Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".
sexta-feira, 27 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Nada como viajar
Nada como viajar. Conhecer novos lugares, povos, culturas. Posso dizer que viajar é uma das minhas maiores paixões. Há um ano eu embarcava rumo à Itália, uma viagem de 20 dias esticada até a França. Uma delícia...Ir a Europa e não conhecer a Itália para mim era impossível. Por isso, fiz questão de incluir no roteiro o basicão da terra de Nero (Roma), depois Florença (uma maravilha estudantil), seguida de Veneza (o romance personificado). Sensacional.
Quem nunca foi, umas dicas:
- os italianos não são educados. Pelo contrário. Uma das lembranças mais fortes q tenho é o fato de não falar uma palavra em italiano e ser quase inviável me comunicar. Eles não querem saber se vc fala inglês, espanhol, francês ou qq-coisa-do-gênero. Não fala italiano - tá fora! Isso quer dizer, tenha paciência.
- em Roma, tudo é grandioso - como Nero, o megalômano. O Coliseu é impressionante mesmo.
- os sorvetes são deliciosos - de verdade. Todos so dias se puder experimente um sabor novo.
- não achei a comida incrível. Nem os italianos bonitos.
- ir a Torre de Piza é diversão garantida. Mas na cidadezinha só tem isso. Nada mais.
- Florença é um charme - pequeno, fervilhante, gostosinho, simpática. Se vc não tiver grana para ver Davi de perto, pode se contentar com aquele mesmo em frente ao museu. Ah, e não perca os espetáculos nas praças. Uma graça.
- se vc gosta de supermercados como eu, não deixe de ir a um italiano. São imperdíveis, gigantes, com uma variedade de babar.
- em Veneza, faça piqueniques à beira do rio. E caminhe... muito.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Feliz...

A duas semanas das férias, não vejo a hora de jogar o chapéu. Vontade de relaxar, de me afastar do cotidiano, curtir família, namorado, amigos. Há um ano eu fazia este mesmo caminho. Realizei um sonho. Neste ano, optei por realizar outro. Muiiito diferente, mas tão importante quanto... Ou mais. Estou em plena reforma da casa, que acompanha a reforma do meu espírito, do meu coração. Ao mesmo tempo que raspo e pinto as paredes, ganha novas cores a minha alma. Espano a poeira q insistia em ficar pelos cantos - meus e da casa. Compro móveis e prateleiras, rearrumo as prioridades. Novos sentimentos, novas louças.
Investi em mim e no meu ninho. É o melhor lugar do mundo e onde a guerreira aqui descansa. Não podia ser diferente.
Tudo isso tem me trazido muita satisfação - é a tal chegada da tranquilidade. Tão esperada. Passei maus bocados, mas finalmente a paz me encontrou. To mais calma, mais centrada, mais focada. Depois da tempestade, vem a Bonança (olha aí, minha amiga!!). De posse de mim mesmo, estou me sentindo mais Karla. Engraçado, né?
Explico: quando a gente está desorientada, longe do nosso rumo, a gente fica fora de si. A chegada da tranquilidade vem num pacote embalada por laços de fita que abraçam ainda a calma, a perseverança, a certeza de dias melhores. E ouso a dizer q ouço minha voz, meus impulsos, meus desejos. Sou uma mulher na constante busca pelo meu equilíbrio e estar neste momento me deixa tão feliz... tão feliz...
Toca Raul!!!!!!!!!!
Não existe brasileiro que não conheça uma canção de Raul Seixas. Se vc é sambista, funkeiro, curte MPB, reggaeiro ou seja lá o que for, com certeza, saberá pelo menos cantarolar uma música do pai do rock. Raul é isso: faz parte de nossa memória musical para todo o sempre. E olha q nunca fui bicho grilo... A liás, a história de Raul não tem a ver simplesmente com um cara louco, bicho-grilo, drogado e alcoolatra. Nãããoooo... Ele é a alma do Rock Brasil, dono de versos incríveis e sacadas geniais. Ou vc acha q alguém mais conseguiria ser tão sarcástico a este ponto? "Eu devia estar feliz pelo Senhor/ Ter me concedido o domingo/ Prá ir com a família/ No Jardim Zoológico/ Dar pipoca aos macacos.../ Ah! Mas que sujeito chato sou eu/ Que não acha nada engraçado/ Macaco, praia, carro/ Jornal, tobogã/ Eu acho tudo isso um saco...". Sim,"Ouro de Tolo" de isso mesmo q vc está pensando: sensacional.Na semana q passou tive o privilégio da companhia de grandes amigas ao assistir ao filme "Raul: o Começo, o Fim e o Meio" e me vi rindo e chorando ao mesmo tempo diante de uma existência tão bacana. Totalmente desvairada, mas de uma coerência absurda dentro do que ele se propôs fazer da vida dele.
Raul era uma estrela. E isso inclui todos os prós e contras desta realidade. Mulherengo, largado, inteligente pacas, bonito e feio ao mesmo tempo, drogado, bêbado, inquieto. Maluco beleza... Totalmente. E dá pena quando a gente se depara com esta figura nos abandonando. Sim, até o fim ele seguiu os próprios preceitos e isso o torna ainda mais sublime, mas dá dó. Afinal, perdemos uma mente absolutamente rica, fértil, cheia de contradições e coisas bonitas a serem ditas.
Enfim, Raul é isso. E não é por acaso mesmo que em qq show - seja lá onde e de quem for - sempre ouvimos uma voz: "Toca Raul!!". Ele era o cara!
quinta-feira, 22 de março de 2012
A perda da inocência
Uma câmera furiosa, diretores nervosos. Soma-se aí um magnífico ator e um roteiro polvilhado de ação. O resultado disso é adrenalina pura. Eu que não sou de filmes de ação, mas a cada dia dia assisto mais, fiquei de cara com o frenesi de "Protegendo o Inimigo". Sim, eu adoro Denzel Washington e acho q só pela sua franquia já vale o ingresso, mas este é especial. Especial como "Dia de Treinamento" (aliás, dizem q este é um cover) e "Chamas da Vingança". Uma raridade que une história bem amarrada com boas doses de correria. Recheada de porrada e tiros, é claro.A ideia central é mostrar que sempre existem dois lados. E a CIA está no núcleo desta peleja, representada por um Denzel vivendo um ex-agente procurado por traições, com fala mansa e arroubos de violência, e o novato Ryan Reynolds, simplesmente um "zelador" de uma casa secreta da CIA na África do Sul, para onde são levados prisioneiros perigosos. Matt aguarda uma promoção para sair daquele lugar e casar-se com a namorada. Só q com a chegada de Denzel sua vida se transforma - e toma-lhe sustos, tiroteios, sangue por todos os lados.
O ritmo é tão acelerado que chega uma hora que o espectador perde o ar. E acompanha de perto as agrugas do jovem Matt (Ryan), vendo o sofrimento de quem perde a inocência. Fotografia muito bacana e cenas trêmulas. Sensacional.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Uma ode ao tempo
"És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."
terça-feira, 6 de março de 2012
Palmas para Rodrigo Santoro
Entre um lamento e outro pelo fim de "A Vida da Gente", esqueci de contar que fui assistir a "Reis e Ratos". Estava curiosa para ver Selton Mello, Otávio Miller, Rodrigo Santoro... Tudo junto: só podia dar samba. Reuni as amigas (ou elas me incluíram no programa delas) e fomos para o cinema. Fora uma senhora que não parava de rir alto pacas pouco atrás da gente, não ouvi muitas gargalhadas. O argumento é maneiro, mas o roteiro é confuso. Apesar disso, não posso deixar de destacar as atuações, principalmente de Rodrigo Santoro (foto), que se mostrou a criatura mais nojenta que já vi num filme brasileiro - fora o Zé do Caixão - diga-se de passagem. O moço tá mostrando ao que veio. Dizem inclusive que seu Heleno de Freitas é sensacional. Vou ficar aguardando...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Artista
3D
Fui ao cinema na última sexta-feira assistir ao Star Wars em versão 3D. Sim, sou cinéfila apaixonada pro estes efeitos recém-descobertos por mim. Só que descobri, bastante frustrada, que esta história de refazer o filme não funciona - os efeitos ficam muito aquém do esperado. Vi o trailer de Homens de Preto III e fiquei babando... Muito superior à saga de George Lucas.Detalhe: o cinema estava cheio de pequenas baratas ao fim da sessão. é claro que não pdoeria deixar passar em branco e enviei um e-mail bem delicadinho para o UCI. Cinema não é coisa barata e o mínimo q os caras podem oferecer é limpeza.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Tô me guardando para quando o Carnaval passar...
Amigos se surpreenderam quando eu disse que neste ano estou absolutamente fora da folia momesca. Sim, é verdade. Estou exausta e não vejo a hora de sair da cidade, estar entre os meus, colocar minhas Havaianas e bebericar minha cerveja sem hora para acabar. A verdade é que, além do cansaço por conta do excesso do trabalho, meus últimos Carnavais foram frenéticos. De modo que no final da festa no ano passado já tinha decidido que em 2012 alguma coisa tinha que ser mudada. Blocos cheios, muito calor, pouca novidade.É fato que até tracei planos de bailes e festejos que queria ter ido - poucos, mas bons. Ou seja, não esperava que a mudança fosse tão radical. Em função da rotina exaustiva das últimas semanas, porém, nada poderia ser melhor. Leio as matérias, assisto a tv, ouço os sambas e nada me anima. Realmente, a fase é de sombra e água fresca. Após cinco anos de absoluto frenesi, é chegada a hora do descanso do guerreiro.
E, para quem fica, muita alegria e confete.
Até a volta.
Descendentes
Gosto da sinopse do filme "Os Descendentes (The Descendants)", de Matt King, que concorre aos Oscar. Gosto de como o filme começa, com o personagem de George Clooney afirmando que todos os seus amigos acham que, só porque ele vive no Havaí, sua vida é uma alegria só, regada a surfe, bebidas e hula-hula. “Eles são loucos? Acham que somos imunes à vida?”, ele pergunta. Gosto do ator, que além de lindo mostra nesta película que estava absolutamente iluminado nesta atuação. E só.Sou cinéfila e, como tal, me coço toda todos os anos para assistir a todos so filmes que concorrem a estatueta maior do cinema mundial, mas ou ando bem desanimada ou realmente comecei mal a minha saga entre os concorrentes. Não que "Os Descendentes" seja ruim. Além do citado acima, há uma fotografia interessante, outros bons atores, um roteiro interessante, mas a maneira como a história é contada é muito devagar, c ansativa, beirando até a chatice.
Minha expectativa não era de um dramalhaõ mexicano, embora tudo leve a crer que é disso q se trata o filme. Afinal, a esposa de Matt, Elizabeth, sofreu um acidente de barco e está em coma somente esperando pela morte. Sua família está às voltas com a venda de um imenso terreno que vale uma verdadeira fortuna, herança de um parente distante na árvore genealógica, e Matt é o responsável por escolher o comprador ideal. Sua filha mais velha é uma garota problemática no colégio em que estuda, enquanto Scottie - a mais nova - é uma menina precoce, que solta palavrões com uma facilidade incrível. Para piorar a situação, ele descobre que a esposa tinha um caso no qual estava apixonada, pensando inclusive em divórcio.
Bom roteiro, não? Não. É aquele tipo de filme em que vc passa o tempo todo esperando a grande virada do protagonista, que nunca vem. Rubens Ewald Filho disse que é um filme bom, sem ser excepcional... Não sei, tenho minhas dúvidas. Mas vale por Clooney, que consegue simplesmente nos fazer esquecer do galã que é... Vale o Oscar.
Os Descendentes é um belo filme, em que, mais do que a trama, que poderia muito bem ser a de um dramalhão mexicano, tem todo o seu destaque focado nos atores. George Clooney entrega sua melhor performance, em uma atuação cuja sinceridade comove e, se o mundo for justo, vai ganhar o Oscar. As meninas Shailene Woodley e Amara Miller dão show, apesar da pouca experiência em tela. E Judy Greer, que tem apenas três cenas como a esposa do amante de Elizabeth, brilha como nunca.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Um dia, um adeus...
Não, não sou boa de despedidas. Isso já sei há tempos. Talvez seja o meu legado na morte repentina do meu pai. Sou chorona, penso e repenso, personalidade totalmente em dúvida. Sempre. Hoje, por absoluta falta de vontade de continuar pensando, analisando, avaliando a minha vida e os caminhos q ela tomou tive coragem de bancar um abandono. Um abandono vindo de mim: dei um tempo da terapia.Eu sei que já vinha cogitando esta possibilidade há meses, mas a coragem vinha e voltava. Cada dia uma novidade me fazia pensar melhor. Uma novidade e a certeza de que é muito difícil encarar a vida de frente sozinha. Absolutamente só. Sem ter a quem pedir uma opinião, sem ter aquela hora semanal para desabafar até cansar, sem ter certeza de que a estrada pode ser proveitosa.
Você vai pensar, nobre leitor, que a gente acaba criando uma dependência e que não há conselho terapêutico que seja certeiro, até porque analistas não são deuses. Mas aprendi que ter uma pessoa ao nosso lado que nos conhece muito e que estudou a psicologia por anos a fio, no mínimo, nos garante que mesmo se render uma grande merda em algum momento vc vai sair lucrando. Pelo menos é um alento...
Com o tempo, a terapeuta ganha uma importância monstruosa na vida de qualquer reles mortal. A minha se transformou numa amiga, numa confidente, numa quase-mãe - embora a minha ainda exista e eu a ame muito. Tudo isso num pacote embrulhado com os laços de fita do conhecimento. Ou seja, tristeza por deixá-la, alívio por parar de me deparar comigo mesmo.
Sim, a terapia é este momento. E cada um sabe "a delícia e a dor de ser o que é". Eu, absolutamente exausta dos meus questionamentos, jogo a toalha. Não aguento mais me olhar, não aguento mais buscar novos caminhos. Quero descansar um pouco. Eu sei: é um adeus temporário, mas necessário. Ao fim de sete anos, preciso simplesmente ser um barco à deriva e parar de me debater contra as ondas.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Detalhes
Hoje acordei pensando que pouco nos damos conta da beleza do que está ao nosso lado. Uma cor bonita na fachada da casa do vizinho, um prédio diferente que surge a duas quadras, um outdoor que chama a atenção. Isso sem falar na beleza das coisas que não foram criadas pelo homem. Uma lua cheia, um céu azul, uma árvore diferente, um animal dócil. Há anos passo na Av. Presidente Vargas no caminho para o trabalho. Desde ontem reparo nas árvores ao longo do rio que ganharam um tom verde limão neste verão atípico. Com copas imensas e muito redondas, seus caules fortes, galhos que parecem tentáculos que brigam por um pouco da luz do sol.
Detalhes que fazem a vida valer a pena...
Salada mista
Uma salada mista, com direito a troca de pares. É assim “O Amor e Outras Drogas”. É muito assunto para um filme só: é um romance, uma comédia romântica, um drama. Discute a indústria farmacêutica, a masculinidade, o Mal de Parkinson. Putz, chega uma hora q o espectador não sabe se ri ou chora... Graças a Deus, o filme tem Anne Hathaway (linda de viver!) e Jake Gyllenhaal (ai, ai, ai...), que seguram as pontas e mostram o que é ter tesão por alguém. A história se passa nos anos 90. Jamie (Gyllenhaal) larga o emprego que tinha em uma loja de eletrônicos e, com o objetivo de ganhar dinheiro com seu charme, passa a trabalhar como representante de vendas de uma empresa farmacêutica. Só que em meio a suas andanças (que inclui muita galinhagem e jogo de charme!) conhece Maggie (Hathaway), uma bela jovem que sofre de Mal de Parkinson.
O boom da indústria farmacêutica dos anos 90, marcada pela alta dos antidepressivos e, mais tarde, do Viagra, é bem explorado, mas o restante fica muito mal explicado. Vale pelo casal de protagonistas e pela mensagem do fim: na verdade, a vida sempre nos surpreende.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Parábola
Um velhinho doente vivia há anos à beira de um lago reconhecidamente terapêutico. Há anos, suas águas eram procuradas por gente de todo o mundo que queria se curar de suas mazelas. Dizia a lenda que um dia específico a cada ano aqueles que entravam e se banhavam naquelas águas se curavam de toda e qualquer doença. O senhor assistia a tudo aquilo, impávido.
Sua cama ficava em frente ao lago e, embora bastante debilitado, por algum motivo, ele não acreditava naquela história e nunca... nunca mesmo o senhorzinho se entusiamou em mergulhar no lago, nem que fosse para comprovar ou não a veracidade daquela história.
...
Peço a Deus a disposição de mergulhar no lago que se abre à minha frente...
Sua cama ficava em frente ao lago e, embora bastante debilitado, por algum motivo, ele não acreditava naquela história e nunca... nunca mesmo o senhorzinho se entusiamou em mergulhar no lago, nem que fosse para comprovar ou não a veracidade daquela história.
...
Peço a Deus a disposição de mergulhar no lago que se abre à minha frente...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Se beber...
Quem nunca bebeu até o juízo e no dia seguinte teve uma amnésia? Comigo foi só uma vez e desde então elegi o espumante meu maior inimigo etílico. Maldito... rsrs... Só rio agora, é verdade, pq no dia seguinte não me pareceu nada engraçada aquela situação em que poderia ter acontecido qualquer coisa - e quando eu digo isso é qualquer coisa messsssmo! - e eu não me lembrar... mêda...Mas isso foi há dois anos. Disso eu me lembro. O reveillon deste ano, porém, repetiu a dose. Não comigo, mas sim com meus amigos "piores". Já contei aqui que agora faço parte de um grupo que se autodenomina "OS PIORES"?? Imagina o perfil da galera... Pois é... No reveillon eles mostraram sua verdadeira cara. Uma loucura. Mas isso é papo de coxia.
Em homenagem a eles, eu e meu parceiro resolvemos rir um pouco e pegamos no dvd neste finde (que deveria ter sido chuvoso, segundo o Climatempo) o "Se beber, não case" - partes I e II. Ele já tinha assistido; eu estava debutando. Qualquer coisa que eu diga aqui vai parecer lugar comum, mas não posso deixar de comentar que minha barriga doía de tanto que ri. Principalmente na primeira parte desta saga de bebuns desmemoriados.
Putz, há tempos não me divirto tanto no cinema. A ideia não tem nada de excepcional, mas os absurdos do roteiro são sensacionais. Imagina acordar depois de uma noitada -a despedida de solteiro de um amigo em Las Vegas - em um apartamento totalmente destruído com uma galinha que transita entre os móveis, um tigre preso no banheiro e um amigo desaparecido? Talvez nem os Piores conseguissem tal façanha...
Além do roteiro, a fotografia é maneira, o trio de protagonistas é maravilhoso (Phil - Bradley Cooper (lindo de morrer!), Stu - Ed Helms, num personagem impagável - e Alan - Zach Galifianakis, em mais uma atuação hilária! - e Doug - Justin Bartha, o suficiente para contar sua história), as participações são bacanas (com destaque para Mike Tyson) e a direção tem pegada. Todd Phillips agarra o espectador mais desavisado de uma maneira indescritível. Sim, "The Hangover" - a Ressaca, em bom português - é a nossa cara.
Já a parte II, tenho minhas ressalvas. Os caras continuam os Piores (estes são famosos!!) e adoro revê-los. A situação também se repete (sim, exatamente igual), ou seja, é para rir mesmo, mas os clichês me incomodam, sem contar no peso da mão de quem escreveu as piadas. Achei meio apelação, embora os personagens continuem incríveis. Como no primeiro, eles viajam às vésperas de um casamento - desta vez é de Stu ( no primeiro era Doug) e a cerimônia será em um resort na Tailândia. Destaque para Heather Graham (no papel de uma stripper, recusado por Lindsay Lohan). Uma graça...
Minha indicação é pelo primeiro, mas se vc tiver tempo, vale a pena dar uma curtida no segundo - para não perder o hábito. É provável que vc se veja refletido na tela ou então simplesmente lembre de um amigo. Sim, eu me vi nas duas situações. E não poderia ser diferente: afinal, sou uma Pior. Rsrs...
Aos nove dias...
Aos nove dias de 2012, cá estou eu numa TPM duca. Não, ninguém reclamou deste meu estado de espírito mezzo irritadiço, mezzo deprê. Eu é q fico incomodada. Mas hoje tem terapia - a salvação dos reles mortais.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
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