Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amigo pá-caralho!



É fato: não há como viver sem amigos. Eu fiz uns amigos nos últimos anos que costumo dizer que não sei como vivi sem eles por quase 30 anos. É uma galera do bem, a minha galera, o meu povo. Gente em quem confio, gente que admiro, gente que me ama e que eu amo de verdade.
Estamos sempre juntos, querendo saber do outro, acompanhando, apoiando, indo sempre além em detrimento de qq dificuldade. Grudados como drops.
Tive certeza do quanto éramos amigos quando cada um foi para um lado. Faz parte da vida, todos sabemos. E acredite vc, caro leitor, que a distância não desfez o laço que nos une.
Piegas? Pode ser, mas sei que amar é brega mesmo. E amizade é amor sem sexo, como diria Arnaldo Jabor, coberto de razão.
Sim, ainda nos encontramos... e muito. Fazemos parte de um seleto grupo que faz questão de estar junto, de preservar o sentimento, de beber umas sempre. E como bebemos!... Para matar saudades, fortalecer nosso sentimento, falar bobagens, ficar de pileque. Seja lá qual for o motivo.
Somos amigos, pô!
Alás, não somos só amigos. Somos amigos pá-caralho!!
Hoje, quando recebi a mensagem abaixo, ri de chorar. Além de ser muito engraçada, me remeteu a momentos incríveis que já vivi, vivo e ainda espero viver ao lado destes caras e destas moças que fazem parte de mim. Os meus amigos...

***

. Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa.
. Um amigo de verdade chega cedo, ajuda a cozinhar e fica até mais tarde para te ajudar a limpar.
. Um amigo p caralho faz tudo isso, e ainda bebe todas na sua festa, vomita no tapete da sua mãe e dorme atrás do sofá até segunda-feira pela manhã, quando a empregada o encontra.

. Um simples amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
. Um amigo de verdade pergunta por que você demorou tanto para ligar.
. Um amigo pá-caralho pergunta se você tá virando viado prá ligar aquela hora, te manda dormir e tomar no cú e fala para você ir curar tuas mágoas com cachaça.

. Um simples amigo procura você para conversar sobre seus próprios problemas.
. Um amigo de verdade procura você para te ajudar com os teus problemas. .
Um amigo pá-caralho procura você, te ajuda com os teus problemas e ainda te leva pra gandaia e paga todas.

. Um simples amigo, ao visitá-lo, age como uma visita.
. Um amigo de verdade abre a geladeira e serve-se sozinho.
. Um amigo p caralho abre a geladeira, serve-se sozinho e ainda reclama que só tem Kaiser.

. Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
. Um amigo de verdade sabe que não é amizade enquanto não teve a primeira briga.
. Um amigo pá caralho xinga você, chuta o seu cachorro e risca teu carro, mas tá tudo bem.

. Um simples amigo espera que você esteja sempre lá para ele. .
. Um amigo de verdade espera sempre estar lá, PRA VOCÊ !!!
. Um amigo pá-caralho te espera duas horas no bar até ficar revoltado. Vai até a sua casa, xinga você, chuta o teu cachorro e risca seu carro, tudo de novo.

Feliz Dia do Amigo, meu amigo!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O porvir

Não há momento mais propício para pensar na nossa finitude do que aquele em que presenciamos a despedida de alguém. Ontem, fui a um enterro. Era alguém conhecido, mas estava ali principalmente pelos queridos que viviam em torno dela. É verdade. Muitas vezes, marcamos presença nestes encontros simplesmente pelo fato de termos gente que amamos em torno de quem se foi. Assim é a vida. Assim é a morte.
Um momento triste, difícil, inevitável.
A morte é a única coisa da qual temos certeza. Nada mais é tão inquestionável. De tudo o que vivemos, só sabemos uma coisa: vamos acabar. A vida que circula em nós, que nos dá força para seguirmos, um belo dia, voltará para onde veio. Se acreditamos em céu, ela irá para lá. Se preferimos a teoria de que viemos da terra, saiba que esta voltará a ela. Ou seja, retornará ao seu berço.
Incrível imaginar o quanto lembramos e fazemos questão de esquecer esta verdade absoluta. Talvez seja fuga, uma válvula de escape quanto ao que está porvir. O porvir. Caso contrário, não viveríamos. Ou viveríamos enlouquecidamente. Como diria meu amor, somos o único bicho que tem plena noção da morte. Temos os benefícios de ser racionais, mas por outro lado sabemos que somos etéreos. E temos que conviver com isso.
Ali, naquelas horas em que fazemos homenagens aos que já se foram, choramos. E não choramos só por eles, mas tb por nós. Pobres mortais, incapazes de frear o inevitável. Choramos tb pelos nossos mortos, que parecem que se enfileiram em nossas mentes em filmes em 3D em meio ao sofrimento alheio. Choramos por quem chora.
Quisera que fosse diferente. E se o fosse? Sobreviveríamos numa terra superpopulosa. Não sei se seria a melhor opção. Mas confesso que sou daquelas que queria que todos os que amo fossem poupados da dor. E que eu mesma fosse, é claro. E se assim não fosse possível, que chorássemos pela morte, mas sem homenagens póstumas. Por que não morrer simplesmente e depois virar purpurina? Imagina que bonito seria... Um punhado de purpurina colorida na cama de hospital onde minha avó fez a passagem?!... Não haveria sepultamentos, cemitérios, o fechar dos caixões, a derradeira viagem até a cova...
Que Deus esteja conosco. E nos dê forças para enfrentar o nosso luto. Seja ele qual for. E se puder, ainda nos dê sabedoria para que possamos lembrar em alguns poucos momentos (não todos!) de que somos perecíveis. Talvez assim possamos ser algo mais tolerantes, mais amorosos, mais presentes. Enfim, sermos pessoas melhores...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Somos pobres, mas limpinhos

Eu sou pobre, mas sou limpinha. É verdade. Adoooro tomar banho! São pelo menos dois por dia. Se estiver em casa, no finde, são pelo menos três. E no verão perco a conta. Gosto da sensação da água correndo pelo meu corpo, banhando, lavando não só as impurezas do corpo, mas da alma tb.
Tem gente que até estranha, mas é verdade: se eu chegar em casa, seja a hora que for, mesmo cheia de cachaça na ideía, não rola de dormir sem uma ducha. Parece q me acalma, limpa a sujeirada do dia. E o meu encontro com o lençol é muito mais gostoso. Enfim...
Hoje, porém, descobri que isso não é um hábito só meu. De acordo com uma pesquisa feita em 10 países, quatro na Europa, o brasileiro é o povo que mais toma banho no mundo. Ou seja, somos muito mais cheirosinhos, higiênicos, gostosinhos. São 20 banhos por semana, quase três por dia. Ou seja, estou na média.
Na Índia, são três por semana. Já imaginou? O país é tão ou mais quente que o Brasil. deve ser uma locura. Uma amiga me confidenciou que na Europa é ainda pior. Por isso, o fixador dos perfumes é tao mais potente. Maldade...

Sem saco

Se até agora você ainda não tinha entendido, a tal lei que acaba com os sacos pláticos utilizados pelo comércio e como seria isso na prática, bem vindo ao clube. Ainda há tantas dúvidas que pairam no ar que sinceramente tô até tonta. Só para variar uma iniciativa deste porte é tomada e a população não está devidamente informada.
A tal lei que determina que supermercados e estabelecimentos comerciais de médio e grande portes do Rio de Janeiro substituam sacos plásticos por sacolas reaproveitáveis entra em vigor hoje. O prazo para a substituição destas sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande portes, o prazo é de um ano. Até aí, beleza. Sou a favor do meio ambiente e dele inteiro tb, da causa dos micos leões e das baleias, assim como a necessidade de redução da poluição, mas alguém poderia me dizer como vai ser o dia a dia??
Minhas dúvidas: como carregarei minhas compras? Agora terei que comprar sacos de lixo já que não tenho como reutilizar tais sacolas? E se eu for ao supermercado e comprar mais do que minha bolsa reutilizável suportar, como levarei as compras para casa?
Alguém aí pode ajudar?
Bem, por enquanto, os que os jornais dão conta é de que quem optar por não usar esses sacos vai ganhar desconto nas compras. Ou seja, nada mal. A cada grupo de cinco itens comprados, haverá um abatimento de R$ 0,03 do valor total da compra. Já é um motivo para levar minha própria sacola. Outra coisa: o consumidor que devolver sacolas plásticas também será beneficiado: a cada 50 unidades, o cliente ganha um quilo de arroz ou feijão. Onde eu vou achar isso, eu não sei, mas quem quiser fazer disso um trabalho já tem opção.
A idéia é nobre, mas não sei sinceramente se vai dar certo. na minha reles opinião, o negócio é aguardar mesmo. Dizem que foram desenvolvidos plásticos biodegradáveis que prometem resolver o problema ambiental causado pelos sacos comuns, que chegam a demorar cerca de 100 anos (dependendo da exposição à luz ultravioleta e outros fatores) para se decompor. Imagina... O novo material levaria cerca de 60 dias. Bacana.
Entendo que é uma iniciativa necessária, porém acho que foi meio repentina. Ou estou errada? É preciso que a sociedade se adapte ao novo modo de vida e seja bem informada. Confesso que pouco vi na mídia sobre o tema, excetuando hoje que meu jornal veio com a notícia.
Enfim...
Enquanto as coisas não se esclarecem de maneira definitiva, sugiro que deixemos de ir ao supermercado por um mês, pq imagina a confusão que a tal lei não deve estar dando nestes primeiros dias. Ou se formos, tratem de fazer uma lista bem definida e praticar aquela teoria de só comprar o necessário. Assim, além de economizar, sua bolsa levada de casa vai caber tudinho.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Indiana Jones salva “Decisões Extremas”

Dizem que “Decisões Extremas” (“Extraordinary measures”) foi um fracasso retumbante nos EUA, o mais recente longa-metragem estrelado por Harrison Ford. Os números não mentem: orçado em US$ 31 milhões, o filme teve um faturamento de US$ 11 milhões. Ou seja, não deu nem para o café. Aqui no Brasil, saiu só em DVD e eu peguei no último fim de semana crente que ia assistir a mais um dos corre-corres, porradaria de graça e pega-para-capar do eterno Indiana Jones.
Nesta fita, porém, ele me surpreendeu. O cara trocou os chicotes, revólveres e porretes por tubos de ensaios. Aqui, ele encarna um cientista empenhado em encontrar a cura para uma doença genética rara. Chama-se Síndrome de Pompe. Já ouviu falar? Com a tal doença, o indivíduo tem afetados seus músculos e não ultrapassa os nove anos de idade. É claro que tinha que ter uma (ou duas!) crianças à beira da morte e os pais delas lutam incessantemente para que o cientista se dê bem. Vividos por Brendan Fraser (que segundo meu digníssimo, não é chegado a filmes de ação) e Keri Russell, a bonitinha do seriado "Felicity", os pais são a parte emocionantezinha do roteiro.
Bem, posso dizer que, depois de tantas dificuldades nas bilheterias de seus filmes, não será com este longa que Ford vai encher a burra de dinheiro de novo. O filme é bem água-com-açúcar, quase um Supercine choroso. A diferença é que Indiana tem a possibilidade de mostrar um pouco mais do seu talento - que não se restringe somente à filmes de aventura. Sisudo, antipático, grosseirão, sem muito texto, características de uma personagem bem marcante, porém com um pé na sensibilidade.
No fim, mais uma vez, Indiana dá show de bola. E salva o filme pelo seu desempenho. Mesmo sem o chicote! Ou seja, vale pelo protagonista - assim como "Julie e Julia".

Meryl Streep: tudo o q ela toca vira ouro

"Julie & Julia" é Meryl Streep. Explico a frase: mesmo eu, que muito me interesse por assuntos culinários, achei o filme meio bobinho, com atores sem charme e um roteiro razoável. Porém, quando me deparei com as cenas da senhora Kramer (de Kramer X Kramer), fiquei de cara... Uma das melhores atrizes de sua geração (se não for a melhor), Streep consegue fazer de sua personagem um marco na história do cinema com uma atuação sensacional.
A voz que ela usa é o ponto alto. Dizem que poderia ser usada num desenho animado, mas bem colocada como só ela é capaz de fazer destaca a personagem de uma maneira impressionante. Sem contar nas caras e bocas que demonstram o amor de Julia Child (1912-2004) pela cozinha, a cozinheira conhecida por ter levado a culinária francesa para os EUA.
A história intercala passagens da vida de Julia Child, que desembarca nos anos 40 em Paris e lá descobre seu verdadeiro talento (as panelas!) e a doce Julie, já nos dias de hoje, com o projeto de contar em seu blog a experiência de fazer todas as mais de 500 receitas do livro escrito pela então chef na França.
Vale assistir para conferir mais uma vez, de perto, o talento de Meryl Streep. É sério: tudo o q ela toca vira ouro.

Fofoca

Poucas coisas na vida me irritam tanto quanto fofoca. Na verdade, uma atitude de quem é mal amado e tem pouco a fazer. Por isso, optam por este jogo sujo de falar mal da vida das pessoas. Muitas vezes, nem falam mal, mas aumentam, debatem, insistem em coisas nas quais não têm participação. Acho absurdo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock´n roll na veia

Há anos sou aficcionada por rock. E nesta data em que há 25 anos comemora-se o dia mundial do ritmo não poderia deixar de comentá-lo. Não foi sempre assim. Na adolescência, época em que a maioria dos seres humanos normais vivem a rebeldia proveniente do rock´n roll, eu andava às voltas da bossa nova e da MPB. Para mim, ele só surgiu no fim deste período. E grudou em mim num processo que nunca mais consegui me livrar.
Depois, descobri outros novos - como o samba, tb descoberto tardiamente, mas o rock ainda está nas minhas veias. Pode ser nacional ou não, pode ter pinta de rock progressivo ou não, pode ser feito para ganhar dinheiro ou não, pode ser tradicional ou não, pode estar misturado a outras nuances ou não. Fato é que quem ama o rock nunca abandona este lado juvenil, atordoante, pulsante. E nem precisa usar preto e ouvir som às alturas. Beatles são sensacionais e não precisaram carregar bandeiras. Jon Bon Jovi é muito mal visto por certos movimentos, mas é ídolo de rock farofa. Além disso, faz é tempo que não é mais preciso comer morcegos no palco...
Graças a Deus. O que é bom terá sempre seu espaço. Sem preconceitos.
Um viva ao ritmo e a quem o consagrou desde os tempos de nascimento, lá no Mississipi, desde os primeiros acordes do blues, da música country e do rhythm and blues: The Beatles, The Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who e Black Sabbath, entre outros.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ufa...

Constatei uma coisa essencial para a minha vida: gosto muito de comer. Isso não era exatamente uma novidade para mim, mas o que começou a me surpreender nos últimos era o estrago que a comida começou a produzir em mim... Uma loucura. A impressão era que se eu comesse uma feijoada ou duas folhas de alface dava no mesmo.
Diante disso, eu tinha duas opções - ou ia virar uma bola ou então tinha que começar a correr atrás do meu prejuízo. Eu sei, eu sei. Comecei a entender aquela história de que após os 35 a coisa começa a ficar complicada. O que isso quer dizer? Só eu e meus amigos que passamos da meia idade (concorda comigo que se a expecattiva de vida é 70 anos, nós estamos na meia-idade?) sabemos. A barriguinha já faz parte de vc, sua bunda e coxas não são mais as mesmas, o culote insiste em não entrar na calça nova que vc acabou de comprar. Entre outras coisas que vcs saberão mais tarde...
Minha idéia é correr mesmo, mas como nunca gostei de atividade física - excetuando o levantamento de copo - decidi optar por outra novidade. Assim, vou me distraindo... Após o boxe, que diga-se de passagem eu amei, porém me afastei por conta dos hematomas e do horário excessivamente cedo da aula, optei pelo pilates. E fui eu esta semana para minhas duas primeiras aulas.
Se vc nunca foi a uma aula dessas, não vá. É osso duro de doer. Posso dizer que eu não sei se vou ficar durinha mesmo como dizem, mas dolorida eu já estou. Sério! Até o cabelo dói...
O professor é um maluco por exercícios físicos e me pilha o tempo todo - quer me ver condicionada. Cruzes, tenho até medo destas pessoas. Veio com um papo q vou conseguir alcançar a marca dos 1.000 abdominais em breve - porém, esqueceu de me perguntar se eu queria isso.
Mas enfim... tô na pista. Melhor, tô em cima da bola gigante de parque de diversões, da cama que parece ser de tortura, da cadeira multi-facetada. Uma coisa.
E vamos ver no que dá...
Já decidi que todos os dias vou fazer uma oração: que Deus não permita que eu desista. Ufa...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Silêncio

Um minuto de silêncio para a morte do que chamo bom senso. Aliás, nem sei se é só isso. Um minuto de silêncio pela morte da ética, da compaixão, da humanidade. Sim, estou comentando o caso Eliza Samudio. E mais não falo...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cazuza vive

Há 20 anos morria o grande poeta da minha geração. Depois dele, só Renato Russo. Aqui, porém, não cabem comprações, até pq são poetas com linhas tão diferentes, pensamentos tão distintos diante da vida. Cazuza era a acidez em pessoa, a alegria contagiante, a vontade de viver. E indenpendente de qq dor, vamos em frente. Talvez este tenha sido seu maior legado. A mensagem que ficou. Maior talvez do que sua própria obra, recheada de um sarcasmo e uma ironia fina nunca antes nem depois obtidos por outro.
Naquele sábado, dia 7 de julho de 1990, me lembro bem da notícia. Assistia ao Jornal Hoje. Tristeza absoluta na música brasileira, na juventude brasileira. O que dizer diante da estupidez da morte? Ele sairia e tomaria um porre. Nós preferimos chorar - não temos esta mesma veia extremista. Exagerado.
Rapidamente nos demos conta, porém, do tamanho de sua grandeza. Impossível ser diferente. Nas nossas tvs, nos nossos rádios, nas nossas vidas, no nosso dia a dia. Dono de canções que nos embalarão para todo o sempre. A nós e aos que virão...
Cazuza vive. O poeta está vivo mesmo, 20, 30, 50 anos depois.

Que Deus não permita...

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO,mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um pouco de bom humor

Não poderia deixar de abrir o ano novo de vida deste meu querido espaço.com a bordo com bom humor brasileiro. Recebi hoje umas piadinhas relativas à Copa (e prometo só comentar isso) e não poderia deixar de replicar.
É isso aí. Que se abram as cortinas:

- Quando o juiz apita o início do jogo, o Felipe Melo ouve: Round 1, FIGHT!
- O Michael Jackson morto faz muita falta. O Felipe Melo vivo faz mais ainda;
- A lenda da mula sem cabeça começou depois de um pé alto de Felipe Melo;
- O Saci tinha duas pernas antes de conhecer o Felipe Melo;
- Felipe Melo é o único jogador encontrado no FIFA 2010, no Winning Eleven e no Mortal Kombat;
- Melhor não contar para o Felipe Melo que agora é a fase do mata-mata. Vai que ele leva a sério;
- Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.
Cai o pano!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Parece que foi ontem...

A frase que dá título a este post parece coisa de velho, né? E é. Afinal, estou no meu inferno astral, próximo a completar mais um aninho de vida. Mas o post não é exatamente para falar do meu niver e sim do niver deste espaço.com. Pois é...
Parece que foi ontem que o Crônicas de Saias nasceu, mas na verdade este querido blog - que hoje faz parte da minha vida (ou eu que faço parte da dele) - completou ontem um ano. Nem dá para acreditar, mas já são 365 dias de posts que contam um pouco do meu dia a dia.
E pensar que ele começou em parceria com a Renatinha Victal e carol bellei, minhas amigas até hoje. Enfim... elas cansaram e eu me apaixonei. Acabei assumindo o espaço, que hoje retrata o que meus olhos veem e meu coração sente.
A vc que me acompanha - digo, que é um dos meus nove leitores - muito obrigada. Valeu pela companhia de sempre. E espero que outros anos venham. Muitos, aliás.
Bjo grande a todos e vamu-ki-vamu!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Foi...

E fizeram caipirinha de nós!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Você já viu?

Um ano após a morte do mito Michael Jackson, tive o prazer de assistir a "This is It". Simplesmente isso. Ou "é isso!". Madrugada de domingo para segunda, deitada no meu ninho, não consegui desgrudar da telinha.
Sim, fiquei com preguiça de ir ao cinema e esperei que a Rede Globo ou GNT fizesse este favor. Pois é... Me arrependi. Mas enfim faz parte da vida dar uns "moles". Mas, assim como eu, vc aproveitou a oportunidade? Não? Então, corra para ver. Corra. Alugue ontem. Porque até quem não apreciava o menino-homem que virou o rei do pop ficou boquiaberto. Palavras de um outro amigo que na segunda-feira não conseguia parar de comentar o filme.
Um casal de amigos queridos e frequentadores deste espaço.com já tinha me avisado sobre o quanto fenomenal é o filme (ou o show?) do mais famoso integrante do Jackson Five , mas sinceramente fiquei admirada. Espantada. Boba... Não consegui me desligar e vi tudinho até a subida dos créditos. E num domingo isso não é tão fácil assim...
MJ realmente era uma grande estrela. É só o que posso dizer. Cantor sensacional, bailarino indefectível, pessoa doce. Pelo menos foi o que vimos.
A edição não é das melhores, mas vale pelo espetáculo, pela viagem pelos tempos da discoteca, do pop-rock, da música lenta para dançar junto. Acredite: vai te dar vontade de imitar o "Moonwalk", acompanhar a coreografia de Thriller ou vestir um sapato preto e deixar a meia à mostra.
This is it!

Na forma da lei


Fiquei bastante curiosa com a estréia de "Na Forma da lei". Mais ainda quando soube da impossibilidade de assistir ou por outros compromissos ou pelo cansaço na edição seguinte. Fato é que consegui assistir ontem.
Que Wolf Maia aprendeu direitinho a fazer cenas de ação com os nossos amigos norte-americanos, não há dúvida. E que o texto é bem amarradinho tb. Ponto desta vez para Antônio Calmon. Ter Paulo Miklos no elenco de ontem, então, é um luxo só, pq o cara dá baile sempre... A história é que achei meio bobinha, caricata, bocó... mesmo tendo Ernani Moraes como bandido - o que para ele não deve ser difícil pq sempre o achei com cara de mau.
Agora, sobre o elrnco, para mim, o seriado - que tem toda a pinta de ter sido criado no rastro das séries do Tio Sam, como Law & Order - apresenta as duas mulheres mais bonitas da tv brasileira, ambas boas atrizes e principlamente que cresceram muito com o tempo: Ana Paula Arósio e Luana Piovani. Mas a história da promotora (Arósio) que perde o marido e vive da lembrança dele com um grupo de amigos em busca de justiça é meio inverossímel. A delegada gente boa, mãe de duas filhas, tb não tem a ver. E a carinha da Piovani não leva ninguém a crer q ela seria capaz de atirar como ninguém. Menos, Calmon, menos...
Aprovei as carinhas novas e os mais "cascudos". Aqui, leia-se Leonardo Machado e Samuel de Assis, na primeiras categoria, e Luis Melo e Marcio Garcia, na segunda. performances que prometem dar o que falar.
Vamos aguardar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Copa IV

O Agamenon de hoje tá sensacional e aqui eu replico sua dúvida: começa hoje a fase de mata-mata na Copa para o Brasil. Vamos ver se o Dunga nos matará de raiva ou de alegria...
Eu quero muito que seja de alegria!

Copa III

E por falar em Argentina tenho q registrar o que ouvi no sábado à noite de um conhecido do meu digníssimo. Segundo ele, ontem, no domingo, ele e os amigos se encontrariam para fazer uma "corrente para trás". lembram da corrente para frente brasileira? Pois é... O objetivo dos caras é fazer o movimento contrário.
Muito bom!

Copa II

Tb fiquei com medo dos juízes bundões e cegos. Deus do Céu! Tudo bem que já fomos beneficiados por um deles, mas no caso da Inglaterra foi surreal. Tô vendo a hora de sermos lesados tb...

Copa

Vi os jogos do fim de semana e é fato que a Copa das Zebras terminou na primeira fase do campeonato mundial. Agora, é vai ou vai mesmo. A Argentina é meio babaca mesmo, mas os caras estão afiados. Mas o que me chamou mais aatenção foi a Alemanha. Tá de dar medo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E segunda?

E segunda-feira que venham os chilenos.
Será q vai rolar de a gente mandar eles de volta para casa para tomar o vinho barato deles??
Ufa, tomara...

Ninguém merece

Trabalhar depois de um jogo destes... Ninguém merece...

Solidária? Eu?

E hoje, hein?!... Eu, crente que os portugueses iam voltar para o seu país com gostinho de toucinho do céu na boca para esquecer a amargura de uma goleada, me deparo com este joguinho de merda da turma do Dunga. Vou te dizer: eu tô do lado do cara, mas deste jeito tá foda de ser solidária.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

É nóis contra os portuga!

Amanhã é dia de comer bacalhau! E que venha o Cristiano Ronaldo... Vamos colocar o menino de volta para casa pq lugar de homem bonito é nos ensaios de revista. E tenho dito.

Cliente bom é cliente morto

Mais de uma vez já usei a frase que dá nome a este post para desabafar num momento de irritação. Mas confesso que a cada dia tenho mais certeza disso. Já não é um chavão após um mau dia. pense bem: não existe bom cliente, né? Uma exceção à regra, vá lá, mas de resto... Cruzes.
Eu mesma como cliente tento ser o mais simpática, a menos pentelha, a melhor de todas as criaturas. Afinal, minha vida é passar de um lado para outro deste balcão. E, vou te dizer, como é difícil isso.
Poucos sabem, por exemplo, que já fui vendedora de loja. E lembro bem o que falávamos quando um cliente trolha nos deixava a ver navios ou nos tratatava com grosserias. Hoje, acreditem, sou jornalista e tenho as mesmas dificuldades. O curso superior não mudou muito esta realidade.
Não sei se o problema é mesmo o mundo em que vivemos. O cliente , na verdade, não é simplesmente um ser que detém a grana para nos pagar. Ele é um ser humano - mesmo que não pareça (rsrs!). E como nós, seres humanos, estamos em franca crise (digo nós pq é a mais pura verdade) de identidade, imagino que isso repasse para todas as nossas relações. Por que seria diferente com a vendedora, com a recepcionista, com a assessora, com a secretária, com a advogada que só está tentando te ajudar num dado momento da sua vida? Ela que se foda.
Cheguei à conclusão que tendemos a despejar nossas frustrações qdo somos clientes, sabe? E isso é culpa do Código de Defesa do Consumidor. Ajudou em algumas coisas e piorou em outras. Por exemplo, em algum momento, disseram que o cliente pode tudo e nós (sim, nós) passamos a acreditar nisso. Aliás, pegamos isso como uma máximo de vida e "podemos tudo" a qualquer hora.
Opa, opa, opa, minha gente! Tudo, não!
Tem que haver um mínimo de educação e respeito pelo outro. Se não for pela ocupação dele naquele momento, pelo menos como pessoa. Tem que parar para pensar um minuto que aquela criatura tá ali para te servir, sim, mas não para aguentar seu mau humor e sua falta de amor. Tem que saber que é preciso ter limites. Tem que entender que se continuar agindo como um louco vai chegar um momento em que a mesma pedra que você jogou vai ser atirada contra você.
Enfim, momento desabafo.
Já estou pronta para outra. Tentando sempre ser uma cliente melhor, ou muito além disso, ser uma pessoa melhor.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pilates

Fiz uma aula experimental hoje de Pilates. Na minha eterna busca por me movimentar, soube de uma boa oportunidade - próximo ao trabalho e com professor exclusivo. Tudo o que preciso no momento.
Fui lá: achei sinceramente q é uma aula de musculação com equipamentos diferentes. Gostei algo mais por conta dos exercícios serem diferentes. Li que o resultado é bom: mais flexibilidade, autocontrole, músculos definidos, postura melhor. Acho que vou apostar nessa...

Mistério desvendado

Vc acredita que fizeram o Jude Law ficar feio? Pois é... esta é primeira impressão que tive ao assitir Sherlock Holmes, de Guy Ritchie (é o ex-sr. Madonna?). Mas Sherlock não é só isso. Aliás, ele não é só isso e tb não é o que nós todos estamos acostumados. O personagem vivido por Robert Downey Jr. (em ótima forma) no cinema é modernoso, definido, metido a engraçadinho. Ok, e vai lá: interessante.
Com uma roupagem bem atual, o texto baseado em uma HQ inédita de Lionel Wigram e escrito por Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg apresenta uma trama que fala um pouco do mundo esotérico, mas tem como pano de fundo a relação entre Watson e Holmes, óbvio. É legal, divertido.
Ritchie deita e rola com o personagem, explorando todas as suas facetas. O pensamento rápido é explorado com sequências de câmera lenta sensacionais, que antecedem as ações do detetive. O diálogo é veloz, rápido e desafiador. Eu mesmo tive q voltar algumas vezes para entender o bate-bola. Tudo o que Ritchie faz de melhor - e olha q eu nem gosto dele como diretor.
O que me incomoda neste filme, porém, é a necessidade de achar respostas fáceis para as histórias. Isso angustia. Holmes tem um olfato tão aguçado, tão aguçado, que tudo é explicado por meio desta sua qualidade. Isso não pode. Porém, para quem gosta de sair do cinema com o filme redondinho, entendendo tudo o q se passou na telona, é uma boa pedida. As cenas finais são voltadas a isso: à resolução da questão de forma bem didática. Para quem gosta, tá tudo lá mastigado. Ou seja, o mistério totalmente desvendado.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morte e vida

Nem bem postei os nivers do meu irmão e de Chico, a notícia da morte do escritor português José Saramago caiu como uma bomba. Pois é, a vida é assim mesmo, cheia de alegrias e tristezas, muitas vezes simultâneas. Autor de livros sensacionais como "Ensaio sobre a cegueira" e o "Evangelho Segundo Jesus Cristo", Saramago deixa um grande legado: sua obra.

Frases dele:

Em entrevista ao jornal "O Globo", em 2009, na época do lançamento de seu último livro, "Caim":

"No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las."

"Para mim, a Bíblia é um livro. Importante, sem dúvida, mas um livro."

Em entrevista ao "El País", no ano passado:

"A morte é a inventora de Deus."

"Deus, o diabo, o bom, o ruim, tudo está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não percebemos que, tendo inventado Deus, imediatamente nos escravizamos a ele."

"Há quem me nega o direito de falar de Deus, porque não creio. E eu digo que tenho todo o direito do mundo. Quero falar de Deus porque é um problema que afeta toda a humanidade."

Em entrevista a Edney Silvestre em 2007:

"Sim, tenho o Prêmio Nobel. E quê? Não que eu achava pouco ter o Prêmio Nobel, não, não. É que no fundo, no fundo, tudo é pouco, tudo é insignificante."

"As pessoas transformam-se em máquinas de ganhar dinheiro. Ou de tentar ganhar dinheiro."

"Mas então ninguém percebe que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino?"

Entrevista à revista "Época", em 2005:

"Não consigo temer a morte".

Zebras?

Nada mais justo que a Copa das zebras fosse realizada na África do Sul.

Nivers

Hoje, dia 18 de junho, é o niver do meu amado irmão Lúcio. Muita felicidade para ele. Amanhã, é dia do niver de outro amado (meu e de mais milhões de pessoas): Chico Buarque.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O ideal

A idealização do outro é problema de dez entre dez seres humanos. Estamos sempre projetando no parceiro (ou em quem pretende ser) nossos desejos: queremos que ele seja perfeito e, se não o for, que pelo menos seja como nós. Quase perfeitos... Caso para psicologia mesmo...
"A Mulher Invisível" fala um pouco desta nossa necessidade, patológica ou não. É claro que com uma boa pitada de humor, o que não poderia deixar de ser. Afinal a intenção é fazer uma comédia romântica. Juntando um bom roteiro (assinado por Cláudio Torres, Adriana Falcão, Cláudio Paiva e Maria Luísa Mendonça), bela luz, figurino compatível, um elenco de primeira e direção segura de Claudio Torres, taí o que vc queria.
Pedro (vivido pelo indefectível Selton Mello) é um cara comum, que não pede muito da vida, apenas algum dinheiro e uma vida boa ao lado da mulher q ama. O problema é que a mulher que ele ama não é exatamente o que ele pensa que é. Vivida por Maria Luiza Mendonça, a moça fica grávida de gêmeos e o pai não é o marido, Pedro. Enquanto curte uma dor de cotovelo sem precedentes, Pedro conhece uma loira, linda e solitária vizinha, que toca sua campainha pedindo uma xícara de açúcar. Não é exatamente o que qq homem gostaria? A felicidade bate à sua porta.
Amanda (feita por uma Luana Piovani maravilhosa!) passa a ser seu objeto de desejo e o que é melhor: faz faxina na sua casa só de calcinha, prepara jantares deliciosos, adora fazer sexo, curte futebol até da terceira divisão e não liga a mínima quando ele sai com os amigos. É a mulher perfeita e, como tal, não existe. É a tal "mulher invisível", que só habita na imaginação de Selton.
Entre situações impagáveis, os conselhos cômicos do amigo Carlos (Vladimir Brichta) e a doçura da vizinha de verdade, Vitória (Maria Manoella), que é apaixonada por ele, Pedro mostra um pouco do que pode acontecer com quem sonha com o ideal (que, como o próprio personagem diz, é algo que habita o campo das idéias somente).
Bela pedida como diversão, o filme tb é oportunidade de reflexão sobre nós e nossos sonhos. O perfeito não existe. Não adianta construir um personagem dos contos de fadas e projetá-lo numa pessoa. O mesmo acontece em relação ao sexo oposto. O fim será sempre o mesmo: a decepção. Afinal, ninguém consegue atender uma expectativa deste tamanho por muito tempo.
Quem quer ser feliz deve pensar nisso e rever seus conceitos. Amar gente real, de carne e osso, que tem problemas e defeitos, dá trabalho, mas é muito mais prazeiroso, palpável eu diria.

Veríssimo!

Peço licença ao meu idolatrado Luis Fernando Veríssimo para replicar aqui, neste espaço.com, sua crônica de hoje, veiculada no Globo e mais um sem número de veículos pelo Brasil. O cara tá na Copa, passando um frio duca e mesmo assim não perde a veia afiada. Sensacional!

O DUNGA DO DUNGA
Quando jogava o Dunga se impunha pelo seu jeitão tosco mas efetivo e pelo seu comando. Não era raro ralhar um companheiro ou exigir dos outros a mesma garra com que jogava. A seleção campeã da Copa de 94 nos Estados Unidos se organizou em torno do núcleo duro do time, que era o Dunga. A de 98, na França, também, e só não venceu de novo por um conjunto de circunstâncias misteriosas – a síncope do Ronaldo, os gols de cabeça do Zidane – que nunca mais se repetiram. A única vez, depois do jogo final Brasil x França de 98, em que o Zidane deu uma cabeceada com sucesso foi no peito daquele italiano que xingou sua mãe, na final da Copa de 2006. Mas pode-se dizer que o Brasil chegou à final na França, em grande parte, devido à
liderança do Dunga dentro do campo.
Está faltando um Dunga na seleção do Dunga. Ou talvez ele já exista mas ainda não se identificou. Ninguém do nosso meio-campo atual parece ter a mesma imposição sobre o time que tinha o Dunga. Talvez o próprio Dunga tenha decidido que um Dunga fora do campo dispense um Dunga lá dentro. Talvez esteja, vaidosamente, protegendo seu legado: ninguém mais depois dele pode ser Dunga, nem como metáfora. Não sei. O fato é que fica a pergunta. Quem é o Dunga do Dunga?

Depois de ontem o apelido da seleção espanhola precisa ser revisto. Em vez de “fúria”, “raiva”. Perder para a Suíça tem que dar raiva. Equivale a ser atropelado por um patinete. Pior do que a dor física é o constrangimento moral, e o que você vai dizer em casa. Se bem que... A Suíça, apesar de não ter uma grande tradição futebolística, produz bons jogadores, com muita ajuda da sua mescla de culturas e da imigração. (Fui olhar a lista de jogadores inscritos da Suíça e dei até com um Tranquillo Barnetta). O Gelson Fernandes, autor do único gol da partida de ontem, tem mais pinta de centro-avante da Nigéria do que de qualquer variedade de suíço. E, como muitos outros do time, joga no exterior. Assim a Espanha não pode alegar que o frio alpino que está fazendo na África do Sul ajudou os suíços. Seu único consolo é que o time da Suíça não é exatamente um patinete.

Os fatos mais comentados da noite de terça foram, pela ordem: o frio, o frio, o frio, o gol do Maicon, o gol do Robinho, o casacão do Dunga e o frio. Pela primeira vez na minha vida senti algum tipo de identificação com o mundo inanimado. Me senti como um picolé.

Duelo de titãs

É hoje o dia do grande encontro entre Totó (Tony Ramos) e Beth Gouveia (Fernanda Montenegro). O capítulo de "Passione" promete... Não perco por nada.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pausa para filme mulherzinha II

Aliás, cá entre nós, a verdade nua e crua é muito doída, né? A verdade nua e crua machuca. E muitas vezes descamba para a falta de tato, de respeito e até de educação.
Não há nada que me chateie mais do que gente que faz questão de bater no peito e dizer que é verdadeira, sincera, que fala tudo na cara. Coisa mais non sense.
Conheço uma dúzia de pessoas que não aguentariam que alguém chegasse e dissesse a verdade na cara delas - ou seja, "vc sabia que isso que vc faz é extremamente desagradável e, por conta desta sua pseudo-sinceridade, um monte de gente pode estar sofrendo?". Um pouco do próprio veneno para quem o aplica...
Prefiro que sejam gentis, sutis, carinhosos comigo. Sempre. Receber um afago quando vc recebe uma notícia ruim é muito menos penoso. Ganhar um abraço quando sabe de algo que machuca não tem nada igual.
Vou além. Acho mesmo que há coisas que não devem ser ditas. Vc pode chamar de covardia, mas eu chamo de "os benefícios da ignorância". Se determinada informação não vai somar em nada na vida de quem conta, nem de quem desconhece, para que divulgá-la? Para mim, é simples crueldade.
Para que saber que seu filho foi morto num acidente, esmagado entre as ferragens feito um pastel, com os órgãos à mostra? Para que saber que seu marido tinha uma amante e que a abasteceu de todo o tipo de jóias, roupas caras e mimos mil enquanto vc fazia uma poupança sofrida para um projeto a dois? Para que saber que sua melhor amiga no trabalho é uma traíra e inventou isso, isso e isso de vc para sua chefe só para te roubar a posição?
Detalhe sórdidos... para quê?
Há maneiras mais humanas de dizer a "verdade".
Verdade "nua e crua" é uma ova.

Pausa para filme mulherzinha


Em meio à Copa do Mundo, quem se atreveria a pegar uma comédia romântica para quebrar o clima? "Eu", digo. Afinal, ninguém é de ferro e ficar vendo aquele monte de brutamontes correndo atrás da bola com tanta coisa mais interessante para fazer tem que ter lá suas folguinhas. para suportar, só pegando um arzinho e assistindo a um filminho água com açúcar.
Para não fugir muito da seara, optei por "A Verdade Nua e Crua", afinal só o fato de ter Gerard Butler no papel principal já valeria a pena. E - cá entre nós - melhor do que ele só a Seleção da Itália. E olhe lá.
O que posso dizer é que realmente o filme é só ele. No começo, a película é até engraçadinha, com umas piadas mais picantes do personagen Mike Chadway (Butler), que vive um apresentador de um programa de televisão bem ao estilo Sexy Hot. Saca um marcos Mion melhorado? Pois é... A questão é que o carinha acha que consegue, sem rodeios, explicar às mulheres o que passa pelas "cabeças" dos homens. Ou seja, é bom, mas chega uma hora que cansa. Sua nova produtora, vivida por Katherine Heigl, é lindinha, mas caretaça, chata, sonhadora ao cubo e workaholic convicta.
Vc ja sabe onde isso vai dar? Pois é...
Se vc quiser dar uma aliviada depois de um jogo do Brasil em que a Seleção fizer cagadinha semelhante ao que fez ontem (fraca, fraca...), vale até a pena. Fora isso, fique com a Seleção italiana. Ou então, assista "PS. Eu te Amo", com o mesmo Butler, que aí, sim, o romance toma conta da tela e ele dá tudo de si. Ai, meu Deus...

É zebra!

Confesso que tive dúvidas quanto à Seleção de Dunga após o jogo de ontem. Dei uma brochada mesmo. Embora tenha ganhado o bolão entre amigos, o resultado do jogo não me agradou. Preferia ter perdido a aposta, aliás.
Diante da Espanha apática que assisti hoje, porém, comecei a ficar mais confiante. Parece realmente - como dizem os jornais - que todas as seleções estão sendo treinadas pelo Dunga. O que importa é ganhar - seja lá qual for o resultado. Isso, aliás, é a cara do Parreira, né? E o Dunga, como filhote dele, não poderia ser diferente.
Não sei, não, mas me pareceu que teremos que ter cuidado somente com a Alemanha, esta, sim, dona de um futebol com a nossa cara, cheio de ginga, de meninos com gás, doidos para vencer, com fome de bola.
De qq forma, vamos aguardar. Cantar vitória antes do fim do jogo não é a minha realmente.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rumo ao hexa


Brasil estréia hoje na Copa 2010. Emoção à parte, tô confiante na Seleção. Qto mais vejo gente desacreditada, mais acho que podemos trazer essa. Acho q só hoje as pessoas estão entrando de cabeça nesta sensação de patriotismo. De um modo geral, tô vendo o povo tão desanimado. Uma pena.
É fato que hoje vindo para o trabalho notei as ruas todas pintadas de verde-e-amarelo e isso é demais. Comoção nacional total. Todo o mundo quer usar as cores da nossa bandeira. Quisera que fosse assim em relação a qq tema. Seríamos melhores, maiores, mais felizes.
Enfim... que a Jabulani nos dê sorte.
Para frente, Brasil!!
Rumo ao hexa...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Qual foi a Copa da sua vida?


Enquanto vejo todo o movimento em torno desta Copa, penso no quanto estes torneios mundiais fazem parte de nossas vidas. Nós, brasileiros, somos mesmo apaixonados por futebol. É o momento em que podemos mostrar nossa supremacia, nosso conhecimento, nosso talento. É quando nossa auto-estima está mais à flor da pele. Por isso, somos 110 milhões de técnicos. Nascemos sob a égide a gorduchinha mesmo.
Eu poderia contar minha trajetória através das Copas que vivi. Aliás, acho q qq brasileiro podia fazer isso. No ano tal, eu estava assim, assim. No outro, já estava mais velho e namorava fulano. Na seguinte, já estava casado ou com filhos. Enfim, é uma marca que carregamos.
A Copa de 82, para mim, foi uma das mais bonitas. É a primeira que tenho lembranças fortes. Foi quando ainda criança participei da festa no meu bairro, fazendo bandeirinhas e balões, pendurando-as por toda a extensão da minha rua, pintando muros e asfalto com as cores e os ícones daquele ano. Me lembro que o mascote era o Laranjito. Era uma seleção muito baseada no Flamengo, time de coração do meu pai - e lá estavam Zico, Junior (que é a cara do meu pai) e o Leandro. O técnico era o Telê. Me lembro bem de assistir aos jogos na sala de casa com meu pai... Mas não levamos esta.
A de 94 é a que mais me toca. Tb por conta da relação paterna. Me lembro de ter montado com um grupo de amigas uma barraquinha de festa junina no meu bairro. Éramos seis. A idéia era arrumar um dinheirinho para os findes. Uma tv foi colocada na barraca e dali assistimos a todo o campeonato. Lembro daquele jogo do Brasil contra a Holanda, em que Branco soltou uma bomba memorável. O gol do Bebeto oferecido ao filho recém-nascido. O Romário que não perdia uma na cara do gol. Éramos animadíssimas e meu pai sempre estava na farra com a gente. Nos jogos, não sabíamos se vendíamos os sanduíches na barraca ou se roíamos as unhas. Até usávamos uniforme: uma blusinha branca com a bandeira brasileira. O campeonato foi memorável. Um pileque entre amigos.
Em 2002, foi outro mundo. Para mim, a vitória da superação. Ronaldo Fenômeno, meu ídolo, deu show de bola, mostrou todo o seu potencial e o quanto ainda fazia diferença no time. Acordava cedo para ver os jogos. Fiquei tão empolgada com o sucesso daquela campanha, pilotada pelo Felipão, que no retorno da seleção fiz plantão na Cinelândia para vê-los passar e agradecer aquela alegria. Muito legal.
Este ano tb vai ter suas histórias, é claro. Minha programação é totalmente diferente das anteriores. O mundo é redondo, como uma bola. Muda muito rapidamente de posição. E a gente tb. Tô mais madura, mais confiante, mais crescida. Só o que não muda é a minha felicidade de poder assistir a mais um campeonato mundial. Não sei se seremos hexa, mas torço por eles. Torço pro nós. Afinal, é um momento especial. E nós, brasileiros, tb precisamos de alegria.
Pra frente, Brasil! Rumo a mais um evento que vai marcar nossas vidas...

Já é Copa!!


Para quem achava que ia demorar chegar, ledo engano. O tempo voa mesmo. A Copa 2010 começou ontem com direito a festa e tudo. Shakira foi o ponto alto do espetáculo. A moça, aliás, tá bombando mesmo. Globalizada total.
Torço para que a festa seja bonita. A festa do futebol, eu digo. Porque não sou fanática, mas adoro campeonatos mundiais. Viro torcedora de carteirinha. Hoje mesmo saí para comprar uma blusa. Tenho q estar vestida à carater. Mas, surpresa a minha, as lojas não têm muita coisa. Será que os empresários brasileiros nunca se prepararm para grandes eventos?? Ou esta é só mais prova de que os caras não levam fé no Dunga?
Que se danem todos, pq vou achar minha blusa, comprar uma vuvuzela e arrumar minha bandana. Por mim, o cara já é campeão. Tenho as minhas preferências qto à seleção que ele levou, mas neste momento temos q estar unidos em torno do mesmo objetivo: o hexa.
Vai que é tua, Dunga!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

É muita dúvida...

- Felipão no Mengão?
- Seleção Brasileira campeã?
- Dia dos Namorados no friozinho?
- Dia de Santo Antonio com sol brilhante?
Uau... quantas dúvidas me assolam...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Passione V

A trilha sonora de Passione é de babar. Minha preferência, é claro, é pela dobradinha Roberta Sá e Lenine, com "Fogo e Gasolina". Lenine, aliás, tá em dobradinha mesmo. É dele tb o tema de abertura “Aquilo que dá no Coração”. Bacana, bacana...

"Você é um avião e eu sou um edifício
Eu sou um abrigo e você é um missil
Eu sou a mata e você é a moto-serra
Eu sou um terremoto e você a Terra.
O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina.
Você é o fósforo e eu sou o pavio
Você é um torpedo e eu sou um navio
Você é o trem e eu sou o trilho
Eu sou o dedo e você é o meu gatilho.
O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gás.
Eu sou a veia e você é a agulha
Eu sou o gás e você é a fagulha
Eu sou o fogo e você é a gasolina
Eu sou a pólvora e você a mina.
O nosso jogo perigoso combina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina."

Passione IV

Um ponto fraco para mim é Gerson (Marcello Antony) e Diana (Carolina Dieckmann). São personagens bonzinhos demais, como sempre, e juntos não conseguiram render nenhuma química. A netinha Kelly, explorada pela avó, tb não condiz com a carinha da atriz. A menina não tem pinta de ter só 12 anos, embora eu saiba que as garotas desta idade hj estão bem desenvolvidas.

Passione III


Passione tem um núcleo composto por veteranos para ninguém botar defeito. É sensacional esta disposição de autores criarem bom personagens com histórias instigantes para os atores mais velhos mostrarem um pouco mais do talento que já tão bem conhecemos. Coisa rara de se ver. Já citei aqui Fernanda Montenegro, nossa diva, mas ainda há Cleide Yáconis (que está um charme!) e Leonardo Villar. Entre aqueles um pouco mais jovens, destaco Irene Ravache e Francisco Cuoco (que está até bem bonito!) e Vera Holtz, que invariavelmente imprime um tom tão realista aos seus personagens que parece alguém da nossa família. E o que dizer de Daisy Lucidi, que vive a avó exploradora de menores? Sensacional.

Passione II

Sim, é verdade que o sotaque italiano está atrapalhando a compreensão da história das oito. Eu confesso que muitas vezes não entendo o que os personagens disseram, mas tenho acompanhado a evolução. Acho que o próprio Silvio de Abreu está caminhando para traduzir umas frases, agora que parte dos personagens está chegando ao Brasil. Os números da audiência mostram o problema, que tende a ser solucionado em breve.

Passione: agora, sim


Uma novela que tem o objetivo de debater paixões já começa bem. Para mim, novela tem que emocionar. Não dá para ser mexicana, mas a idéia é mesmo mexer com os sentimentos, sejam eles quais forem. “Passione”, com quase um mês (ou algo mais) no ar, captou minha atenção. Não só pelo seu tema central, mas pela trama, pelo elenco, pelo cenário e figurino.
Ter no centro do roteiro uma família rica e problemática garante pontos, principalmente se houver um segredo rondando o grupo. Um segredo guardado a sete chaves durante anos, mais ainda. Fora isso, as histórias secundárias tb são interessantes: o italiano grosseirão que deixou de amar qdo perdeu a esposa e vive para os filhos, um lindo casal que vive de trambiques, uma jovem loba a procura de menininhos que possam sanar sua carência. Tudo com uma pitada de magia e mistério, que Silvio de Abreu sabe dosar.
Pode ser que venham me dizer que o fato de ter sido gravada na Itália conte a favor. Claro que isso é fator preponderante. Os vastos campos verdes da Toscana são um deleite para quem viu ou não sua beleza. Mas o cuidado que tem sido dado até quando é filmado o Ceasa paulistano chama a atenção.
Os figurinos são bem elaborados, com a cara de cada personagem. Cada um com sua característica própria. Aliás, os personagens são bem bacanas, quase pessoas de verdade, fora uma ou outra exceção.
Mariana Ximenes é sempre promessa de boas cenas, ainda mais em parceria com Gianecchini. Discordo de que o segundo ainda não tenha achado o tom de seu Fred. Para mim, Mariana é que ainda não convence como vagabunda na pele de Clara, embora eu goste muito do lado dúbio que ela criou. Fernanda Montenegro está fantástica como sempre, assim como Werner Schunemann, o filho mais velho e dono de uma cobiça de arrepiar.
Acho que vai dar o que falar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Há um lugar para ser feliz...

No auge da minha TPM, acordo pela manhã e me deparo com um céu azul límpido, um sol brilhate, um friozinho gostoso. As árvores ganham tons amarelados, as pessoas já se aventuram a usar casacos e botas, um perfume completa a produção.
À tarde, um ventinho sopra, convidando a um café, coisa rara na cidade em que o chope impera. As noites estão mais estreladas, boas para uma sopa ou um fondue com vinho bem acompanhado. Dá para dormir enrolado no edredon...
Isso é o outono.
Impossível ficar de mau humor diante de tanta beleza, de um clima tão raro, de coisas tão gostosas.
O Rio tá pintado de cores diferenciados. Que cidade bárbara!
Eu não conheço Paris, mas o Ed Motta confirma que além da Cidade-Luz o lugar para ser feliz no outono é o Rio de Janeiro.


"Há um lugar para ser feliz

Além de abril em Paris

Outono, outono no Rio..."


Não basta amar

Uma amiga muito querida disse que quase dormiu ao assistir "Terapia do Amor", mais uma das minhas comédias românticas. Sim, sim, a sinopse pode parecer lugar-comum, mas depois que parei para ver o filme tive certeza de que aquela não é como qq uma. Leve, engraçada, mas capaz de levar seu recado. E este tem a ver com o fato de que não é só amor que conta numa relação.
Rafi (Uma Thurman) acaba de assinar os papéis do divórcio e está arrasada. Lisa (Meryl Streep) é sua psicóloga e ouve todos os problemas da protagonista. Aos 37 anos, ela conhece Dave (Bryan Greenberg). Aspirante a artista, interessante, engraçado, jovem. Aliás, esta última carcaterística é o que mais pesa: o carinha tem 23 anos. Apesar do sentimento, a diferença de idade é fator crucial paar o fim do romance, que é acompanhado de perto por Streep que vive em cólicas depois de saber que o namoro da cliente é com seu filho.
Entre idas e vindas, a pegada romântica tá lá, mas o fim é inesperado e reflete a realidade, coisa pouco comum neste tipo de produção: amar dá trabalho. Mesmo. E muitas vezes o amor não é suficiente. Ainda é preciso ter respeito ao outro, admiração, cumplicidade. É um exercício de tolerância e paciência. Para sempre. Ou pelo menos enquanto os protagonistas tenham a intenção de manter acesa a chama. Bacana, bacana...
Detalhe: o embate entre as divas Thurman (lindíssima!) e Streep (perfeita como sempre) é imperdível.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Metade*

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembre ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
* De Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sem ser profundo...

Eu adoro comédias românticas. E às vezes até choro com elas, acredita? Não que elas sejam profundas, mas o amor me emociona. Juro... Deixo meu lado bocó de lado e explico: assisti neste finde a "A Proposta", a maior bilheteria de estreia de Sandra Bullock nos Estados Unidos. A comédia romântica mostra a quarentona atriz como Margaret Tate, uma editora cheia de poderes, que bota medo em todo mundo, que tem Andrew Paxton (Ryan Reynolds, o Deadpool de X-Men Origens: Wolverine) como seu assistente. Num dado momento, Margaret, canadense, tem seu visto negado e está prestes a ser deportada dos Estados Unidos e precisa de Andrew para casar-se com ela.
Num vai-e-vem de cenas, ele aceita casar para ganhar uma promoção e ela tem q conhecer a família dele e acabam se apaixonando. Sim, os roteiros são sempre bem parecidos. Neste filme de Sandra (que aliás passou por um situação horrenda com seu ex-marido há poucos meses, não posso deixar de citar), porém, o contato com a família é doce, pois é representado pela avózinha dele de 90 anos. O dia a dia com o animal da casa, um cão fofo, também é engraçado. O clima família tb é gostosinho... Então... Chorei.
Fora isso, Sandra Bullock é uma bela atriz de comédias. Fica nua e tudo nesta especificamente, mas realmente este não é o ponto alto. Aliás, não há pontos altos.
Compre sua pipoca, enfie-se embaixo de um edredon e relaxe. O filme é para isso mesmo, sem nenhum outro objetivo mais profundo.

As "evidências" enganam

Ter Samuel L. Jackson como protagonista não é para qualquer filme. Ainda mais se estiver acompanhado de Ed Harris e o charme de Eva Mendes (tá bom, acho a boca desta moça muito feia, mas ela é interessante). Junte uma trama instigante e uma profissão que vc nunca pensou existir e taí uma bom roteiro.
Mais ou menos...
Confesso que esperava mais da película. Assisti-a no finde e sinceramente quando acabou tive a impressão de que ficou faltando desenvolver mais determinados trechos. Dá para assistir, mas não vá com tanta sede ao pote.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atchimmm!

Após dez dias de muita correria e tensão, a alergia me pegou - na persona de uma bronquite e tudo o mais q se tem direito. Resumo da ópera: falta de ar, espirros mil, coceira pelo corpo todo, dor de cabeça... Me conheço bem. A imunidade baixa fácil, bastando apenas sair um pouco do dia a dia que já não é tranquilo.
Além disso, a temperatura não ajuda. Quem é alérgico como eu sabe bem que o outono no Rio é lindo (como diria Ed Motta), mas acaba com nossos anticorpos. Um dia é quente, com tarde fria. Outro dia é frio com noite morna. E assim vai até que a natureza se dê conta de que é inverno.
E aí toma corticóide!
Para piorar a situação, confesso que quando estou doente fico mais carente. Isso acontece com todo o mundo ou só comigo que fui uma filha mimadíssima (e bastante doentinha qdo criança)? Quero carinhos, colo, atenção. E se não tenho, é mais um motivo para aborrecimentos, que geram mais alergia.
Alérgicos são pessoas sensíveis. Imagina que somos capazes de sentir que a casa está empoeirada, que o ambiente está carregado demais de ácaros, que o carpete do trabalho merece ser lavado. É tanta sensibilidade que irrita e aí... começa o ciclo de novo. É claro que não é voluntário, mas os espirros, a coriza, as coceitas denunciam isso. O corpo fala... Às vezes, até demais.
Há tempos não tenho crises febris, mas já cheguei a queimar de febre durante noites seguidas. É claro que colinho e mimos sobraram por todos os lados e me ajudaram a me recuperar, mas foram momentos de pesadelo. Hoje, as crises reduziram a força, mas são constantes. Tenho uma amigo alérgico que vive com anti-alérgicos no bolso. Duvida? Só quem passa é que sabe...
Mas enfim é chegado o fim de semana e, quem sabe, com uma boa canja de galinha e um edredon macio consigo melhorar.
Ai... O corpo pede, mas acho sinceramente é que a alma é que tá mais pedinte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Robin Hood?

Se vc espera assistir a mais uma aventura do nobre e famoso arqueiro que roubava dos ricos para dar aos pobres, não vá assistir a "Robin Wood". Este mesmo que está em cartaz com o delicioso (e quase maduro) Russel Crowe. Não, esta realmente não foi a intenção do fantástico Ridley Scott. Em sua quinta investida no cinema com seu ator preferido, Scott faz uma mistura muito doida entre "Gladiador", "A Cruzada", "O Resgate do Soldado Ryan" e "O Senhor dos Anéis". Vc consegeu imaginar? Nem eu. Mas está lá nas telas. E quer saber? Eu até gostei.
Tá longe, é claro, do filme que eu esperava assistir, mas me diverti. Para mim, o problema é linkar a história com a do fora-da-lei da Idade Média e seu bando de ladrões. Porque, na verdade, esta película é muito mais um roteiro sobre um cara q volta da guerra, depois de servir ao fracassado Ricardo Coração de Leão, encontra um soldado que está morrendo, que pede a ele que entregue a seu pai a espada que este o deu. Ao atender o pedido, ele se depara com Lady Marion (uma Cate Blachet liiiinda, mas muito parecida com "A Rainha Elizabeth") e se apaixona por ela. O resto é romance, guerra e drama.
O filme é longo - mais de duas horas, porém tem uma produção incrível. As cenas de batalha, os cenários e o figurino são muito impressionantes. Palmas para os atores: o excelente MaxVon Sydow (o pai) e o querido William Hurt, que faz muita falta na telona (só me lembro dele em "Os Filhos do Silêncio").
O filme acaba onde esperamos que ele comece: "aqui começa a lenda", diz a mensagem do final. Ou seja, a partir dali, iniciaria a história de Robin Hood a que estamos acostumados a ouvir falar.

Passione?

Tá bom, tá bom... Não falei nada sobre "Passione". Mas aguardem...

De volta...

Peço desculpas aos meus nove leitores assíduos. Tenho estado meio relapsa qto a espaço ponto.com. É a correria do trabalho e a falta de paciência para determinadas coisas. Mas estou aos poucos voltando à rotina.

Cartão postal

Hoje comprovei que tem todos os motivos do mundo o imbróglio legal entre o Porcão Rio´s, um ícone entre as churrascarias da cidade, e o pessoal do Restaurante Garcia e Rodrigues. Já tinha ouvido uma dúzia de coisas a respeito e ainda não tinha entendido bem a causa de tanta desavença. Nesta tarde, por conta de trabalho, fui almoçar na Porcão, que fica debruçado sobre a Baía de Guanabara, no Aterro do Flamengo, aqui no Rio. Putz, é um cartão postal!! Uma vista fantástica do Pão-de-Açúcar, daquele mar calmo, as pessoas caminhando numa atitude zen...
Não tem um restaurante mais bacana durante o dia para se levar um gringo, um sócio ou alguém a quem se queira impressionar. Lindíssimo!
Ou seja, só pela vista, o local já vale os milhões que estão sendo negociados.
Nem precisa a comida ser boa.........

segunda-feira, 24 de maio de 2010

In a bad mood

Uma mistura de cansaço, com chateação e mau humor. Assim comecei minha semana. Tão promissora... Aliás, começar é modo de dizer, porque nem terminei a anterior. Emendei o trabalho no finde, fazendo uma viagem para uma entrevista fora da cidade. Para completar, dormi pouco e minha garganta dá sinais de inflamação.
Ou seja, esta semana tem tudo para me foder a vida...
Pela agenda, há trabalho para dar e vender. E eu luto contra o sono, que insiste em se instalar.
Preciso de um clone.
É fato: todas as benesses das férias já se esvaíram e eu ralmente não estou com vontade de mudar meu estado... Tô precisando de férias do mundo, talvez...
Ok, ok. Quem não quiser ficar ao lado, tem a opção de picar a sua mula.
Ficar mal tb faz parte da vida - há dias cinzentos mesmo.
Só tô a fim de ficar na minha, sem ninguém enchendo meu saco, sem mais problemas na cabeça.
E tenho dito.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dar......

Dar muito mais do que nos é pedido ou é suficiente para o outro é problema de nove entre dez mulheres. Estamos sempre aptas a embarcar, a amar sem limites, doar sem pudores, seguir adiante apesar dos pesares. Muitas são aquelas que morrem logo após a perda do parceiro; adoecem logo após o filho se recuperar de um doença grave; perdem o emprego pq a mãe estava tão deprimida que ela deprimiu tb.
É a nossa sina.
Quisera ser diferente e não ter tanto para dar. Quisera poder simplesmente oferecer o que me é exigido. E depois: "beijoetchau!". Cada um tem a sua vida, cada um tem seus problemas. Estou ao lado, mas não sou responsável pela dor do mundo. Mas eu não. Não consigo ser assim. Compro a briga; assumo a questão como se fosse minha. Alguns podem até dizer que isso é nobre, mas sinceramente nunca busquei a nobreza. Só quero ser feliz. E para isso basta ser humano. De carne e osso.
Às vezes, vejo que o outro até me pede menos atenção, menos amor, menos empenho. Porém, está além de mim. Quero participar, partilhar, dividir.
Mas vou tentando... Não dizem que a vida é uma eterna tentativa?
Tô nessa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Blog do Refri

Ontem, revi um amigo que há muito não encontrava. Na verdade, nunca fomos amiiiigos, mas por tê-lo acompanhado durante anos em seu trabalho pelo rádio passei a me sentir "da casa". Acho que é isso que acontece com os artistas tb, né??? Pois é... O repórter aéreo da JB, Claudio Carneiro (quem diria?), passou a trabalhar na empresa que por anos fui funcionária. E aí mesmo distante - depois que saí - foi criado um laço.
Reencontrei o amigo ontem depois de tempos sem o ver e descobri que ele tb está nesta empreitada gostosa de blog diário. Postando sem parar na grande rede, com um espaço só seu. Um barato.
Segundo ele, há uns dois meses está com o seu www.blogdorefri.blogspot.com , divertindo-se à vera. O tema, como o próprio nome já diz, é refrigerante. Mas agrega sucos, chás e qq coisa do gênero. Interessantíssimo!
Vale a pena conferir.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Na Europa....

Amo os meus amigos e faço questão de acompanhar cada passo deles. Se tiver um blog, então, melhor ainda. É uma maneira de vc estar diariamente com eles - mesmo que virtualmente. A Débora Thomé é uma querida trazida pelo Marcio Mará, outro amigo. Ou seja, casal de amigos, destes q mesmo distante está sempre por perto.
A dupla dinâmica se embrenhou numa viagem foda de férias pela Europa. Neste momento, estão na França, depois de passar pela Escócia e Londres. A trip pode ser acompanhada pelo blog da Dé, que sinceramente é um dos melhores que eu já li. O texto é ágil, com sacadas divertidas, fotos up to date... Sem contar que as dicas são imperdíveis.
Eu - me coçando inteira de inveja - já pedi para eles anotarem tudo, pq no ano que vem - se Deus permitir - estarei visitando o Velho Mundo.
Se vc quer dar boas risadas e acompanhar o dia a dia destes dois brasileiros numa viagem pela Europa, corre lá. Eu recomendo!
http://deborathome.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sofrível

Costumo escolher os filmes que vejo pelos atores. Parto do princípio que um medalhão do cinema não fará uma titica. É fato que me dou mal de vez em quando. Mas a possibilidade de dar certo é bem maior, acredite.
Neste finde, peguei uma pseudo-comédia com Adam Sandler: "Tá rindo do quê?". Sinceramente... dei uma única risada durante o filme que dura duas horas e meia. Ou seja, minha estratégia desta vez não funcionou.
Primeiro pq o filme não é uma comédia. Mas tb não é um drama. Ou seja, não dá para rir, não dá para chorar. Sandler me parece ser bom ator, mas o papel é chato de doer, tentando conta a trajetória de um humorista que revê sua vida quando tem diagnosticado um tipo de leucemia. Piegas............
Ah, como tem como pano de fundo as "stand up comedies" tão em moda aqui no Brasil, devo dizer que talvez os americanos tenham gostado. Como não li nada a respeito, não posso afimar, mas aquele tipo de piada escatogógica sobre masturbação, peidos e paus é a cara da galera nascida na terra do Tio Sam.
Enfim... Não perca seu tempo.
O filme podia acabar na primeira hora e mesmo assim seria sofrível.

Dá sono...

Adoro Mark Ruffalo (Ensaio sobre a Cegueira; brilho Eterno de Uma mente sem lembranças; E se fosse verdade) e este é o único motivo para que eu indique aos meus nove leitores que vejam "Redes do Crime". Realmente, assisti á película no finde e... decepção total. O filme é bem fraco, lento e perde-se no emaranhado de outros roteiros vários a que já vimos na telona. A história, baseada em fatos reais, conta a história de dois meninos delinquentes, que tornam-se adultos marginais.
Brian tem uma bela esposa e dois filhos, mas o seu vício em drogas e álcool deixam ele longe de ser um bom pai. Paulie (Ethan Hawke, de quem tb gosto muito) está determinado a fazer um grande roubo, para de uma vez por todas se "aposentar" e abandonar de uma vez por todas a vida do crime. Mas, seus planos vão por agua abaixo quando um policial finalmente os pega em flagrante e os manda para a cadeia. Anos mais tarde, ao retornar para casa, Brian terá que enfrentar a terrível verdade de que o crime faz parte da sua vida e, por mais difícil do que pareça, tentará mudar esta realidade.
Vc já viu isso em algum lugar? Provavelmente. Ou seja, mesmo Ruffalo tendo uma bela atuação, dá sono.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pau que bate em Chico...

Tantas coisas para fazer nesta semana que fiquei dias sem passar por este espaço pontocom. Não que eu não tenha me angustiado com o caso das mães que tiveram seus filhos trocados e agora destrocaram as crianças, nem muito menos com a tal procuradora com cara de bruxa má (e totalmente desequilibrada) que batia numa menina de dois anos como se fosse uma adulta. É que minha atenção foi captada por outras questões que andaram me rodeando. De qualquer forma, tudo leva a um só caminho: o do amor ou o da extrema falta dele.
Um amigo muito querido está passando por dificuldades financeiras. Há meses, aliás. A noiva, que se derretia por ele, o abandonou. E não perdendo tempo já colocou outro em seu lugar. Coincidência? De repente, o amor acabou, o companheirismo pediu o chapéu, o tesão saiu fora? Esquisito. Um outro amigo - estou rodeada deles, graças a Deus - também está numa situação difícil. Nada que não tenha volta, mas aqueles períodos confusos da vida de todos nós em que pensamos para onde estamos indo. Em seu caso, teve sorte. A namorada, mais madura, mais consciente, está firme e forte o apoiando, acompanhando, fortalecendo. O amor permanece, independendo de quanto triste, ausente, fodido está o outro. E isso faz parte da vida de um casal.
Qual é a diferença entre os casos? Não sei, mas me pergunto que sentimento estranho é esse que ocorre nas pessoas e as fazem abandonar quem amam (?) nos momentos críticos. E isso vai desde o término da relação à simples falta de interesse para dar um telefonema quando o outro tem problemas.
Continuo achando que isso só é possível com pessoas insensíveis ou muito magoadas pela vida. Será que as pessoas pensam que suas vidas vão seguir em céu de brigadeiro e que nunca precisarão de um ombro amigo?
Cada um no seu quadrado. Não estou aqui para julgar ninguém. Costumo dizer que cada um sabe onde seu calo aperta. Mas acho que refletir sobre suas próprias fraquezas é um bom começo para todos. Afinal, somos feitos de carne e osso e, como diria uma querida, "pau que bate em Chico tb bate em Francisco".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Corra e assista "Avatar"!

Não deixe de ver "Avatar"!
Não há nada que eu diga aqui sobre o filme que valha a pena mais do que isso.
Assista-o.
Se vc for preconceituoso com blockbusters, ainda assim vale a pena. Se vc não gostar de James Cameron e de seus devaneios megalômanos, vá simplesmente pelo salto (de verdade!) que o cinema como um todo dará a partir desta película. Se vc não é chegado a ficção científica, acredite: o filme tem de tudo um pouco - romance, comédia, drama.
Infelizmente, não fui ao cinema ver a mais recente criação do diretor de Titanic. Fiquei meio implicante com a questão do excesso de mídia e acabei esperando. Muita gente teve a mesma reação. Me arrependi. Queria ter assistido aquele espetáculo em 3D. Uma história de tirar o fôlego não deve ser vista em casa, só, numa tv micro. Mesmo tendo 2h30 de roteiro. Tenha certeza: vc não vai nem sentir o tempo passar.
"Avatar" nos faz viajar a um mundo distante e deslumbrante, a cinco anos do planeta Terra, num futuro longíquo, onde um ex-fuzileiro embarca numa aventura entre monstros terríveis e árvores mágicas em prol de um povo. Jake Sully, o protagonista cadeirante (sim, ele é cadeirante!) sai do nosso planeta no lugar de seu irmão, um cientista que morreu quando estava prestes a engrenar em um projeto que consiste em explorar um minério no planeta Pandora - a anos-luz de nós - o qual fará a Terra solucionar a questão energética. Para isso, foi instalada uma estação em Pandora. Ali, como a atmosfera é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são produzidos a partir do DNA humano e DNA dos nativos locais, os Na’vi. Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Este é o primeiro momento emocionante do filme - se imagine nesta situação, se for possível. Cameron mostra uma sensibilidade ímpar. Jake recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Após se perder neste novo mundo, Jake é salvo por uma bela Na’vi, Neytiri - tá aí a primeira virada do filme.
Ele é acolhido pelo clã dela e aprende a ser um deles. Apaixona-se pelo povo, pelo lugar onde moram, pela jovem Neytiri. A partir disso, Cameron mostra um herói dividido entre ser um humano no maior sentido da palavra e lidar com as questões práticas que envolvem sua presença no lugar. Juntos, eles protagonizarão uma história de arrepiar, uma trama em que a defesa da natureza é o pano de fundo.
Pode-se dizer que o roteiro não é sensacional, afinal é recheado de lugares-comuns. Mas a tecnologia empregada no filme - é fato! - vai ficar para sempre. O povo Na'vi vive numa floresta, onde está a maior parte do minério. Este mundo - que foi construído a partir da imaginação da equipe de Cameron - é de babar! Como são seres muito ligados à floresta e teoricamente evoluídos em termos espirituais, tudo foi imaginado de uma maneira lúdica e muito bem feita. Dá vontade de estar lá. E em 3D pelo o q me disseram isso era quase possível. Há uma área com árvores fluorescentes, “insetos helicópteros” que lembram águas-vivas, cipós brilhosos e folhas no chão que acendem ao pisar de cada personagem, além de montanhas flutuantes. Sensacional.
É impossível não fazer um link: Pandora é uma Amazônia estilizada. Linda. Intocada.
Outro marco é a perfeição das feições das criaturas do filme. Tudo e todos são expressivos - desde os exuberantes animais até os Na´vi, que utilizam arco e flecha e possuem forte ligação com a sua terra, bem parecidos com os indígenas brasileiros. É uma conquista do cinema que não há como negar.
Bem, é fato que posso ter ficado ainda mais impressionada por, neste momento, estar escrevendo um livro sobre uma reserva florestal quase virgem. Parte da Mata Atlântica que ainda nos resta, a qual visitei durante uma semana. Ficar mais perto da natureza nos desperta para a importância do meio ambiente em nossas vidas.
E, sim, "Avatar" traz esta mensagem. Uma mensagem de amor ao mundo em que vivemos temperada com muita tecnologia.