Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Você já viu?

Um ano após a morte do mito Michael Jackson, tive o prazer de assistir a "This is It". Simplesmente isso. Ou "é isso!". Madrugada de domingo para segunda, deitada no meu ninho, não consegui desgrudar da telinha.
Sim, fiquei com preguiça de ir ao cinema e esperei que a Rede Globo ou GNT fizesse este favor. Pois é... Me arrependi. Mas enfim faz parte da vida dar uns "moles". Mas, assim como eu, vc aproveitou a oportunidade? Não? Então, corra para ver. Corra. Alugue ontem. Porque até quem não apreciava o menino-homem que virou o rei do pop ficou boquiaberto. Palavras de um outro amigo que na segunda-feira não conseguia parar de comentar o filme.
Um casal de amigos queridos e frequentadores deste espaço.com já tinha me avisado sobre o quanto fenomenal é o filme (ou o show?) do mais famoso integrante do Jackson Five , mas sinceramente fiquei admirada. Espantada. Boba... Não consegui me desligar e vi tudinho até a subida dos créditos. E num domingo isso não é tão fácil assim...
MJ realmente era uma grande estrela. É só o que posso dizer. Cantor sensacional, bailarino indefectível, pessoa doce. Pelo menos foi o que vimos.
A edição não é das melhores, mas vale pelo espetáculo, pela viagem pelos tempos da discoteca, do pop-rock, da música lenta para dançar junto. Acredite: vai te dar vontade de imitar o "Moonwalk", acompanhar a coreografia de Thriller ou vestir um sapato preto e deixar a meia à mostra.
This is it!

Na forma da lei


Fiquei bastante curiosa com a estréia de "Na Forma da lei". Mais ainda quando soube da impossibilidade de assistir ou por outros compromissos ou pelo cansaço na edição seguinte. Fato é que consegui assistir ontem.
Que Wolf Maia aprendeu direitinho a fazer cenas de ação com os nossos amigos norte-americanos, não há dúvida. E que o texto é bem amarradinho tb. Ponto desta vez para Antônio Calmon. Ter Paulo Miklos no elenco de ontem, então, é um luxo só, pq o cara dá baile sempre... A história é que achei meio bobinha, caricata, bocó... mesmo tendo Ernani Moraes como bandido - o que para ele não deve ser difícil pq sempre o achei com cara de mau.
Agora, sobre o elrnco, para mim, o seriado - que tem toda a pinta de ter sido criado no rastro das séries do Tio Sam, como Law & Order - apresenta as duas mulheres mais bonitas da tv brasileira, ambas boas atrizes e principlamente que cresceram muito com o tempo: Ana Paula Arósio e Luana Piovani. Mas a história da promotora (Arósio) que perde o marido e vive da lembrança dele com um grupo de amigos em busca de justiça é meio inverossímel. A delegada gente boa, mãe de duas filhas, tb não tem a ver. E a carinha da Piovani não leva ninguém a crer q ela seria capaz de atirar como ninguém. Menos, Calmon, menos...
Aprovei as carinhas novas e os mais "cascudos". Aqui, leia-se Leonardo Machado e Samuel de Assis, na primeiras categoria, e Luis Melo e Marcio Garcia, na segunda. performances que prometem dar o que falar.
Vamos aguardar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Copa IV

O Agamenon de hoje tá sensacional e aqui eu replico sua dúvida: começa hoje a fase de mata-mata na Copa para o Brasil. Vamos ver se o Dunga nos matará de raiva ou de alegria...
Eu quero muito que seja de alegria!

Copa III

E por falar em Argentina tenho q registrar o que ouvi no sábado à noite de um conhecido do meu digníssimo. Segundo ele, ontem, no domingo, ele e os amigos se encontrariam para fazer uma "corrente para trás". lembram da corrente para frente brasileira? Pois é... O objetivo dos caras é fazer o movimento contrário.
Muito bom!

Copa II

Tb fiquei com medo dos juízes bundões e cegos. Deus do Céu! Tudo bem que já fomos beneficiados por um deles, mas no caso da Inglaterra foi surreal. Tô vendo a hora de sermos lesados tb...

Copa

Vi os jogos do fim de semana e é fato que a Copa das Zebras terminou na primeira fase do campeonato mundial. Agora, é vai ou vai mesmo. A Argentina é meio babaca mesmo, mas os caras estão afiados. Mas o que me chamou mais aatenção foi a Alemanha. Tá de dar medo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E segunda?

E segunda-feira que venham os chilenos.
Será q vai rolar de a gente mandar eles de volta para casa para tomar o vinho barato deles??
Ufa, tomara...

Ninguém merece

Trabalhar depois de um jogo destes... Ninguém merece...

Solidária? Eu?

E hoje, hein?!... Eu, crente que os portugueses iam voltar para o seu país com gostinho de toucinho do céu na boca para esquecer a amargura de uma goleada, me deparo com este joguinho de merda da turma do Dunga. Vou te dizer: eu tô do lado do cara, mas deste jeito tá foda de ser solidária.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

É nóis contra os portuga!

Amanhã é dia de comer bacalhau! E que venha o Cristiano Ronaldo... Vamos colocar o menino de volta para casa pq lugar de homem bonito é nos ensaios de revista. E tenho dito.

Cliente bom é cliente morto

Mais de uma vez já usei a frase que dá nome a este post para desabafar num momento de irritação. Mas confesso que a cada dia tenho mais certeza disso. Já não é um chavão após um mau dia. pense bem: não existe bom cliente, né? Uma exceção à regra, vá lá, mas de resto... Cruzes.
Eu mesma como cliente tento ser o mais simpática, a menos pentelha, a melhor de todas as criaturas. Afinal, minha vida é passar de um lado para outro deste balcão. E, vou te dizer, como é difícil isso.
Poucos sabem, por exemplo, que já fui vendedora de loja. E lembro bem o que falávamos quando um cliente trolha nos deixava a ver navios ou nos tratatava com grosserias. Hoje, acreditem, sou jornalista e tenho as mesmas dificuldades. O curso superior não mudou muito esta realidade.
Não sei se o problema é mesmo o mundo em que vivemos. O cliente , na verdade, não é simplesmente um ser que detém a grana para nos pagar. Ele é um ser humano - mesmo que não pareça (rsrs!). E como nós, seres humanos, estamos em franca crise (digo nós pq é a mais pura verdade) de identidade, imagino que isso repasse para todas as nossas relações. Por que seria diferente com a vendedora, com a recepcionista, com a assessora, com a secretária, com a advogada que só está tentando te ajudar num dado momento da sua vida? Ela que se foda.
Cheguei à conclusão que tendemos a despejar nossas frustrações qdo somos clientes, sabe? E isso é culpa do Código de Defesa do Consumidor. Ajudou em algumas coisas e piorou em outras. Por exemplo, em algum momento, disseram que o cliente pode tudo e nós (sim, nós) passamos a acreditar nisso. Aliás, pegamos isso como uma máximo de vida e "podemos tudo" a qualquer hora.
Opa, opa, opa, minha gente! Tudo, não!
Tem que haver um mínimo de educação e respeito pelo outro. Se não for pela ocupação dele naquele momento, pelo menos como pessoa. Tem que parar para pensar um minuto que aquela criatura tá ali para te servir, sim, mas não para aguentar seu mau humor e sua falta de amor. Tem que saber que é preciso ter limites. Tem que entender que se continuar agindo como um louco vai chegar um momento em que a mesma pedra que você jogou vai ser atirada contra você.
Enfim, momento desabafo.
Já estou pronta para outra. Tentando sempre ser uma cliente melhor, ou muito além disso, ser uma pessoa melhor.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pilates

Fiz uma aula experimental hoje de Pilates. Na minha eterna busca por me movimentar, soube de uma boa oportunidade - próximo ao trabalho e com professor exclusivo. Tudo o que preciso no momento.
Fui lá: achei sinceramente q é uma aula de musculação com equipamentos diferentes. Gostei algo mais por conta dos exercícios serem diferentes. Li que o resultado é bom: mais flexibilidade, autocontrole, músculos definidos, postura melhor. Acho que vou apostar nessa...

Mistério desvendado

Vc acredita que fizeram o Jude Law ficar feio? Pois é... esta é primeira impressão que tive ao assitir Sherlock Holmes, de Guy Ritchie (é o ex-sr. Madonna?). Mas Sherlock não é só isso. Aliás, ele não é só isso e tb não é o que nós todos estamos acostumados. O personagem vivido por Robert Downey Jr. (em ótima forma) no cinema é modernoso, definido, metido a engraçadinho. Ok, e vai lá: interessante.
Com uma roupagem bem atual, o texto baseado em uma HQ inédita de Lionel Wigram e escrito por Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg apresenta uma trama que fala um pouco do mundo esotérico, mas tem como pano de fundo a relação entre Watson e Holmes, óbvio. É legal, divertido.
Ritchie deita e rola com o personagem, explorando todas as suas facetas. O pensamento rápido é explorado com sequências de câmera lenta sensacionais, que antecedem as ações do detetive. O diálogo é veloz, rápido e desafiador. Eu mesmo tive q voltar algumas vezes para entender o bate-bola. Tudo o que Ritchie faz de melhor - e olha q eu nem gosto dele como diretor.
O que me incomoda neste filme, porém, é a necessidade de achar respostas fáceis para as histórias. Isso angustia. Holmes tem um olfato tão aguçado, tão aguçado, que tudo é explicado por meio desta sua qualidade. Isso não pode. Porém, para quem gosta de sair do cinema com o filme redondinho, entendendo tudo o q se passou na telona, é uma boa pedida. As cenas finais são voltadas a isso: à resolução da questão de forma bem didática. Para quem gosta, tá tudo lá mastigado. Ou seja, o mistério totalmente desvendado.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morte e vida

Nem bem postei os nivers do meu irmão e de Chico, a notícia da morte do escritor português José Saramago caiu como uma bomba. Pois é, a vida é assim mesmo, cheia de alegrias e tristezas, muitas vezes simultâneas. Autor de livros sensacionais como "Ensaio sobre a cegueira" e o "Evangelho Segundo Jesus Cristo", Saramago deixa um grande legado: sua obra.

Frases dele:

Em entrevista ao jornal "O Globo", em 2009, na época do lançamento de seu último livro, "Caim":

"No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las."

"Para mim, a Bíblia é um livro. Importante, sem dúvida, mas um livro."

Em entrevista ao "El País", no ano passado:

"A morte é a inventora de Deus."

"Deus, o diabo, o bom, o ruim, tudo está na nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos. Não percebemos que, tendo inventado Deus, imediatamente nos escravizamos a ele."

"Há quem me nega o direito de falar de Deus, porque não creio. E eu digo que tenho todo o direito do mundo. Quero falar de Deus porque é um problema que afeta toda a humanidade."

Em entrevista a Edney Silvestre em 2007:

"Sim, tenho o Prêmio Nobel. E quê? Não que eu achava pouco ter o Prêmio Nobel, não, não. É que no fundo, no fundo, tudo é pouco, tudo é insignificante."

"As pessoas transformam-se em máquinas de ganhar dinheiro. Ou de tentar ganhar dinheiro."

"Mas então ninguém percebe que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino?"

Entrevista à revista "Época", em 2005:

"Não consigo temer a morte".

Zebras?

Nada mais justo que a Copa das zebras fosse realizada na África do Sul.

Nivers

Hoje, dia 18 de junho, é o niver do meu amado irmão Lúcio. Muita felicidade para ele. Amanhã, é dia do niver de outro amado (meu e de mais milhões de pessoas): Chico Buarque.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O ideal

A idealização do outro é problema de dez entre dez seres humanos. Estamos sempre projetando no parceiro (ou em quem pretende ser) nossos desejos: queremos que ele seja perfeito e, se não o for, que pelo menos seja como nós. Quase perfeitos... Caso para psicologia mesmo...
"A Mulher Invisível" fala um pouco desta nossa necessidade, patológica ou não. É claro que com uma boa pitada de humor, o que não poderia deixar de ser. Afinal a intenção é fazer uma comédia romântica. Juntando um bom roteiro (assinado por Cláudio Torres, Adriana Falcão, Cláudio Paiva e Maria Luísa Mendonça), bela luz, figurino compatível, um elenco de primeira e direção segura de Claudio Torres, taí o que vc queria.
Pedro (vivido pelo indefectível Selton Mello) é um cara comum, que não pede muito da vida, apenas algum dinheiro e uma vida boa ao lado da mulher q ama. O problema é que a mulher que ele ama não é exatamente o que ele pensa que é. Vivida por Maria Luiza Mendonça, a moça fica grávida de gêmeos e o pai não é o marido, Pedro. Enquanto curte uma dor de cotovelo sem precedentes, Pedro conhece uma loira, linda e solitária vizinha, que toca sua campainha pedindo uma xícara de açúcar. Não é exatamente o que qq homem gostaria? A felicidade bate à sua porta.
Amanda (feita por uma Luana Piovani maravilhosa!) passa a ser seu objeto de desejo e o que é melhor: faz faxina na sua casa só de calcinha, prepara jantares deliciosos, adora fazer sexo, curte futebol até da terceira divisão e não liga a mínima quando ele sai com os amigos. É a mulher perfeita e, como tal, não existe. É a tal "mulher invisível", que só habita na imaginação de Selton.
Entre situações impagáveis, os conselhos cômicos do amigo Carlos (Vladimir Brichta) e a doçura da vizinha de verdade, Vitória (Maria Manoella), que é apaixonada por ele, Pedro mostra um pouco do que pode acontecer com quem sonha com o ideal (que, como o próprio personagem diz, é algo que habita o campo das idéias somente).
Bela pedida como diversão, o filme tb é oportunidade de reflexão sobre nós e nossos sonhos. O perfeito não existe. Não adianta construir um personagem dos contos de fadas e projetá-lo numa pessoa. O mesmo acontece em relação ao sexo oposto. O fim será sempre o mesmo: a decepção. Afinal, ninguém consegue atender uma expectativa deste tamanho por muito tempo.
Quem quer ser feliz deve pensar nisso e rever seus conceitos. Amar gente real, de carne e osso, que tem problemas e defeitos, dá trabalho, mas é muito mais prazeiroso, palpável eu diria.

Veríssimo!

Peço licença ao meu idolatrado Luis Fernando Veríssimo para replicar aqui, neste espaço.com, sua crônica de hoje, veiculada no Globo e mais um sem número de veículos pelo Brasil. O cara tá na Copa, passando um frio duca e mesmo assim não perde a veia afiada. Sensacional!

O DUNGA DO DUNGA
Quando jogava o Dunga se impunha pelo seu jeitão tosco mas efetivo e pelo seu comando. Não era raro ralhar um companheiro ou exigir dos outros a mesma garra com que jogava. A seleção campeã da Copa de 94 nos Estados Unidos se organizou em torno do núcleo duro do time, que era o Dunga. A de 98, na França, também, e só não venceu de novo por um conjunto de circunstâncias misteriosas – a síncope do Ronaldo, os gols de cabeça do Zidane – que nunca mais se repetiram. A única vez, depois do jogo final Brasil x França de 98, em que o Zidane deu uma cabeceada com sucesso foi no peito daquele italiano que xingou sua mãe, na final da Copa de 2006. Mas pode-se dizer que o Brasil chegou à final na França, em grande parte, devido à
liderança do Dunga dentro do campo.
Está faltando um Dunga na seleção do Dunga. Ou talvez ele já exista mas ainda não se identificou. Ninguém do nosso meio-campo atual parece ter a mesma imposição sobre o time que tinha o Dunga. Talvez o próprio Dunga tenha decidido que um Dunga fora do campo dispense um Dunga lá dentro. Talvez esteja, vaidosamente, protegendo seu legado: ninguém mais depois dele pode ser Dunga, nem como metáfora. Não sei. O fato é que fica a pergunta. Quem é o Dunga do Dunga?

Depois de ontem o apelido da seleção espanhola precisa ser revisto. Em vez de “fúria”, “raiva”. Perder para a Suíça tem que dar raiva. Equivale a ser atropelado por um patinete. Pior do que a dor física é o constrangimento moral, e o que você vai dizer em casa. Se bem que... A Suíça, apesar de não ter uma grande tradição futebolística, produz bons jogadores, com muita ajuda da sua mescla de culturas e da imigração. (Fui olhar a lista de jogadores inscritos da Suíça e dei até com um Tranquillo Barnetta). O Gelson Fernandes, autor do único gol da partida de ontem, tem mais pinta de centro-avante da Nigéria do que de qualquer variedade de suíço. E, como muitos outros do time, joga no exterior. Assim a Espanha não pode alegar que o frio alpino que está fazendo na África do Sul ajudou os suíços. Seu único consolo é que o time da Suíça não é exatamente um patinete.

Os fatos mais comentados da noite de terça foram, pela ordem: o frio, o frio, o frio, o gol do Maicon, o gol do Robinho, o casacão do Dunga e o frio. Pela primeira vez na minha vida senti algum tipo de identificação com o mundo inanimado. Me senti como um picolé.

Duelo de titãs

É hoje o dia do grande encontro entre Totó (Tony Ramos) e Beth Gouveia (Fernanda Montenegro). O capítulo de "Passione" promete... Não perco por nada.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pausa para filme mulherzinha II

Aliás, cá entre nós, a verdade nua e crua é muito doída, né? A verdade nua e crua machuca. E muitas vezes descamba para a falta de tato, de respeito e até de educação.
Não há nada que me chateie mais do que gente que faz questão de bater no peito e dizer que é verdadeira, sincera, que fala tudo na cara. Coisa mais non sense.
Conheço uma dúzia de pessoas que não aguentariam que alguém chegasse e dissesse a verdade na cara delas - ou seja, "vc sabia que isso que vc faz é extremamente desagradável e, por conta desta sua pseudo-sinceridade, um monte de gente pode estar sofrendo?". Um pouco do próprio veneno para quem o aplica...
Prefiro que sejam gentis, sutis, carinhosos comigo. Sempre. Receber um afago quando vc recebe uma notícia ruim é muito menos penoso. Ganhar um abraço quando sabe de algo que machuca não tem nada igual.
Vou além. Acho mesmo que há coisas que não devem ser ditas. Vc pode chamar de covardia, mas eu chamo de "os benefícios da ignorância". Se determinada informação não vai somar em nada na vida de quem conta, nem de quem desconhece, para que divulgá-la? Para mim, é simples crueldade.
Para que saber que seu filho foi morto num acidente, esmagado entre as ferragens feito um pastel, com os órgãos à mostra? Para que saber que seu marido tinha uma amante e que a abasteceu de todo o tipo de jóias, roupas caras e mimos mil enquanto vc fazia uma poupança sofrida para um projeto a dois? Para que saber que sua melhor amiga no trabalho é uma traíra e inventou isso, isso e isso de vc para sua chefe só para te roubar a posição?
Detalhe sórdidos... para quê?
Há maneiras mais humanas de dizer a "verdade".
Verdade "nua e crua" é uma ova.

Pausa para filme mulherzinha


Em meio à Copa do Mundo, quem se atreveria a pegar uma comédia romântica para quebrar o clima? "Eu", digo. Afinal, ninguém é de ferro e ficar vendo aquele monte de brutamontes correndo atrás da bola com tanta coisa mais interessante para fazer tem que ter lá suas folguinhas. para suportar, só pegando um arzinho e assistindo a um filminho água com açúcar.
Para não fugir muito da seara, optei por "A Verdade Nua e Crua", afinal só o fato de ter Gerard Butler no papel principal já valeria a pena. E - cá entre nós - melhor do que ele só a Seleção da Itália. E olhe lá.
O que posso dizer é que realmente o filme é só ele. No começo, a película é até engraçadinha, com umas piadas mais picantes do personagen Mike Chadway (Butler), que vive um apresentador de um programa de televisão bem ao estilo Sexy Hot. Saca um marcos Mion melhorado? Pois é... A questão é que o carinha acha que consegue, sem rodeios, explicar às mulheres o que passa pelas "cabeças" dos homens. Ou seja, é bom, mas chega uma hora que cansa. Sua nova produtora, vivida por Katherine Heigl, é lindinha, mas caretaça, chata, sonhadora ao cubo e workaholic convicta.
Vc ja sabe onde isso vai dar? Pois é...
Se vc quiser dar uma aliviada depois de um jogo do Brasil em que a Seleção fizer cagadinha semelhante ao que fez ontem (fraca, fraca...), vale até a pena. Fora isso, fique com a Seleção italiana. Ou então, assista "PS. Eu te Amo", com o mesmo Butler, que aí, sim, o romance toma conta da tela e ele dá tudo de si. Ai, meu Deus...

É zebra!

Confesso que tive dúvidas quanto à Seleção de Dunga após o jogo de ontem. Dei uma brochada mesmo. Embora tenha ganhado o bolão entre amigos, o resultado do jogo não me agradou. Preferia ter perdido a aposta, aliás.
Diante da Espanha apática que assisti hoje, porém, comecei a ficar mais confiante. Parece realmente - como dizem os jornais - que todas as seleções estão sendo treinadas pelo Dunga. O que importa é ganhar - seja lá qual for o resultado. Isso, aliás, é a cara do Parreira, né? E o Dunga, como filhote dele, não poderia ser diferente.
Não sei, não, mas me pareceu que teremos que ter cuidado somente com a Alemanha, esta, sim, dona de um futebol com a nossa cara, cheio de ginga, de meninos com gás, doidos para vencer, com fome de bola.
De qq forma, vamos aguardar. Cantar vitória antes do fim do jogo não é a minha realmente.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rumo ao hexa


Brasil estréia hoje na Copa 2010. Emoção à parte, tô confiante na Seleção. Qto mais vejo gente desacreditada, mais acho que podemos trazer essa. Acho q só hoje as pessoas estão entrando de cabeça nesta sensação de patriotismo. De um modo geral, tô vendo o povo tão desanimado. Uma pena.
É fato que hoje vindo para o trabalho notei as ruas todas pintadas de verde-e-amarelo e isso é demais. Comoção nacional total. Todo o mundo quer usar as cores da nossa bandeira. Quisera que fosse assim em relação a qq tema. Seríamos melhores, maiores, mais felizes.
Enfim... que a Jabulani nos dê sorte.
Para frente, Brasil!!
Rumo ao hexa...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Qual foi a Copa da sua vida?


Enquanto vejo todo o movimento em torno desta Copa, penso no quanto estes torneios mundiais fazem parte de nossas vidas. Nós, brasileiros, somos mesmo apaixonados por futebol. É o momento em que podemos mostrar nossa supremacia, nosso conhecimento, nosso talento. É quando nossa auto-estima está mais à flor da pele. Por isso, somos 110 milhões de técnicos. Nascemos sob a égide a gorduchinha mesmo.
Eu poderia contar minha trajetória através das Copas que vivi. Aliás, acho q qq brasileiro podia fazer isso. No ano tal, eu estava assim, assim. No outro, já estava mais velho e namorava fulano. Na seguinte, já estava casado ou com filhos. Enfim, é uma marca que carregamos.
A Copa de 82, para mim, foi uma das mais bonitas. É a primeira que tenho lembranças fortes. Foi quando ainda criança participei da festa no meu bairro, fazendo bandeirinhas e balões, pendurando-as por toda a extensão da minha rua, pintando muros e asfalto com as cores e os ícones daquele ano. Me lembro que o mascote era o Laranjito. Era uma seleção muito baseada no Flamengo, time de coração do meu pai - e lá estavam Zico, Junior (que é a cara do meu pai) e o Leandro. O técnico era o Telê. Me lembro bem de assistir aos jogos na sala de casa com meu pai... Mas não levamos esta.
A de 94 é a que mais me toca. Tb por conta da relação paterna. Me lembro de ter montado com um grupo de amigas uma barraquinha de festa junina no meu bairro. Éramos seis. A idéia era arrumar um dinheirinho para os findes. Uma tv foi colocada na barraca e dali assistimos a todo o campeonato. Lembro daquele jogo do Brasil contra a Holanda, em que Branco soltou uma bomba memorável. O gol do Bebeto oferecido ao filho recém-nascido. O Romário que não perdia uma na cara do gol. Éramos animadíssimas e meu pai sempre estava na farra com a gente. Nos jogos, não sabíamos se vendíamos os sanduíches na barraca ou se roíamos as unhas. Até usávamos uniforme: uma blusinha branca com a bandeira brasileira. O campeonato foi memorável. Um pileque entre amigos.
Em 2002, foi outro mundo. Para mim, a vitória da superação. Ronaldo Fenômeno, meu ídolo, deu show de bola, mostrou todo o seu potencial e o quanto ainda fazia diferença no time. Acordava cedo para ver os jogos. Fiquei tão empolgada com o sucesso daquela campanha, pilotada pelo Felipão, que no retorno da seleção fiz plantão na Cinelândia para vê-los passar e agradecer aquela alegria. Muito legal.
Este ano tb vai ter suas histórias, é claro. Minha programação é totalmente diferente das anteriores. O mundo é redondo, como uma bola. Muda muito rapidamente de posição. E a gente tb. Tô mais madura, mais confiante, mais crescida. Só o que não muda é a minha felicidade de poder assistir a mais um campeonato mundial. Não sei se seremos hexa, mas torço por eles. Torço pro nós. Afinal, é um momento especial. E nós, brasileiros, tb precisamos de alegria.
Pra frente, Brasil! Rumo a mais um evento que vai marcar nossas vidas...

Já é Copa!!


Para quem achava que ia demorar chegar, ledo engano. O tempo voa mesmo. A Copa 2010 começou ontem com direito a festa e tudo. Shakira foi o ponto alto do espetáculo. A moça, aliás, tá bombando mesmo. Globalizada total.
Torço para que a festa seja bonita. A festa do futebol, eu digo. Porque não sou fanática, mas adoro campeonatos mundiais. Viro torcedora de carteirinha. Hoje mesmo saí para comprar uma blusa. Tenho q estar vestida à carater. Mas, surpresa a minha, as lojas não têm muita coisa. Será que os empresários brasileiros nunca se prepararm para grandes eventos?? Ou esta é só mais prova de que os caras não levam fé no Dunga?
Que se danem todos, pq vou achar minha blusa, comprar uma vuvuzela e arrumar minha bandana. Por mim, o cara já é campeão. Tenho as minhas preferências qto à seleção que ele levou, mas neste momento temos q estar unidos em torno do mesmo objetivo: o hexa.
Vai que é tua, Dunga!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

É muita dúvida...

- Felipão no Mengão?
- Seleção Brasileira campeã?
- Dia dos Namorados no friozinho?
- Dia de Santo Antonio com sol brilhante?
Uau... quantas dúvidas me assolam...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Passione V

A trilha sonora de Passione é de babar. Minha preferência, é claro, é pela dobradinha Roberta Sá e Lenine, com "Fogo e Gasolina". Lenine, aliás, tá em dobradinha mesmo. É dele tb o tema de abertura “Aquilo que dá no Coração”. Bacana, bacana...

"Você é um avião e eu sou um edifício
Eu sou um abrigo e você é um missil
Eu sou a mata e você é a moto-serra
Eu sou um terremoto e você a Terra.
O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina.
Você é o fósforo e eu sou o pavio
Você é um torpedo e eu sou um navio
Você é o trem e eu sou o trilho
Eu sou o dedo e você é o meu gatilho.
O nosso jogo é perigoso, menina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gás.
Eu sou a veia e você é a agulha
Eu sou o gás e você é a fagulha
Eu sou o fogo e você é a gasolina
Eu sou a pólvora e você a mina.
O nosso jogo perigoso combina
Nós somos fogo
Nós somos fogo
Nós somos fogo e gasolina."

Passione IV

Um ponto fraco para mim é Gerson (Marcello Antony) e Diana (Carolina Dieckmann). São personagens bonzinhos demais, como sempre, e juntos não conseguiram render nenhuma química. A netinha Kelly, explorada pela avó, tb não condiz com a carinha da atriz. A menina não tem pinta de ter só 12 anos, embora eu saiba que as garotas desta idade hj estão bem desenvolvidas.

Passione III


Passione tem um núcleo composto por veteranos para ninguém botar defeito. É sensacional esta disposição de autores criarem bom personagens com histórias instigantes para os atores mais velhos mostrarem um pouco mais do talento que já tão bem conhecemos. Coisa rara de se ver. Já citei aqui Fernanda Montenegro, nossa diva, mas ainda há Cleide Yáconis (que está um charme!) e Leonardo Villar. Entre aqueles um pouco mais jovens, destaco Irene Ravache e Francisco Cuoco (que está até bem bonito!) e Vera Holtz, que invariavelmente imprime um tom tão realista aos seus personagens que parece alguém da nossa família. E o que dizer de Daisy Lucidi, que vive a avó exploradora de menores? Sensacional.

Passione II

Sim, é verdade que o sotaque italiano está atrapalhando a compreensão da história das oito. Eu confesso que muitas vezes não entendo o que os personagens disseram, mas tenho acompanhado a evolução. Acho que o próprio Silvio de Abreu está caminhando para traduzir umas frases, agora que parte dos personagens está chegando ao Brasil. Os números da audiência mostram o problema, que tende a ser solucionado em breve.

Passione: agora, sim


Uma novela que tem o objetivo de debater paixões já começa bem. Para mim, novela tem que emocionar. Não dá para ser mexicana, mas a idéia é mesmo mexer com os sentimentos, sejam eles quais forem. “Passione”, com quase um mês (ou algo mais) no ar, captou minha atenção. Não só pelo seu tema central, mas pela trama, pelo elenco, pelo cenário e figurino.
Ter no centro do roteiro uma família rica e problemática garante pontos, principalmente se houver um segredo rondando o grupo. Um segredo guardado a sete chaves durante anos, mais ainda. Fora isso, as histórias secundárias tb são interessantes: o italiano grosseirão que deixou de amar qdo perdeu a esposa e vive para os filhos, um lindo casal que vive de trambiques, uma jovem loba a procura de menininhos que possam sanar sua carência. Tudo com uma pitada de magia e mistério, que Silvio de Abreu sabe dosar.
Pode ser que venham me dizer que o fato de ter sido gravada na Itália conte a favor. Claro que isso é fator preponderante. Os vastos campos verdes da Toscana são um deleite para quem viu ou não sua beleza. Mas o cuidado que tem sido dado até quando é filmado o Ceasa paulistano chama a atenção.
Os figurinos são bem elaborados, com a cara de cada personagem. Cada um com sua característica própria. Aliás, os personagens são bem bacanas, quase pessoas de verdade, fora uma ou outra exceção.
Mariana Ximenes é sempre promessa de boas cenas, ainda mais em parceria com Gianecchini. Discordo de que o segundo ainda não tenha achado o tom de seu Fred. Para mim, Mariana é que ainda não convence como vagabunda na pele de Clara, embora eu goste muito do lado dúbio que ela criou. Fernanda Montenegro está fantástica como sempre, assim como Werner Schunemann, o filho mais velho e dono de uma cobiça de arrepiar.
Acho que vai dar o que falar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Há um lugar para ser feliz...

No auge da minha TPM, acordo pela manhã e me deparo com um céu azul límpido, um sol brilhate, um friozinho gostoso. As árvores ganham tons amarelados, as pessoas já se aventuram a usar casacos e botas, um perfume completa a produção.
À tarde, um ventinho sopra, convidando a um café, coisa rara na cidade em que o chope impera. As noites estão mais estreladas, boas para uma sopa ou um fondue com vinho bem acompanhado. Dá para dormir enrolado no edredon...
Isso é o outono.
Impossível ficar de mau humor diante de tanta beleza, de um clima tão raro, de coisas tão gostosas.
O Rio tá pintado de cores diferenciados. Que cidade bárbara!
Eu não conheço Paris, mas o Ed Motta confirma que além da Cidade-Luz o lugar para ser feliz no outono é o Rio de Janeiro.


"Há um lugar para ser feliz

Além de abril em Paris

Outono, outono no Rio..."


Não basta amar

Uma amiga muito querida disse que quase dormiu ao assistir "Terapia do Amor", mais uma das minhas comédias românticas. Sim, sim, a sinopse pode parecer lugar-comum, mas depois que parei para ver o filme tive certeza de que aquela não é como qq uma. Leve, engraçada, mas capaz de levar seu recado. E este tem a ver com o fato de que não é só amor que conta numa relação.
Rafi (Uma Thurman) acaba de assinar os papéis do divórcio e está arrasada. Lisa (Meryl Streep) é sua psicóloga e ouve todos os problemas da protagonista. Aos 37 anos, ela conhece Dave (Bryan Greenberg). Aspirante a artista, interessante, engraçado, jovem. Aliás, esta última carcaterística é o que mais pesa: o carinha tem 23 anos. Apesar do sentimento, a diferença de idade é fator crucial paar o fim do romance, que é acompanhado de perto por Streep que vive em cólicas depois de saber que o namoro da cliente é com seu filho.
Entre idas e vindas, a pegada romântica tá lá, mas o fim é inesperado e reflete a realidade, coisa pouco comum neste tipo de produção: amar dá trabalho. Mesmo. E muitas vezes o amor não é suficiente. Ainda é preciso ter respeito ao outro, admiração, cumplicidade. É um exercício de tolerância e paciência. Para sempre. Ou pelo menos enquanto os protagonistas tenham a intenção de manter acesa a chama. Bacana, bacana...
Detalhe: o embate entre as divas Thurman (lindíssima!) e Streep (perfeita como sempre) é imperdível.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Metade*

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembre ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
* De Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sem ser profundo...

Eu adoro comédias românticas. E às vezes até choro com elas, acredita? Não que elas sejam profundas, mas o amor me emociona. Juro... Deixo meu lado bocó de lado e explico: assisti neste finde a "A Proposta", a maior bilheteria de estreia de Sandra Bullock nos Estados Unidos. A comédia romântica mostra a quarentona atriz como Margaret Tate, uma editora cheia de poderes, que bota medo em todo mundo, que tem Andrew Paxton (Ryan Reynolds, o Deadpool de X-Men Origens: Wolverine) como seu assistente. Num dado momento, Margaret, canadense, tem seu visto negado e está prestes a ser deportada dos Estados Unidos e precisa de Andrew para casar-se com ela.
Num vai-e-vem de cenas, ele aceita casar para ganhar uma promoção e ela tem q conhecer a família dele e acabam se apaixonando. Sim, os roteiros são sempre bem parecidos. Neste filme de Sandra (que aliás passou por um situação horrenda com seu ex-marido há poucos meses, não posso deixar de citar), porém, o contato com a família é doce, pois é representado pela avózinha dele de 90 anos. O dia a dia com o animal da casa, um cão fofo, também é engraçado. O clima família tb é gostosinho... Então... Chorei.
Fora isso, Sandra Bullock é uma bela atriz de comédias. Fica nua e tudo nesta especificamente, mas realmente este não é o ponto alto. Aliás, não há pontos altos.
Compre sua pipoca, enfie-se embaixo de um edredon e relaxe. O filme é para isso mesmo, sem nenhum outro objetivo mais profundo.

As "evidências" enganam

Ter Samuel L. Jackson como protagonista não é para qualquer filme. Ainda mais se estiver acompanhado de Ed Harris e o charme de Eva Mendes (tá bom, acho a boca desta moça muito feia, mas ela é interessante). Junte uma trama instigante e uma profissão que vc nunca pensou existir e taí uma bom roteiro.
Mais ou menos...
Confesso que esperava mais da película. Assisti-a no finde e sinceramente quando acabou tive a impressão de que ficou faltando desenvolver mais determinados trechos. Dá para assistir, mas não vá com tanta sede ao pote.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atchimmm!

Após dez dias de muita correria e tensão, a alergia me pegou - na persona de uma bronquite e tudo o mais q se tem direito. Resumo da ópera: falta de ar, espirros mil, coceira pelo corpo todo, dor de cabeça... Me conheço bem. A imunidade baixa fácil, bastando apenas sair um pouco do dia a dia que já não é tranquilo.
Além disso, a temperatura não ajuda. Quem é alérgico como eu sabe bem que o outono no Rio é lindo (como diria Ed Motta), mas acaba com nossos anticorpos. Um dia é quente, com tarde fria. Outro dia é frio com noite morna. E assim vai até que a natureza se dê conta de que é inverno.
E aí toma corticóide!
Para piorar a situação, confesso que quando estou doente fico mais carente. Isso acontece com todo o mundo ou só comigo que fui uma filha mimadíssima (e bastante doentinha qdo criança)? Quero carinhos, colo, atenção. E se não tenho, é mais um motivo para aborrecimentos, que geram mais alergia.
Alérgicos são pessoas sensíveis. Imagina que somos capazes de sentir que a casa está empoeirada, que o ambiente está carregado demais de ácaros, que o carpete do trabalho merece ser lavado. É tanta sensibilidade que irrita e aí... começa o ciclo de novo. É claro que não é voluntário, mas os espirros, a coriza, as coceitas denunciam isso. O corpo fala... Às vezes, até demais.
Há tempos não tenho crises febris, mas já cheguei a queimar de febre durante noites seguidas. É claro que colinho e mimos sobraram por todos os lados e me ajudaram a me recuperar, mas foram momentos de pesadelo. Hoje, as crises reduziram a força, mas são constantes. Tenho uma amigo alérgico que vive com anti-alérgicos no bolso. Duvida? Só quem passa é que sabe...
Mas enfim é chegado o fim de semana e, quem sabe, com uma boa canja de galinha e um edredon macio consigo melhorar.
Ai... O corpo pede, mas acho sinceramente é que a alma é que tá mais pedinte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Robin Hood?

Se vc espera assistir a mais uma aventura do nobre e famoso arqueiro que roubava dos ricos para dar aos pobres, não vá assistir a "Robin Wood". Este mesmo que está em cartaz com o delicioso (e quase maduro) Russel Crowe. Não, esta realmente não foi a intenção do fantástico Ridley Scott. Em sua quinta investida no cinema com seu ator preferido, Scott faz uma mistura muito doida entre "Gladiador", "A Cruzada", "O Resgate do Soldado Ryan" e "O Senhor dos Anéis". Vc consegeu imaginar? Nem eu. Mas está lá nas telas. E quer saber? Eu até gostei.
Tá longe, é claro, do filme que eu esperava assistir, mas me diverti. Para mim, o problema é linkar a história com a do fora-da-lei da Idade Média e seu bando de ladrões. Porque, na verdade, esta película é muito mais um roteiro sobre um cara q volta da guerra, depois de servir ao fracassado Ricardo Coração de Leão, encontra um soldado que está morrendo, que pede a ele que entregue a seu pai a espada que este o deu. Ao atender o pedido, ele se depara com Lady Marion (uma Cate Blachet liiiinda, mas muito parecida com "A Rainha Elizabeth") e se apaixona por ela. O resto é romance, guerra e drama.
O filme é longo - mais de duas horas, porém tem uma produção incrível. As cenas de batalha, os cenários e o figurino são muito impressionantes. Palmas para os atores: o excelente MaxVon Sydow (o pai) e o querido William Hurt, que faz muita falta na telona (só me lembro dele em "Os Filhos do Silêncio").
O filme acaba onde esperamos que ele comece: "aqui começa a lenda", diz a mensagem do final. Ou seja, a partir dali, iniciaria a história de Robin Hood a que estamos acostumados a ouvir falar.

Passione?

Tá bom, tá bom... Não falei nada sobre "Passione". Mas aguardem...

De volta...

Peço desculpas aos meus nove leitores assíduos. Tenho estado meio relapsa qto a espaço ponto.com. É a correria do trabalho e a falta de paciência para determinadas coisas. Mas estou aos poucos voltando à rotina.

Cartão postal

Hoje comprovei que tem todos os motivos do mundo o imbróglio legal entre o Porcão Rio´s, um ícone entre as churrascarias da cidade, e o pessoal do Restaurante Garcia e Rodrigues. Já tinha ouvido uma dúzia de coisas a respeito e ainda não tinha entendido bem a causa de tanta desavença. Nesta tarde, por conta de trabalho, fui almoçar na Porcão, que fica debruçado sobre a Baía de Guanabara, no Aterro do Flamengo, aqui no Rio. Putz, é um cartão postal!! Uma vista fantástica do Pão-de-Açúcar, daquele mar calmo, as pessoas caminhando numa atitude zen...
Não tem um restaurante mais bacana durante o dia para se levar um gringo, um sócio ou alguém a quem se queira impressionar. Lindíssimo!
Ou seja, só pela vista, o local já vale os milhões que estão sendo negociados.
Nem precisa a comida ser boa.........

segunda-feira, 24 de maio de 2010

In a bad mood

Uma mistura de cansaço, com chateação e mau humor. Assim comecei minha semana. Tão promissora... Aliás, começar é modo de dizer, porque nem terminei a anterior. Emendei o trabalho no finde, fazendo uma viagem para uma entrevista fora da cidade. Para completar, dormi pouco e minha garganta dá sinais de inflamação.
Ou seja, esta semana tem tudo para me foder a vida...
Pela agenda, há trabalho para dar e vender. E eu luto contra o sono, que insiste em se instalar.
Preciso de um clone.
É fato: todas as benesses das férias já se esvaíram e eu ralmente não estou com vontade de mudar meu estado... Tô precisando de férias do mundo, talvez...
Ok, ok. Quem não quiser ficar ao lado, tem a opção de picar a sua mula.
Ficar mal tb faz parte da vida - há dias cinzentos mesmo.
Só tô a fim de ficar na minha, sem ninguém enchendo meu saco, sem mais problemas na cabeça.
E tenho dito.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dar......

Dar muito mais do que nos é pedido ou é suficiente para o outro é problema de nove entre dez mulheres. Estamos sempre aptas a embarcar, a amar sem limites, doar sem pudores, seguir adiante apesar dos pesares. Muitas são aquelas que morrem logo após a perda do parceiro; adoecem logo após o filho se recuperar de um doença grave; perdem o emprego pq a mãe estava tão deprimida que ela deprimiu tb.
É a nossa sina.
Quisera ser diferente e não ter tanto para dar. Quisera poder simplesmente oferecer o que me é exigido. E depois: "beijoetchau!". Cada um tem a sua vida, cada um tem seus problemas. Estou ao lado, mas não sou responsável pela dor do mundo. Mas eu não. Não consigo ser assim. Compro a briga; assumo a questão como se fosse minha. Alguns podem até dizer que isso é nobre, mas sinceramente nunca busquei a nobreza. Só quero ser feliz. E para isso basta ser humano. De carne e osso.
Às vezes, vejo que o outro até me pede menos atenção, menos amor, menos empenho. Porém, está além de mim. Quero participar, partilhar, dividir.
Mas vou tentando... Não dizem que a vida é uma eterna tentativa?
Tô nessa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Blog do Refri

Ontem, revi um amigo que há muito não encontrava. Na verdade, nunca fomos amiiiigos, mas por tê-lo acompanhado durante anos em seu trabalho pelo rádio passei a me sentir "da casa". Acho que é isso que acontece com os artistas tb, né??? Pois é... O repórter aéreo da JB, Claudio Carneiro (quem diria?), passou a trabalhar na empresa que por anos fui funcionária. E aí mesmo distante - depois que saí - foi criado um laço.
Reencontrei o amigo ontem depois de tempos sem o ver e descobri que ele tb está nesta empreitada gostosa de blog diário. Postando sem parar na grande rede, com um espaço só seu. Um barato.
Segundo ele, há uns dois meses está com o seu www.blogdorefri.blogspot.com , divertindo-se à vera. O tema, como o próprio nome já diz, é refrigerante. Mas agrega sucos, chás e qq coisa do gênero. Interessantíssimo!
Vale a pena conferir.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Na Europa....

Amo os meus amigos e faço questão de acompanhar cada passo deles. Se tiver um blog, então, melhor ainda. É uma maneira de vc estar diariamente com eles - mesmo que virtualmente. A Débora Thomé é uma querida trazida pelo Marcio Mará, outro amigo. Ou seja, casal de amigos, destes q mesmo distante está sempre por perto.
A dupla dinâmica se embrenhou numa viagem foda de férias pela Europa. Neste momento, estão na França, depois de passar pela Escócia e Londres. A trip pode ser acompanhada pelo blog da Dé, que sinceramente é um dos melhores que eu já li. O texto é ágil, com sacadas divertidas, fotos up to date... Sem contar que as dicas são imperdíveis.
Eu - me coçando inteira de inveja - já pedi para eles anotarem tudo, pq no ano que vem - se Deus permitir - estarei visitando o Velho Mundo.
Se vc quer dar boas risadas e acompanhar o dia a dia destes dois brasileiros numa viagem pela Europa, corre lá. Eu recomendo!
http://deborathome.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sofrível

Costumo escolher os filmes que vejo pelos atores. Parto do princípio que um medalhão do cinema não fará uma titica. É fato que me dou mal de vez em quando. Mas a possibilidade de dar certo é bem maior, acredite.
Neste finde, peguei uma pseudo-comédia com Adam Sandler: "Tá rindo do quê?". Sinceramente... dei uma única risada durante o filme que dura duas horas e meia. Ou seja, minha estratégia desta vez não funcionou.
Primeiro pq o filme não é uma comédia. Mas tb não é um drama. Ou seja, não dá para rir, não dá para chorar. Sandler me parece ser bom ator, mas o papel é chato de doer, tentando conta a trajetória de um humorista que revê sua vida quando tem diagnosticado um tipo de leucemia. Piegas............
Ah, como tem como pano de fundo as "stand up comedies" tão em moda aqui no Brasil, devo dizer que talvez os americanos tenham gostado. Como não li nada a respeito, não posso afimar, mas aquele tipo de piada escatogógica sobre masturbação, peidos e paus é a cara da galera nascida na terra do Tio Sam.
Enfim... Não perca seu tempo.
O filme podia acabar na primeira hora e mesmo assim seria sofrível.

Dá sono...

Adoro Mark Ruffalo (Ensaio sobre a Cegueira; brilho Eterno de Uma mente sem lembranças; E se fosse verdade) e este é o único motivo para que eu indique aos meus nove leitores que vejam "Redes do Crime". Realmente, assisti á película no finde e... decepção total. O filme é bem fraco, lento e perde-se no emaranhado de outros roteiros vários a que já vimos na telona. A história, baseada em fatos reais, conta a história de dois meninos delinquentes, que tornam-se adultos marginais.
Brian tem uma bela esposa e dois filhos, mas o seu vício em drogas e álcool deixam ele longe de ser um bom pai. Paulie (Ethan Hawke, de quem tb gosto muito) está determinado a fazer um grande roubo, para de uma vez por todas se "aposentar" e abandonar de uma vez por todas a vida do crime. Mas, seus planos vão por agua abaixo quando um policial finalmente os pega em flagrante e os manda para a cadeia. Anos mais tarde, ao retornar para casa, Brian terá que enfrentar a terrível verdade de que o crime faz parte da sua vida e, por mais difícil do que pareça, tentará mudar esta realidade.
Vc já viu isso em algum lugar? Provavelmente. Ou seja, mesmo Ruffalo tendo uma bela atuação, dá sono.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pau que bate em Chico...

Tantas coisas para fazer nesta semana que fiquei dias sem passar por este espaço pontocom. Não que eu não tenha me angustiado com o caso das mães que tiveram seus filhos trocados e agora destrocaram as crianças, nem muito menos com a tal procuradora com cara de bruxa má (e totalmente desequilibrada) que batia numa menina de dois anos como se fosse uma adulta. É que minha atenção foi captada por outras questões que andaram me rodeando. De qualquer forma, tudo leva a um só caminho: o do amor ou o da extrema falta dele.
Um amigo muito querido está passando por dificuldades financeiras. Há meses, aliás. A noiva, que se derretia por ele, o abandonou. E não perdendo tempo já colocou outro em seu lugar. Coincidência? De repente, o amor acabou, o companheirismo pediu o chapéu, o tesão saiu fora? Esquisito. Um outro amigo - estou rodeada deles, graças a Deus - também está numa situação difícil. Nada que não tenha volta, mas aqueles períodos confusos da vida de todos nós em que pensamos para onde estamos indo. Em seu caso, teve sorte. A namorada, mais madura, mais consciente, está firme e forte o apoiando, acompanhando, fortalecendo. O amor permanece, independendo de quanto triste, ausente, fodido está o outro. E isso faz parte da vida de um casal.
Qual é a diferença entre os casos? Não sei, mas me pergunto que sentimento estranho é esse que ocorre nas pessoas e as fazem abandonar quem amam (?) nos momentos críticos. E isso vai desde o término da relação à simples falta de interesse para dar um telefonema quando o outro tem problemas.
Continuo achando que isso só é possível com pessoas insensíveis ou muito magoadas pela vida. Será que as pessoas pensam que suas vidas vão seguir em céu de brigadeiro e que nunca precisarão de um ombro amigo?
Cada um no seu quadrado. Não estou aqui para julgar ninguém. Costumo dizer que cada um sabe onde seu calo aperta. Mas acho que refletir sobre suas próprias fraquezas é um bom começo para todos. Afinal, somos feitos de carne e osso e, como diria uma querida, "pau que bate em Chico tb bate em Francisco".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Corra e assista "Avatar"!

Não deixe de ver "Avatar"!
Não há nada que eu diga aqui sobre o filme que valha a pena mais do que isso.
Assista-o.
Se vc for preconceituoso com blockbusters, ainda assim vale a pena. Se vc não gostar de James Cameron e de seus devaneios megalômanos, vá simplesmente pelo salto (de verdade!) que o cinema como um todo dará a partir desta película. Se vc não é chegado a ficção científica, acredite: o filme tem de tudo um pouco - romance, comédia, drama.
Infelizmente, não fui ao cinema ver a mais recente criação do diretor de Titanic. Fiquei meio implicante com a questão do excesso de mídia e acabei esperando. Muita gente teve a mesma reação. Me arrependi. Queria ter assistido aquele espetáculo em 3D. Uma história de tirar o fôlego não deve ser vista em casa, só, numa tv micro. Mesmo tendo 2h30 de roteiro. Tenha certeza: vc não vai nem sentir o tempo passar.
"Avatar" nos faz viajar a um mundo distante e deslumbrante, a cinco anos do planeta Terra, num futuro longíquo, onde um ex-fuzileiro embarca numa aventura entre monstros terríveis e árvores mágicas em prol de um povo. Jake Sully, o protagonista cadeirante (sim, ele é cadeirante!) sai do nosso planeta no lugar de seu irmão, um cientista que morreu quando estava prestes a engrenar em um projeto que consiste em explorar um minério no planeta Pandora - a anos-luz de nós - o qual fará a Terra solucionar a questão energética. Para isso, foi instalada uma estação em Pandora. Ali, como a atmosfera é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são produzidos a partir do DNA humano e DNA dos nativos locais, os Na’vi. Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Este é o primeiro momento emocionante do filme - se imagine nesta situação, se for possível. Cameron mostra uma sensibilidade ímpar. Jake recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Após se perder neste novo mundo, Jake é salvo por uma bela Na’vi, Neytiri - tá aí a primeira virada do filme.
Ele é acolhido pelo clã dela e aprende a ser um deles. Apaixona-se pelo povo, pelo lugar onde moram, pela jovem Neytiri. A partir disso, Cameron mostra um herói dividido entre ser um humano no maior sentido da palavra e lidar com as questões práticas que envolvem sua presença no lugar. Juntos, eles protagonizarão uma história de arrepiar, uma trama em que a defesa da natureza é o pano de fundo.
Pode-se dizer que o roteiro não é sensacional, afinal é recheado de lugares-comuns. Mas a tecnologia empregada no filme - é fato! - vai ficar para sempre. O povo Na'vi vive numa floresta, onde está a maior parte do minério. Este mundo - que foi construído a partir da imaginação da equipe de Cameron - é de babar! Como são seres muito ligados à floresta e teoricamente evoluídos em termos espirituais, tudo foi imaginado de uma maneira lúdica e muito bem feita. Dá vontade de estar lá. E em 3D pelo o q me disseram isso era quase possível. Há uma área com árvores fluorescentes, “insetos helicópteros” que lembram águas-vivas, cipós brilhosos e folhas no chão que acendem ao pisar de cada personagem, além de montanhas flutuantes. Sensacional.
É impossível não fazer um link: Pandora é uma Amazônia estilizada. Linda. Intocada.
Outro marco é a perfeição das feições das criaturas do filme. Tudo e todos são expressivos - desde os exuberantes animais até os Na´vi, que utilizam arco e flecha e possuem forte ligação com a sua terra, bem parecidos com os indígenas brasileiros. É uma conquista do cinema que não há como negar.
Bem, é fato que posso ter ficado ainda mais impressionada por, neste momento, estar escrevendo um livro sobre uma reserva florestal quase virgem. Parte da Mata Atlântica que ainda nos resta, a qual visitei durante uma semana. Ficar mais perto da natureza nos desperta para a importância do meio ambiente em nossas vidas.
E, sim, "Avatar" traz esta mensagem. Uma mensagem de amor ao mundo em que vivemos temperada com muita tecnologia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um passo para trás; dois para frente

Estou exaurida. Incrível como determinados dias sugam nossa energia. Tenho pensado muito nas mudanças que planejo para mim e definitivamente isso também me deixa cansada. Pensar, desistir, insistir, planejar e executar leva tempo e força. Qto mais nos debatemos, mais difícil. Qto maior a resistência, mais doído o momento.
Descobri nesta semana que realmente às vezes é necessário dar um passo atrás para caminharmos dois passos para frente posteriormente. E a verdade é que quando descobrimos esta necessidade invariavelmente relutamos em atendê-la. Crescer tb é saber que tudo tem seu tempo, que cada coisa tem seu lugar. Saber disso angustia, tira o sono, machuca. Mas sei que depois alivia, desestressa, desata os nós.
Estou neste rito de passagem.
Só depois disso serei capaz de seguir.

"Fenômeno" de hostilidade

Acho simplesmente um absurdo a maneira como a torcida flamenguista (e eu como flamenguista não praticante me sinto no direito de comentar) tratou o Ronaldo ontem. Exemplo de superação para qualquer um, acho que o mínimo que podíamos ter para com ele é um pouco de respeito. Afinal, o cara praticamente trouxe o penta para o Brasil, era (?) ícone do esporte no país, amado por todos. E de repente transforma-se somente num adversário gordo, um jogador velho demais para correr, um carinha que curte travecos. Lamentável.
Para mim, os jogos são um ritual sagrado, ainda mais num país apaixonado por futebol como o Brasil. Acho bonito o movimento dos torcedores, os gritos de guerra, a união em torno de um só objetivo, mas neste sentido o futebol só fica mais feio. Mais uma vez, tenho que questionar sobre o fato de sermos brasileiros antes de cariocas?
Um amigo me disse que a questão está ligada ao fato de ele ter trocado o Flamengo, que o adotou durante uma época, pelo Corinthians. Animosidades à parte, não vejo justificativa para o fato.
Ronaldo, que ficou conhecido como Fenômeno, já nos trouxe muitas alegrias. Tive vergonha em ouvir as canções hostis cantadas contra ele ontem. Tive vergonha em ler as manchetes agressivas dos jornais hoje. E olhe que sou jornalista...
Não havia e não há nenhuma necessidade disso. Vamos torcer, vamos brincar, vamos chorar com nosso time. Faz parte do jogo. Mas ser preconceituoso não tá com nada. Este sentimento é o que gera a violência das torcidas. Este sentimento é o que queremos longe dos nossos estádios.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Blecaute???

Meus amigos mais próximos conhecem o pavor que tenho de escuro. Sabe Deus o motivo. Pode ter sido um trauma de infância que acredito nem minha mãe lembra, senão já teria me contado e me ajudado a curar o medo. Fato é que durmo com a tv ligada e assim ela se mantém até o dia amanhecer. A não ser que eu esteja com meu querido. Aí, no problem! Mas sozinha, nem pensar... A escuridão me angustia, me deixa nervosa e, se duvidar, até me causa náuseas.
Dito isso, estou aqui exorcizando meu pileque do último sábado. Superei os três dias após o ocorrido e, ainda meio baqueada, quero relatá-lo neste meu espaço. Pois é... Todo malandro tem cinco minutos de bobeira.
Fui ao casamento mais bonito da minha vida. Comidinhas mil e bebidas a rodo. Lá pelas altas horas - que não tenho noção quais eram, fui pega na curva: tive um blecaute. "Blecaute?", vc vai me perguntar. Sim, um blecaute. Escuro total. Noite sem luz e sem energia elétrica. Sabe do que falo? Viajei não-sei-pra-onde, apaguei, morri, naninha... após umas doses a mais de prosecco. Oh, bebida do demo!
Meu querido diz que nem bebi para tanto, mas que estava para lá de Marrakesh. Um amiga me conta detalhes que realmente não foram vividos por mim. O pior: isso nunca me aconteceu, parodiando às avessas a frase mais usada pelo Lula.
Nem consigo achar graça, já que não me lembro de NADA. Era uma missa só de corpo presente, pq a alma já tinha partido. Acordei às 3h da manhã em casa. Ainda bêbada, é claro, mas sem ter a menor idéia do que tivesse rolado. Não me lembrava como tinha chegado ali. Horrível. Tomei banho, mas mal conseguia ficar de pé. Derrota total.
Este negócio de amnésia alcoolica é foda. E existe mesmo. Eu vi. Ou não...
De qualquer forma, pude constatar da pior maneira uma teoria que há muito ouço falar e que nunca tinha dado meu braço a torcer. É verdade: c... de bêbado não tem dono. E não tem mesmo. Como eu não estava ali, poderia ter acontecido qq coisa comigo. Ainda bem que estava bem assistida por quem eu amo.
Agora, só peço para ter amnésia de novo. Desta vez, sóbria, se possível. O objetivo é apagar a pouca memória que tenho daquela noite.

"Eu quero sexo..."

Não sei se teria tempo de fazer sexo cinco vezes ao dia, mas já gostei deste alucinado ministro da Saúde. Ontem, diante do aumento do número de casos de hipertensão no Brasil, Temporão recomendou: “Façam sexo''. A idéia, segundo ele, é que as pessoas se exercitem e que sexo seria uma boa solução, junto com cinco porções diárias de frutas e hortaliças. Pelo menos, o cara é bem humorado e gosta da coisa, fato que por si só já faz dele um bom ministro. Gente mal amada é sinônimo de problema.
Uma pergunta, porém, ficou no ar: será que as pessoas que sofrem de hipertensão fazem pouco sexo? Taí uma maneira de descobrir a intimidade alheia. Trabalho com uma moça jovem e magra que sofre de hipertensão. Um amigo gaiato me perguntou como é possível. Respondi que isso não tem a ver só com obesidade, mas também com alimentação, genética, estresse e... Falta de sexo. Não é isso, ministro?

Guerra de ovos

Desde a época em que era caloura na faculdade, não vejo uma guerra de ovos tão espetacular. E ainda mais sem que ninguém quisesse sair dela. Vc já deve saber do que falo: deve ser muito triste viver num país como a Ucrânia, onde parlamentares iniciaram um bate-boca por conta de um acordo que prorroga a permissão para a Rússia usar um porto na Crimeia e terminaram com arremesso de ovos uns nos outros, socos, pontapés e até bombas de gás lacrimogênio para acalmar os ânimos. Não adiantou. A galera estava com os nervos à flor da pele.
Posso dizer que no mínimo a situação foi engraçada. Pelo menos para quem assistia a tudo pela tv do outro lado do mundo - como foi o meu caso. Prefiro isso do que troca de tiros, como às vezes acontece aqui (a diferença é que não rola dentro do Câmara, concorda?). Mas confesso que me senti vendo uma comédia pastelão. E o mais engraçado é que quem estava na bancada se protegia com um escudo feito por um guarda-chuva.
Só faltou banho de farinha de trigo...



segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Roni, meu poodle

O melhor presente que me dei nos últimos tempos foi ter adotado Roni, meu poodle. Ele chegou de mansinho, tristonho, órfão de pai e mãe. Demonstrou saudade e levou meses doente de amor. Porém, tão logo ele conheceu nosso sentimento por ele começou a se recuperar. E aproveitar. Roni é um cãozinho carente, dono de olhos pidões, pele rosada embaixo do pêlo que vez ou outra perde o branco natural e assume uma coloração encardida. Culpa do sobe-e-desce dos seus passeios à rua.
Sabe fazer uma festa como ninguém ao nos ver chegar, quer mostrar seus dotes como bípede, pulando e latindo como se quisesse falar. Dono de um rabo que nunca foi cortado, ganhou o apelido de “rabudo” do meu namorido e só de ouví-lo, sacode o dito cujo sem parar. Até hoje não sei se ele balança o rabo ou se o rabo o balança. Afinal, sua cauda tem quase vida própria.
Pouco late, mas ao ouvir qualquer ruído dá sinal. É forte e frágil. É um cãozinho disposto a defender seu território, embora o medo seja uma constante. Teme e ama seres humanos, sentimentos opostos e ao mesmo tempo tão próximos de sua realidade canina. Basta uma menção de carinho que ele logo se desmancha e se aproxima abanando um rabo feliz.
Dedicado. É capaz de ficar horas ao meu lado enquanto leio. Paciente. Deita-se no chão do banheiro e aguarda até que eu acabe o banho. Amoroso. Encosta o focinho na nossa barriga só para ganhar mimos em maior quantidade. Educado. Faz toda a sua sujeirinha em seu banheiro. E só passeia quando temos tempo. Coloco a coleira e ele mesmo carrega sua guia segura entre os dentes. Foi um bom aluno; é um grande professor.
Antes dele, a casa era vazia, embora eu não sentisse esta sensação. Agora, se não ouvir seu latido quando chego ao portão já sinto um pesar. Para um cão, não há momento mais alegre do que ver seu dono chegar. E para mim é felicidade pura e genuína saber que existe um ser tão pequeno que se derrete ao me ver. Minha casa é a casa dele. Aliás, é o inverso: a casa dele é a minha, afinal eu é que o visito todas as noites.
Roni não curte bolinhas, ossinhos ou brincadeiras caninas. A dele é outra. Sua curtição é estar conosco. Na praia, passa o dia sentado em sua cadeira e, por conta disso, é sempre a atração do lugar. No restaurante, fica pacificamente embaixo da mesa, embora adore todo tipo de guloseimas humanas. Mas é um lorde, principalmente, incapaz de qualquer grosseria.
Dono de uma beleza cativante, de uma amizade fidelíssima, Roni é mais do que um grande amigo. É um companheiro incrível, uma criaturinha mágica, um presente dos deuses. Uma amiga, certa vez, me disse que “cães são seres humanos em evolução”. É, pode ser. Pode ser.

Mudar?

Mudar de casa para mim é muito mais do que arrumar as tralhas e botar o pé na estrada. Mudar é uma questão mais profunda, psicológica. É me imaginar num novo canto, com novas expectativas, outra rotina. E vou dizer que adooooooooro rotina. Ou seja, mudar é difícil para mim. É um processo doído mesmo. No entanto, a vida me ensinou os benefícios da mudança – e aqui estão ditas todas elas: desde o corte de cabelo até uma nova paixão. Por isso, apesar das minhas dificuldades, invisto em mudanças como uma aposta em mim mesmo, em novos sonhos, em novos horizontes. É parte do crescimento.
Prova desta dificuldade é olhar para trás e notar que estou há pelo menos um ano buscando uma casa nova para mim e os meus. Meu ideal é encurtar distâncias de tudo e todos, ganhar mais tempo para a minha vida e os meus vícios (mesmo o de ficar à toa, uma das minhas especialidades), ganhar mais qualidade no dia a dia. Só que – não sei se pela minha dificuldade em mudar ou se pela inviabilidade do mercado mesmo – não encontro nada que encaixe no meu orçamento. E nem no meu gosto. Agora, me debato entre a compra e o aluguel – uma decisão difícil para quem adora fazer planos.
Os preços estão pela hora da morte mesmo. O Globo deu uma bela matéria ontem na capa do Morar Bem. Será uma bolha estes valores exorbitantes? Ou será que o carioca reclama, mas na verdade acaba comprando por um preço altíssimo o que valeria muito menos? Não sei... fato é que a cada dia tenho mais preguiça de competir com uma dúzia de fichas que invariavelmente chegam primeiro do que a minha. Ou então tentar convencer às gerentes dos bancos que tenho compromisso em pagar o que devo, ou seja, eu preciso mesmo de um financiamento.
Queria tanto um canto pequeno e charmoso com cheio de lavanda, uma vista bacaninha da janela, um espaço que me caiba e aos meus apetrechos que ao longo da vida acumulei. Isso sem contar no meu cão, no namorado, na família que sei que aos poucos vai se chegando... Como fazer?
Uma amiga antiga enfrenta a mesma questão.
Dá até vontade de fazer como o Garfield: “quando me dá uma vontade louca de trabalhar, eu sento quietinha no canto e espero a vontade passar”.

A vida é isso aí mesmo...

Três semanas após minha volta das férias dou os primeiros sinais de estar me afogando no dia a dia desgastante. Férias não são para sempre, nem seus efeitos. O que isso quer dizer? Chateações, dúvidas que imperam, estresse que consome, dificuldades que enchem o saco e acabam com o bom humor de qualquer ser humano.
Já dormi mal nesta noite. Nem o cãozinho estava numa noite de "bons amigos". Uma canseira...
O que faço para melhorar?
Coloco Zeca Baleiro para tocar, respiro fundo e penso que no fim do dia começo uma maratona de volta aos exercícios. Ou é isso ou explodo. Em todos os sentidos.
E vamu-ki-vamu pq a vida é isso aí mesmo!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O poder do argumento

Não é preciso fazer apologia a Denzel Washington. O ator é um dos melhores de sua geração, dono de uma invejável lista de bons longas, ganhador de Oscar. Em “O Grande Desafio”, além de ser protagonista, ele assume a direção e não faz feio. Pelo contrário. A trama traz a história real do inenarrável Melvin Tolson, um professor do Wiley College, do Texas, uma escola de negros nos anos 20 que, usando de seus métodos pouco ortodoxos e sua visão política forma uma equipe imbatível de debatedores entre os estudantes, ganhando todos os concursos em que era inscrita – primeiro, derrotando as principais universidades para negros, e depois conseguindo um confronto histórico com a toda poderosa Harvard, formada por alunos da elite branca. A competição, sem tradição no Brasil, coloca alunos frente a frente para defender cada grupo o seu ponto de vista sobre os mais variados temas.
O elenco conta ainda com outro vencedor do Oscar, Forest Whitaker, a quem considero outro monstro sagrado dos cinemas. Indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Dramático em 2008, e vencedor, no mesmo ano, do prêmio Stanley Kramer do Sindicato dos Produtores, o filme saiu direto em DVD no Brasil.
Embora remeta a outros filmes similares, como "Ao Mestre com Carinho" ou, melhor ainda, "Sociedade dos poetas mortos", esta fita nos leva a refletir não só sobre os temas desenvolvidos pelos alunos em seus debates, mas também sobre o nosso poder de persuasão e/ ou argumentação. Além disso, fala um pouco sobre a relação professor/ aluno e ainda questiona o racismo. É de emocionar.

Ser mesquinho...

Não tenho paciência com mesquinharia. Não suporto quem faz questão de pouquíssimo, quem gosta de cutucar por bobagem, quem opta pelas coisas pequenas. Não tolero quem briga por centavos, quem não consegue dar uma folga ao empregado sem reclamar, quem mendiga exclusividade de qq besteira.
Infelizmente, este é o tipo de sentimento que anda à solta por aí. E em grande quantidade, pulverizada. Quando a gente menos espera, surge ele. Vive à espreita, alimentando-se de migalhas...
Credo. Peço a Deus para não me deixar contaminar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pelos olhos de uma criança...

Já vi inúmeras versões do nazismo nas telonas do cinema. Tantas que acredito que hoje falar sobre o assunto é um desafio para qq cineasta que se diga criativo. Confesso, porém, que "O Menino do Pijama Listrado" me tocou de uma maneira diferente. É um pouco de "A Vida é Bela" (pelo qual tenho maior antipatia em função de ter ganho o Oscar), mas não é bobo. Tem momentos em que apela ao choro fácil, mas também é de uma simplicidade tosca. Explora de forma sutil a visão inocente de uma criança debruçada sobre a realidade dos feitos de Hitler, mas não é pretensioso de bater na mesma tecla com as mesmas cores. Afinal, elas já nos são imensamente conhecidas. Em vez disso, opta por uma linha mais lúdica na qual a questão é o tempo todo velada pelo véu da infância.
Baseado no livro homônimo do irlandês John Boyne, o filme é dirigido e roteirizado por Mark Herman ( Hope Springs: Um Lugar Para Sonhar ) e narra a história de Bruno (Asa Butterfield), um menino hiperprotegido pela família na época. Aos oito anos, ele vive em meio à Segunda Guerra Mundial, em Berlim. Seu pai (David Thewlis) é um conhecido militar do exército alemão. Num dado momento, a família é obrigada a se mudar para uma cidade do interior por conta das responsabilidades do pai junto ao regime nazista e Bruno, como qq criança, se vê sozinho e louco por fazer novas amizades, entediado naquele ambiente. Sem ter com quem brincar, ele busca alternativas mil, dentro do seu sonho de ser um explorador quando adulto.
Numa de suas aventuras, vê da janela de seu quarto algo que parece ser uma fazenda, onde os fazendeiros usam pijamas listrados. Ou seja: um campo de concentração. Ali, do outro lado da cerca, ele conhece Shmuel (Jack Scanlon), menino judeu preso no campo, que tem a mesma idade, porém uma visão totalmente diferente do mundo em função de sua condição.
A amizade se desenvolve tendo a cerca eletrificada entre eles. No mundo dos meninos, não existe a intolerância, a guerra, o desamor. Apenas a vontade de brincar. Aos poucos, porém, Bruno começa a desconfiar da diferença entre eles, mas certo da dignidade e dedicação do amigo precipita um acontecimento que acabará numa tragédia para a família.
Os protagonistas - como não poderiam deixar de ser - são cativantes. A direção é honesta, a iluminação bacana e o roteiro redondo. Um drama que surpreende mesmo sem conter surpresas paar quem conhece um pouco da história mundial. Eu, como espectadora ativa de filmes que envolvem crianças e sua visão do mundo, fiquei comovida. E indico para quem quer ver um bom filme. Já corri para comprar o livro, tendo adquirido também muitos lenços de papel.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Zé Cabalero??

Antes de ouvir o som de Zeca Baleiro há muito tempo, eu juro, imaginei que ele fosse um destes famosos latinos que vez ou outra aparecem por aqui, rebolativos e cheios de produção. "Quem? Zé Cabalero?", perguntei. Não, é Zeca mesmo. E mais: Zeca Baleiro. Simples demais? Bem, depois de algum tempo e pouco conhecimento (ainda!) da obra dele, posso dizer que Zeca só tem a simplicidade no nome e, aparentemente, na personalidade. Isso porque sua música pode ser taxada de tudo, menos de simples. É muita poesia, humor, amor, inteligência. Uma alquimia sensacional. Um jogo de palavras milimetricamente pensado.
Ontem, tive o prazer de pela primeira vez ir a um show de Zeca, no Teatro Sesi, no Centro do Rio. Estilo intimista, violões e guitarra luxuosa de Tuco Marconi (é isso??). Saí de lá louca para comprar toda sua discografia, da qual só tenho um cd, embora conheça uma parte das canções.
O cara é cantor ímpar, compositor talentoso, cuidadoso com cada frase musical, bom de palco, bom de papo, charmoso, engraçado. Chega a ficar bonito. Tinha o público nas mãos e em alguns momentos até abusa da boa vontade de quem só quer ouvir boa música de tão simpático. Responde a todas as gracinhas e estica o assunto.
O repertório é de arrepiar. Zeca brinca com rimas e estrangeirismos, tem sacadas interessantes, musicalidade à flor da pele. Sua música mistura pop com samba, baião, rock. E ele toca todas que a gente gosta e mais algumas. Um luxo. Vai de "Babylon" a "Quase Nada", passando por "Samba do Approach" (com direito a participação maciça da platéia) e "Vai de Madureira" (uma graça!). O cara é tão eclético que afirma que gosta até de "Rebolation"!
Zeca nasceu José Ribamar Coelho Santos no Maranhão e já teve suas músicas cantadas por gente do quilate de Simone, Gal Costa e O Rappa. Seu som chamou minha atenção pela primeira vez há tempos e isso veio se repetindo. Como quando gravou uma canção chamada "Proibida para mim" pela qual fiquei alucinada. A canção é do Charlie Brown Junior (?). Sensacional a versão. Minha dúvida agora é se a música é da galera do Chorão ou se é o contrário. Também teve "Lenha" e "A Flor da Pele". Não me lembro exatamente a ordem.
Só depois disso, comprei um cd.
E amei!
Agora me preparo para ampliar minha coleção. Quero ir a outros shows e fazer coro com a platéia mais vezes.



Só Deus...

A mim não passou despercebido. Nem poderia. A tristeza que abala o Rio depois da tempestade da última semana é uma mancha na minha alegria por ter voltado à minha cidade. Não somente pela aflição de quem sofreu preso nos engarrafamentos e teme novos dilúvios, mas principalmente por quem perdeu tudo. E quando digo tudo é TUDO mesmo. Bens materiais nesta hora realmente são o mínimo para quem perdeu filhos, pais, parentes e amigos. É só mais uma dor a ser superada. Pequena, aliás, próxima da perda de quem amamos.
É fato: a cidade nunca esteve preparada para a chegada das águas de março. Não foi a primeira e não será a última. Sejamos práticos. A cidade não tem infra-estrutura para abrigar uma população mega como a q tem, além de ser pródiga em maus governos. Não estou aqui para falar deste ou daquele, mas é certo que há muito esta questão das chuvas já deveria ter sido resolvida.
A Praça da Bandeira é um gargalo - em todos os aspectos. Basta ir lá dar uma olhada no trânsito no horário de rush. É o mesmo que acontece durante uma tempestade: não tem para onde sair - nem a água, nem nós. Os bueiros não estão limpos por toda a cidade; o lixo não é devidamente recolhido; os moradores não são educados a procurar as latas para depositar inclusive suas guimbas de cigarro; e a Defesa Civil e os Bombeiros não estão preparados para tamanha demanda. Por fim, a população mais pobre ainda é incentivada por políticos - sem caráter e de olho nos votos que podem arrebanhar nas eleições - a fixar moradias em lugares de risco. Todo este cenário bombástico é o prenúncio de um holocausto. E foi exatamente o que aconteceu no Morro do Bumba, no Morro dos Prazeres, no Morro do Urubu.
Realmente, não acredito na cegueira dos nossos governantes. Acredito na nossa falta de maturidade na hora da escolha deles. Esta é a única resposta para dia após dia continuarmos optando por pessoas que só pensam em si, que se mantêm durante anos a fio no poder fazendo cagadas, por ainda recebermos de bom grado determinados "mimos" que posteriormente se mostram como presentes de grego, como asfaltamento em lugares que antes existia lixões.
Infelizmente, não tenho mais fé em uma mudança real e a curto prazo. Foi-se o tempo em que acreditava que o poder público de alguma maneira poderia fazer o seu papel: que é simplesmnete cuidar do bem estar da população. Hoje, acredito no trabalho da sociedade, dos cidadãos comuns, assim como o que temos visto nestes dias com a força do voluntariado feito por pessoas do bem, com vontade de ajudar o próximo, de auxiliar no dia-a-dia, de oferecer um ombro. Talvez esta mesma força possa se unir para educar (em todos os sentidos) os mais necessitados e, mais à frente, possamos saber eleger gente que valha a pena. Fora isso, só Deus.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Noronha: um sonho


Já estive em algumas das principais capitais do Brasil. Tirei férias algumas vezes na vida, graças a Deus, e me embrenhei pelo Nordeste, na maioria das vezes. Conheci algumas praias bonitas, algumas até paradisíacas, como elejo Lagoinha, no interior do Ceará. No entanto, devo dizer que nunca tinha visto um lugar de beleza natural tão impressionante - e olha que adoro a minha Cidade Maravilhosa! - como Fernando de Noronha.
A ilha é pequena e cara, ou seja, não há muiiiito o q fazer por lá e cada passo custa os olhos do cara, mas vale a pena conhecer. Cada tostão que é deixado ali é bem gasto. Inclusive a tal taxa ambiental que beira R$ 40 por dia. Só depois que vc está lá dentro e conhecendo cada cantinho e a maneira como é cuidado é que nos damos conta disso.
As cores do dia e da noite são mais intensas em Noronha. As praias mais bonitas do Brasil estão lá, o pôr-do-sol mais incrível está lá, a água mais quente e límpida também é de lá. É tudo desenhado a mão por Deus.
Fiz mergulhos de snorkel (pq ainda não tenho disposição para encarar o cilindro), que me deixaram inebriada. Nadei com um tubarão de mais de um metro (com um frio na barriga só de pensar!), tartarugas imensas, peixes ornamentais. A experiência foi única - é como mergulhar em um aquário.
Isso sem contar no clima local. Dizem que casais que vão juntos a Noronha não se separam mais. Eu não posso confirmar isso, mas não me surpreenderia se houvesse uma maneira de comprovar isso. A energia da cidade é contagiante e reflete no romance mesmo. Um luxo.
Se vc tiver oportunidade, não perca esta chance.