Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Viver despenteada

Acabei de receber.
Tudo a ver com o post anterior.

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VIVER DESPENTEADA
Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...O mundo é louco, definitivamente louco...O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.O sol que ilumina o teu rosto enruga.E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...- Fazer amor, despenteia.- Rir às gargalhadas, despenteia.- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.- Tirar a roupa, despenteia.- Beijar à pessoa amada, despenteia.- Brincar, despenteia.- Cantar até ficar sem ar, despenteia.- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essanoite, deixa seu cabelo irreconhecível...Então, como sempre, cada vez que nos vejamoseu vou estar com o cabelo bagunçado...mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minhavida.É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide irno primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,toda arrumada por dentro e por fora.O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...e talvez deveria seguir as instruções, masquando vão me dar a ordem de ser feliz?Por acaso não se dão conta que para ficar bonitaeu tenho que me sentir bonita...¡A pessoa mais bonita que posso ser!
O único, o que realmente importa, é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace,dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, Corra,Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável!
Admire a paisagem, aproveite,e acima de tudo, deixa a vida te despentear!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise sepentear de novo...

Espelho meu

Vaidade nunca foi o meu forte, mas confesso que de uns tempos para cá me pego com a vontade semanal de fazer as unhas, secar os cabelos no secador, estar sempre com uma roupitcha nova. Acho saudável. Ser mulherzinha de vez em quando dá uma injeção de ânimo na auto-estima. E me pergunto porque não sou assim desde sempre.
No entanto, me policio para que isso não vire uma loucura na minha vida. Não fazer a unha sempre é perdoável, basta passar um removedor no esmalte quebrado e... pronto! Se o cabelo secar ao vento, lindo. É natural tb. A roupinha... bem, faz falta, mas tenho uma dúzia de calças jeans para ocasiões diversas que sempre me salvam.
Tenho assistido tantas loucuras em torno da vaidade que fico assustada, certas vezes. E, na minha humilde opinião, excesso de vaidade é muito cansativo. Pessoas muito vaidosas são cansativas. Não pelo fato de quererem estar sempre bonitas, com uma pele fresca, com um perfume inebriante e com o modelito da moda, mas porque acho que este sentimento acaba tomando conta de tudo.
Um vaidoso não consegue dizer que ama verdadeiramente alguém - que não seja ele mesmo. Um vaidoso não se permite contar que realmente precisou de um funcionário com determinado perfil e, por isso, procurou seu tel e o contactou, chamando-o para tal vaga. Um vaidoso é incapaz de aceitar que aquela idéia brilhante não foi dele, e sim de um amigo.
Nossa, quanta energia desperdiçada para mentir para si mesmo e para os que estão em sua volta. Quanto desgaste desnecessário só para se manter no topo da onda, à frente de tudo e todos.
Ainda bem que lá em casa tem espelho. Ainda bem que ele não manda em mim.

Estrelas

Ontem, tive o prazer de assistir a duas pérolas da música brasileira: Teresa Cristina e Ivete Sangalo. A primeira foi a estrela de um show num shopping do Rio; a segunda estava no Jô dando pinta. Que lindas! As duas vivendo momentos similares, ambas cheias de vida, felizes com suas escolhas.
Confesso que tive inveja. E nem tenho vergonha disso. Aliás, depois de anos de terapia, descobri que o sentimento embora escroto é mais comum do que se pensa. E muitas vezes ele está presente, mas nem é notado ou preferimos não notá-lo.
Ivete é minha querida. Grávida de cinco meses, está mais bonita e mais radiante que nunca. lançando cd e dvd novo, dona da sua vida. Teresa está voltando do período de amamentação de Lorena. Seu ganho em peso foi proporcional ao ganho em simpatia. Gente como a gente.
Bacana sentir esta energia. Eu , como público, agradeço.

zzzzzzzzzzzz

Uma canseira.......

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O ser humano e a odontologia

Eu odeio dentistas. Mas, como diria Chico Buarque, meu ídolo-mor, Deus é um cara gozador e me fez uma usuária de aparelhos ortodônticos. Ou seja, estarei presa a estas criaturas para o resto da minha vida. Aliás, pensando bem, eu odeio e, ao mesmo tempo, tenho pena dos dentistas, porque se há um profissional que eu pouco ouço falar bem é o dentista. Não conheço quem conte os dias ansiosamente para fazer uma visita a um dentista, quem sonhe em deitar naquela cadeira maldita, quem tenha frisson em ouvir o barulhinho daquele motorzinho escroto avançando sobre a nossa boca. E a gente ali... deitados, impotentes, tentando pensar em outra coisa enquanto olha o teto, com a boca escancarada cheia de dentes, parodiando outro ídolo, Raul Seixas.
Hoje foi meu dia. Acordei e a primeira lembrança que me ocorreu: tenho hora marcada com o dentista. Pelo menos, a época do afrouxa-e-aperta aparelho passou, mas não o tempo de fazer limpezas (cada vez mais frequentes) por conta da contenção que uso na arcada inferior. E vou usar para toda a eternidade. Aliás, esta pode ser até uma forma de ser reconhecida depois de morta. E, é claro, quem me conhece realmente, saberá que sou eu, "aquela que odiava dentistas, mas foi alvo das brincadeiras do 'Cara Lá de Cima'".
Acho louvável que alguém lançasse uma campanha a favor do uso das dentaduras. Não são tão assépticas, mas nos livrariam dos dentistas. Imagine a solução agradável: vc iria ao dentista, mas quando chegasse lá, se sentaria decentemente numa cadeira normal e, enquanto lixava as unhas, esperaria que ele desse cabo do seu trabalho, tendo nas mãos sua dentadura. Dava tempo até de ver tv sem estresse. No fim da sessão, você pagaria o "sirvissu" e a colocaria na boca, limpinha, branquinha, sem nenhum vestígio de ter sido usada nos últimos anos. E detalhe: tudo isso sem vc sentir um arrepio, uma dorzinha, um mal estar causado por qualquer dos equipamentos odontológicos. Será este um mundo perfeito?
Ufa... Agora, já com uma parte dos dentes limpos - ainda tenho outra sessão na próxima semana - começo o meu dia. Não preciso dizer que eles arranham minha língua de tão limpos. Nem que o gosto de sangue na minha boca vai ficar até que ela se habitue a sua nova condição de "tinindo de tão asseada".
O início do dia não poderia ser melhor. Tô até com medo do restante...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Falta de quê?

Estou convencida de que só nos damos conta da importância de alguém ou algo em nossas vidas quando a perdemos. Triste constatação, mas a mais pura verdade. Fico imaginando porque nós, seres humanos, dotados de tamanha inteligência, não somos capazes de dar valor aquilo ou aqueles quando estão ao nosso lado, partilhando do nosso dia-a-dia. Seríamos tão mais felizes.
E isso vale para tudo nesta nossa breve jornada. Um “bom dia” do porteiro, uma lambida do cachorro, uma ligação da mãe, um choramingo do filho, um “por onde vc andou?” do nosso amor. E também um All Star de cor diferente, que vc nunca conseguia combinar com nada; um cd muito pouco ouvido, que jamais saiu da prateleira do quarto; um jogo de copos de cristal, que só foi usado uma vez. Para ser o mais básico possível. Tudo começa a fazer falta a partir do momento em que não está mais ali, onde nós os deixamos um dia...
Pensa bem...
Basta você ter uma boa proposta de trabalho e sair da empresa onde há anos as pessoas achavam que você só fazia a sua obrigação que a sua chefe espalha para os quatro cantos o quanto você era competente. Aconteceu com uma amiga próxima. É só você começar a fazer novos programas que aquela sua amiga que estava sempre ocupada para te ouvir já reclama a sua presença. Já ouvi vários relatos a respeito. E se vc cansar de estar sempre disponível para aquele seu namorado que pensava que você era invisível, pode crer que ele descobrirá o quanto você era importante na vida dele. Já aconteceu comigo – algumas vezes.
Impressionante como somos imaturos e incapazes de valorizar o que está bem embaixo do nosso nariz. Enquanto podemos aproveitar a presença de coisas e pessoas, nos apegamos a questionamentos menores. E daí, mais tarde, ouve-se “bem que eu era feliz”. Será que não está na hora de sermos felizes agora? Dizem que a maior felicidade é quando nos tocamos que estamos vivenciando este momento mágico naquele exato instante...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eca!

Ai, ai, ai... Não aguento mais esta história em torno da pobre Maysa-que-quebrou-o-coco-na-câmera. Deus do Céu! Para onde em viro a galera só fala disso. Eu gosto da menininha, mas vou começar a dar razão aos amigos que falam da malice da mídia em cima da garota.

Menino ou menina??

Tô achando o máximo esta história da Ivete não querer saber o sexo da criança. Verdade ou mentira, é um mistério gostoso de curtir, né? A tecnologia nso beneficia em muitos momentos da vida, mas em alguns é tão presente que é responsável pela perda da graça.
Acho que queria ser assim tb - no momento que chegar o meu momento. Um primeiro bebê pode ser menino ou menina que não vai fazer a menor diferença. E nossos pais conviveram com esta expectativa por nove meses e ninguém morreu. pelo contrário: felicidade absoluta.
O problema maior é não deixar ninguém no entorno descobrir, pq senão a curiosidade vai ser demais. Nos dois últimos casos de chegada de bebês - lindos por sinal - na casa de pessoas queridas, os pais já sabiam o sexo. Será que eles fariam diferente?
Tô torcendo para Ivetuda (nossa Dalila) ser feliz. E o seu bebê saudável. Isso é o mais importante.

Dorilax na veia

Não sei se tem a ver com a malhação ou com a correria de ontem no trabalho. Fato é que estou com uma dor nas costas fenomenal. Juro, mal dá para respirar.
Alguém aí me dá um Dorilax??

Malhação

Aos que possam se interessar, sim, voltei para a malhação. Ontem, recomecei minha via crucis. Digo isso pq realmente, como disse Mará, sou uma exímia levantadora de copos. E ponto. Nada que me dê muito trabalho me atrai, mas não podia deixar a situação ir por água abaixo. Então, resolvi voltar ao meu reduto.
É o tal do mal necessário.
E que Deus ouça minhas preces e me dê forças para ir em frente.
Agora, de uma vez por todas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

bjoooooo

Galera,
Passei só para mandar um beijinho.
Não tô com tempo nem para fazer xixi...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Empatia

É fantástica esta coisa da empatia que temos com determinadas pessoas, não?
Sempre que isso me acontece - e não é raro - me pego pensando cá com meus botões que estranho sentimento é esse que nos une a pessoas que muitas vezes vemos pouco, não temos vidas semelhantes ou personalidades similares, estamos longe de ser amigos. Um olhar, uma dúzia de palavras, um sorriso e pronto! Lá está o sentimento de gostar de alguém - que vc nem sabe bem quem é.
Ontem, ao reencontrar Jaci, a cantora, tive esta sensação. Parecia que sempre estivemos juntas. Um conforto em estar ao lado dela, uma confiança em contar segredinhos, uma cumplicidade em partilhar dos mesmos sonhos.
Temos uma história curiosa de encontros e desencontros desde que nos conhecemos há alguns anos, mas de certa forma sempre estivemos orbitando uma em torno da outra. Agora, minha impressão é que não nos largaremos mais. Nos descobrimos de verdade.
A empatia foi só o começo.

Debut

Tive o prazer, ontem, de ser uma das poucas convidadas para o "debut" de uma amiga de longa data nos palcos. A apresentação, apesar de amadora, foi bacana e deu para visualizar o talento que há tempos estava guardado naquela armação de jornalista. Fiquei tão feliz.
Posso dizer que sou boa de crítica e vi nela uma real possibilidade de cantar profissionalmente. Uma atitude interessante no palco, voz límpida. Agora, vou apresentar a ela minha mais nova faceta: a de produtora.
Isso depois que passar a dor de cabeça que sinto por conta da ressaca. A comemoração - e não poderia ser diferente - foi até altas horas e depois de uma garrafa de prosecco e uns chopes, a situação ficou complicada.
Mas valeu a pena.
Parabéns, Jaci!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Revival

Sou saudosista e todos os sete leitores que frequentam este espaço já sabem desta minha "qualidade". Por isso, saber da vinda ao Brasil do Simple Minds, em setembro, me deixou extremamente feliz. Depois de Duran Duran e The B-52's, outra banda de sucesso dos anos 1980 chega por estas bandas. Putz, sacudi muito o esqueleto ao ritmo de "(Don't You) Forget About Me" e "Alive and Kicking". Uma delícia de lembrança!
O grupo escocês, que voltou à ativa no ano passado e, em 2009, lançou o álbum "Graffiti Soul", toca em São Paulo, no dia 24 de setembro, no HSBC Brasil, e no Vivo Rio, no dia seguinte.

De volta

Uma cólica monstruosa me deixou fora de combate ontem à tarde. Coisas de mulherzinha! Mas, como bom soldado, já estou de volta ao meu posto.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Haja paciência

Ok, ok... Todos nós, de alguma maneira, dependemos desta figura chamada cliente. isso quando nós mesmos não somos clientes. Mas preciso fazer um desabafo: cliente bom é cliente morto. Ufa!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Na rua

Noto cada dia mais gente dormindo nas ruas. Incrível constatação. Pela janela do carro, vejo dezenas, centenas espalhadas pela cidade. Quando vou para o trabalho. Quando volto do trabalho.
Noto as reações de quem passa por eles. Todos indignados; alguns com dó, outros incrédulos.
O perfil desta população de rua também mudou proporcionalmente ao seu crescimento. Antes, eram jovens, às vezes acompanhados de crianças que tinham feito pelas ruas mesmo. Seu futuro é continuar vivendo nas calçadas, embaixo das marquises. Agora, os velhos também tomam conta da sarjeta, enrolados em seus cobertores cinzas. É de impressionar.
O barulho dos carros, os ruídos da chegada do dia, o corre-corre dos traseuntes não os acordam, não os faz despertar para um nova vida.
Fico imaginando quais motivos levam estes seres a optar viver desta maneira (ou não optar, sabe Deus). Como serão suas rotinas, suas dores, seus medos. Não ter um teto - ainda que o mais simples - para descansar oc orpo e a cabeça é desunamno. Não ter família ou a ter de uma maneira inimaginável.
Triste sina.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Garagem

Anota aí: Pedra Letícia. Os caras são quase o novo Mamonas Assassinas, guardadas as devidas proporções. Descobertas pelo quadro Garagem do Faustão, os meninos são show de bola.
O cd já está nas lojas. Muito engraçado.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Batman


Prenderam o Batman hj. Finalmente...

Agora quero saber quando é que vão nos ressarcir pelo batmóvel, batcaverna, batcinto de utilidades e demais apetrechos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Divã II

- Eu sou apaixonada pelo livro de Martha Medeiros (assim como tudo o que ela escreve). Ou seja, o texto é genial. Sente isso: "temos certeza do nascimento e da morte. E entre um e outro, crescemos, casamos, temos filhos, adoecemos. Isso é a vida."
- O filme é fiel ao livro, ou seja, vc não corre o risco de sair decepcionada. Um resumão feito por Marcelo Saback, o mesmo que o transportou para os palcos.
- O filme faz chorar e faz rir. Na boate, é impagável a tentativa dela falar como adolescentes: "irado", "tô numa vibe". Ou quando já está sofrendo: "Não era amor. Era melhor." É bom como pipoca num dia de chuva. Despretensioso.
- Vc vai repensar vários momentos da sua vida. Se vc já viveu uma relação longa, vai se ver lá. "A gente ainda se ama. O problema é que a gente não se quer mais. "
- Leve seu namorado/ marido/ amigo amante para assistir. Ele vai se divertir e, de quebra, vc não vai precisar falar determinadas coisas para ele no futuro.
- A Mercedes de Lilia Cabral está fantástica (como sempre!) e ainda mostra a veia cômica da atriz. "Eu não sou como aquela mulher de echarpe rosa", diz, para logo depois encontrar uma echarpe rosa pendurada no cabideiro.
- O elenco está afinado: destaque para Alexandra Richter - que faz uma ótima "melhor amiga" - mostra um pouco mais do que sua veia cômica. A bela relação de amizade entre as duas é tocante. "Pegue minha bolsa de maquiagem. Tõ tão feia", diz quando está na cama do hospital.
- Sim, Lília se deu bem: pegou Gianechini e Cauã Reymond no mesmo filme. Sim, para quem aprecia homens mais velhos, José Mayer está a toda.
- É verdade que mostram umas situações inacreditáveis. Ou seja, nenhuma mulher por volta dos 40 anos pagaria tamanhos micos. Passe por cima. O roteiro é muito maior do que isso.

Vá assistir e depois me dê seu veredicto.