Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tô me guardando para quando o Carnaval passar...

Amigos se surpreenderam quando eu disse que neste ano estou absolutamente fora da folia momesca. Sim, é verdade. Estou exausta e não vejo a hora de sair da cidade, estar entre os meus, colocar minhas Havaianas e bebericar minha cerveja sem hora para acabar. A verdade é que, além do cansaço por conta do excesso do trabalho, meus últimos Carnavais foram frenéticos. De modo que no final da festa no ano passado já tinha decidido que em 2012 alguma coisa tinha que ser mudada. Blocos cheios, muito calor, pouca novidade.
É fato que até tracei planos de bailes e festejos que queria ter ido - poucos, mas bons. Ou seja, não esperava que a mudança fosse tão radical. Em função da rotina exaustiva das últimas semanas, porém, nada poderia ser melhor. Leio as matérias, assisto a tv, ouço os sambas e nada me anima. Realmente, a fase é de sombra e água fresca. Após cinco anos de absoluto frenesi, é chegada a hora do descanso do guerreiro.
E, para quem fica, muita alegria e confete.
Até a volta.

Descendentes

Gosto da sinopse do filme "Os Descendentes (The Descendants)", de Matt King, que concorre aos Oscar. Gosto de como o filme começa, com o personagem de George Clooney afirmando que todos os seus amigos acham que, só porque ele vive no Havaí, sua vida é uma alegria só, regada a surfe, bebidas e hula-hula. “Eles são loucos? Acham que somos imunes à vida?”, ele pergunta. Gosto do ator, que além de lindo mostra nesta película que estava absolutamente iluminado nesta atuação. E só.
Sou cinéfila e, como tal, me coço toda todos os anos para assistir a todos so filmes que concorrem a estatueta maior do cinema mundial, mas ou ando bem desanimada ou realmente comecei mal a minha saga entre os concorrentes. Não que "Os Descendentes" seja ruim. Além do citado acima, há uma fotografia interessante, outros bons atores, um roteiro interessante, mas a maneira como a história é contada é muito devagar, c ansativa, beirando até a chatice.
Minha expectativa não era de um dramalhaõ mexicano, embora tudo leve a crer que é disso q se trata o filme. Afinal, a esposa de Matt, Elizabeth, sofreu um acidente de barco e está em coma somente esperando pela morte. Sua família está às voltas com a venda de um imenso terreno que vale uma verdadeira fortuna, herança de um parente distante na árvore genealógica, e Matt é o responsável por escolher o comprador ideal. Sua filha mais velha é uma garota problemática no colégio em que estuda, enquanto Scottie - a mais nova - é uma menina precoce, que solta palavrões com uma facilidade incrível. Para piorar a situação, ele descobre que a esposa tinha um caso no qual estava apixonada, pensando inclusive em divórcio.
Bom roteiro, não? Não. É aquele tipo de filme em que vc passa o tempo todo esperando a grande virada do protagonista, que nunca vem. Rubens Ewald Filho disse que é um filme bom, sem ser excepcional... Não sei, tenho minhas dúvidas. Mas vale por Clooney, que consegue simplesmente nos fazer esquecer do galã que é... Vale o Oscar.



Os Descendentes é um belo filme, em que, mais do que a trama, que poderia muito bem ser a de um dramalhão mexicano, tem todo o seu destaque focado nos atores. George Clooney entrega sua melhor performance, em uma atuação cuja sinceridade comove e, se o mundo for justo, vai ganhar o Oscar. As meninas Shailene Woodley e Amara Miller dão show, apesar da pouca experiência em tela. E Judy Greer, que tem apenas três cenas como a esposa do amante de Elizabeth, brilha como nunca.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um dia, um adeus...

Não, não sou boa de despedidas. Isso já sei há tempos. Talvez seja o meu legado na morte repentina do meu pai. Sou chorona, penso e repenso, personalidade totalmente em dúvida. Sempre. Hoje, por absoluta falta de vontade de continuar pensando, analisando, avaliando a minha vida e os caminhos q ela tomou tive coragem de bancar um abandono. Um abandono vindo de mim: dei um tempo da terapia.
Eu sei que já vinha cogitando esta possibilidade há meses, mas a coragem vinha e voltava. Cada dia uma novidade me fazia pensar melhor. Uma novidade e a certeza de que é muito difícil encarar a vida de frente sozinha. Absolutamente só. Sem ter a quem pedir uma opinião, sem ter aquela hora semanal para desabafar até cansar, sem ter certeza de que a estrada pode ser proveitosa.
Você vai pensar, nobre leitor, que a gente acaba criando uma dependência e que não há conselho terapêutico que seja certeiro, até porque analistas não são deuses. Mas aprendi que ter uma pessoa ao nosso lado que nos conhece muito e que estudou a psicologia por anos a fio, no mínimo, nos garante que mesmo se render uma grande merda em algum momento vc vai sair lucrando. Pelo menos é um alento...
Com o tempo, a terapeuta ganha uma importância monstruosa na vida de qualquer reles mortal. A minha se transformou numa amiga, numa confidente, numa quase-mãe - embora a minha ainda exista e eu a ame muito. Tudo isso num pacote embrulhado com os laços de fita do conhecimento. Ou seja, tristeza por deixá-la, alívio por parar de me deparar comigo mesmo.
Sim, a terapia é este momento. E cada um sabe "a delícia e a dor de ser o que é". Eu, absolutamente exausta dos meus questionamentos, jogo a toalha. Não aguento mais me olhar, não aguento mais buscar novos caminhos. Quero descansar um pouco. Eu sei: é um adeus temporário, mas necessário. Ao fim de sete anos, preciso simplesmente ser um barco à deriva e parar de me debater contra as ondas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ahn?!...

Desânimo é pouco.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Detalhes

Hoje acordei pensando que pouco nos damos conta da beleza do que está ao nosso lado. Uma cor bonita na fachada da casa do vizinho, um prédio diferente que surge a duas quadras, um outdoor que chama a atenção. Isso sem falar na beleza das coisas que não foram criadas pelo homem. Uma lua cheia, um céu azul, uma árvore diferente, um animal dócil.
Há anos passo na Av. Presidente Vargas no caminho para o trabalho. Desde ontem reparo nas árvores ao longo do rio que ganharam um tom verde limão neste verão atípico. Com copas imensas e muito redondas, seus caules fortes, galhos que parecem tentáculos que brigam por um pouco da luz do sol.
Detalhes que fazem a vida valer a pena...

Salada mista

Uma salada mista, com direito a troca de pares. É assim “O Amor e Outras Drogas”. É muito assunto para um filme só: é um romance, uma comédia romântica, um drama. Discute a indústria farmacêutica, a masculinidade, o Mal de Parkinson. Putz, chega uma hora q o espectador não sabe se ri ou chora... Graças a Deus, o filme tem Anne Hathaway (linda de viver!) e Jake Gyllenhaal (ai, ai, ai...), que seguram as pontas e mostram o que é ter tesão por alguém.
A história se passa nos anos 90. Jamie (Gyllenhaal) larga o emprego que tinha em uma loja de eletrônicos e, com o objetivo de ganhar dinheiro com seu charme, passa a trabalhar como representante de vendas de uma empresa farmacêutica. Só que em meio a suas andanças (que inclui muita galinhagem e jogo de charme!) conhece Maggie (Hathaway), uma bela jovem que sofre de Mal de Parkinson.
O boom da indústria farmacêutica dos anos 90, marcada pela alta dos antidepressivos e, mais tarde, do Viagra, é bem explorado, mas o restante fica muito mal explicado. Vale pelo casal de protagonistas e pela mensagem do fim: na verdade, a vida sempre nos surpreende.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Parábola

Um velhinho doente vivia há anos à beira de um lago reconhecidamente terapêutico. Há anos, suas águas eram procuradas por gente de todo o mundo que queria se curar de suas mazelas. Dizia a lenda que um dia específico a cada ano aqueles que entravam e se banhavam naquelas águas se curavam de toda e qualquer doença. O senhor assistia a tudo aquilo, impávido.
Sua cama ficava em frente ao lago e, embora bastante debilitado, por algum motivo, ele não acreditava naquela história e nunca... nunca mesmo o senhorzinho se entusiamou em mergulhar no lago, nem que fosse para comprovar ou não a veracidade daquela história.
...
Peço a Deus a disposição de mergulhar no lago que se abre à minha frente...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se beber...

Quem nunca bebeu até o juízo e no dia seguinte teve uma amnésia? Comigo foi só uma vez e desde então elegi o espumante meu maior inimigo etílico. Maldito... rsrs... Só rio agora, é verdade, pq no dia seguinte não me pareceu nada engraçada aquela situação em que poderia ter acontecido qualquer coisa - e quando eu digo isso é qualquer coisa messsssmo! - e eu não me lembrar... mêda...
Mas isso foi há dois anos. Disso eu me lembro. O reveillon deste ano, porém, repetiu a dose. Não comigo, mas sim com meus amigos "piores". Já contei aqui que agora faço parte de um grupo que se autodenomina "OS PIORES"?? Imagina o perfil da galera... Pois é... No reveillon eles mostraram sua verdadeira cara. Uma loucura. Mas isso é papo de coxia.
Em homenagem a eles, eu e meu parceiro resolvemos rir um pouco e pegamos no dvd neste finde (que deveria ter sido chuvoso, segundo o Climatempo) o "Se beber, não case" - partes I e II. Ele já tinha assistido; eu estava debutando. Qualquer coisa que eu diga aqui vai parecer lugar comum, mas não posso deixar de comentar que minha barriga doía de tanto que ri. Principalmente na primeira parte desta saga de bebuns desmemoriados.
Putz, há tempos não me divirto tanto no cinema. A ideia não tem nada de excepcional, mas os absurdos do roteiro são sensacionais. Imagina acordar depois de uma noitada -a despedida de solteiro de um amigo em Las Vegas - em um apartamento totalmente destruído com uma galinha que transita entre os móveis, um tigre preso no banheiro e um amigo desaparecido? Talvez nem os Piores conseguissem tal façanha...
Além do roteiro, a fotografia é maneira, o trio de protagonistas é maravilhoso (Phil - Bradley Cooper (lindo de morrer!), Stu - Ed Helms, num personagem impagável - e Alan - Zach Galifianakis, em mais uma atuação hilária! - e Doug - Justin Bartha, o suficiente para contar sua história), as participações são bacanas (com destaque para Mike Tyson) e a direção tem pegada. Todd Phillips agarra o espectador mais desavisado de uma maneira indescritível. Sim, "The Hangover" - a Ressaca, em bom português - é a nossa cara.
Já a parte II, tenho minhas ressalvas. Os caras continuam os Piores (estes são famosos!!) e adoro revê-los. A situação também se repete (sim, exatamente igual), ou seja, é para rir mesmo, mas os clichês me incomodam, sem contar no peso da mão de quem escreveu as piadas. Achei meio apelação, embora os personagens continuem incríveis. Como no primeiro, eles viajam às vésperas de um casamento - desta vez é de Stu ( no primeiro era Doug) e a cerimônia será em um resort na Tailândia. Destaque para Heather Graham (no papel de uma stripper, recusado por Lindsay Lohan). Uma graça...
Minha indicação é pelo primeiro, mas se vc tiver tempo, vale a pena dar uma curtida no segundo - para não perder o hábito. É provável que vc se veja refletido na tela ou então simplesmente lembre de um amigo. Sim, eu me vi nas duas situações. E não poderia ser diferente: afinal, sou uma Pior. Rsrs...

Aos nove dias...

Aos nove dias de 2012, cá estou eu numa TPM duca. Não, ninguém reclamou deste meu estado de espírito mezzo irritadiço, mezzo deprê. Eu é q fico incomodada. Mas hoje tem terapia - a salvação dos reles mortais.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pela volta da boa e velha Ana Maria

Tô de saco cheio desta uniformização dos programas nas manhãs da tv aberta. Eu estava adiando para falar sobre o assunto, mas não aguento mais. Puxa, quem me conhece sabe o quanto gosto de tranqueira e programa de mulherzinha logo de manhã é prato cheio para começar meu dia. Me divertia muito em ver as bobagens de Ana Maria Braga ao acordar, acompanhar as receitas, rir com o Louro José. Mas agora, por conta da concorrência, só tem notícia sinistra. Ratinho perde... Um saco. Impossível tomar café assistindo a acidentes causados por gente embriagada, brigas de meninas delinquentes na escola e animais que passam por maus tratos. Quero ter opções. #prontofalei

Boa viagem

Minha amiga querida renata Victal embarcou hoje rumo às suas férias. A moça vai fazer muita falta, mas tô feliz em saber que ela está feliz. Serão cinco dias em Roma e 15 dias com o namorado na Austrália. Vai com Deus, amiga, e divirta-se por mim. Na volta, bebemos umas juntas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Um Dia": Sou Dexter!



Depois de meses de expectativas, fui assistir “Um Dia”. Tive a sorte de ter como companhia metade do grupo que não tinha lido o livro e a outra metade estava na mesma situação que eu – o livro do David Nichols foi o melhor q li nos últimos tempos. Romance rasgado, mas com uma precisão cirúrgica para falar das dores e amores de cada fase da nossa vida. Bem, ao contrário da crítica, não senti tanto o mau sotaque de Emma (Anne Hathaway), mas sim a velocidade com que o roteiro foi costurado. Os diálogos são inteligentes, como na publicação, mas não consegui acompanhar o amadurecimento de cada personagem, seu crescimento como pessoas e profissionais, as mazelas do dia a dia. Fiquei meio assim-assim, confesso.
Para os que não leram o livro, notei a alegria em ver um filme tão delicado e cheio de nuances. Um amor que sobrevive ao tempo. E mesmo com a surpresa do fim todos ficaram bem impressionados. Diante disso, cheguei a conclusão de q o problema é sempre a expectativa. Preciso riscar esta palavra do meu dicionário. Quanto maior ela, mais frustrante pode ser o resultado. Mesmo que ele seja bom. Isso quer dizer: depois que inventaram o excelente, o muito bom perdeu valor.
O que posso sugerir: se vc não leu, vá ver o filme. É emocionante. Se vc leu, faça como eu. Pague para ver, depois comente aqui.
PS.: Sim, Anne vai ficando mais linda conforme o tempo passa e o ator escolhido para ser Dexter (Jim Sturgess) é um fenômeno.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Amar é para poucos*

Ivan Martins é aquele cara q escreve o q não temos capacidade nem de escrever, nem de ler, nem de demonstrar de qq maneira. Mas pensamos. E este é o grande lance. Neste artigo, Ivan consegue dizer exatamente o q penso. Mais um dele... Vale a pena ler.
***
Você já esteve apaixonada por alguém incapaz de gostar?

A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.
Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.
Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.
Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.
Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.
De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.
Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.
As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.
As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.
É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo – e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma.
* De Ivan Martins, editor da revista Época

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

É amanhã

Amanhã estreia "Um Dia". Com Em & Dex. Há tempos não fico tão ansiosa por um filme...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quisera...

Estou num momento de redescoberta de mim mesma. Passei tanto tempo tentando me adaptar a uma nova vida que, no fim dela, já não sabia mais quem era eu. Não sabia mais o que gostava e como gostava, não sabia mais o que considerava importante ou não. Acima disso, ainda me pego querendo fazer coisas e me podando, simplesmente pq passei anos agindo desta maneira e aí já não sei mais se quero determinadas coisas ou se de alguma forma aprendi a não querer.
E afinal o que sou eu?
Quem sou eu?
É fato que só fazem conosco o que permitimos. E absolutamente eu devo culpar algo ou alguém da minha irresponsabilidade, da minha falta de compromisso comigo, da minha disponibilidade de esquecer o que EU quero. Sempre.
Hoje vejo que só consigo rever meus conceitos e definitivamente enxergar o outro quando estou a uma distância considerável. Fora isso, invento personagens, crio personalidades muito distantes da realidade. Será um problema só meu? Não sei. A terapia ajuda, mas é fato que cada vez me vejo mais vulnerável às minhas fantasias. É o momento mais maduro da minha vida e, ao mesmo tempo, um dos mais dolorosos. É a hora de dar de cara com a verdade, com o real, com o inquestionável, palpável. Quisera q fosse diferente... Quisera que houvesse realmente consideração, carinho, cuidado. Não, não há. Se queremos ser cuidados, cuidemos nós de nós mesmos. Fato.

Isso é muito?

Passei um finde de merda. Tive boa companhia, umas horas de sono bom, carinho para dar e vender, comida que conforta. mas fato é q o coração tá machucado. O Prozac, por dias, me deixou a ver navios. Sim, me irritei, chorei, senti medo.
Preciso reagir a toda esta loucura. E me imponho uns momentos de paz de espírito. Meu Deus, isso é muito??

Surpresa?

Em meio à lavagem da escadaria com muito sabão em pó e anil, um tombo que me deixa sem reação. Dificil levantar. É verdade, o ano ainda não acabou... 2011 do cacete! Qdo vc acha q tudo está entrando nos eixos ou pelo se encaminhando, nova onda de terror, de tristeza, de mágoa. As surpresas da vida sempre me fodem a cabeça.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Beirando a alegria??


Um milhão de coisas acontecendo à minha volta e vontade zero de escrever. Confesso que já fiz vários rascunhos à mão... Coisa equisita para uma jornalista viciada em teclado... mas nada rola quando sento em frente à telinha. Nada.
É fato que o Prozac acalmou meus ânimos. Estes, aliás, só se aquecem agora por conta da TPM. Fora isso, calmaria. Me sinto um mar negro, à noite, com aquele ventinho quente de verão que assola a gente. Nada que tire ninguém do sério. Uma brisa que aquele o coração.
Tenho olhado muito no entorno. Minha tristeza foi embora. Junto com ela a angústia dos últimos tempos, a vontade de ir embora. Me redescobri nos últimos meses. Uma querida q não via há muito tempo me perguntou o que tinha acontecido ou, como ela mesmo disse, "desacontecido". A verdade é que, embora piegas, andei me sentindo uma lagarta. Feia, encolhida, cheia de espinhos. Sair do casulo e virar uma borboleta dói, mas sei que estou muito perto deste momento histórico.
Tenho sorte, sim. Não posso negar. Deus tem me privilegiado. Minha família, meus amigos, meu cachorro. Minha casa, meu carro, meu emprego. Nada necessariamente nesta ordem. Gente do bem que se aproxima, gente que me faz rir nos momentos difíceis ou que simplesmente escuta, gente que me ajuda a lamber as feridas... Tenho me achado sortuda, embora o ano não esteja sendo fácil. Uma amiga me disse que 2011 veio para fazer uma limpeza de tudo o que deveria ser deixado para trás. 2012 é o ano do renascimento.
Não sei se acredito ou se quero acreditar. A diferença disso é a força q é produzida dentro da gente. Me sinto outra. Cresci muitos anos em quatro ou cinco meses. Descobri um poder em mim nunca notado antes. Uma vontade de passar por cima de tudo o que há de mais negativo e me abrir para o novo, para o positivo, para o bom. tanto que tive um papo quase doce com uma das pessoas que mais magoou na vida. Passou.
Além disso, comecei a me ver de verdade. Olhei para o espelho e me encontrei. Recomecei a me achar bonita, interessante, inteligente. rsrs... O mundo fala tanto o contrário que quando vc menos espera já começou a acreditar nisso. Ou "o mundo está ao contrário e ninguém reparou" ou eu estou de cabeça para baixo: será q to beirando a alegria?? Tomara...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Para todos os dias

"Há os que viajam para os desertos para encontrar a paz, fogem das grandes cidades, do barulho e cortam qualquer tipo de comunicação; outros fecham-se em si e a procuram nas meditações e reflexões do sentido da vida; há ainda aqueles que negam qualquer tipo de culpabilidade, como se negação fosse sinônimo de libertação.
Se tivéssemos a possibilidade de correr o mundo inteiro, viajar todos os mares e subir as mais altas montanhas, atravessar o espaço e ir além das estrelas, ainda assim não poderíamos apagar quem somos, nem o que vivemos, não nos tornaríamos melhores e nem maiores.
Somente um olhar para dentro de si mesmo, um reconhecimento de total condição humana e dependência do Pai pode nos libertar e colocar nas nossas mãos a paz que tanto almejamos.
Ser honesto consigo é ser honesto com o mundo inteiro. Quem se engana a si mesmo, comete o maior dos enganos. Nunca, aqui na terra, seremos grandes, bons e perfeitos o bastante para dizer que não temos mais nada para aprender.
Aprendemos a cada dia, às vezes com lágrimas e dor no coração. Não nos livramos das culpas quando fugimos delas e as desculpas não agem como sabão.
Se quisermos dar passos ao encontro do caminho da paz e de um mundo melhor, devemos aprender a aceitar certas coisas:
- Não sabemos tudo;
- O outro pode perfeitamente ter razão;
- Devemos assumir nossas culpas sem nos refugiar nas desculpas e isso não nos impedirá de olhar para a frente;
- Os erros que cometemos não devem nos amarrar definitivamente ao passado;
- O direito que temos de errar, outros também têm e fracassar uma vez não é fracassar para a vida toda;
- Os pais também se enganam e mesmo quando isso acontece é que desejam o melhor para os seus filhos;
- Cortar os pontos com alguém é cortar pontes onde nós e os outros poderíamos atravessar e viver isolado não é a melhor solução para resolver problemas;
- A comunicação é importante para evitar mal-entendidos;
- Franqueza e doçura não precisam estar dissociados;
- Evitar uma briga vale mais que ter razão;
- Os gestos valem tanto quanto palavras;
- Não é só a intenção que conta, mas ela conta muito;
- Brincar não é privilégio das crianças;
- Devemos perdoar até setenta vezes sete;
- Ninguém é melhor que ninguém;
- Somos todos moldados do mesmo barro e o mesmo Deus que soprou nas minhas narinas, soprou nas narinas do meu irmão;
- Todos temos pecados;
- Jesus também chorou, Ele foi crucificado, mas nunca crucificou.
- Podemos estar na mais alta montanha, no mais longíquo dos desertos e ainda assim estar longe de Deus.
- Aquele que busca a Verdade, encontra a Paz.
- Se somos herdeiros do pecado e herdeiros do bem. São as sementes desse último que devemos deixar ao longo da nossa passagem."