. Eu consigo pensar, com base nos meus próprios e mesquinhos sentimentos, em pelo menos duas maneiras pelas quais a inveja pode se meter na vida dos casais – uma externa, bem óbvia, e outra interna, na qual se presta menos atenção.
A situação óbvia é a inveja pelo parceiro do outro.
Você está lá, em paz com o seu quinhão, mas o seu amigo ou amiga aparece com uma pessoa nova, extremamente atraente e sedutora. Você fica feliz por ele ou por ela? Talvez. Mas é possível que você reaja humanamente, passando a olhar de forma crítica o seu próprio parceiro ou parceira, que, até ontem, fazia você feliz. De tanto desejar o namorado ou a namorada do outro – que pernas, que sorriso, que jeito gostoso – você acaba achando a sua ou o seu sem graça. Sente impulsos de arrumar para você mesmo alguém igualmente atraente, charmoso ou inteligente.
Isso se chama inveja. Detona a relação, estraga a sua cabeça e, rigorosamente, não tem solução: sempre vai aparecer alguém acompanhado de uma pessoa encantadora. Mais bonita, mais jovem ou mais bem sucedida do que aquela ao seu lado. Se você não aprender a ficar sereno com as suas escolhas, vai competir (e perder), o tempo inteiro.
A situação que eu descrevi acima é muito comum entre os homens. Não apenas por que somos competitivos – e, potencialmente, mais superficiais que as mulheres –, mas por sermos grandes mentirosos. Os homens exageram muito a própria felicidade para impressionar o resto do bando. Sobretudo quando se trata de sexo. O sujeito começa a sair com uma nova mulher e “reclama”, repetidamente, que não consegue mais dormir de tanto transar. Para o cara ao lado, que está num relacionamento estável e esqueceu como ele mesmo costumava exagerar essas histórias, fica a impressão, dolorosa e falsa, de que todos vivem como faunos e apenas ele tem vida sexual ou afetiva medíocre. Há que tomar cuidado com as palavras dos outros.
A outra situação em que a inveja atrapalha é quando ocorre no interior dos casais.
Às vezes é duro aceitar o sucesso ou as virtudes da pessoa de quem a gente gosta. De alguma forma, eles nos ofendem e nos inferiorizam. Em vez de celebrar as realizações da pessoa de quem estamos próximos, nos ressentimos delas. Sem admitir. Isso acontece em vários terrenos.
É muito comum ver homens magoados com o sucesso da mulher deles. A vida dele não andou como ele gostaria, a da namorada vai de vento em popa, o sujeito fica infeliz. Vai se tornando amargo, ressentido, às vezes até agressivo. Começa a detonar a parceira, como se não houvesse mérito – apenas sorte e privilégio – no que ela obteve. Isso é comum sobretudo entre casais que se formam no trabalho. Uma carreira decola, a outra não. O bode vem morar na sala.
Outras vezes, a inveja no interior do casal é provocada por coisas subjetivas. Nós podemos ter inveja do temperamento, do caráter ou da inteligência do outro – mesmo que eles não se transformem em dinheiro ou reconhecimento material. Algumas pessoas têm uma nobreza que outras não têm. Coragem para agir ou sentir de forma intensa, por exemplo. Traços de personalidade são muito perceptíveis quando estamos próximos de alguém. São eles que verdadeiramente definem uma pessoa, para além da aparência ou das circunstâncias sociais.
No início, essas qualidades (ou mesmo defeitos) atraem de maneira inequívoca. Mas, depois algum tempo, se não desenvolvermos em nós mesmos traços que nos despertem admiração, se não crescemos,sobrevém certo cansaço das virtudes do outro, uma impaciência crescente com aquilo que sabemos ser admirável. Disciplina vira chatice. Honestidade parece grosseria. Integridade não passa de teimosia. Inteligência se transforma em pedantismo. Dignidade é apenas soberba. Humor nos parece frivolidade. Leveza? Irresponsabilidade. No fundo, podemos estar tomados pela inveja do que o outro é e nós gostaríamos, inutilmente, de ser.
Minha impressão, em resumo, é que a inveja não tem limites e seus efeitos são extremamente subestimados nas relações íntimas.
A gente pode ter inveja da beleza ou da juventude do parceiro. Pode ter inveja da desenvoltura sexual dele ou dela. Seres humanos têm inveja (que se confunde com ciúme) do passado das pessoas de quem gostam. Podemos ter inveja do futuro dele ou dela, um sentimento esquisito e doloroso. Quem não sentiu inveja da família do outro, do sono profundo do outro, do filho ou filha linda que ele tem? Eu já. Suponho que vocês também. A inveja faz parte da vida. Está no ar como o amor. Enxergá-la e lidar conscientemente com ela – em vez de ser movido por ela sem perceber – faz parte do nosso aprendizado. Aquele aprendizado que começou na infância, quando o garoto da carteira da frente, e não você, recebeu um afago da professora.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Coldplay e eu
Passo a tarde perdida na obra do Coldplay. Sim, eu escolhi ir vê-los embora ache-os extremamente melancólicos. Nada muito além do que venho me sentindo... Tem dias em que acordo nova. Tem dias que quero sumir.
É preciso coragem para sentir e falar de amor, de saudade, de arrependimento, de dor. Tudo tão melancólico. Tudo tão Coldplay. Coisa para poucos...
Choro disfarçadamente na mesa de trabalho mesmo, ouvindo "Warning sign". Sim, "I miss you so"... Já perdi a vergonha disso. Já perdi a conta de quantas vezes a ouvi e chorei. Me vejo numa praia longe, andando a esmo em direção ao nada. Mas andando...
As pessoas devem me achar louca. E talvez eu esteja... Não me incomodo com mais nada. Minhas forças se esvaíram. Não caibo mais nas minhas roupas, não caibo mais nos meus pensamentos, não caibo mais nos meus sonhos. Tudo é tão pequeno. Tudo é tão grandioso... Tão longe do que me vejo hoje.
É verdade, eu tô me refazendo. Detesto a associação com as borboletas, mas a imagem me vem a cabeça. O que me adianta voar se nunca deixarei de ser uma lagarta??... rsrs... Sinto falta do casulo. Só isso.
"Green Eyes" toca no meu ouvido. "You're the one that i wanted to find anyone who tried to deny you must be out of their mind"... Ninguém sabe o que é isso, se não passou por situação similar. Tb não desejo a ninguém, embora tenha plena consciência que faz parte da vida, faz parte do aprendizado. Cansaço.
Só quero ir... Deixe-me ir.
É preciso coragem para sentir e falar de amor, de saudade, de arrependimento, de dor. Tudo tão melancólico. Tudo tão Coldplay. Coisa para poucos...
Choro disfarçadamente na mesa de trabalho mesmo, ouvindo "Warning sign". Sim, "I miss you so"... Já perdi a vergonha disso. Já perdi a conta de quantas vezes a ouvi e chorei. Me vejo numa praia longe, andando a esmo em direção ao nada. Mas andando...
As pessoas devem me achar louca. E talvez eu esteja... Não me incomodo com mais nada. Minhas forças se esvaíram. Não caibo mais nas minhas roupas, não caibo mais nos meus pensamentos, não caibo mais nos meus sonhos. Tudo é tão pequeno. Tudo é tão grandioso... Tão longe do que me vejo hoje.
É verdade, eu tô me refazendo. Detesto a associação com as borboletas, mas a imagem me vem a cabeça. O que me adianta voar se nunca deixarei de ser uma lagarta??... rsrs... Sinto falta do casulo. Só isso.
"Green Eyes" toca no meu ouvido. "You're the one that i wanted to find anyone who tried to deny you must be out of their mind"... Ninguém sabe o que é isso, se não passou por situação similar. Tb não desejo a ninguém, embora tenha plena consciência que faz parte da vida, faz parte do aprendizado. Cansaço.
Só quero ir... Deixe-me ir.
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