Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eu recomendo...

Nem quem não é fã de HQs vai se decepcionar com "O Espetacular Homem Aranha". O filme, que estreou neste finde aqui no Brasil, é blockbuster para ninguém botar defeito. O herói, o meu preferido, está afiadíssimo, magérrimo e mais ágil que nunca. E eu que pensei que sentiria a ausência de Tobey Maguire... Que nada! O tal do Garfield dá conta do recado, auxiliado luxuosamente pelo charme da fofa Emma Stone (namorada do rapaz na vida real).
Dizem que o Aranha 4 já estava fechado - com o mesmo elenco, inclusive, porém não foi possível chegar a uma conclusão sobre o roteiro de continuação. O estúdio resolveu começar do zero. E o roteiro agora abre uma brecha para falar do passado do herói, onde o foco é o sumiço dos pais. Confesso que achei o vilão meio chato e lugar comum, mas os efeitos são sensacionais. Impossível não curtir e voar nas teias do cara.
Um detalhe: o filme foi filmada em 3D e IMax. Ou seja, não tem como errar. É blockbuster para ninguém botar defeito.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Na moral

Na moral, o programa do Pedro Bial é melhor do que o da Fatima Bernardes. Mesmo sem ter tido toda a divulgação da primeira, o cara bolou uma maneira de discutir temas polêmicos bem interessante. Nem podia não ser interessante. Ontem, na estreia, o tema foi "O politicamente correto". É fato que a formatação ainda não é das melhores e o Bial ainda lembra aquele apresentador do BBB, mas acho q é questão de tempo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Inferno astral?

Meu inferno astral chegou. Ao contrário do último ano, porém, não me sinto com a vida de cabeça para baixo. Sim, eu sei... É um período especial e comprovadamente problemático. Meu ano começa daqui a menos de um mês, mas confesso que tô tranquila, cheia de planos e com um dedinho de curiosidade sobre o que me espera. Culpa do Prozac, das férias que mal acabaram ou da maturidade? Não sei. Talvez uma mistura de tudo isso, somado às minhas últimas escolhas na vida. Deus sabe sobre o que eu falo e tenho certeza de que isso tem se revertido em serenidade. Já não era sem tempo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Eu na Rio + 20

Muito feliz em fazer parte do maior evento na área de sustentabilidade dos últimos tempos. Mas que negócio cansativo... Afffff!

No cinema...

Férias também querem dizer "cinema". Pura e simplesmente. Enlouquecidamente. "Mi amor" tb é fanático e aí - juntamos a fome com a vontade de comer. De cara já me lembro de três filmes q vi nas últimas semanas: "MIB - Homens de Preto III", "Branca de Neve e o Caçador" e "Os Vingadores". Deve ter havido outros, mas sinceramente não me veio à memória neste momento.
O primeiro foi menos do que eu esperava. Uma pena, pq como já disse aqui filmes em 3D para mim são experiências únicas. Achei tudo meio repetitivo.
O segundo me marcou pela atuação da "monstra" Charlize Theron. Lindaaaaaaaaaaaaa e muitíssimo eficiente como a madrasta. Não preciso falar sobre o novo Brad Pitt - o Caçador vivido por Chris Hemsworth. Bonito, sim, mas nada muito além disso. Da protagonista, q parece mais a Mortiça do que a Branca de Neve, realmente nem tenho nada a dizer. A moça foi apagada pela Charlize eu espelho mágico...
E, por último, a história dos superheróis que se juntam numa espécie de SuperAmigos. Incrível. Os efeitos são tão geniais que chega assustam aos espectadores. O figurino é perfeito e o roteiro justinho, além, é claro, do elenco que é de tirar o chapéu. Não esper para ver em casa, pq assistir na telona é muito mais emocionante. Este, sim, dou nota máxima!

Ai, as férias...

Não existe nada melhor na vida do que férias. Não, não inventa nenhum argumento. Não há realmente... E obviamente tudo o mais que vem com ela: dias relax, tranquilidade, família, amigos, pilequinhos, cochilos à tarde, casa em ordem, vida em ordem, viagens, passeios... Enfim...
Neste ano, me dei de presente uma casa reformada e duas peqeunas viagens - uma para a Região dos Lagos, aqui no Rio mesmo, e outra para Buenos Aires. A primeira, uma espécie de jornada desaceleradora em companhai dos meus. A segunda, uma revisita a Europa latina. Explico: fui a BsAs em 2000 a trabalho e desde então vivia pensando em voltar. Ainda mais agora q a coisa tá mais barata...
Arrumei minha smalas e parti sozinha por três dias, sabendo q "mi amor"  me encontraria para mais quatro dias em terras portenhas. Lá, encontrei com Clarice e Rodrigo, casal amigo e parceiro q fizeram as honras da cidade. Amei tudo mais uma vez. A companhia, o clima, as compras, a comida, os passeios.
Viajar é uma grande paixão. É o que me alimenta e revigora.
Já penso nas próximas férias.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nada como viajar

Nada como viajar. Conhecer novos lugares, povos, culturas. Posso dizer que viajar é uma das minhas maiores paixões. Há um ano eu embarcava rumo à Itália, uma viagem de 20 dias esticada até a França. Uma delícia...
Ir a Europa e não conhecer a Itália para mim era impossível. Por isso, fiz questão de incluir no roteiro o basicão da terra de Nero (Roma), depois Florença (uma maravilha estudantil), seguida de Veneza (o romance personificado). Sensacional.
Quem nunca foi, umas dicas:
- os italianos não são educados. Pelo contrário. Uma das lembranças mais fortes q tenho é o fato de não falar uma palavra em italiano e ser quase inviável me comunicar. Eles não querem saber se vc fala inglês, espanhol, francês ou qq-coisa-do-gênero. Não fala italiano - tá fora! Isso quer dizer, tenha paciência.
- em Roma, tudo é grandioso - como Nero, o megalômano. O Coliseu é impressionante mesmo.
- os sorvetes são deliciosos - de verdade. Todos so dias se puder experimente um sabor novo.
- não achei a comida incrível. Nem os italianos bonitos.
- ir a Torre de Piza é diversão garantida. Mas na cidadezinha só tem isso. Nada mais.
- Florença é um charme - pequeno, fervilhante, gostosinho, simpática. Se vc não tiver grana para ver Davi de perto, pode se contentar com aquele mesmo em frente ao museu. Ah, e não perca os espetáculos nas praças. Uma graça.
- se vc gosta de supermercados como eu, não deixe de ir a um italiano. São imperdíveis, gigantes, com uma variedade de babar.
- em Veneza, faça piqueniques à beira do rio. E caminhe... muito.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Feliz...


A duas semanas das férias, não vejo a hora de jogar o chapéu. Vontade de relaxar, de me afastar do cotidiano, curtir família, namorado, amigos. Há um ano eu fazia este mesmo caminho. Realizei um sonho. Neste ano, optei por realizar outro. Muiiito diferente, mas tão importante quanto... Ou mais. Estou em plena reforma da casa, que acompanha a reforma do meu espírito, do meu coração. Ao mesmo tempo que raspo e pinto as paredes, ganha novas cores a minha alma. Espano a poeira q insistia em ficar pelos cantos - meus e da casa. Compro móveis e prateleiras, rearrumo as prioridades. Novos sentimentos, novas louças.
Investi em mim e no meu ninho. É o melhor lugar do mundo e onde a guerreira aqui descansa. Não podia ser diferente.
Tudo isso tem me trazido muita satisfação - é a tal chegada da tranquilidade. Tão esperada. Passei maus bocados, mas finalmente a paz me encontrou. To mais calma, mais centrada, mais focada. Depois da tempestade, vem a Bonança (olha aí, minha amiga!!). De posse de mim mesmo, estou me sentindo mais Karla. Engraçado, né?
Explico: quando a gente está desorientada, longe do nosso rumo, a gente fica fora de si. A chegada da tranquilidade vem num pacote embalada por laços de fita que abraçam ainda a calma, a perseverança, a certeza de dias melhores. E ouso a dizer q ouço minha voz, meus impulsos, meus desejos. Sou uma mulher na constante busca pelo meu equilíbrio e estar neste momento me deixa tão feliz... tão feliz...

Toca Raul!!!!!!!!!!

Não existe brasileiro que não conheça uma canção de Raul Seixas. Se vc é sambista, funkeiro, curte MPB, reggaeiro ou seja lá o que for, com certeza, saberá pelo menos cantarolar uma música do pai do rock. Raul é isso: faz parte de nossa memória musical para todo o sempre. E olha q nunca fui bicho grilo... A liás, a história de Raul não tem a ver simplesmente com um cara louco, bicho-grilo, drogado e alcoolatra. Nãããoooo... Ele é a alma do Rock Brasil, dono de versos incríveis e sacadas geniais. Ou vc acha q alguém mais conseguiria ser tão sarcástico a este ponto? "Eu devia estar feliz pelo Senhor/ Ter me concedido o domingo/ Prá ir com a família/ No Jardim Zoológico/ Dar pipoca aos macacos.../ Ah! Mas que sujeito chato sou eu/ Que não acha nada engraçado/ Macaco, praia, carro/ Jornal, tobogã/ Eu acho tudo isso um saco...". Sim,"Ouro de Tolo" de isso mesmo q vc está pensando: sensacional.
Na semana q passou tive o privilégio da companhia de grandes amigas ao assistir ao filme "Raul: o Começo, o Fim e o Meio" e me vi rindo e chorando ao mesmo tempo diante de uma existência tão bacana. Totalmente desvairada, mas de uma coerência absurda dentro do que ele se propôs fazer da vida dele.
Raul era uma estrela. E isso inclui todos os prós e contras desta realidade. Mulherengo, largado, inteligente pacas, bonito e feio ao mesmo tempo, drogado, bêbado, inquieto. Maluco beleza... Totalmente. E dá pena quando a gente se depara com esta figura nos abandonando. Sim, até o fim ele seguiu os próprios preceitos e isso o torna ainda mais sublime, mas dá dó. Afinal, perdemos uma mente absolutamente rica, fértil, cheia de contradições e coisas bonitas a serem ditas.
Enfim, Raul é isso. E não é por acaso mesmo que em qq show - seja lá onde e de quem for - sempre ouvimos uma voz: "Toca Raul!!". Ele era o cara!

quinta-feira, 22 de março de 2012

A perda da inocência

Uma câmera furiosa, diretores nervosos. Soma-se aí um magnífico ator e um roteiro polvilhado de ação. O resultado disso é adrenalina pura. Eu que não sou de filmes de ação, mas a cada dia dia assisto mais, fiquei de cara com o frenesi de "Protegendo o Inimigo". Sim, eu adoro Denzel Washington e acho q só pela sua franquia já vale o ingresso, mas este é especial. Especial como "Dia de Treinamento" (aliás, dizem q este é um cover) e "Chamas da Vingança". Uma raridade que une história bem amarrada com boas doses de correria. Recheada de porrada e tiros, é claro.
A ideia central é mostrar que sempre existem dois lados. E a CIA está no núcleo desta peleja, representada por um Denzel vivendo um ex-agente procurado por traições, com fala mansa e arroubos de violência, e o novato Ryan Reynolds, simplesmente um "zelador" de uma casa secreta da CIA na África do Sul, para onde são levados prisioneiros perigosos. Matt aguarda uma promoção para sair daquele lugar e casar-se com a namorada. Só q com a chegada de Denzel sua vida se transforma - e toma-lhe sustos, tiroteios, sangue por todos os lados.
O ritmo é tão acelerado que chega uma hora que o espectador perde o ar. E acompanha de perto as agrugas do jovem Matt (Ryan), vendo o sofrimento de quem perde a inocência. Fotografia muito bacana e cenas trêmulas. Sensacional.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma ode ao tempo

"És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."

terça-feira, 6 de março de 2012

Palmas para Rodrigo Santoro

Entre um lamento e outro pelo fim de "A Vida da Gente", esqueci de contar que fui assistir a "Reis e Ratos". Estava curiosa para ver Selton Mello, Otávio Miller, Rodrigo Santoro... Tudo junto: só podia dar samba. Reuni as amigas (ou elas me incluíram no programa delas) e fomos para o cinema. Fora uma senhora que não parava de rir alto pacas pouco atrás da gente, não ouvi muitas gargalhadas. O argumento é maneiro, mas o roteiro é confuso.
Apesar disso, não posso deixar de destacar as atuações, principalmente de Rodrigo Santoro (foto), que se mostrou a criatura mais nojenta que já vi num filme brasileiro - fora o Zé do Caixão - diga-se de passagem. O moço tá mostrando ao que veio. Dizem inclusive que seu Heleno de Freitas é sensacional. Vou ficar aguardando...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2012 chegou...

Detalhe que não pode passar despercebido: FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!

O Artista

Curioso é um filme em preto-e-branco e mudo ganhar o Oscar. Diante da grandiosidade da indústria atual, isso deve sinalizar algo para aqueles envolvidos mais diretamente nas grandes produções. Vou assistir ao filme e depois comento.

3D

Fui ao cinema na última sexta-feira assistir ao Star Wars em versão 3D. Sim, sou cinéfila apaixonada pro estes efeitos recém-descobertos por mim. Só que descobri, bastante frustrada, que esta história de refazer o filme não funciona - os efeitos ficam muito aquém do esperado. Vi o trailer de Homens de Preto III e fiquei babando... Muito superior à saga de George Lucas.
Detalhe: o cinema estava cheio de pequenas baratas ao fim da sessão. é claro que não pdoeria deixar passar em branco e enviei um e-mail bem delicadinho para o UCI. Cinema não é coisa barata e o mínimo q os caras podem oferecer é limpeza.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tô me guardando para quando o Carnaval passar...

Amigos se surpreenderam quando eu disse que neste ano estou absolutamente fora da folia momesca. Sim, é verdade. Estou exausta e não vejo a hora de sair da cidade, estar entre os meus, colocar minhas Havaianas e bebericar minha cerveja sem hora para acabar. A verdade é que, além do cansaço por conta do excesso do trabalho, meus últimos Carnavais foram frenéticos. De modo que no final da festa no ano passado já tinha decidido que em 2012 alguma coisa tinha que ser mudada. Blocos cheios, muito calor, pouca novidade.
É fato que até tracei planos de bailes e festejos que queria ter ido - poucos, mas bons. Ou seja, não esperava que a mudança fosse tão radical. Em função da rotina exaustiva das últimas semanas, porém, nada poderia ser melhor. Leio as matérias, assisto a tv, ouço os sambas e nada me anima. Realmente, a fase é de sombra e água fresca. Após cinco anos de absoluto frenesi, é chegada a hora do descanso do guerreiro.
E, para quem fica, muita alegria e confete.
Até a volta.

Descendentes

Gosto da sinopse do filme "Os Descendentes (The Descendants)", de Matt King, que concorre aos Oscar. Gosto de como o filme começa, com o personagem de George Clooney afirmando que todos os seus amigos acham que, só porque ele vive no Havaí, sua vida é uma alegria só, regada a surfe, bebidas e hula-hula. “Eles são loucos? Acham que somos imunes à vida?”, ele pergunta. Gosto do ator, que além de lindo mostra nesta película que estava absolutamente iluminado nesta atuação. E só.
Sou cinéfila e, como tal, me coço toda todos os anos para assistir a todos so filmes que concorrem a estatueta maior do cinema mundial, mas ou ando bem desanimada ou realmente comecei mal a minha saga entre os concorrentes. Não que "Os Descendentes" seja ruim. Além do citado acima, há uma fotografia interessante, outros bons atores, um roteiro interessante, mas a maneira como a história é contada é muito devagar, c ansativa, beirando até a chatice.
Minha expectativa não era de um dramalhaõ mexicano, embora tudo leve a crer que é disso q se trata o filme. Afinal, a esposa de Matt, Elizabeth, sofreu um acidente de barco e está em coma somente esperando pela morte. Sua família está às voltas com a venda de um imenso terreno que vale uma verdadeira fortuna, herança de um parente distante na árvore genealógica, e Matt é o responsável por escolher o comprador ideal. Sua filha mais velha é uma garota problemática no colégio em que estuda, enquanto Scottie - a mais nova - é uma menina precoce, que solta palavrões com uma facilidade incrível. Para piorar a situação, ele descobre que a esposa tinha um caso no qual estava apixonada, pensando inclusive em divórcio.
Bom roteiro, não? Não. É aquele tipo de filme em que vc passa o tempo todo esperando a grande virada do protagonista, que nunca vem. Rubens Ewald Filho disse que é um filme bom, sem ser excepcional... Não sei, tenho minhas dúvidas. Mas vale por Clooney, que consegue simplesmente nos fazer esquecer do galã que é... Vale o Oscar.



Os Descendentes é um belo filme, em que, mais do que a trama, que poderia muito bem ser a de um dramalhão mexicano, tem todo o seu destaque focado nos atores. George Clooney entrega sua melhor performance, em uma atuação cuja sinceridade comove e, se o mundo for justo, vai ganhar o Oscar. As meninas Shailene Woodley e Amara Miller dão show, apesar da pouca experiência em tela. E Judy Greer, que tem apenas três cenas como a esposa do amante de Elizabeth, brilha como nunca.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um dia, um adeus...

Não, não sou boa de despedidas. Isso já sei há tempos. Talvez seja o meu legado na morte repentina do meu pai. Sou chorona, penso e repenso, personalidade totalmente em dúvida. Sempre. Hoje, por absoluta falta de vontade de continuar pensando, analisando, avaliando a minha vida e os caminhos q ela tomou tive coragem de bancar um abandono. Um abandono vindo de mim: dei um tempo da terapia.
Eu sei que já vinha cogitando esta possibilidade há meses, mas a coragem vinha e voltava. Cada dia uma novidade me fazia pensar melhor. Uma novidade e a certeza de que é muito difícil encarar a vida de frente sozinha. Absolutamente só. Sem ter a quem pedir uma opinião, sem ter aquela hora semanal para desabafar até cansar, sem ter certeza de que a estrada pode ser proveitosa.
Você vai pensar, nobre leitor, que a gente acaba criando uma dependência e que não há conselho terapêutico que seja certeiro, até porque analistas não são deuses. Mas aprendi que ter uma pessoa ao nosso lado que nos conhece muito e que estudou a psicologia por anos a fio, no mínimo, nos garante que mesmo se render uma grande merda em algum momento vc vai sair lucrando. Pelo menos é um alento...
Com o tempo, a terapeuta ganha uma importância monstruosa na vida de qualquer reles mortal. A minha se transformou numa amiga, numa confidente, numa quase-mãe - embora a minha ainda exista e eu a ame muito. Tudo isso num pacote embrulhado com os laços de fita do conhecimento. Ou seja, tristeza por deixá-la, alívio por parar de me deparar comigo mesmo.
Sim, a terapia é este momento. E cada um sabe "a delícia e a dor de ser o que é". Eu, absolutamente exausta dos meus questionamentos, jogo a toalha. Não aguento mais me olhar, não aguento mais buscar novos caminhos. Quero descansar um pouco. Eu sei: é um adeus temporário, mas necessário. Ao fim de sete anos, preciso simplesmente ser um barco à deriva e parar de me debater contra as ondas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ahn?!...

Desânimo é pouco.