Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sem ser profundo...

Eu adoro comédias românticas. E às vezes até choro com elas, acredita? Não que elas sejam profundas, mas o amor me emociona. Juro... Deixo meu lado bocó de lado e explico: assisti neste finde a "A Proposta", a maior bilheteria de estreia de Sandra Bullock nos Estados Unidos. A comédia romântica mostra a quarentona atriz como Margaret Tate, uma editora cheia de poderes, que bota medo em todo mundo, que tem Andrew Paxton (Ryan Reynolds, o Deadpool de X-Men Origens: Wolverine) como seu assistente. Num dado momento, Margaret, canadense, tem seu visto negado e está prestes a ser deportada dos Estados Unidos e precisa de Andrew para casar-se com ela.
Num vai-e-vem de cenas, ele aceita casar para ganhar uma promoção e ela tem q conhecer a família dele e acabam se apaixonando. Sim, os roteiros são sempre bem parecidos. Neste filme de Sandra (que aliás passou por um situação horrenda com seu ex-marido há poucos meses, não posso deixar de citar), porém, o contato com a família é doce, pois é representado pela avózinha dele de 90 anos. O dia a dia com o animal da casa, um cão fofo, também é engraçado. O clima família tb é gostosinho... Então... Chorei.
Fora isso, Sandra Bullock é uma bela atriz de comédias. Fica nua e tudo nesta especificamente, mas realmente este não é o ponto alto. Aliás, não há pontos altos.
Compre sua pipoca, enfie-se embaixo de um edredon e relaxe. O filme é para isso mesmo, sem nenhum outro objetivo mais profundo.

As "evidências" enganam

Ter Samuel L. Jackson como protagonista não é para qualquer filme. Ainda mais se estiver acompanhado de Ed Harris e o charme de Eva Mendes (tá bom, acho a boca desta moça muito feia, mas ela é interessante). Junte uma trama instigante e uma profissão que vc nunca pensou existir e taí uma bom roteiro.
Mais ou menos...
Confesso que esperava mais da película. Assisti-a no finde e sinceramente quando acabou tive a impressão de que ficou faltando desenvolver mais determinados trechos. Dá para assistir, mas não vá com tanta sede ao pote.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atchimmm!

Após dez dias de muita correria e tensão, a alergia me pegou - na persona de uma bronquite e tudo o mais q se tem direito. Resumo da ópera: falta de ar, espirros mil, coceira pelo corpo todo, dor de cabeça... Me conheço bem. A imunidade baixa fácil, bastando apenas sair um pouco do dia a dia que já não é tranquilo.
Além disso, a temperatura não ajuda. Quem é alérgico como eu sabe bem que o outono no Rio é lindo (como diria Ed Motta), mas acaba com nossos anticorpos. Um dia é quente, com tarde fria. Outro dia é frio com noite morna. E assim vai até que a natureza se dê conta de que é inverno.
E aí toma corticóide!
Para piorar a situação, confesso que quando estou doente fico mais carente. Isso acontece com todo o mundo ou só comigo que fui uma filha mimadíssima (e bastante doentinha qdo criança)? Quero carinhos, colo, atenção. E se não tenho, é mais um motivo para aborrecimentos, que geram mais alergia.
Alérgicos são pessoas sensíveis. Imagina que somos capazes de sentir que a casa está empoeirada, que o ambiente está carregado demais de ácaros, que o carpete do trabalho merece ser lavado. É tanta sensibilidade que irrita e aí... começa o ciclo de novo. É claro que não é voluntário, mas os espirros, a coriza, as coceitas denunciam isso. O corpo fala... Às vezes, até demais.
Há tempos não tenho crises febris, mas já cheguei a queimar de febre durante noites seguidas. É claro que colinho e mimos sobraram por todos os lados e me ajudaram a me recuperar, mas foram momentos de pesadelo. Hoje, as crises reduziram a força, mas são constantes. Tenho uma amigo alérgico que vive com anti-alérgicos no bolso. Duvida? Só quem passa é que sabe...
Mas enfim é chegado o fim de semana e, quem sabe, com uma boa canja de galinha e um edredon macio consigo melhorar.
Ai... O corpo pede, mas acho sinceramente é que a alma é que tá mais pedinte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Robin Hood?

Se vc espera assistir a mais uma aventura do nobre e famoso arqueiro que roubava dos ricos para dar aos pobres, não vá assistir a "Robin Wood". Este mesmo que está em cartaz com o delicioso (e quase maduro) Russel Crowe. Não, esta realmente não foi a intenção do fantástico Ridley Scott. Em sua quinta investida no cinema com seu ator preferido, Scott faz uma mistura muito doida entre "Gladiador", "A Cruzada", "O Resgate do Soldado Ryan" e "O Senhor dos Anéis". Vc consegeu imaginar? Nem eu. Mas está lá nas telas. E quer saber? Eu até gostei.
Tá longe, é claro, do filme que eu esperava assistir, mas me diverti. Para mim, o problema é linkar a história com a do fora-da-lei da Idade Média e seu bando de ladrões. Porque, na verdade, esta película é muito mais um roteiro sobre um cara q volta da guerra, depois de servir ao fracassado Ricardo Coração de Leão, encontra um soldado que está morrendo, que pede a ele que entregue a seu pai a espada que este o deu. Ao atender o pedido, ele se depara com Lady Marion (uma Cate Blachet liiiinda, mas muito parecida com "A Rainha Elizabeth") e se apaixona por ela. O resto é romance, guerra e drama.
O filme é longo - mais de duas horas, porém tem uma produção incrível. As cenas de batalha, os cenários e o figurino são muito impressionantes. Palmas para os atores: o excelente MaxVon Sydow (o pai) e o querido William Hurt, que faz muita falta na telona (só me lembro dele em "Os Filhos do Silêncio").
O filme acaba onde esperamos que ele comece: "aqui começa a lenda", diz a mensagem do final. Ou seja, a partir dali, iniciaria a história de Robin Hood a que estamos acostumados a ouvir falar.

Passione?

Tá bom, tá bom... Não falei nada sobre "Passione". Mas aguardem...

De volta...

Peço desculpas aos meus nove leitores assíduos. Tenho estado meio relapsa qto a espaço ponto.com. É a correria do trabalho e a falta de paciência para determinadas coisas. Mas estou aos poucos voltando à rotina.

Cartão postal

Hoje comprovei que tem todos os motivos do mundo o imbróglio legal entre o Porcão Rio´s, um ícone entre as churrascarias da cidade, e o pessoal do Restaurante Garcia e Rodrigues. Já tinha ouvido uma dúzia de coisas a respeito e ainda não tinha entendido bem a causa de tanta desavença. Nesta tarde, por conta de trabalho, fui almoçar na Porcão, que fica debruçado sobre a Baía de Guanabara, no Aterro do Flamengo, aqui no Rio. Putz, é um cartão postal!! Uma vista fantástica do Pão-de-Açúcar, daquele mar calmo, as pessoas caminhando numa atitude zen...
Não tem um restaurante mais bacana durante o dia para se levar um gringo, um sócio ou alguém a quem se queira impressionar. Lindíssimo!
Ou seja, só pela vista, o local já vale os milhões que estão sendo negociados.
Nem precisa a comida ser boa.........

segunda-feira, 24 de maio de 2010

In a bad mood

Uma mistura de cansaço, com chateação e mau humor. Assim comecei minha semana. Tão promissora... Aliás, começar é modo de dizer, porque nem terminei a anterior. Emendei o trabalho no finde, fazendo uma viagem para uma entrevista fora da cidade. Para completar, dormi pouco e minha garganta dá sinais de inflamação.
Ou seja, esta semana tem tudo para me foder a vida...
Pela agenda, há trabalho para dar e vender. E eu luto contra o sono, que insiste em se instalar.
Preciso de um clone.
É fato: todas as benesses das férias já se esvaíram e eu ralmente não estou com vontade de mudar meu estado... Tô precisando de férias do mundo, talvez...
Ok, ok. Quem não quiser ficar ao lado, tem a opção de picar a sua mula.
Ficar mal tb faz parte da vida - há dias cinzentos mesmo.
Só tô a fim de ficar na minha, sem ninguém enchendo meu saco, sem mais problemas na cabeça.
E tenho dito.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dar......

Dar muito mais do que nos é pedido ou é suficiente para o outro é problema de nove entre dez mulheres. Estamos sempre aptas a embarcar, a amar sem limites, doar sem pudores, seguir adiante apesar dos pesares. Muitas são aquelas que morrem logo após a perda do parceiro; adoecem logo após o filho se recuperar de um doença grave; perdem o emprego pq a mãe estava tão deprimida que ela deprimiu tb.
É a nossa sina.
Quisera ser diferente e não ter tanto para dar. Quisera poder simplesmente oferecer o que me é exigido. E depois: "beijoetchau!". Cada um tem a sua vida, cada um tem seus problemas. Estou ao lado, mas não sou responsável pela dor do mundo. Mas eu não. Não consigo ser assim. Compro a briga; assumo a questão como se fosse minha. Alguns podem até dizer que isso é nobre, mas sinceramente nunca busquei a nobreza. Só quero ser feliz. E para isso basta ser humano. De carne e osso.
Às vezes, vejo que o outro até me pede menos atenção, menos amor, menos empenho. Porém, está além de mim. Quero participar, partilhar, dividir.
Mas vou tentando... Não dizem que a vida é uma eterna tentativa?
Tô nessa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Blog do Refri

Ontem, revi um amigo que há muito não encontrava. Na verdade, nunca fomos amiiiigos, mas por tê-lo acompanhado durante anos em seu trabalho pelo rádio passei a me sentir "da casa". Acho que é isso que acontece com os artistas tb, né??? Pois é... O repórter aéreo da JB, Claudio Carneiro (quem diria?), passou a trabalhar na empresa que por anos fui funcionária. E aí mesmo distante - depois que saí - foi criado um laço.
Reencontrei o amigo ontem depois de tempos sem o ver e descobri que ele tb está nesta empreitada gostosa de blog diário. Postando sem parar na grande rede, com um espaço só seu. Um barato.
Segundo ele, há uns dois meses está com o seu www.blogdorefri.blogspot.com , divertindo-se à vera. O tema, como o próprio nome já diz, é refrigerante. Mas agrega sucos, chás e qq coisa do gênero. Interessantíssimo!
Vale a pena conferir.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Na Europa....

Amo os meus amigos e faço questão de acompanhar cada passo deles. Se tiver um blog, então, melhor ainda. É uma maneira de vc estar diariamente com eles - mesmo que virtualmente. A Débora Thomé é uma querida trazida pelo Marcio Mará, outro amigo. Ou seja, casal de amigos, destes q mesmo distante está sempre por perto.
A dupla dinâmica se embrenhou numa viagem foda de férias pela Europa. Neste momento, estão na França, depois de passar pela Escócia e Londres. A trip pode ser acompanhada pelo blog da Dé, que sinceramente é um dos melhores que eu já li. O texto é ágil, com sacadas divertidas, fotos up to date... Sem contar que as dicas são imperdíveis.
Eu - me coçando inteira de inveja - já pedi para eles anotarem tudo, pq no ano que vem - se Deus permitir - estarei visitando o Velho Mundo.
Se vc quer dar boas risadas e acompanhar o dia a dia destes dois brasileiros numa viagem pela Europa, corre lá. Eu recomendo!
http://deborathome.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sofrível

Costumo escolher os filmes que vejo pelos atores. Parto do princípio que um medalhão do cinema não fará uma titica. É fato que me dou mal de vez em quando. Mas a possibilidade de dar certo é bem maior, acredite.
Neste finde, peguei uma pseudo-comédia com Adam Sandler: "Tá rindo do quê?". Sinceramente... dei uma única risada durante o filme que dura duas horas e meia. Ou seja, minha estratégia desta vez não funcionou.
Primeiro pq o filme não é uma comédia. Mas tb não é um drama. Ou seja, não dá para rir, não dá para chorar. Sandler me parece ser bom ator, mas o papel é chato de doer, tentando conta a trajetória de um humorista que revê sua vida quando tem diagnosticado um tipo de leucemia. Piegas............
Ah, como tem como pano de fundo as "stand up comedies" tão em moda aqui no Brasil, devo dizer que talvez os americanos tenham gostado. Como não li nada a respeito, não posso afimar, mas aquele tipo de piada escatogógica sobre masturbação, peidos e paus é a cara da galera nascida na terra do Tio Sam.
Enfim... Não perca seu tempo.
O filme podia acabar na primeira hora e mesmo assim seria sofrível.

Dá sono...

Adoro Mark Ruffalo (Ensaio sobre a Cegueira; brilho Eterno de Uma mente sem lembranças; E se fosse verdade) e este é o único motivo para que eu indique aos meus nove leitores que vejam "Redes do Crime". Realmente, assisti á película no finde e... decepção total. O filme é bem fraco, lento e perde-se no emaranhado de outros roteiros vários a que já vimos na telona. A história, baseada em fatos reais, conta a história de dois meninos delinquentes, que tornam-se adultos marginais.
Brian tem uma bela esposa e dois filhos, mas o seu vício em drogas e álcool deixam ele longe de ser um bom pai. Paulie (Ethan Hawke, de quem tb gosto muito) está determinado a fazer um grande roubo, para de uma vez por todas se "aposentar" e abandonar de uma vez por todas a vida do crime. Mas, seus planos vão por agua abaixo quando um policial finalmente os pega em flagrante e os manda para a cadeia. Anos mais tarde, ao retornar para casa, Brian terá que enfrentar a terrível verdade de que o crime faz parte da sua vida e, por mais difícil do que pareça, tentará mudar esta realidade.
Vc já viu isso em algum lugar? Provavelmente. Ou seja, mesmo Ruffalo tendo uma bela atuação, dá sono.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pau que bate em Chico...

Tantas coisas para fazer nesta semana que fiquei dias sem passar por este espaço pontocom. Não que eu não tenha me angustiado com o caso das mães que tiveram seus filhos trocados e agora destrocaram as crianças, nem muito menos com a tal procuradora com cara de bruxa má (e totalmente desequilibrada) que batia numa menina de dois anos como se fosse uma adulta. É que minha atenção foi captada por outras questões que andaram me rodeando. De qualquer forma, tudo leva a um só caminho: o do amor ou o da extrema falta dele.
Um amigo muito querido está passando por dificuldades financeiras. Há meses, aliás. A noiva, que se derretia por ele, o abandonou. E não perdendo tempo já colocou outro em seu lugar. Coincidência? De repente, o amor acabou, o companheirismo pediu o chapéu, o tesão saiu fora? Esquisito. Um outro amigo - estou rodeada deles, graças a Deus - também está numa situação difícil. Nada que não tenha volta, mas aqueles períodos confusos da vida de todos nós em que pensamos para onde estamos indo. Em seu caso, teve sorte. A namorada, mais madura, mais consciente, está firme e forte o apoiando, acompanhando, fortalecendo. O amor permanece, independendo de quanto triste, ausente, fodido está o outro. E isso faz parte da vida de um casal.
Qual é a diferença entre os casos? Não sei, mas me pergunto que sentimento estranho é esse que ocorre nas pessoas e as fazem abandonar quem amam (?) nos momentos críticos. E isso vai desde o término da relação à simples falta de interesse para dar um telefonema quando o outro tem problemas.
Continuo achando que isso só é possível com pessoas insensíveis ou muito magoadas pela vida. Será que as pessoas pensam que suas vidas vão seguir em céu de brigadeiro e que nunca precisarão de um ombro amigo?
Cada um no seu quadrado. Não estou aqui para julgar ninguém. Costumo dizer que cada um sabe onde seu calo aperta. Mas acho que refletir sobre suas próprias fraquezas é um bom começo para todos. Afinal, somos feitos de carne e osso e, como diria uma querida, "pau que bate em Chico tb bate em Francisco".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Corra e assista "Avatar"!

Não deixe de ver "Avatar"!
Não há nada que eu diga aqui sobre o filme que valha a pena mais do que isso.
Assista-o.
Se vc for preconceituoso com blockbusters, ainda assim vale a pena. Se vc não gostar de James Cameron e de seus devaneios megalômanos, vá simplesmente pelo salto (de verdade!) que o cinema como um todo dará a partir desta película. Se vc não é chegado a ficção científica, acredite: o filme tem de tudo um pouco - romance, comédia, drama.
Infelizmente, não fui ao cinema ver a mais recente criação do diretor de Titanic. Fiquei meio implicante com a questão do excesso de mídia e acabei esperando. Muita gente teve a mesma reação. Me arrependi. Queria ter assistido aquele espetáculo em 3D. Uma história de tirar o fôlego não deve ser vista em casa, só, numa tv micro. Mesmo tendo 2h30 de roteiro. Tenha certeza: vc não vai nem sentir o tempo passar.
"Avatar" nos faz viajar a um mundo distante e deslumbrante, a cinco anos do planeta Terra, num futuro longíquo, onde um ex-fuzileiro embarca numa aventura entre monstros terríveis e árvores mágicas em prol de um povo. Jake Sully, o protagonista cadeirante (sim, ele é cadeirante!) sai do nosso planeta no lugar de seu irmão, um cientista que morreu quando estava prestes a engrenar em um projeto que consiste em explorar um minério no planeta Pandora - a anos-luz de nós - o qual fará a Terra solucionar a questão energética. Para isso, foi instalada uma estação em Pandora. Ali, como a atmosfera é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são produzidos a partir do DNA humano e DNA dos nativos locais, os Na’vi. Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Este é o primeiro momento emocionante do filme - se imagine nesta situação, se for possível. Cameron mostra uma sensibilidade ímpar. Jake recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Após se perder neste novo mundo, Jake é salvo por uma bela Na’vi, Neytiri - tá aí a primeira virada do filme.
Ele é acolhido pelo clã dela e aprende a ser um deles. Apaixona-se pelo povo, pelo lugar onde moram, pela jovem Neytiri. A partir disso, Cameron mostra um herói dividido entre ser um humano no maior sentido da palavra e lidar com as questões práticas que envolvem sua presença no lugar. Juntos, eles protagonizarão uma história de arrepiar, uma trama em que a defesa da natureza é o pano de fundo.
Pode-se dizer que o roteiro não é sensacional, afinal é recheado de lugares-comuns. Mas a tecnologia empregada no filme - é fato! - vai ficar para sempre. O povo Na'vi vive numa floresta, onde está a maior parte do minério. Este mundo - que foi construído a partir da imaginação da equipe de Cameron - é de babar! Como são seres muito ligados à floresta e teoricamente evoluídos em termos espirituais, tudo foi imaginado de uma maneira lúdica e muito bem feita. Dá vontade de estar lá. E em 3D pelo o q me disseram isso era quase possível. Há uma área com árvores fluorescentes, “insetos helicópteros” que lembram águas-vivas, cipós brilhosos e folhas no chão que acendem ao pisar de cada personagem, além de montanhas flutuantes. Sensacional.
É impossível não fazer um link: Pandora é uma Amazônia estilizada. Linda. Intocada.
Outro marco é a perfeição das feições das criaturas do filme. Tudo e todos são expressivos - desde os exuberantes animais até os Na´vi, que utilizam arco e flecha e possuem forte ligação com a sua terra, bem parecidos com os indígenas brasileiros. É uma conquista do cinema que não há como negar.
Bem, é fato que posso ter ficado ainda mais impressionada por, neste momento, estar escrevendo um livro sobre uma reserva florestal quase virgem. Parte da Mata Atlântica que ainda nos resta, a qual visitei durante uma semana. Ficar mais perto da natureza nos desperta para a importância do meio ambiente em nossas vidas.
E, sim, "Avatar" traz esta mensagem. Uma mensagem de amor ao mundo em que vivemos temperada com muita tecnologia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um passo para trás; dois para frente

Estou exaurida. Incrível como determinados dias sugam nossa energia. Tenho pensado muito nas mudanças que planejo para mim e definitivamente isso também me deixa cansada. Pensar, desistir, insistir, planejar e executar leva tempo e força. Qto mais nos debatemos, mais difícil. Qto maior a resistência, mais doído o momento.
Descobri nesta semana que realmente às vezes é necessário dar um passo atrás para caminharmos dois passos para frente posteriormente. E a verdade é que quando descobrimos esta necessidade invariavelmente relutamos em atendê-la. Crescer tb é saber que tudo tem seu tempo, que cada coisa tem seu lugar. Saber disso angustia, tira o sono, machuca. Mas sei que depois alivia, desestressa, desata os nós.
Estou neste rito de passagem.
Só depois disso serei capaz de seguir.

"Fenômeno" de hostilidade

Acho simplesmente um absurdo a maneira como a torcida flamenguista (e eu como flamenguista não praticante me sinto no direito de comentar) tratou o Ronaldo ontem. Exemplo de superação para qualquer um, acho que o mínimo que podíamos ter para com ele é um pouco de respeito. Afinal, o cara praticamente trouxe o penta para o Brasil, era (?) ícone do esporte no país, amado por todos. E de repente transforma-se somente num adversário gordo, um jogador velho demais para correr, um carinha que curte travecos. Lamentável.
Para mim, os jogos são um ritual sagrado, ainda mais num país apaixonado por futebol como o Brasil. Acho bonito o movimento dos torcedores, os gritos de guerra, a união em torno de um só objetivo, mas neste sentido o futebol só fica mais feio. Mais uma vez, tenho que questionar sobre o fato de sermos brasileiros antes de cariocas?
Um amigo me disse que a questão está ligada ao fato de ele ter trocado o Flamengo, que o adotou durante uma época, pelo Corinthians. Animosidades à parte, não vejo justificativa para o fato.
Ronaldo, que ficou conhecido como Fenômeno, já nos trouxe muitas alegrias. Tive vergonha em ouvir as canções hostis cantadas contra ele ontem. Tive vergonha em ler as manchetes agressivas dos jornais hoje. E olhe que sou jornalista...
Não havia e não há nenhuma necessidade disso. Vamos torcer, vamos brincar, vamos chorar com nosso time. Faz parte do jogo. Mas ser preconceituoso não tá com nada. Este sentimento é o que gera a violência das torcidas. Este sentimento é o que queremos longe dos nossos estádios.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Blecaute???

Meus amigos mais próximos conhecem o pavor que tenho de escuro. Sabe Deus o motivo. Pode ter sido um trauma de infância que acredito nem minha mãe lembra, senão já teria me contado e me ajudado a curar o medo. Fato é que durmo com a tv ligada e assim ela se mantém até o dia amanhecer. A não ser que eu esteja com meu querido. Aí, no problem! Mas sozinha, nem pensar... A escuridão me angustia, me deixa nervosa e, se duvidar, até me causa náuseas.
Dito isso, estou aqui exorcizando meu pileque do último sábado. Superei os três dias após o ocorrido e, ainda meio baqueada, quero relatá-lo neste meu espaço. Pois é... Todo malandro tem cinco minutos de bobeira.
Fui ao casamento mais bonito da minha vida. Comidinhas mil e bebidas a rodo. Lá pelas altas horas - que não tenho noção quais eram, fui pega na curva: tive um blecaute. "Blecaute?", vc vai me perguntar. Sim, um blecaute. Escuro total. Noite sem luz e sem energia elétrica. Sabe do que falo? Viajei não-sei-pra-onde, apaguei, morri, naninha... após umas doses a mais de prosecco. Oh, bebida do demo!
Meu querido diz que nem bebi para tanto, mas que estava para lá de Marrakesh. Um amiga me conta detalhes que realmente não foram vividos por mim. O pior: isso nunca me aconteceu, parodiando às avessas a frase mais usada pelo Lula.
Nem consigo achar graça, já que não me lembro de NADA. Era uma missa só de corpo presente, pq a alma já tinha partido. Acordei às 3h da manhã em casa. Ainda bêbada, é claro, mas sem ter a menor idéia do que tivesse rolado. Não me lembrava como tinha chegado ali. Horrível. Tomei banho, mas mal conseguia ficar de pé. Derrota total.
Este negócio de amnésia alcoolica é foda. E existe mesmo. Eu vi. Ou não...
De qualquer forma, pude constatar da pior maneira uma teoria que há muito ouço falar e que nunca tinha dado meu braço a torcer. É verdade: c... de bêbado não tem dono. E não tem mesmo. Como eu não estava ali, poderia ter acontecido qq coisa comigo. Ainda bem que estava bem assistida por quem eu amo.
Agora, só peço para ter amnésia de novo. Desta vez, sóbria, se possível. O objetivo é apagar a pouca memória que tenho daquela noite.

"Eu quero sexo..."

Não sei se teria tempo de fazer sexo cinco vezes ao dia, mas já gostei deste alucinado ministro da Saúde. Ontem, diante do aumento do número de casos de hipertensão no Brasil, Temporão recomendou: “Façam sexo''. A idéia, segundo ele, é que as pessoas se exercitem e que sexo seria uma boa solução, junto com cinco porções diárias de frutas e hortaliças. Pelo menos, o cara é bem humorado e gosta da coisa, fato que por si só já faz dele um bom ministro. Gente mal amada é sinônimo de problema.
Uma pergunta, porém, ficou no ar: será que as pessoas que sofrem de hipertensão fazem pouco sexo? Taí uma maneira de descobrir a intimidade alheia. Trabalho com uma moça jovem e magra que sofre de hipertensão. Um amigo gaiato me perguntou como é possível. Respondi que isso não tem a ver só com obesidade, mas também com alimentação, genética, estresse e... Falta de sexo. Não é isso, ministro?

Guerra de ovos

Desde a época em que era caloura na faculdade, não vejo uma guerra de ovos tão espetacular. E ainda mais sem que ninguém quisesse sair dela. Vc já deve saber do que falo: deve ser muito triste viver num país como a Ucrânia, onde parlamentares iniciaram um bate-boca por conta de um acordo que prorroga a permissão para a Rússia usar um porto na Crimeia e terminaram com arremesso de ovos uns nos outros, socos, pontapés e até bombas de gás lacrimogênio para acalmar os ânimos. Não adiantou. A galera estava com os nervos à flor da pele.
Posso dizer que no mínimo a situação foi engraçada. Pelo menos para quem assistia a tudo pela tv do outro lado do mundo - como foi o meu caso. Prefiro isso do que troca de tiros, como às vezes acontece aqui (a diferença é que não rola dentro do Câmara, concorda?). Mas confesso que me senti vendo uma comédia pastelão. E o mais engraçado é que quem estava na bancada se protegia com um escudo feito por um guarda-chuva.
Só faltou banho de farinha de trigo...



segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Roni, meu poodle

O melhor presente que me dei nos últimos tempos foi ter adotado Roni, meu poodle. Ele chegou de mansinho, tristonho, órfão de pai e mãe. Demonstrou saudade e levou meses doente de amor. Porém, tão logo ele conheceu nosso sentimento por ele começou a se recuperar. E aproveitar. Roni é um cãozinho carente, dono de olhos pidões, pele rosada embaixo do pêlo que vez ou outra perde o branco natural e assume uma coloração encardida. Culpa do sobe-e-desce dos seus passeios à rua.
Sabe fazer uma festa como ninguém ao nos ver chegar, quer mostrar seus dotes como bípede, pulando e latindo como se quisesse falar. Dono de um rabo que nunca foi cortado, ganhou o apelido de “rabudo” do meu namorido e só de ouví-lo, sacode o dito cujo sem parar. Até hoje não sei se ele balança o rabo ou se o rabo o balança. Afinal, sua cauda tem quase vida própria.
Pouco late, mas ao ouvir qualquer ruído dá sinal. É forte e frágil. É um cãozinho disposto a defender seu território, embora o medo seja uma constante. Teme e ama seres humanos, sentimentos opostos e ao mesmo tempo tão próximos de sua realidade canina. Basta uma menção de carinho que ele logo se desmancha e se aproxima abanando um rabo feliz.
Dedicado. É capaz de ficar horas ao meu lado enquanto leio. Paciente. Deita-se no chão do banheiro e aguarda até que eu acabe o banho. Amoroso. Encosta o focinho na nossa barriga só para ganhar mimos em maior quantidade. Educado. Faz toda a sua sujeirinha em seu banheiro. E só passeia quando temos tempo. Coloco a coleira e ele mesmo carrega sua guia segura entre os dentes. Foi um bom aluno; é um grande professor.
Antes dele, a casa era vazia, embora eu não sentisse esta sensação. Agora, se não ouvir seu latido quando chego ao portão já sinto um pesar. Para um cão, não há momento mais alegre do que ver seu dono chegar. E para mim é felicidade pura e genuína saber que existe um ser tão pequeno que se derrete ao me ver. Minha casa é a casa dele. Aliás, é o inverso: a casa dele é a minha, afinal eu é que o visito todas as noites.
Roni não curte bolinhas, ossinhos ou brincadeiras caninas. A dele é outra. Sua curtição é estar conosco. Na praia, passa o dia sentado em sua cadeira e, por conta disso, é sempre a atração do lugar. No restaurante, fica pacificamente embaixo da mesa, embora adore todo tipo de guloseimas humanas. Mas é um lorde, principalmente, incapaz de qualquer grosseria.
Dono de uma beleza cativante, de uma amizade fidelíssima, Roni é mais do que um grande amigo. É um companheiro incrível, uma criaturinha mágica, um presente dos deuses. Uma amiga, certa vez, me disse que “cães são seres humanos em evolução”. É, pode ser. Pode ser.

Mudar?

Mudar de casa para mim é muito mais do que arrumar as tralhas e botar o pé na estrada. Mudar é uma questão mais profunda, psicológica. É me imaginar num novo canto, com novas expectativas, outra rotina. E vou dizer que adooooooooro rotina. Ou seja, mudar é difícil para mim. É um processo doído mesmo. No entanto, a vida me ensinou os benefícios da mudança – e aqui estão ditas todas elas: desde o corte de cabelo até uma nova paixão. Por isso, apesar das minhas dificuldades, invisto em mudanças como uma aposta em mim mesmo, em novos sonhos, em novos horizontes. É parte do crescimento.
Prova desta dificuldade é olhar para trás e notar que estou há pelo menos um ano buscando uma casa nova para mim e os meus. Meu ideal é encurtar distâncias de tudo e todos, ganhar mais tempo para a minha vida e os meus vícios (mesmo o de ficar à toa, uma das minhas especialidades), ganhar mais qualidade no dia a dia. Só que – não sei se pela minha dificuldade em mudar ou se pela inviabilidade do mercado mesmo – não encontro nada que encaixe no meu orçamento. E nem no meu gosto. Agora, me debato entre a compra e o aluguel – uma decisão difícil para quem adora fazer planos.
Os preços estão pela hora da morte mesmo. O Globo deu uma bela matéria ontem na capa do Morar Bem. Será uma bolha estes valores exorbitantes? Ou será que o carioca reclama, mas na verdade acaba comprando por um preço altíssimo o que valeria muito menos? Não sei... fato é que a cada dia tenho mais preguiça de competir com uma dúzia de fichas que invariavelmente chegam primeiro do que a minha. Ou então tentar convencer às gerentes dos bancos que tenho compromisso em pagar o que devo, ou seja, eu preciso mesmo de um financiamento.
Queria tanto um canto pequeno e charmoso com cheio de lavanda, uma vista bacaninha da janela, um espaço que me caiba e aos meus apetrechos que ao longo da vida acumulei. Isso sem contar no meu cão, no namorado, na família que sei que aos poucos vai se chegando... Como fazer?
Uma amiga antiga enfrenta a mesma questão.
Dá até vontade de fazer como o Garfield: “quando me dá uma vontade louca de trabalhar, eu sento quietinha no canto e espero a vontade passar”.

A vida é isso aí mesmo...

Três semanas após minha volta das férias dou os primeiros sinais de estar me afogando no dia a dia desgastante. Férias não são para sempre, nem seus efeitos. O que isso quer dizer? Chateações, dúvidas que imperam, estresse que consome, dificuldades que enchem o saco e acabam com o bom humor de qualquer ser humano.
Já dormi mal nesta noite. Nem o cãozinho estava numa noite de "bons amigos". Uma canseira...
O que faço para melhorar?
Coloco Zeca Baleiro para tocar, respiro fundo e penso que no fim do dia começo uma maratona de volta aos exercícios. Ou é isso ou explodo. Em todos os sentidos.
E vamu-ki-vamu pq a vida é isso aí mesmo!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O poder do argumento

Não é preciso fazer apologia a Denzel Washington. O ator é um dos melhores de sua geração, dono de uma invejável lista de bons longas, ganhador de Oscar. Em “O Grande Desafio”, além de ser protagonista, ele assume a direção e não faz feio. Pelo contrário. A trama traz a história real do inenarrável Melvin Tolson, um professor do Wiley College, do Texas, uma escola de negros nos anos 20 que, usando de seus métodos pouco ortodoxos e sua visão política forma uma equipe imbatível de debatedores entre os estudantes, ganhando todos os concursos em que era inscrita – primeiro, derrotando as principais universidades para negros, e depois conseguindo um confronto histórico com a toda poderosa Harvard, formada por alunos da elite branca. A competição, sem tradição no Brasil, coloca alunos frente a frente para defender cada grupo o seu ponto de vista sobre os mais variados temas.
O elenco conta ainda com outro vencedor do Oscar, Forest Whitaker, a quem considero outro monstro sagrado dos cinemas. Indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Dramático em 2008, e vencedor, no mesmo ano, do prêmio Stanley Kramer do Sindicato dos Produtores, o filme saiu direto em DVD no Brasil.
Embora remeta a outros filmes similares, como "Ao Mestre com Carinho" ou, melhor ainda, "Sociedade dos poetas mortos", esta fita nos leva a refletir não só sobre os temas desenvolvidos pelos alunos em seus debates, mas também sobre o nosso poder de persuasão e/ ou argumentação. Além disso, fala um pouco sobre a relação professor/ aluno e ainda questiona o racismo. É de emocionar.

Ser mesquinho...

Não tenho paciência com mesquinharia. Não suporto quem faz questão de pouquíssimo, quem gosta de cutucar por bobagem, quem opta pelas coisas pequenas. Não tolero quem briga por centavos, quem não consegue dar uma folga ao empregado sem reclamar, quem mendiga exclusividade de qq besteira.
Infelizmente, este é o tipo de sentimento que anda à solta por aí. E em grande quantidade, pulverizada. Quando a gente menos espera, surge ele. Vive à espreita, alimentando-se de migalhas...
Credo. Peço a Deus para não me deixar contaminar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pelos olhos de uma criança...

Já vi inúmeras versões do nazismo nas telonas do cinema. Tantas que acredito que hoje falar sobre o assunto é um desafio para qq cineasta que se diga criativo. Confesso, porém, que "O Menino do Pijama Listrado" me tocou de uma maneira diferente. É um pouco de "A Vida é Bela" (pelo qual tenho maior antipatia em função de ter ganho o Oscar), mas não é bobo. Tem momentos em que apela ao choro fácil, mas também é de uma simplicidade tosca. Explora de forma sutil a visão inocente de uma criança debruçada sobre a realidade dos feitos de Hitler, mas não é pretensioso de bater na mesma tecla com as mesmas cores. Afinal, elas já nos são imensamente conhecidas. Em vez disso, opta por uma linha mais lúdica na qual a questão é o tempo todo velada pelo véu da infância.
Baseado no livro homônimo do irlandês John Boyne, o filme é dirigido e roteirizado por Mark Herman ( Hope Springs: Um Lugar Para Sonhar ) e narra a história de Bruno (Asa Butterfield), um menino hiperprotegido pela família na época. Aos oito anos, ele vive em meio à Segunda Guerra Mundial, em Berlim. Seu pai (David Thewlis) é um conhecido militar do exército alemão. Num dado momento, a família é obrigada a se mudar para uma cidade do interior por conta das responsabilidades do pai junto ao regime nazista e Bruno, como qq criança, se vê sozinho e louco por fazer novas amizades, entediado naquele ambiente. Sem ter com quem brincar, ele busca alternativas mil, dentro do seu sonho de ser um explorador quando adulto.
Numa de suas aventuras, vê da janela de seu quarto algo que parece ser uma fazenda, onde os fazendeiros usam pijamas listrados. Ou seja: um campo de concentração. Ali, do outro lado da cerca, ele conhece Shmuel (Jack Scanlon), menino judeu preso no campo, que tem a mesma idade, porém uma visão totalmente diferente do mundo em função de sua condição.
A amizade se desenvolve tendo a cerca eletrificada entre eles. No mundo dos meninos, não existe a intolerância, a guerra, o desamor. Apenas a vontade de brincar. Aos poucos, porém, Bruno começa a desconfiar da diferença entre eles, mas certo da dignidade e dedicação do amigo precipita um acontecimento que acabará numa tragédia para a família.
Os protagonistas - como não poderiam deixar de ser - são cativantes. A direção é honesta, a iluminação bacana e o roteiro redondo. Um drama que surpreende mesmo sem conter surpresas paar quem conhece um pouco da história mundial. Eu, como espectadora ativa de filmes que envolvem crianças e sua visão do mundo, fiquei comovida. E indico para quem quer ver um bom filme. Já corri para comprar o livro, tendo adquirido também muitos lenços de papel.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Zé Cabalero??

Antes de ouvir o som de Zeca Baleiro há muito tempo, eu juro, imaginei que ele fosse um destes famosos latinos que vez ou outra aparecem por aqui, rebolativos e cheios de produção. "Quem? Zé Cabalero?", perguntei. Não, é Zeca mesmo. E mais: Zeca Baleiro. Simples demais? Bem, depois de algum tempo e pouco conhecimento (ainda!) da obra dele, posso dizer que Zeca só tem a simplicidade no nome e, aparentemente, na personalidade. Isso porque sua música pode ser taxada de tudo, menos de simples. É muita poesia, humor, amor, inteligência. Uma alquimia sensacional. Um jogo de palavras milimetricamente pensado.
Ontem, tive o prazer de pela primeira vez ir a um show de Zeca, no Teatro Sesi, no Centro do Rio. Estilo intimista, violões e guitarra luxuosa de Tuco Marconi (é isso??). Saí de lá louca para comprar toda sua discografia, da qual só tenho um cd, embora conheça uma parte das canções.
O cara é cantor ímpar, compositor talentoso, cuidadoso com cada frase musical, bom de palco, bom de papo, charmoso, engraçado. Chega a ficar bonito. Tinha o público nas mãos e em alguns momentos até abusa da boa vontade de quem só quer ouvir boa música de tão simpático. Responde a todas as gracinhas e estica o assunto.
O repertório é de arrepiar. Zeca brinca com rimas e estrangeirismos, tem sacadas interessantes, musicalidade à flor da pele. Sua música mistura pop com samba, baião, rock. E ele toca todas que a gente gosta e mais algumas. Um luxo. Vai de "Babylon" a "Quase Nada", passando por "Samba do Approach" (com direito a participação maciça da platéia) e "Vai de Madureira" (uma graça!). O cara é tão eclético que afirma que gosta até de "Rebolation"!
Zeca nasceu José Ribamar Coelho Santos no Maranhão e já teve suas músicas cantadas por gente do quilate de Simone, Gal Costa e O Rappa. Seu som chamou minha atenção pela primeira vez há tempos e isso veio se repetindo. Como quando gravou uma canção chamada "Proibida para mim" pela qual fiquei alucinada. A canção é do Charlie Brown Junior (?). Sensacional a versão. Minha dúvida agora é se a música é da galera do Chorão ou se é o contrário. Também teve "Lenha" e "A Flor da Pele". Não me lembro exatamente a ordem.
Só depois disso, comprei um cd.
E amei!
Agora me preparo para ampliar minha coleção. Quero ir a outros shows e fazer coro com a platéia mais vezes.



Só Deus...

A mim não passou despercebido. Nem poderia. A tristeza que abala o Rio depois da tempestade da última semana é uma mancha na minha alegria por ter voltado à minha cidade. Não somente pela aflição de quem sofreu preso nos engarrafamentos e teme novos dilúvios, mas principalmente por quem perdeu tudo. E quando digo tudo é TUDO mesmo. Bens materiais nesta hora realmente são o mínimo para quem perdeu filhos, pais, parentes e amigos. É só mais uma dor a ser superada. Pequena, aliás, próxima da perda de quem amamos.
É fato: a cidade nunca esteve preparada para a chegada das águas de março. Não foi a primeira e não será a última. Sejamos práticos. A cidade não tem infra-estrutura para abrigar uma população mega como a q tem, além de ser pródiga em maus governos. Não estou aqui para falar deste ou daquele, mas é certo que há muito esta questão das chuvas já deveria ter sido resolvida.
A Praça da Bandeira é um gargalo - em todos os aspectos. Basta ir lá dar uma olhada no trânsito no horário de rush. É o mesmo que acontece durante uma tempestade: não tem para onde sair - nem a água, nem nós. Os bueiros não estão limpos por toda a cidade; o lixo não é devidamente recolhido; os moradores não são educados a procurar as latas para depositar inclusive suas guimbas de cigarro; e a Defesa Civil e os Bombeiros não estão preparados para tamanha demanda. Por fim, a população mais pobre ainda é incentivada por políticos - sem caráter e de olho nos votos que podem arrebanhar nas eleições - a fixar moradias em lugares de risco. Todo este cenário bombástico é o prenúncio de um holocausto. E foi exatamente o que aconteceu no Morro do Bumba, no Morro dos Prazeres, no Morro do Urubu.
Realmente, não acredito na cegueira dos nossos governantes. Acredito na nossa falta de maturidade na hora da escolha deles. Esta é a única resposta para dia após dia continuarmos optando por pessoas que só pensam em si, que se mantêm durante anos a fio no poder fazendo cagadas, por ainda recebermos de bom grado determinados "mimos" que posteriormente se mostram como presentes de grego, como asfaltamento em lugares que antes existia lixões.
Infelizmente, não tenho mais fé em uma mudança real e a curto prazo. Foi-se o tempo em que acreditava que o poder público de alguma maneira poderia fazer o seu papel: que é simplesmnete cuidar do bem estar da população. Hoje, acredito no trabalho da sociedade, dos cidadãos comuns, assim como o que temos visto nestes dias com a força do voluntariado feito por pessoas do bem, com vontade de ajudar o próximo, de auxiliar no dia-a-dia, de oferecer um ombro. Talvez esta mesma força possa se unir para educar (em todos os sentidos) os mais necessitados e, mais à frente, possamos saber eleger gente que valha a pena. Fora isso, só Deus.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Noronha: um sonho


Já estive em algumas das principais capitais do Brasil. Tirei férias algumas vezes na vida, graças a Deus, e me embrenhei pelo Nordeste, na maioria das vezes. Conheci algumas praias bonitas, algumas até paradisíacas, como elejo Lagoinha, no interior do Ceará. No entanto, devo dizer que nunca tinha visto um lugar de beleza natural tão impressionante - e olha que adoro a minha Cidade Maravilhosa! - como Fernando de Noronha.
A ilha é pequena e cara, ou seja, não há muiiiito o q fazer por lá e cada passo custa os olhos do cara, mas vale a pena conhecer. Cada tostão que é deixado ali é bem gasto. Inclusive a tal taxa ambiental que beira R$ 40 por dia. Só depois que vc está lá dentro e conhecendo cada cantinho e a maneira como é cuidado é que nos damos conta disso.
As cores do dia e da noite são mais intensas em Noronha. As praias mais bonitas do Brasil estão lá, o pôr-do-sol mais incrível está lá, a água mais quente e límpida também é de lá. É tudo desenhado a mão por Deus.
Fiz mergulhos de snorkel (pq ainda não tenho disposição para encarar o cilindro), que me deixaram inebriada. Nadei com um tubarão de mais de um metro (com um frio na barriga só de pensar!), tartarugas imensas, peixes ornamentais. A experiência foi única - é como mergulhar em um aquário.
Isso sem contar no clima local. Dizem que casais que vão juntos a Noronha não se separam mais. Eu não posso confirmar isso, mas não me surpreenderia se houvesse uma maneira de comprovar isso. A energia da cidade é contagiante e reflete no romance mesmo. Um luxo.
Se vc tiver oportunidade, não perca esta chance.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Férias: o paraíso é aqui

Queria começar esta nova fase do blog com uma cara boa, um clima positivo, uma energia do bem. Por isso (desculpe aí quem ficar com dor de cotovelo), uma pequena amostra da beleza, da diversão e tranquilidade das minhas férias.


Sente o clima gostoso de uma praia no fim de tarde....

Ou então uma cerveja nas ladeiras aconchegantes de Olinda...


Ou ainda a paz e a beleza inebriante de Noronha........ ahhh, férias...

Tô na área. Se derrubar é pênalti...

Depois de quase 40 dias fora de combate, tô de volta ao batente. Já tinha até me desacostumado com a rotina. Acho que férias são melhores qdo esquecemos a senha do computador, se pagamos um determinada conta, como é possível acordar tão cedo... Sim, é verdade. Região dos Lagos, Recife e Noronha (ahhh, Noronha...) me deixaram nova. Lugares maravilhosos, descanso, cerveja gelada, a companhia do meu amor. Enfim, o mundo perfeito...
Confesso: ainda estou meio zureta, fora de órbita e totalmente desatualizada. Ao mesmo tempo, está tudo fresquinho, a tolerância a mil, disposição para viver de tudo.
Aos poucos, vou atualizando o blog. Novidades não faltam. Vi e vivi coisas incríveis no período. Vale contar.
É isso aí.
Tô na área. Se derrubar é pênalti...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Em férias!

Pois é... Tô indo.
Prometo não sumir no meio deste período maravilhoso a que chamo de férias.
Vai ter sol, cerveja, viagens, descanso, curtição, amor... ai, que bom!
Vou sentir saudades de vcs, mas pinto aqui de vez em qdo só para me fazer presente.
Quase 35 dias de folga.
Qq coisa, me liga.
Na volta, muitas novidades...
Bjoetchau!

Ai...

Paguei a língua. Fui dizer que não estava acelerada por conta da chegada das férias e desde ontem me encontro com uma dor de barriga de matar. Ou seja, se aparentamente não me incomodo, de alguma maneira a expecattiva tá lá, guardadinha dentro de mim. E o pior: meu organismo a reconhece e reage à fdp!!
Ufa!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Férias à vista!

Férias são sempre motivo de alegria. Vc pode até me dizer que não vai viajar, nem fazer nada especial; que vai tirar só uns dias para ficar de bobeira em casa, que tem só 10 dias de descanso. A unanimidade, porém, diz que estes dias são abençoados na vida de qq trabalhador. Sou mesmo a favor de q tivéssemos duas ou três por ano. Recicla, rejuvenesce, recarrega as energias de qq cristão. Acredito messssmo na teoria do ócio necessário.
As minhas férias de 2010 começam nesta sexta-feira. Sim, é amanhã. Estou de bem comigo mesmo, mas confesso que não estou naquele estado de euforia que costumo ficar todos os anos. Me estranhei, confesso. Minha terapeuta disse q é uma sensação positiva, afinal as expectativas são responsáveis pelas frustrações. Não esperar muito quer dizer que o que vier será lucro.
Bem, se ao menos eu conseguir uns dias com os pés para cima calçando minhas Havaianas (ou nem elas!), estarei feliz. E tudo indica que ao menos isso está garantido.

Sobre TPM

Uma amiga nova (em todos os sentidos) me enviou isso. Achei sensacional!!

FRASES E PROCEDIMENTOS PARA SOBREVIVER A UMA MULHER COM TPM:

PERIGOSO: O que tem pro jantar?
SEGURO: Posso te ajudar com o jantar?
SEGURÍSSIMO: Onde você quer ir pra jantar?
ULTRA-SEGURO: Aqui... Come esse chocolate.

PERIGOSO: Você vai vestindo ISSO?
SEGURO: Nossa, você fica bem de marrom.
SEGURÍSSIMO: Uau! Tá uma gata!
ULTRA-SEGURO: Aqui.... Come esse chocolate.

PERIGOSO: Tá nervosa por quê?
SEGURO: Será que não estamos exagerando?
SEGURÍSSIMO: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
ULTRA-SEGURO: Aqui... Come esse chocolate.

PERIGOSO: O que você fez o dia todo?
SEGURO: Espero que você não tenha trabalhado demais, hoje.
SEGURÍSSIMO: Adoro quando você usa esse robe!
ULTRA-SEGURO: Come mais um pouco de chocolate.

Para os próximos 28 dias...

Encontrando prazer fora da rotina*
De 25/02 (hoje) às 5h04 e 23/03 às 18h01
Esta é também uma fase positiva para viagens, leituras, aventuras, tudo o que lhe engrandeça a alma e aumente suas percepções diante da existência. Com Vênus na 9, a prioridade do momento é sair da rotina: conhecer novos lugares, fazer coisas diferentes, experimentar novas coisas. Tudo isso amplia seus horizontes harmoniosamente, expandindo seus conceitos e lhe tornando uma pessoa mais aprimorada.
Ou seja: férias aqui vou eu.................................

* Do Ego Astral

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Altas Aventuras" para crianças e adultos

Gracinha, fofo, encantador, comovente. Todos estes adjetivos podem ser aplicados ao premiado "Up - Altas aventuras". Ainda que vc não tenha crianças em casa - como é o meu caso (ou não??), eu não perderia a chance de assistir a esta linda história (a 10a da Pixar) que conta as aventuras de Carl (um idoso viúvo com seu sonho de se mudar para o magnífico Paraíso das Cachoeiras, na América do Sul) e Russel (um garoto escoteiro amante da natureza com seu sonho de protegê-la), Kevin (a ave tropical) e Dug (um cão falante). Uma delícia.
Meu querido adora animações e este tinha que estar na minha lista. "Up" não é só um indicado ao Oscar: ele já é o vencedor do Globo de Ouro como Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora e acaba de ganhar a estatueta de melhor filme da 37ª edição do Annie Awards, conhecido como o "Oscar da animação". "Up" também faturou o prêmio de melhor direção, entregue ao cineasta Pete Docter.
De fato: os caras não estão brincando em serviço, né???
Um motivo a mais para curtir: a dublagem de Carl é feito pelo ilustre Chico Anisio.
Eu indico.

"A Duquesa" é show de bola!

Fim de semana de amores adoentados em casa, muito trabalho e filmes. Sim, filmes. Assisti um que chamou minha atenção e vou até trocar aqui na página a carinha de Benjamin Button, como boa indicação: "A Duquesa". O filme não é novo, mas vale a pena. Figurino à altura, fotografia iluminada, atuações acima de qq suspeita. Se vc não viu, corra para alugar.
Pode ser minha admiração pela beleza e doçura de Keira Knightley; pode ser a certeza de que Fiennes é ator dos bons; mas principlamente o filme é encantador (e atualíssimo). Dirigido por Saul Dibb, que também assina o roteiro, “A Duquesa” conta a história de Georgiana Spencer, que ganhou o sobrenome Cavendish após casar-se em 1774 com William Cavendish (interpretado no longa pelo ótimo Ralph Fiennes). Mais uma vez: uma história de época em que a paixão do capitão Jack Sparrow (de Piratas do Caribe) dá um show.

Georgiana é uma jovem adorada pelo povo inglès, seus vestidos e chapéus ditam moda e, como conseqüência, ela conquista poder e influência política. É amada pro todos, menos por seu marido. Um fdp q trepa com todas as damas de corte, sem restrição. O acordo de casamento é a "confecção" de um herdeiro e imagina a situação da moça quando nascem os frutos de seu casamento: só meninas.
A duquesa encontra numa amiga a fuga da solidão de seu casamento, mas a surpresa maior está por vir: a tal passa por dificuldades após se separar do marido e perde a guarda dos três filhos (todos homens). Georgiana a acolhe em sua casa, mas se depara com a amiga e o marido se envolvendo. Um triângulo se forma e ela é obrigada a aceitar todas as regras. Além da submissão da mulher a seu marido a que Georgiana é obrigada a enfrentar, ela ainda sonha com um grande amor recíproco e chega a ir buscá-lo, mas o destino reserva surpresas para o novo casal.

Detalhe: qualquer semelhança com a história de Lady Dy não é mera coincidência.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mais Carnaval (agora do bem...)

Hoje é dia de Casa Rosa. Não sabe o que rola por lá???...
No rescaldo do Carnaval, Imprensa Que eu Gamo e Exalta Rei fazem uma apresentação histórica. Vale a pena ir conferir. Começa às 22h. Vejo vcs lá!

Simpatia???

Caros amigos,
o dia de ontem foi meio tumultuado e acabei esquecendo de postar aqui um fato impressionante do Carnaval que não posso deixar passar em branco.
Para os que ainda não sabem, no domingo, dia 14, no desfile principal do Simpatia É Quase Amor, nossos compositores queridos Daniel Pereira e Claudinho Souza (ao lado de alguns parceiros do samba campeão deste ano no bloco) passaram por uma situação "constrangedora". Na verdade, a diretoria do bloco impediu que parte do grupo de compositores subisse no carro, alegando falta de espaço e que alguns não cantavam nem tocavam nenhum instrumento.
Esqueceram que parceria é parceria. E lucros e prejuízos são divididos igualmente.
Sinceramente, estou chocada com a guerra de egos que se transformou o Carmaval de rua carioca. E olha que, teoricamente, ninguém ganha dinheiro. Estamos falando de algumas poucas horas de fama, algum prestígio, algo da sensação de ser celebridade. Sei disso pq sou compositora do Imprensa e fui campeã por três anos consecutivos, aliás com os dois parceiros que cito acima e os quais foram vítimas desta atitude bizarra da diretoria do maior bloco da cidade.
A resposta à questão está no blog http://odia.terra.com.br/blog/sambaderede/
Entrem no link e dêem a sua opinião, reclamem, espinafrem, xinguem um pouco. Só assim faremos um Carnaval melhor para todos. Eu, por mim, já fui lá e postei minha indignação e meu apoio irrestrito para que tanto meu cantor favorito quanto meu amigo Capitão coloquem esta galera na justiça. Há coisas na vida que só se sanam através de grana.
E viva o Zé Pereira!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Doidas e/ou santas

Já abri meu ano - neste pós-Carnaval - comprando um livro que há muito me deixava curiosa. Na verdade, troquei um q ganhei no fim do ano. Martha Medeiros é tudo mesmo e resolvi conhecer um pouco mais da sua obra. São cen crônicas... Imagine: deve ter para todos os gostos.
Com vocês, um pouco de "Doidas e Santas":

"Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo?
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."

And the winner is...

E ganhou quem tinha que ganhar mesmo. Aproveitei este ano e fiz algo que há muito não fazia: assistir aos desfiles das escolas de samba. Palmas para a Unidos da Tijuca, minha preferida desde q vi aquela comissão de frente. Fiquei impressionada e passei o dia seguinte falando dela. Carnaval é isso mesmo: temos q ser tocados, é emoção, é criatividade. O desfile inteiro aliás estava encantador. Mérito do Paulo Barros! Merecida vitória.
Logo atrás, surgiu outra aposta minha: a Grande Rio, que apesar de um enredo em q se falava do Camarote número 1 (de uma pobreza só!) me relembrou Carnavais bem bonitos, q maracaram época. Valeu a vice liderança!!
Digo isso sem problema algum, mesmo sendo Beija Flor de coração. A minha escola, porém, veio sem novidades. Desfilar tecnicamente bem, rica e lindíssima não é mais diferencial da escola de Nilópolis, e sim obrigação... Não dá mais para ser menos do que isso.
E rumo a 2011!!

E o Carnaval, hein??

Hoje, quinta-feira, dia 18, ainda não acabou a festa de Momo, mas a massa já se foi... Ufa! O Carnaval foi mais tranquilo do que no ano passado - tive um dia de folga e um último dia bem mais calmo. Com alguns imprevistos, mas q são superáveis (queira Deus!). Posso dizer, porém, que como diz minha terapeuta - e até o camelo já preconizou isso - "Todo Carnaval tem seu fim" ou "o Carnaval acaba para todo o mundo". Fiquei impressionada com a quantidade de gente nos blocos, com o calor infernal, com a falta de estrutura para um simpels xixi amigo.
Não sei se no ano que vem estarei disposta.
Não dá para brincar, embora a companhia dos meus amigos é insuperável.
O que me dizem é q um ano é tempo mais do q suficiente para nos recuperar - eu não sei. Talvez comece a apelar para os circuitos alternativos, se é q eles realmente existem.
Os bailes são uma bela idéia. São pagos e por isso mesmo já fazem uma seleção do público. O banheiro é limpo, a cerveja é gelada e fácil de obter. Me diverti horrores nos dois em que estive... Acho mesmo q estou ficando velha e ter uma infra à minha disposição faz toda a diferença.
Um prazer meu: as fantasias foram um sucesso. A peruca de negona me fez rir quase um dia inteiro! De mim mesma... Um barato.
Uma tristeza: tive um prejuízo mega - me roubaram ou perdi num destes bailes minha cãmera digital e meu óculos escuros. O pior é q nem os paguei. Mas fica pelo pedágio por ter tido uma festa tão bacana no sábado. Só assim mesmo para me confortar...

Todo Carnaval Tem Seu Fim (Los Hermanos)

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Com que roupa?

E o prefeito entregou a chave ao Rei Momo hoje e às suas princesas. Ou seja, estamos nas mãos da folia. E o Carnaval chegou! Esta "ofegante epidemia"... Para vc que curte Carnaval, a RioTur está com um site bombando com todos os blocos q rolam na cidade. São quase 500. Para vc q não conhece nada, mas queria experimentar, siga minha agenda. Claro que puxo sardinha para o meu lado e indico principalmente os blocos q meu amado estará pilotando o carro de som com sua voz de Pavarotti.

Sábado - 15h - Botafogo - Barbas (com direito a banho de pipa)
Domingo - 15h - Ipanema - Simpatia é Quase Amor
Terça - 15h - leme - Meu Bem Eu Volto Já

Eu ainda recomendo o Boitatá no domingo, pela manhã, mas não deixe de ir fantasiado. É um bloco desses de tirar o chapéu!
mas não esqueça de beber muito líquido, usar roupas leves, levar dinheiro e chave em bolsos fundos, comidinha na barriga sempre. Mais um detalhe importante: vá para relaxar e não esquente com os pequenos aborrecimentos de quando frequentamos lugares cheios. A festa é popular, lembre-se disso!
E viva o Zé Pereira!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Colombina

Estreio hoje minha fantasia de Colombina. Dias e dias de expectativa.
No ano passado, fiz uma estilizada, mas fiquei apaixonada pelo personagem. Neste ano, sou mais Colombina. Rosa, menina, mulher, como venho sendo há tempos.
Minha mãe caprichou. A melhor costureira de todos os tempos.
Ficou lindaaaaaaaaa...
Passei parte da noite de ontem pendurando os pom-pons (é assim q se escreve??). Fitas rosas, pom-pons coloridos em tons róseos, sapatilhas prata. Hoje, foi a vez do chapéu. Posso tê-lo ou não. Optei pelo traje completo. Com pom-pons, é claro!
Me olho no espelho... Parece um conto...
Eu, Colombina, rosada, bonita, toda enfeitada e apaixonada por meu Arlequim.
Meu Arlequim, aliás, vai fantasiado de padre.
rsrs...
Queria q ele fosse mais romântico e fizesse par comigo. Acho os personagens lúdicos, sonhadores, renascidos de uma época antiga, um Carnaval que não volta mais. Porém, como Arlequim que é, não seguiria exatamente o previsto. E optou por uma fantasia de... padre. Não deixa de ser engraçado. Aliás, ri com ele e sozinha algumas vezes ontem por conta da escolha. "Seremos capazes de heresias??"... rsrs
Diz um amigo que o melhor da festa é esperar por ela. E vc sabe q concordo com ele?! Torço, porém, para q a festa tb seja bacana. E bom Carnaval para todos!
"Colombina, onde está você?
Eu vou dançar um iê-iê-iê..."

Pensamento do dia

Recebi de uma amiga:
"Calorias são pequenos vermes, inescrupulosos, que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, ficam costurando e apertando as roupas das pessoas."

Bailes

Hoje começa efetivamente o Carnaval para quem não é aficcionado pelo tema. Pois bem... Já começo então sugerindo um baile para ninguém botar defeito. Debutar no sol de 40 graus só sábado, senão a galera foge. Por isso, a melhor opção mesmo é começar o aquecimento pelas casas fechadas, com ar condicionado, à noite, fantasias à toda prova.
A programação está farta. Para mim, quinta-feira é um dos melhores dias do Carnaval - o povo que trabalha ainda não está se acotovelando. Só tem baile bom e apesar dos precinhos salgados valem a pena. Minha preferência? Trapiche Gamboa. A galera do espetáculo Sassaricando é responsável pelo belo som: Pedro Paulo Malta, Alfredo Del Penho, Luis Felipe Lima, Oscar Bolão, Dirceu Leite e Beto Cazes. Os caras são fodas no quesito animação. Tem muita marchinha, sambas enredos e concurso de fantasias. Eu fui e posso dizer: é imperdível!
Ainda tem o Baile da Sebastiana, no Clube Monte Líbano, na Lagoa, e o Baile da inenarrável Orquestra Imperial. Este último no Circo Voador. Ah, no intervalo e depois deste: DJ Marlboro e equipe BigMix nas carrapetas. Ou seja, dá de tudo.
Então, coloque sua fantasia e caia na folia.

Segue um servição para quer estiver interessado:
Trapiche Gamboa - Rua Sacadura Cabral, 155, Gamboa, às 23h. Tel.: 2516-0868. R$ 30.
SEBASTIANA - Av. Borges de Medeiros 701 - Lagoa (2512-8833), às 22h, R$ 40.
Orquestra Imperial - Circo Voador, às 21h, R$ 50.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mais previsões (boas)

Popularidade em alta
Vênus em sextil com Lua natal
Entre os dias 10/02 (hoje) às 19h47 e 18/02 às 0h15, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Karla. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Oba, posso comer cachorro quente!!

Sou fanática por cachorro quente, mas graças a Deus não sou chegada aquele monte de tralhas que as pessoas se acostumaram a colocar dentro do tradicional hot dog. O que gosto mesmo é do pão fofo, salsicha bem gostosinha e o molho. No máximo, uma mostarda preta. Porém, sempre fiquei meio na dúvida se podia comê-lo sem culpa.
Hoje, meus problemas acabaram...
Olha o q encontrei hoje na grande rede. Que maravilha!!


Hot dog sem culpa*

No carrinho de rua, no supermercado, na lanchonete, nas festinhas infantis ou até mesmo em casa, o cachorro quente ou hot dog é um dos lanches mais populares entre adultos e crianças. Sua base é composta pela dupla pão e salsicha, mas a cada dia o brasileiro incrementa a receita com outros ingredientes.A lanchonete Black Dog, de São Paulo, por exemplo, oferece aos seus clientes recheios com purê de batata, milho, cheddar, ervilha, catupiry e até carne moída. "Agora vamos lançar um hot dog natureba com queijo branco, salada, pão integral e salsicha", conta Leandro Neves, diretor geral da lanchonete. A ideia é propor uma alternativa mais saudável ao lanche que é uma tentação para qualquer dieta. E não é para menos.
A desvantagem do cachorro quente é ser um alimento muito rico em calorias (por causa das gorduras) e pobre em nutrientes, vitaminas e sais minerais, como cálcio e ferro, essenciais para o organismo. "O ideal é comer o lanche com moderação, cerca de uma ou duas vezes na semana, para quem não tem outra opção", diz a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella. Quem gosta da versão mais enxuta do lanche pode ficar mais tranqüilo em relação ao ponteiro da balança, já que o que deixa o cachorro quente carregado de calorias são os seus acompanhamentos. "O valor calórico de um hot dog com apenas uma salsicha, pão e molho simples é de 290 calorias, enquanto que, acrescido de purê de batata, maionese, mostarda, katchup, milho, ervilha, queijo ralado, batata palha, ele pode chegar a 580 calorias", explica a nutricionista Amanda Epifânio.
Mas é a salsicha que merece atenção especial quando o assunto é a saúde. A protagonista do lanche é um alimento formado por diferentes tipos de carnes, em geral carne bovina e suína, e mais a proteína texturizada de soja. "Essa mistura também leva diversos corantes e conservantes, muitos à base de sódio, tornando esse alimento contra-indicado ao consumo constante, por sobrecarregar o funcionamento dos rins. Além disso, conservantes como nitratos e nitritos, presentes em qualquer tipo de carne processada, estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de câncer de intestino", diz Amanda Epifânio.


* Fonte: http://www.minhavida.com.br/

Astrologia (moradessas?!...)

Olha o que o astral me reservou para este período:

09/02 (hoje) às 1h32 a 16/02 às 15h50
Prudência com palavras e atitudes
Mercúrio em quadratura com Lua natal
Entre os dias 09/02 (hoje) às 1h32 e 16/02 às 15h50, o planeta Mercúrio estará formando um aspecto tenso à Lua do seu mapa astrológico, Karla. Neste período, procure tomar um cuidado redobrado com fofocas, mexericos e especulações desnecessárias. Como diz o ditado, "quem conta um conto, aumenta um ponto", e neste momento de desarmonia entre Mercúrio e Lua, há de fato uma predisposição maior do que o normal para propagar verdades distorcidas, ainda que involuntariamente. Vale a pena também ter prudência ao acreditar naquilo que lhe contam, nesta fase. Investigue bem antes de tomar posições fundamentadas naquilo que te contaram. Uma atitude socialmente prudente é recomendada, Karla. Há, neste período, uma espécie de "desacordo" entre cabeça e coração. A razão determina um caminho, mas o emocional quer outra coisa. Não chega a ser nada grave, Karla, mas tão somente um momento de indefinições temporárias e de acentuação de contradições. As escolhas mais adequadas ficarão mais claras ao final deste período, por isso até lá não se preocupe tanto em tomar atitudes. Deixe a coisa cozinhando dentro de você, até que a certeza se manifeste.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Opções mil

Para quem ainda está meio perdido com a agenda dos blocos, minhas dicas:
- Hoje, tem Bola Preta, no centro, às 20h.
- Amanhã, rola Simpatia é Quase Amor, o maior da cidade, com direito a samba dos meus heróis.
- No domingo, é a vez do Suvaco, às 9h.
É claro que a cidade está lotada de boas opções, mas para mim estas são as melhores. Mas já me disseram que o Imaginô, do Leblon - que sai amanhã de manhã - é imperdível. Tb tem o Gigantes da Lira. Ah, domingo sai o Escravos da Mauá e no fim do dia tem Empolga às 9.
Ou seja, agenda para todos os gostos.

Cinco vitórias

Terminou ontem a fase das disputas para escolha dos sambas de blocos do Rio. Meus queridos Dani Pereira e Claudinho Souza arrebanharam cinco vitórias neste ano - somando Simpatia, Barbas, Meu Bem eu Volto Já, Voltar para Quê? e Bloco das Piranhas de Araruama. Resultado mais que merecedo e que eu espero renda bons frutos para ambos.
A partir de hoje, é iniciada nova fase: a curtição.

Chegou...

Pois é...
Foi dada a largada para a folia de Momo, a maior festa popular do mundo, o Carnaval.
Me divido entre amar o evento e odiá-lo. Como é possível? Somos assim mesmo, feitos de carne e osso. Tenho mil motivos para apreciar a festa e outros mil para detestra estar na cidade neste momento.
Por exemplo, é gostosíssimo ver meu querido ganhar visibilidade com seus sambas vencedores nos blocos; montar junto com meus amigos uma agenda conciliatória; pensar na preparação para os dias carnavalescos; escolher as fantasias que serão usadas em cada dia; ir ao Saara - maior comércio de rua da minha cidade - para comprá-las; beber muiiiita cerveja; comprar comidinhas especiais para o kit sobrevivência; dançar até cansar; zoar o plantão de todos; chamar a atenção pelo meu figurino; abusar da maquiagem; ouvir muito samba e marchinhas mil; rir do bom humor carioca... Etc Etc Etc...
Por outro lado, passo o Carnaval sem meu querido a maior parte do tempo, já que ele fica em cima dos trios cantando e eu fico embaixo na fila do gargarejo; ir ao Saara nesta época é de foder o crânio de tanto calor; assumir os quilos extras pq todo o mundo expõe muito mais o corpo nesta época; terminar o dia só pedindo cama; comer muita bobagem e correr o risco de ter q pedir ajuda do Raul; sentir saudade de MPB e rock; encarar as poças de água com xixi nas ruas; não ter banheiro suficiente para todos os foliões; acordar cedo para pegar bons blocos; enfrentar cordões lo-ta-dos... Etc Etc Etc...
Carnaval é isso.
Momento de se divertir e se estressar tb.
Nada será perfeito, né??
Minha mãe me diz um ditado sábio: "faça sempre do limão uma limonada". Vou além: prefiro fazer do limão uma caipirinha.
E VIVA O ZÉ PEREIRA!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ontem II

Sobre o jantarzão: fomos ao Yumê, um japa fantástico no coração do Jardim Botânico. A indicação de uma amiga vale muito a pena: o cenário é de filme. Ficamos na parte dedicada aos casais - um aquário sob os pés, um céu estrelado sobre nossas cabeças. À luz de velas, ambiente escurinho, ornamentação bacana.
O cardápio é vasto. Deixamos os combinados para outras ocasiões e embarcamos nos pratos quentes. Experimentamos uma lula maravilhosa recheada com shiitake. Indicação do garçom, aliás, figura gentilíssima. Até meu querido que não é chegado a cogumelos ficou de joelhos. Um bom vinho para acompanhar - como é o nosso costume. Depois, já com o estômago forrado, abrimos mão do jantar e embarcamos em mais entradas - tb quentes. Desta vez, outra indicação, porém, com camarões cobertos com amendoins e molho picante e trouxinhas mil. Quatro tipos pelo preço de uma. Vale a pena.
Um namorinho bom, um tatame para dar mais intimidade, uma água gelada para lavar a alma.
Ai......
Queria que a vida fosse 100% tomada por momentos assim.

Ontem

Finalmente ontem, após 20 dias de atraso, conseguimos eu e meu amor comemorar nosso niver de namoro. Ufa, uma canseira... tentativas e desistências, tentativas e desistências...
Ontem, porém, conseguimos.
O combinado é: noitada mesmo. Ou seja, programa bom e caro.
Optamos por teatro com jantarzão.
Fomos assistir "Simplesmente EU", monólogo sobre Clarice Lispector com Beth Goulart. A peça, que vem sendo ovacionada pela crítica, está no Teatro SESI, aqui ao lado. Aliás, a temida Barbara Heliodora apontou-a como um dos melhores espetáculos dos últimos tempos. Fomos conferir.
O texto é da própria Clarice e aí não cabe aqui críticas. Beth Goulart é fantástica: linda, competente, simpática demais. A cenografia é simples, porém sofisticada. Leve, clean, tudo a ver com a época. A iluminação de Maneco Quinderé dá o toque final. Belíssima. O figurino é de Beth Filipecki, o que tb não deixa dúvidas: funcional, bem cortado, sóbrio. A cara da escritora.
Beth se veste e despe no palco. Em todos os sentidos. O sotaque é perfeito. A direção faz rir e faz chorar. Há cenas em que viajamos nas palavras. Há cenas em que nos perdemos.
Minha opinião, porém, é que que minha expectativa era muito alta e o espetáculo não foi à altura. Ai, serei eu apedrejada?? No universo em que se discute Deus, a vida e a morte e o talento de Clarice, comecei a achar a narrativa meio cansativa. Queria que tivesse sido mais ampla a discussão. Já li coisas da escritora e achei lindas, humanas, questionadoras. "Será que não entendo nada de teatro?", me perguntei.
Um amigo foi assistir na semana anterior e disse que chorou horrores. Eu não me emocionei desta maneira, mas tb não posso dizer que passou despercebido. Hoje, ainda pensava no qto Clarice questiona sua personalidade, sua vida neste mundo, sua trajetória. Não deixo de ter minhas perguntas em relação à vida tb... Enfim...
Se este era o objetivo de Beth e cia, bem... acho que vou ter que mudar minha opinião sobre a peça.

Pare o mundo que que quero descer

Sou mesmo cheia de manias. Quanto mais velhos vamos ficando, mais manias adquirimos. Não, não é TOC, mas imagino que o processo se inicie desta maneira. E isso não tem nada a ver com superstição! Ou tem?? Sinceramente não sei...
Conheço gente que só veste branco às sextas, que não passa embaixo de escadas, que se benze sempre que passa em frente a igrejas. Confesso que vez ou outra tb sigo estes ritos, mas não falo deste tipo de mania...
Eu, por exemplo, tenho mania de fazer coisas tudoaomesmotempoagora. No dia a dia, enquanto encho a garrafa dágua para colocar para gelar, coloco a comidinha do cão, desfio o frango na água e sal e ainda lavo uma loucinha que esteja suja. Quero otimizar meu tempo.
Mais uma: quando chego ao trabalho, enquanto o computador não roda os programas que quero, atualizo a agenda, marco médicos, levanto para encher a xícara de café. Não aguento esperar...
Se estou vindo no transporte para o trabalho, faço as ligações que ficaram para trás no dia anterior, leio o jornal do dia, analiso contas mensais. Ficar olhando pela janela como a maioria dos mortais, nem pensar.
Outro dia notei que aproveito o passeio do Roni è noite para ir à casa da minha mãe. Quando cozinho, faço questão de fazer dois pratos diferentes para que um seja congelado. Aos sábados, a feira é feita com o cãozinho no colo ou então no intervalo do banho do bichinho - assim mato dois coelhos com uma só cajadada.
Ufa, que loucura! Sinal dos tempos ou maluquice da cabeça das mulheres atuais. Não conseguimos mais fazer uma coisa de cada vez, porque somos requisitadas o tempo todo. E aí até quando podemos ter calma e fazer as coisas pacientemente, utilizamos estas táticas de guerra. E olha que nem tenho crianças ainda.
Credo...
Pare o mundo que que quero descer.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dia de Iemanjá

Canto Ao Pescador
Compositor: Jauperi / Pierre Onassis

Jogou sua rede
Oh, pescador!
Se encantou com a beleza desse lindo mar
Dois de fevereiro
É dia de Iemanjá
Levo-te oferendas
Para lhe ofertar
E sem idolatria
Olodum seguirá
Como dizia Caymmi
Insigne o homem cantando a encantar

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer

Sei que o mar da história é agitado
E o Olodum a onda que virá
Em forma de dilúvio vem me despertar, amor
Em forma de dilúvio vem exterminar
Com seqüelas racistas
E trazendo ideais de amor e paz

Oloxum, Inaê, Janaína
Mara, Mara, Mara, Marabô, Caiala
SobáViaja, ê
Se baila
Me leva, Olodum, em tua onda que eu quero ir

Olodum, navio negreiro
Atracou em Salvador
Trouxe a música emitindo ideais da negra cor
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação
E hoje exalta o mar, condutor da embarcação

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Se Deus quiser
Quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No medicines!

Fiquei arrepiada ontem com a matéria do Fantástico.
A Agência Europeia de Medicamentos proibiu a venda da sibutramina, atualmente a droga para emagrecer mais usada no Brasil e nos Estados Unidos, de acordo com informações do British Medical Journal (BMJ). A justificativa é que os riscos da sibutramina superam seus benefícios. Junto com a proibição, foram divulgados dados do estudo "sibutramine cardiovascular outcomes trial (SCOUT)", que mostrou que o risco de infarto do miocárdio aumenta 16% em pessoas que tomam o medicamento.
Tive vontade de bater na Sonia Bridi, q fez uma tomada tocante com uma balança e os pesinhos. Muita clareza...
Agora, a Pro Teste Associação de Consumidores avaliou a composição nutricional de cinco marcas de shakes - Bio Slim, Diet Shake, Diet Way, Herbalife e In Natura - usados em dietas de controle de peso, e constatou que a maioria tem excesso de proteínas e carboidratos e não contêm fibras e gorduras suficientes para serem consumidos no lugar de uma das principais refeições do dia.
Cacete!!!
Depois de Cassio Gabus Mendes, as conversas de bastidores dão conta de que quem viverá Victor Valentim - o 171 que se passava por um famoso costureiro espanhol - no remake de Ti Ti Ti será Murilo Benício. Cacete, eu adoro o Cássio, mas Murilo é show de bola. Imagina o "cafonalha" Dodi agora travestido de costureiro: uma mistrura de Clodovil Hernandes com Versace. Um luxo!
A trama exibida na década de 80 e que vai voltar a fazer parte da grade da Rede Globo no meio do semestre do próximo ano.
Vcs se lembram do batom BocaLoca?? Peraí, para tudo!! ... Tô denunciando idade, né??