Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RIR 2011

EU FUI E VOU DE NOVO!!AMEI!!!!!!!!!!!!

Ufa!

Muito cansaço, dor excepcional na barriga (por conta do pedregulho que se instalou nos meus rins), pés inchados, cabeça latejando. É uma pessoa ou um doente em fase termina? Deus do Céu! Pretendia fazer um post mais positivo, mas com a quantidade de coisas que sonatizei no meu corpitcho nem Jesus salva...

Homem primata

Sou do tempo do homem primata citado pelo glorioso Titãs, na época em que eles ainda não pensavam em cantar gospel. "Planeta dos Macacos - A Origem" conta um pouco desta saga. Nada a ver com as duas versões anteriores. Aliás, esqueça tudo aquilo. Parece amador mesmo, embora não seja para a época.
Sim, é verdade: vivemos no mundo do capitalismo selvagem, como diria nossos "cabeças dinossauro". Todos os dias, o dinheiro faz mais parte da nossa vida e muitos fazem o que for preciso para garantir seu quinhão. Fazer o quê? A película pretende mostrar que tudo tem limite e te faz sair do cinema com esta sensação. Será que tudo isso é necessário realmente??
O mundo cor de rosa para os ambientalistas de plantão, é fato. O filme faz apologia contra o uso de cobaias animais. E é isso aí mesmo! Sou totalmente a favor. Depois do filme, até eu queria um macaco em casa. Afinal, o tratamento dado aos bichos são de emocionar...
Os efeitos especiais são um espetáculo à parte. Os macacos são trazidos para o mundo humano de uma forma impensável. Tem de tudo e para todos os gostos. Gestos e expressões foram inspiradas em seres humanos e cuidadosamente tratados. São quase pessoas, com um olhar cativante.
Destaque para a sequência da ponte, quando os bichos invadem a cidade. Leozinho, meu companheiro de cinema às quartas, não parava de comentar qeu este era o filme do ano. Eu tinha quase certeza até q um detalhe na reta final me fez desistir da ideia. Achei um certo exagero... Para se comparar a um ser humano, não era necessário chegar tão longe.
Mas vale a pena... Para mim, o bonequinho aplaude de pé.

Cowboys e aliens

Vc já viu um filme ruim? Agora já pode dizer que sim...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Você tem inveja de quem?

Cacete... fiquei com inveja da minha amiga Renata Victal no seu Vida incoerente (confiram o blog) e copiei este texto. Nãopoderia ser melhor. Mais uma do Ivan Martins.

+++++++
Por Ivan Martins

A constatação é inevitável: há sempre alguém mais alto, mais bonito ou mais inteligente do que cada um de nós.
Na infância a gente descobre, sem prazer nenhum, que a criança ao lado parece atrair todas as atenções. Na adolescência há o cara, ou a menina, por quem metade da escola é apaixonada. Mesmo na vida adulta – quando a racionalidade deveria nos ajudar – o drama continua e se amplia. O terreno da competição (e da dor) tornou-se maior: aquele sujeito é promovido todo ano, aquela outra arruma um namorado por mês, fulano é adorado por todo mundo, sicrana viaja todo ano para lugares incríveis… A coisa não para. Sempre haverá um motivo, sempre haverá alguém para nos causar inveja.
Dentro dos relacionamentos não é diferente. Eu consigo pensar, com base nos meus próprios e mesquinhos sentimentos, em pelo menos duas maneiras pelas quais a inveja pode se meter na vida dos casais – uma externa, bem óbvia, e outra interna, na qual se presta menos atenção.
A situação óbvia é a inveja pelo parceiro do outro.
Você está lá, em paz com o seu quinhão, mas o seu amigo ou amiga aparece com uma pessoa nova, extremamente atraente e sedutora. Você fica feliz por ele ou por ela? Talvez. Mas é possível que você reaja humanamente, passando a olhar de forma crítica o seu próprio parceiro ou parceira, que, até ontem, fazia você feliz. De tanto desejar o namorado ou a namorada do outro – que pernas, que sorriso, que jeito gostoso – você acaba achando a sua ou o seu sem graça. Sente impulsos de arrumar para você mesmo alguém igualmente atraente, charmoso ou inteligente.
Isso se chama inveja. Detona a relação, estraga a sua cabeça e, rigorosamente, não tem solução: sempre vai aparecer alguém acompanhado de uma pessoa encantadora. Mais bonita, mais jovem ou mais bem sucedida do que aquela ao seu lado. Se você não aprender a ficar sereno com as suas escolhas, vai competir (e perder), o tempo inteiro.
A situação que eu descrevi acima é muito comum entre os homens. Não apenas por que somos competitivos – e, potencialmente, mais superficiais que as mulheres –, mas por sermos grandes mentirosos. Os homens exageram muito a própria felicidade para impressionar o resto do bando. Sobretudo quando se trata de sexo. O sujeito começa a sair com uma nova mulher e “reclama”, repetidamente, que não consegue mais dormir de tanto transar. Para o cara ao lado, que está num relacionamento estável e esqueceu como ele mesmo costumava exagerar essas histórias, fica a impressão, dolorosa e falsa, de que todos vivem como faunos e apenas ele tem vida sexual ou afetiva medíocre. Há que tomar cuidado com as palavras dos outros.
A outra situação em que a inveja atrapalha é quando ocorre no interior dos casais.
Às vezes é duro aceitar o sucesso ou as virtudes da pessoa de quem a gente gosta. De alguma forma, eles nos ofendem e nos inferiorizam. Em vez de celebrar as realizações da pessoa de quem estamos próximos, nos ressentimos delas. Sem admitir. Isso acontece em vários terrenos.
É muito comum ver homens magoados com o sucesso da mulher deles. A vida dele não andou como ele gostaria, a da namorada vai de vento em popa, o sujeito fica infeliz. Vai se tornando amargo, ressentido, às vezes até agressivo. Começa a detonar a parceira, como se não houvesse mérito – apenas sorte e privilégio – no que ela obteve. Isso é comum sobretudo entre casais que se formam no trabalho. Uma carreira decola, a outra não. O bode vem morar na sala.
Outras vezes, a inveja no interior do casal é provocada por coisas subjetivas. Nós podemos ter inveja do temperamento, do caráter ou da inteligência do outro – mesmo que eles não se transformem em dinheiro ou reconhecimento material. Algumas pessoas têm uma nobreza que outras não têm. Coragem para agir ou sentir de forma intensa, por exemplo. Traços de personalidade são muito perceptíveis quando estamos próximos de alguém. São eles que verdadeiramente definem uma pessoa, para além da aparência ou das circunstâncias sociais.
No início, essas qualidades (ou mesmo defeitos) atraem de maneira inequívoca. Mas, depois algum tempo, se não desenvolvermos em nós mesmos traços que nos despertem admiração, se não crescemos,sobrevém certo cansaço das virtudes do outro, uma impaciência crescente com aquilo que sabemos ser admirável. Disciplina vira chatice. Honestidade parece grosseria. Integridade não passa de teimosia. Inteligência se transforma em pedantismo. Dignidade é apenas soberba. Humor nos parece frivolidade. Leveza? Irresponsabilidade. No fundo, podemos estar tomados pela inveja do que o outro é e nós gostaríamos, inutilmente, de ser.
Minha impressão, em resumo, é que a inveja não tem limites e seus efeitos são extremamente subestimados nas relações íntimas.
A gente pode ter inveja da beleza ou da juventude do parceiro. Pode ter inveja da desenvoltura sexual dele ou dela. Seres humanos têm inveja (que se confunde com ciúme) do passado das pessoas de quem gostam. Podemos ter inveja do futuro dele ou dela, um sentimento esquisito e doloroso. Quem não sentiu inveja da família do outro, do sono profundo do outro, do filho ou filha linda que ele tem? Eu já. Suponho que vocês também. A inveja faz parte da vida. Está no ar como o amor. Enxergá-la e lidar conscientemente com ela – em vez de ser movido por ela sem perceber – faz parte do nosso aprendizado. Aquele aprendizado que começou na infância, quando o garoto da carteira da frente, e não você, recebeu um afago da professora.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Coldplay e eu

Passo a tarde perdida na obra do Coldplay. Sim, eu escolhi ir vê-los embora ache-os extremamente melancólicos. Nada muito além do que venho me sentindo... Tem dias em que acordo nova. Tem dias que quero sumir.
É preciso coragem para sentir e falar de amor, de saudade, de arrependimento, de dor. Tudo tão melancólico. Tudo tão Coldplay. Coisa para poucos...
Choro disfarçadamente na mesa de trabalho mesmo, ouvindo "Warning sign". Sim, "I miss you so"... Já perdi a vergonha disso. Já perdi a conta de quantas vezes a ouvi e chorei. Me vejo numa praia longe, andando a esmo em direção ao nada. Mas andando...
As pessoas devem me achar louca. E talvez eu esteja... Não me incomodo com mais nada. Minhas forças se esvaíram. Não caibo mais nas minhas roupas, não caibo mais nos meus pensamentos, não caibo mais nos meus sonhos. Tudo é tão pequeno. Tudo é tão grandioso... Tão longe do que me vejo hoje.
É verdade, eu tô me refazendo. Detesto a associação com as borboletas, mas a imagem me vem a cabeça. O que me adianta voar se nunca deixarei de ser uma lagarta??... rsrs... Sinto falta do casulo. Só isso.
"Green Eyes" toca no meu ouvido. "You're the one that i wanted to find anyone who tried to deny you must be out of their mind"... Ninguém sabe o que é isso, se não passou por situação similar. Tb não desejo a ninguém, embora tenha plena consciência que faz parte da vida, faz parte do aprendizado. Cansaço.
Só quero ir... Deixe-me ir.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Alguém especial

É isso que você quer – ou um monte de gente basta?
Por IVAN MARTINS


“Ficar com muita gente é fácil”, diz um amigo meu, com pouco mais de 25 anos. “Difícil é achar alguém especial”.
Faz algum tempo que tivemos essa conversa. Ele tentava me explicar por que, em meio a tantas garotas bonitas, a tantas baladas e viagens, ele não se decidia a namorar.
Ele não disse que estava sobrando mulher. Não disse que seria um desperdício escolher apenas uma. Não falou em aproveitar a juventude ou o momento e nem alegou que teria dificuldade em escolher. Disse apenas que é difícil achar alguém especial.
Na hora, parado com ele na porta do elevador, aquilo me pareceu apenas uma desculpa para quem, afinal, está curtindo a abundância. Foi depois que eu vim a pensar que existe mesmo gente especial, e que é difícil topar com uma delas.
Claro, o mundo está cheio de gente bonita. Também há pessoas disponíveis para quase tudo, de sexo a asa delta. Para encontrar gente animada, basta ir ao bar, descobrir a balada, chegar na festa quando estiver bombando. Se você não for muito feio ou muito chato, vai se dar bem. Se você for jovem e bonita, vai ter possibilidade de escolher. Pode-se viver assim por muito tempo, experimentando, trocando de gente sem muita dor e quase sem culpa, descobrindo prazeres e sensações que, no passado, estariam proibidos, especialmente às mulheres.
Mas talvez isso tudo não seja suficiente.
Talvez seja preciso, para sentir-se realmente vivo, um tipo de sensação que não se obtém apenas trocando de parceiro ou de parceira toda semana. Talvez seja preciso, depois de algum tempo na farra, ficar apaixonado. Na verdade, ficar apaixonado pode ser aquilo que nós procuramos o tempo inteiro – mas isso, diria o meu jovem amigo, exige alguém especial.
Desde que ele usou essa fatídica expressão, eu fiquei pensando, mesmo contra a minha vontade, sobre o que seria alguém especial, e ainda não encontrei uma resposta satisfatória. Provavelmente porque ela não existe.
Você certamente já passou pela sensação engraçada de ouvir um amigo explicando, incansavelmente, por que aquela garota por quem ele está apaixonado é a mulher mais linda e mais encantadora do mundo – sem que você perceba, nela, nada de especial. OK, a garota é bonitinha. OK, o sotaque dela é charmoso. Mas, quem ouvisse ele falando, acharia que está namorando a irmã gêmea da Mila Kunis. Para ele ela é única e quase sobrenatural, e isso basta.
Disso se deduz, eu acho, que a pessoa especial é aquela que nos faz sentir especial.
Tenho uma amiga que anda apaixonada por um sujeito que eu, com a melhor boa vontade, só consigo achar um coxinha. Mas o tal rapaz, que parece que nasceu no cartório, faz com que ela se sinta a mulher mais sensual e mais arrebatada do planeta. É uma química aparentemente inexplicável entre um furacão e um copo de água mineral sem gás, mas que parece funcionar maravilhosamente. Ela, linda e selvagem como um puma da montanha, escolheu o cara que toma banho engravatado, entre tantos outros que se ofereciam, por que ele a faz sentir-se de um modo que ninguém mais faz. E isso basta.
É preciso admitir que há gente que parece especial para todo mundo. Não estou falando de atores e atrizes ou qualquer dessas celebridades que colonizam as nossas fantasias sexuais como cupins. Falo de gente normal extremamente sedutora. Isso existe, entre homens e entre mulheres. São aquelas pessoas com quem todo mundo quer ficar. Aquelas por quem um número desproporcional de seres humanos é apaixonado. Essas pessoas existem, estão em toda parte, circulam entre nós provocando suspiros e viradas de pescoço, mas não acho que sejam a resposta aos desejos de cada um de nós. Claro, todo mundo quer uma chance de ficar com uma pessoa dessas. Mas, quando acontece, não é exatamente aquilo que se imaginava. Você pode descobrir que a pessoa que todo mundo acha especial não é especial para você.
Da minha parte, tendo pensado um pouco, acho que a pessoa especial é aquele que enche a minha vida. Ela é a resposta às minhas ansiedades. Ela me dá aquilo que eu nem sei que eu preciso – às vezes é paz, outras vezes confusão. Eu tenho certeza que ela é linda por que não consigo deixar de olhá-la. Tenho certeza que é a pessoa mais sensual do mundo, uma vez que eu não consigo tirar as mãos dela. Certamente é brilhante, já que ela fala e eu babo. E, claro, a mulher mais engraçada do mundo, pois me faz rir o tempo inteiro. Tem também um senso de humor inteligentíssimo, visto que adora as minhas piadas. Com ela eu viajo, durmo, como, transo e até brigo bem. Ela extrai o melhor e o pior de mim, faz com que eu me sinta inteiro.
Deve ser isso que o meu amigo tinha em mente quando se referia a alguém especial. Se for isso vale a pena. As pessoas que passam na nossa vida são importantes, mas, de vez em quando, alguém tem de cavar um buraco bem fundo e ficar. Essas são especiais e não são fáceis de achar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Uma vontade de sair correndo...
(fala , Dé!!)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

To por aqui

To por aqui. Tenho vindo pouco, mas to por aqui.

É isso

O cara mal sabia falar português e de repente me aparece no Facebook fazendo gracinhas em inglês, comentando a guerra iraquiana, reclamando de comida portuguesa. A figurinha mal sabia se vestir e de repente encontro na rua com terno bem cortado com gravata francesa e uma pasta de couro italiano. Mal conhecia onde ficava o Jardim Botânico e dou de cara com ele na Prainha, com adesivo no carro de quem esteve em Fernando de Noronha.
É a vida. O tempo passa, a vida passa, a gente passa.
Ninguém é pedra mesmo, devia eu pensar. Mas nem por um minuto me ocorreu que sem mim ele ficaria até melhor, alçaria novos vôos, faria outros amigos. Filho da puta! E eu que sonhei um dia em vê-lo morrendo à míngua...
rsrs...
O ser humano é mesmo um camaleão. Se não rola por aqui, tentemos por ali. Se não tem jeito desta forma, vou fazer assim. Se não funcionar, aí tento naquela direção. E aí quando menos esperamos estamos todos refeitos, prontos para outra. E, acima de tudo, melhores.
É um eterno refazer. E é isso que nos torna especiais. A possibilidade de diante do inevitável corrermos atrás dos prejuízos e recomeçarmos. E quando falo recomeçar não é só arrancarmos forças não-sei-de-onde e acordarmos inteiros. Não... É transformarmos hábitos, quereres, pequenos gestos que no fim fazem toda a diferença em nós e no mundo em que vivemos.
Quanto mais cedo aprendemos isso, mais cedo temos a possibilidade de voltarmos a ser felizes. Quanto mais cedo aprendemos isso, mais tempo teremos para curtir a vida, que na verdade é a única coisa q vale a pena.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Zoológico

Trabalhando como um camelo, frenética como um coelho, instável como uma cobra. Putz, sou um zoológico inteiro!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A busca pelo equilíbrio

Duas fábulas sobre a busca do equilíbrio. Assim são "Cisne Negro" e "Comer, Rezar, Amar". Meio atrasada, assisti os dois filmes em seguida ontem. Sensacionais, cada um à sua maneira. Me identifiquei prontamente. Cada dia mais instável, tenho rezado para voltar ao que fui um dia... Tranquila, em paz. Será a época? Sei lá... fato é que isso me incomoda muito, embora o ashram do filme estrelado por Julia Roberts, um blockbuster muito melhor do que o livro, insista em dizer que uma vida equilibrada às vezes prevê o desequilíbrio. Sopa no mel. Rsrs...
Fora a nossa diva, o roteiro inspirado no livro da escritora Elizabeth Gilbert me deu muito prazer em assistí-lo. Físico e emocional. A expectativa dela, que passou um ano entre Itália, Índia e Bali, é essa mesma e pode ser constatada na película. Comi a Itália com os olhos - de novo. A Índia é meio chata, mas espiritualmente agrega. "Devemos perdoar a nós mesmos pelos nossos erros." Já ouvi este papo por estes dias. E Bali... bem, é o reencontro consigo mesma. E ainda tem Javier Bardem. "Envie amor e luz. Depois esqueça". É para guardar.
Já Cisne Negro... cacete, este merece um post sozinho! É a doidice no osso, dura feito ferro. Natalie Portman está sublime, o roteiro é de arrepiar - causando medo, insonia, tesão, angústia, amor, dor... Tudoaomesmotempoagora. De impressionar. E no fim ainda deixa aquela constatação no ar: "todos temos um cisne negro dentro da gente".

Cilada?

Estou voltando à minha fase cinéfila. Só nos últimos seis dias vi três filmes a que estava me devendo. Vou começar por Cilada.com . Febre dos cinemas - talvez pela falta de opção nestas férias, o filme é engraçado. Bruno Mazzeo bolou uma franquia bacana, engraçada, moderna. Boas sacadas, elenco afiado. Gostei. Achei que podia ser um pouco mais curta a edição, mas tá beleza.
Não tem nada a ver com cilada. Vale a pena.

Bem vinda, Katia

Descobri q uma antiga colega de trabalho é minha leitora assídua. Uma delícia que poucas vezes nos acontecem. Imagina que ela me descobriu no santo google e vez em quando pinta por aqui. Reclamou do meu ar soturno, principalmente nos últimos tempos. Tentei explicar que a vida não anda fácil, mas ela me cobrou alegria.
Tô tentando, Katia, tô tentando... Rsrs...
Mas acredite: só descobrir alguém que há muito não vemos como sendo nossa companheira nesta saga da internet já é motivo de felicidade.
Valeu e volte sempre.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vale a pena ler, vale a pena viver

Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, em “The Plain Dealer”, Cleveland , Ohio

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora..

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39.. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meu Reveillon

Amanhã começa o meu Ano Novo. Abandono o misto de sentimentos q me envolveu nos últimos dias e aproveito a dádiva de recomeçar. Agradecer nunca é demais, apesar de qq coisa. Tô feliz. Que venha o Reveillón!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Acabei “Um Dia”

Quando li a primeira vez sobre “Um Dia” não sabia exatamente o que me esperava. Debaixo de uma saraivada de elogios, o livro emergia como um romance como qq outro. Será isso tudo? “Um Dia” virou meu foco quando soube que tinha rendido um filme a estrear em agosto. Por si só, o livro já foi criado roteirizado, fato que só constatei depois de lê-lo.
Renata, minha amiga de sempre, me disse que tinha parado de ler para não chegar logo ao fim, tamanhas as delícias de encará-lo. Me despertou curiosidade. Vinte anos de duas vidas. E, confesso, que a partir daí, grudei nele. E ele grudou em mim.
No início, o livro parece meio bobo, quase infantil. Depois me dei conta que num período de 20 anos é fato que os personagens comecem bem jovens. E como jovens temos pensamentos meio infantis, fantasiosos, inconseqüentes. Depois da juventude também, devo dizer, que isso não muda muito. Sim, é verdade, mas nossa capacidade de distinguir a realidade do sonho cresce. Quando Em e Dex (o casal protagonista) chegam na minha fase de vida, me surpreendi com a riqueza de pensamentos, de quereres, de sensações descritas de uma forma tão próxima a mim que chegaram a me sufocar. Era eu. Era eu e os meus. Era eu, os meus e os meus sentimentos.
Há momentos na adolescência que realmente somos muito felizes. Talvez nunca sejamos como naquela época. Hoje, porém, esta felicidade acachapante dá lugar a tranqüilidade, a uma paz interior, a uma serenidade que não têm preço. Melhor ou pior? Não é fazer juízo de valor, é simplesmente saber que a vida acontece. E cada momento é um só. Cada um com seu brilho próprio.
Após dias totalmente ressacados por conta da sensibilidade e da maturidade impressas nas palavras de David Nichols (salve ele!), estou naquele estágio entre aliviada e triste. Acabei “Um dia” ontem. Numa madrugada fria e cheia de interrogações. Meus sentimentos são contraditários: alívio por ter terminado o romance de que mais tenho ouvido falar e que me causou sincera revolução nos pensamentos, mesmo eu não estando nos meus melhores dias para leitura; tristeza por ter sido surpreendida com o final escolhido por David Nichols. Entendi o porquê de ser apontado como o “Love Story” dos nossos tempos...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O amor

Indicada pela Dé, minha amiga querida, conheci o blog "A melhor das intenções", pilotado pelo Bruno Acioli. Falando sobre uma coluna q muito me interessou na semana passada, o cara dá banho em muito marmanjo que acha que sabe tudo da vida. Fiquei impressionada com a visão e a transparência do texto.
Enviei para uma outra amiga, que adora o tema, e ela discordou. Aliás, com argumentos bem interessantes também. Afinal, o amor tem que ser fácil, fluido, tranquilo ou é mesmo uma batalha diária, cheia de altos e baixos?
Fato é que cada um tem sua maneira de viver o amor. Valeu o debate.
Segue o texto.
Virei fã.

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O amor é um buraco negro
03/07/2011

Li recentemente em um post na internet que o suposto amor decente é aquele que vem fácil, sem conflitos, sem intrigas, que nasce naturalmente, que agrega. O autor, um respeitado jornalista de um grande veículo brasileiro, apura as diferenças entre os sacrifícios que se faz em um romance nascido à duras penas, além das brigas e lutas que travam os que se amam, e os amores que acontecem e se sustentam por acaso. Sou fã desse cara e adorei o texto, mas tenho — como todos os amigos esperavam –, um contra-argumento. E aviso: amor é um buraco negro.
Em tempo, não sou o mais velho dos jornalistas, tampouco conheci todas as mulheres do mundo. Gostaria, mas não. De qualquer forma, observo, ouço, pergunto, vivo e compartilho experiências pessoais sobre o que é amar e estar em um relacionamento amoroso. Seja ele curto ou longo. E não é nada fácil, amigo.
Desde que me entendo por gente, tive facilidade para negociar com o sexo oposto. Diferente da maioria de meus amigos, mulheres nunca me assustaram. Isso, obviamente, tornara-se meu trunfo, com o passar dos anos. Em suma, nunca fiquei sozinho. Pelo contrário, estive sempre muito bem acompanhado. Mesmo assim, essa facilidade para atrair moças interessantes não pacificou os romances que vivi com cada uma. A princípio, compartilhávamos coisas boas, sentia o frio na barriga de todo começo de relacionamento e, por pressuposto, assim como o autor do texto sobre amores fáceis, acreditei que essa fosse a saída para o coração apaixonado. Mas, com o tempo, descobri que amar é alimentar o serial killer que existe dentro de você. Porque amor é exigente, é cobrador, apesar de sempre ou quase sempre ser iniciado de um esbarrão na escada do prédio, no elevador, de uma conversa despretenciosa na fila do banco. Alimentar um amor é, na maioria das vezes, viver de sacrifício. E onde existe sacrifício, existe expectativa. Não à toa, as pessoas mais interessantes tendem a morar em outros estados ou países. Ou são totalmente o nosso oposto. Vai dizer que você nunca se deparou com uma pessoa maravilhosa, mas que tinha um único defeito capaz de destruir todo aquele encanto? Olha o sacrifício aí. Até que ponto você iria por um amor? Pergunte-se isso. E quando esse ciclo não é satisfeito pelo objeto amado, o sujeito da oração é invadido por ondas e ondas de sentimentos conflitantes: ciúme, insegurança, a própria insatisfação, às vezes, ira.
Ora, acho ótimo que exista um ou mais cases de sucesso em que o amor é agente pacificador em um relacionamento, em que a cobrança é quase mínima ou que, como diz a música, o acaso proteja os pombinhos distraídos. Isso estimula, dá fé, mas aqui fora, na vida real, amar é lutar. É suar, é surpreender, é desgastar a mente, o corpo, a alma, se possível. Planos, sonhos, investimentos, bens materiais. Tudo para experimentar a adrenalina correndo nas veias que só um amor desses de cinema pode injetar.
Quando duas pessoas se amam e encontram obstáculos, os sacrifícios vêm aos montes. Por que você acha que Romeu e Julieta são o casal mais famoso da literatura mundial? Porque eles representam a guerra por amor. A proibição das famílias, a dificuldade de manter um caso que, até então, era considerado como errado. Mais além, recorde a letra de Eduardo e Mônica. Imagine o que ambos passariam — se a história fosse real –, para ficarem juntos. Quantas diferenças não teriam que relevar, quantas complicações e atritos? E, adivinhe só, existem milhares de Eduardos e Mônicas por aí, que relevam, diariamente, dúzias de características por um bem comum: o amor. Diamante bruto que precisa ser lapidado pela tolerância, paciência, argumentação e outras necessidades básicas que sim, tornam-se sacrifícios quando se trata de uma terceira pessoa. Penso que esse amor tranquilo que todos curtem, que todos querem, é muito lindo, mas utópico. Também gostaria de uma relação em que eu não precisasse abrir mão de meus planos pessoais, meus trejeitos, meus mimos e mesmo assim, ainda ter a mulher que amo ao meu lado. Entretanto, lutar e batalhar por cada pessoa que imagino merecer meu amor e por quem nutro um sentimento mínimo de carinho sequer, me torna cada vez mais maduro e consciente, corajoso e crente nas coisas boas que o ser humano pode oferecer. Amor sofrido é resistente. Amor combatente é merecedor. Se alimenta de esperança, de esforço, de lágrima, de trabalho em equipe.
O buraco negro, assim como esse amor que vos falo, é , segundo os astrônomos, um fenômeno intrigante e avassalador, mas não deixa de ser um espetáculo bonito e necessário para a continuação do universo e, nesse caso, da vida a dois.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quatro anos

Há quatro anos exatamente nascia o Crônicas de Saias. Tinha outra configuração, uma outra cara, outra proposta. Mudou neste período. E que bom que as coisas sejam assim: mutáveis. Cada dia fico mais feliz em ter estabelecido este espaço como meu, na grande rede. Foi o primeiro passo em direção aos textos próprios, a exposição de um pouco do q anda por esta cabeça, que embora às vezes pareça meio oca tem é muito o que pensar. E tem pensado.
Quero agradecer aos meus 10 leitores por este tempo de paciência. E de parceria. De presente, para mim e para vcs, em breve rola um novo lay out.
Aguardem!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sorte e escolhas bem feitas

(de Martha Medeiros)

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.

Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.

Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.