Um dos últimos títulos a que assisti foi Faroeste Caboclo. Belo western travestido de romance. Ou vice-versa. Boliveira tá o máximo e a Ísis Valverde... Bem, a Ísis é a Ísis. Luz bonita, roteiro afinado, elenco bacana. Melhor do que "Somos tão jovens". pelo menos no que diz respeito à memória do nosso querido Renato Russo.
Recomendo.
Uma jornalista, cabeça a mil. Vontade de debater o mundo que me rodeia, comentar o dia-a-dia, trocar ideias livremente. A busca por um espaço democrático onde pudesse exercer minha criatividade e mostrar minha visão da vida resultou em "Crônicas de Saias".
terça-feira, 19 de novembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Viagem
Viagem chegando e eu só na viagem
Viajando...
Cabeça nas nuvens... e os pés tb...
Nada como realizar sonhos, vôos que fazemos sem instrutor
Uma queda livre em direção ao desejo de ser mais feliz.
Um de cada vez, sonho
E misturo todos e me embebedo nessa sensação
De me superar, de buscar o palpável no que parecia irrealizável.
Felicidade.
Viajando...
Cabeça nas nuvens... e os pés tb...
Nada como realizar sonhos, vôos que fazemos sem instrutor
Uma queda livre em direção ao desejo de ser mais feliz.
Um de cada vez, sonho
E misturo todos e me embebedo nessa sensação
De me superar, de buscar o palpável no que parecia irrealizável.
Felicidade.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Brasil 3 x 0 Espanha
Sim, o país acordou. Estamos nas ruas em busca de nossos direitos, como há muito tempo não fazíamos. É uma mistura de gentes, cores, credos, classes sociais. Somos nós, brasileiros. E aí de quem disser que "não".
Esqueçam a teoria da conspiração: nós podemos, nós temos o direito. Aliás, tb temos o direito de ficar felizes se a PEC 37 cai, se as tarifas de ônibus caem, se a presidenta vem a público dar explicações. Podemos até comemorar quando o país ganha a Espanha no futebol. Por que não? Somos bons nisso - sempre fomos.
Vamos em frente. É chegada a hora.
Esqueçam a teoria da conspiração: nós podemos, nós temos o direito. Aliás, tb temos o direito de ficar felizes se a PEC 37 cai, se as tarifas de ônibus caem, se a presidenta vem a público dar explicações. Podemos até comemorar quando o país ganha a Espanha no futebol. Por que não? Somos bons nisso - sempre fomos.
Vamos em frente. É chegada a hora.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Inesquecível
Hoje, meu pai faria 63 anos, caso ainda estivesse entre nós. Ainda dizem que não há pessoas inesquecíveis... "Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter. Só assim sinto você bem perto de mim.. Outra vez..."
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Somos tão jovens?
Como bem disse Marcelo Janot em sua crítica no Globo, comentar um filme sobre Renato Russo é para poucos. Criticar, então, nem se fala. A obra do cara ainda ecoa em mim e assim o será por muito tempo. Sim, faço parte dessa legião. A questão é que o filme é tão fraco que fica difícil passar por cima e só curtir o som que embalou bons momentos da mComo inha adolescência.
A trilha, aliás, é o que realmente vale a pena. E nem poderia ser diferente. Renato é, ao lado de Cazuza, o poeta da minha geração. E com suas palavras e não mais do que três acordes ainda está vivo em cada um que viveu aquela época. O efervescente nascimento do rock Brasil. Thiago Mendonça é o outro ponto positivo – da falta de tato para viver um mito até os trejeitos perfeitos de alguém que queria mudar o mundo. Bom, muito bom.
Mas é só.
Depois de assistir à peça "Renato Russo" três vezes, protagonizada por Bruno Gomlevsky, o roteiro do filme fica ainda mais pobre. Dá para entender que a ideia é continuar angariando fãs, mas não precisava ter uma pegada tão "Malhação". "Somos tão jovens", sim, mas nem tanto...
quinta-feira, 21 de março de 2013
Canção das Mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

segunda-feira, 4 de março de 2013
O tempo
Uma foto sobre a minha mesa do trabalho denuncia o que o espelho me revela todos os dias. O tempo passa. Mesmo. Nas minhas crises de limpeza e organização em casa, desencavei a tal imagem no meio da bagunça e trouxe para escanear. Eu não devia ter mais de 15 anos, cabelos longos, dentes ainda desacertados (o aparelho só veio depois). Ufa... Quanta diferença. Semanas depois, mostrei-a a um amigo que logo me disse que não sou mais aquela pessoa. Disso eu já sabia. Mas confesso que as palavras se concretizando me chocaram. Logo depois, porém, me peguei olhando para aquela imagem e pensando nas rugas, quilos e experiência que se acumulariam naquele corpitcho anos depois. É doído, mas é verdade: o tempo é mesmo cruel.
Sim, ele é o melhor dos mestres, mas de uma impiedade cirúrgica. Um belo dia, você se olha e dá de cara com uma dezena de variações na pele, nas curvas, nos olhos que não estavam ali algum tempo antes. Fazer o quê? Como dizia minha mãe, "fazer do limão, uma limonada". Minhas olheiras também não me deixam mentir: a vida acelerou. É tanta pressão e tão pouco descanso que é impossível que a estrutura dada por Deus não demonstre o cansaço.
Ao mesmo tempo, a cabeça melhorou. Estou mais focada, mais certa de que quero ser feliz, mais exigente, mais durona. Choro, mas faço o que tem que ser feito. Cheia de manias, mas cheia de esperança na minha intuição. Antes, a maquiagem não me servia; hoje me deparo com tutoriais que chamam minha atenção. Preciso dar uma mão aos anos que se passam cada dia mais rapidamente e não posso mais fingir que isso não me afeta.
Sei que para ter algumas coisas é preciso abrir mão de outras. Aprendi a ser mais solícita, gentil, bondosa. E saber que isso não quer dizer ser boazinha. Perdi o medo de ser mulher, mesmo que a menina que exista em mim esteja atrás das cortinas assistindo tudo.
Ainda há muito o que fazer: a academia é fundamental, os batons e pós faciais imprescindíveis e as roupas ganham nova importância. Mas, em compensação, já entendo melhor o que é amar e ser amado, as dores e delícias de tomar determinadas decisões, o que é sonho e o que nunca deixará de ser. O espelho já não é tão meu amigo - troquei-o pelo meu cérebro. Este, sim, faz e fará diferença sempre.
Sim, ele é o melhor dos mestres, mas de uma impiedade cirúrgica. Um belo dia, você se olha e dá de cara com uma dezena de variações na pele, nas curvas, nos olhos que não estavam ali algum tempo antes. Fazer o quê? Como dizia minha mãe, "fazer do limão, uma limonada". Minhas olheiras também não me deixam mentir: a vida acelerou. É tanta pressão e tão pouco descanso que é impossível que a estrutura dada por Deus não demonstre o cansaço.
Ao mesmo tempo, a cabeça melhorou. Estou mais focada, mais certa de que quero ser feliz, mais exigente, mais durona. Choro, mas faço o que tem que ser feito. Cheia de manias, mas cheia de esperança na minha intuição. Antes, a maquiagem não me servia; hoje me deparo com tutoriais que chamam minha atenção. Preciso dar uma mão aos anos que se passam cada dia mais rapidamente e não posso mais fingir que isso não me afeta.
Sei que para ter algumas coisas é preciso abrir mão de outras. Aprendi a ser mais solícita, gentil, bondosa. E saber que isso não quer dizer ser boazinha. Perdi o medo de ser mulher, mesmo que a menina que exista em mim esteja atrás das cortinas assistindo tudo.
Ainda há muito o que fazer: a academia é fundamental, os batons e pós faciais imprescindíveis e as roupas ganham nova importância. Mas, em compensação, já entendo melhor o que é amar e ser amado, as dores e delícias de tomar determinadas decisões, o que é sonho e o que nunca deixará de ser. O espelho já não é tão meu amigo - troquei-o pelo meu cérebro. Este, sim, faz e fará diferença sempre.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Feliz 2013 para nós!
Este negócio de emendar Ano Novo com Carnaval é uma coisa de louco. Na verdade, sinto que o clima cranavalesco permenece entre nós de 15 de dezembro a 15 de fevereiro. Chega uma hora que ninguém aguenta. Afffffffff...
Enfim, é encerradá a quarentena e a vida recomeça.
Feliz 2013 para nós!
Enfim, é encerradá a quarentena e a vida recomeça.
Feliz 2013 para nós!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Há dois meses exatamente não posto neste espaço. Se há algum motivo especial? Não, na verdade, não. Falta de tempo, preguiça, assuntos mil que passam mas não ficam a ponto de merecer palavras escritas... Ou a mistura de tudo isso. Fato é que q com a chegada de 2013 me senti na obrigação de vir aqui falar sobre este novo momento. Nove dias após o início de um novo ciclo começo a sentir que realmente estamos num ano novo. Curioso, né?
Todo ano é a mesma coisa. Só após vários dias caio na real que Deus inventou esta coisa do tempo em fatias para a gente tomar fôlego mesmo e dar novos passos. Em direção ao que se quer, é claro. Nada de ficar no rame-rame, correndo atrás do próprio rabo. Afinal, um ano passa rápido, o tempo passa rápido, a vida passa rápido.
Me dei conta da chegada de 2013 quando me vi começando uma nova dieta. Séria, como há uns dois anos eu não enfrento. Ela faz parte da minha nova meta: ser eu mesma a minha prioridade, cuidar da minha saúde e do templo que se convencionou chamar de "meu corpo". Sim, os amigos dirão que todos os anos eu faço isso, mas (putz!) to chegando a quatro décadas de vida, não posso adiar mais. Além disso, fiz algo que há muito tempo adio: decidi começar uma pós. Começar uma pós não é nada - o mais interessante foi finalmente decidir qual começar. E optei por Língua Portuguesa.
Se vc, meu caro leitor, me perguntar o porquê disso posso te dizer que amo minha língua. Acho linda mesmo. E com o dia a dia cada vez a acho mais querida, mais bonita, mais sonora. Com um milhão de possibilidades que nem todas as línguas nos dão. Minha escolha, porém, não tem a ver só com isso: mais uma vez, minha opção tem a ver comigo, meu bem estar, meu futuro. Daqui a alguns anos, quero poder escrever mais, ler mais, curtir mais isso. E quem sabe até dar aula. Me apeguei ao fato de que se gosto tanto disso, pq não me especializar em revisão? Tenho um ponto muito positivo a meu favor: sou detalhista nesta questão. To feliz por ter dado este passo. Sou indecisa, é fato. É o meu ascendente em câncer. E aí demoro muito a tomar decisões. Mas quando as tomo... ahhh, ninguém me segura.
Depois de definir minha nova prioridade, que culminou nestas decisões, descanso minha cabeça. Vou em frente e agradeço a Deus por mais um ano de vida. Um presente tão precioso que devemos dar valor. Sempre. E só lembrar disso já acredito que seja uma maneira de dizer "obrigada".
Feliz 2013... Para nós.
Todo ano é a mesma coisa. Só após vários dias caio na real que Deus inventou esta coisa do tempo em fatias para a gente tomar fôlego mesmo e dar novos passos. Em direção ao que se quer, é claro. Nada de ficar no rame-rame, correndo atrás do próprio rabo. Afinal, um ano passa rápido, o tempo passa rápido, a vida passa rápido.
Me dei conta da chegada de 2013 quando me vi começando uma nova dieta. Séria, como há uns dois anos eu não enfrento. Ela faz parte da minha nova meta: ser eu mesma a minha prioridade, cuidar da minha saúde e do templo que se convencionou chamar de "meu corpo". Sim, os amigos dirão que todos os anos eu faço isso, mas (putz!) to chegando a quatro décadas de vida, não posso adiar mais. Além disso, fiz algo que há muito tempo adio: decidi começar uma pós. Começar uma pós não é nada - o mais interessante foi finalmente decidir qual começar. E optei por Língua Portuguesa.
Se vc, meu caro leitor, me perguntar o porquê disso posso te dizer que amo minha língua. Acho linda mesmo. E com o dia a dia cada vez a acho mais querida, mais bonita, mais sonora. Com um milhão de possibilidades que nem todas as línguas nos dão. Minha escolha, porém, não tem a ver só com isso: mais uma vez, minha opção tem a ver comigo, meu bem estar, meu futuro. Daqui a alguns anos, quero poder escrever mais, ler mais, curtir mais isso. E quem sabe até dar aula. Me apeguei ao fato de que se gosto tanto disso, pq não me especializar em revisão? Tenho um ponto muito positivo a meu favor: sou detalhista nesta questão. To feliz por ter dado este passo. Sou indecisa, é fato. É o meu ascendente em câncer. E aí demoro muito a tomar decisões. Mas quando as tomo... ahhh, ninguém me segura.
Depois de definir minha nova prioridade, que culminou nestas decisões, descanso minha cabeça. Vou em frente e agradeço a Deus por mais um ano de vida. Um presente tão precioso que devemos dar valor. Sempre. E só lembrar disso já acredito que seja uma maneira de dizer "obrigada".
Feliz 2013... Para nós.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Aff....
Na boa, fora a trilha do Roberto Carlos e o Rodrigo Lombardi (que mesmo assim tá meio bobão), o que a Glória Perez tá esperando desta novela? É fato que quem tinha que retratar uma comunidade pacificada era o João Emanuel Carneiro, que entende muito mais de classe C. Aliás, o cara tem uma mãop que é capaz de nos fazer amar os personagens, q muitas vezes agem iguais aos nossos vizinhos que detestamos. No caso da nova novela, é o contrário. Acho a Morena uma arrogante. Não é problema da Nanda Costa. O problema é o papel, é o texto, é o clima.
Até para ser favelada tem que haver um certo carisma, não é , não? Senão o personagem (ou a personagem) cai numa caricatura louca. Eu adorava quando a família do Tufão falava sem parar e aos borbotões à mesa. Normalmente, acho isso o cúmulo da falta de educação.
Enfim...
Eu suspendi a tv aberta pelso próximos oito meses.
Aff...
Até para ser favelada tem que haver um certo carisma, não é , não? Senão o personagem (ou a personagem) cai numa caricatura louca. Eu adorava quando a família do Tufão falava sem parar e aos borbotões à mesa. Normalmente, acho isso o cúmulo da falta de educação.
Enfim...
Eu suspendi a tv aberta pelso próximos oito meses.
Aff...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O perdão e a novela das oito
A nobreza do perdão não é para qualquer um. A grandiosidade do esquecimento, na minha opinião, pertence aos perfeitos de alma, entre os quais não estou inserida. Após assistir a mais de seis meses às desventuras de Carminha no horário nobre e à sua derradeira cena ao lado de Nina (ou Debora Falabella), vi que não faço parte realmente deste mundo cor-de-rosa. Também não sou o tipo de bater no peito e, feliz, berrar aos quatro ventos que não sou capaz de perdoar, ou seja, não é algo do qual me orgulhe, mas também não me envergonha.
Para entender do que falo, basta dar uma clicada no You Tube e rever as cenas em que exemplarmente Adriana Esteves vive uma das maiores megeras que a telinha já mostrou. Sim, tem um toque de bom humor – que bom! Mas de um modo geral ela é covarde, dissimulada, cruel, fdp mesmo. É capaz de amar? Sim. É alguém que gerou gente do bem? Claro. Pode ter sentido piedade e/ou ter sido solidária em dados momentos? Sem dúvida. Porém, nada disso apaga dela a sombra do quanto ela fez as pessoas sofrerem com suas falcatruas.
O perdão é lindo, mas realmente é para poucos. Você conseguiria desculpar uma mãe que passou o tempo todo te fazendo passar por louco só para não ser desmascarada? Foi o caso do Jorginho. Você perdoaria uma mulher que te traiu e roubou seu dinheiro durante 12 anos dentro da sua própria casa com seu cunhado? O Tufão que o diga. Você conseguiria passar por cima das lembranças de sua infância, que teriam como cenário um lixão para onde sua madrasta te enviou quando ainda era uma criança? A Nina é uma heroína...
Não estou aqui levantando bandeira para nenhum dos lados em questão. Até admiro quem consegue superar as dificuldades inerentes às relações humanas e desculpar o outro, seja qual for a situação. Só não acho que quem não é tão evoluído a este ponto deva ser massacrado. Ter gerado este debate em torno do perdão é uma característica da novela de João Emanuel Carneiro que por si só já a faz entrar para a história. Mesmo que não concordemos com o fim que ele escolheu para suas personagens principais, vale a tentativa de mobilizar o público mais uma vez. E nisso ele foi mestre.
Para entender do que falo, basta dar uma clicada no You Tube e rever as cenas em que exemplarmente Adriana Esteves vive uma das maiores megeras que a telinha já mostrou. Sim, tem um toque de bom humor – que bom! Mas de um modo geral ela é covarde, dissimulada, cruel, fdp mesmo. É capaz de amar? Sim. É alguém que gerou gente do bem? Claro. Pode ter sentido piedade e/ou ter sido solidária em dados momentos? Sem dúvida. Porém, nada disso apaga dela a sombra do quanto ela fez as pessoas sofrerem com suas falcatruas.
O perdão é lindo, mas realmente é para poucos. Você conseguiria desculpar uma mãe que passou o tempo todo te fazendo passar por louco só para não ser desmascarada? Foi o caso do Jorginho. Você perdoaria uma mulher que te traiu e roubou seu dinheiro durante 12 anos dentro da sua própria casa com seu cunhado? O Tufão que o diga. Você conseguiria passar por cima das lembranças de sua infância, que teriam como cenário um lixão para onde sua madrasta te enviou quando ainda era uma criança? A Nina é uma heroína...
Não estou aqui levantando bandeira para nenhum dos lados em questão. Até admiro quem consegue superar as dificuldades inerentes às relações humanas e desculpar o outro, seja qual for a situação. Só não acho que quem não é tão evoluído a este ponto deva ser massacrado. Ter gerado este debate em torno do perdão é uma característica da novela de João Emanuel Carneiro que por si só já a faz entrar para a história. Mesmo que não concordemos com o fim que ele escolheu para suas personagens principais, vale a tentativa de mobilizar o público mais uma vez. E nisso ele foi mestre.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Sentimentos demais*
Vamos ser francos: nosso problema não é sexo. Isso se arranja com facilidade. O que nos exaspera são as relações que estabelecemos a partir do sexo, ou apesar dele. O que nos sufoca é aquilo que se faz antes e depois de transar. A pessoa que fica ali – ou que gostaríamos que ficasse, mas não fica – constitui nosso maior problema, e talvez nossa única solução. Estar com alguém mais do que ocasionalmente, porém, constitui um desafio insolúvel – tanto quanto um prazer imensurável.
As pessoas têm manias, têm temperamento, têm hábitos que nos incomodam. Elas reclamam de tudo, pateticamente. Elas se enfurecem com tudo, histericamente. Elas têm problemas, opiniões, desejos, amigos. Elas são lindas e nos causam ciúme. Elas são controladoras e nos irritam. Elas podem ser frívolas e indiferentes. Frequentemente mergulham nelas mesmas e nos deixam entregues às apreensões e receios. Às vezes queremos que sumam, morram, pelo-amor-de-deus desapareçam. No outro dia acordamos sem elas e o coração perde duas batidas, de medo.
Na verdade, sofremos de sentimentos demais. Eles transbordam, excedem, afogam. Seria infinitamente mais simples se fôssemos como os outros. Veja o casal do elevador, o professor de natação e a namorada dele.
Obviamente felizes, simples, calmos. Trocam duas palavras e um olhar entre o quinto e o térreo. Gente bem resolvida. É impossível que ela chore de noite por temer que ele não a ame. Evidentemente ele não se isola diante da televisão e tenta aplacar os nervos vendo um filme inútil. Eles certamente nunca se metem em discussões dolorosas. Sabem o que fazer deles mesmos e do seu amor. Eles têm as respostas. As criaturas esquisitas somos eu, você e os nossos parceiros. Eles, os outros, são simples e felizes. Gente bem resolvida.
Os sentimentos são o nosso principal problema, claramente. Estamos encharcados deles. Sentimentos de toda espécie, misturados. Você olha para aquela pessoa que abriu a porta e eles afloram, conturbados. Quanta aflição não esconde um abraço? A gente então conversa, e a confusão reflui. A gente espanta o assombro com a nossa voz e o nosso riso. A trivialidade nos resgata como um bote salva vidas. Nos olhos
da mulher que a gente ama há uma praia tranquila onde a gente ancora – até que o mar no interior dela se agite e a paz efêmera se perca. De novo.
Gostaríamos que não fosse assim, claro. Preferiríamos ser gente simples, composta, direta. Em vez de todas as memórias dolorosas que trazemos conosco, paz. Em vez da confusão de planos e aspirações, clareza. Nada de turbulência submersa, nenhuma recordação inconfessável, apenas superfície indevassável e tranquila, como um lago.
Imagine deslizar a mão pelo corpo macio dela sem que a cabeça esteja tomada por ideias conflitantes. Que genial fazer amor sem que nele se projete, num rosnado, o velho arsenal de ressentimentos que parece ter nascido conosco. O sexo então seria puro, biológico, em vez de uma batalha épica entre o bem e o mal, entre o público e o privado, entre o certo e o errado que nos habitam. E, depois do prazer, enrolar-se cheio de ternura e de angústia agridoce naquela criatura que ofega. Sentir-se pai, filho, irmão, apaixonado, opressor-filho-da-puta, canalha, marido. O que mais?
Os sentimentos não nos largam, indecifráveis. O carro trafega a 40 km por hora, numa alameda ensolarada, e a lembrança de um certo olhar pungente quase nos leva às lágrimas. De onde vem essa emoção? Certamente da música, um samba travesso de Chico Buarque que nos conecta a tudo e a todos, num momentâneo abraço cósmico pós-eleitoral. Somos todos irmãos, ela me ama, a morte mora numa toca no fim da eternidade, tudo é lindo.
Sejamos francos: nosso problema não é sexo, é amor. Encontrá-lo, conquistá-lo, torná-lo parte da nossa vida e, ao final, talvez, detestá-lo. Nosso problema é preservar esse amor em meio à tempestade de trovões dos nossos sentimentos. Cuidar para que o fascínio físico dos primeiros dias não se perca, evitar que a confiança que vem depois não nos cegue de tédio. Nossa tarefa, gigantesca, é fazer com prazer – e com o mínimo de sanidade – as coisas que se fazem antes e depois de trepar. A pessoa que fica ao nosso lado nesse intervalo é nosso maior problema, e talvez a única solução.
*By Ivan Martins
As pessoas têm manias, têm temperamento, têm hábitos que nos incomodam. Elas reclamam de tudo, pateticamente. Elas se enfurecem com tudo, histericamente. Elas têm problemas, opiniões, desejos, amigos. Elas são lindas e nos causam ciúme. Elas são controladoras e nos irritam. Elas podem ser frívolas e indiferentes. Frequentemente mergulham nelas mesmas e nos deixam entregues às apreensões e receios. Às vezes queremos que sumam, morram, pelo-amor-de-deus desapareçam. No outro dia acordamos sem elas e o coração perde duas batidas, de medo.
Na verdade, sofremos de sentimentos demais. Eles transbordam, excedem, afogam. Seria infinitamente mais simples se fôssemos como os outros. Veja o casal do elevador, o professor de natação e a namorada dele.
Obviamente felizes, simples, calmos. Trocam duas palavras e um olhar entre o quinto e o térreo. Gente bem resolvida. É impossível que ela chore de noite por temer que ele não a ame. Evidentemente ele não se isola diante da televisão e tenta aplacar os nervos vendo um filme inútil. Eles certamente nunca se metem em discussões dolorosas. Sabem o que fazer deles mesmos e do seu amor. Eles têm as respostas. As criaturas esquisitas somos eu, você e os nossos parceiros. Eles, os outros, são simples e felizes. Gente bem resolvida.
Os sentimentos são o nosso principal problema, claramente. Estamos encharcados deles. Sentimentos de toda espécie, misturados. Você olha para aquela pessoa que abriu a porta e eles afloram, conturbados. Quanta aflição não esconde um abraço? A gente então conversa, e a confusão reflui. A gente espanta o assombro com a nossa voz e o nosso riso. A trivialidade nos resgata como um bote salva vidas. Nos olhos
da mulher que a gente ama há uma praia tranquila onde a gente ancora – até que o mar no interior dela se agite e a paz efêmera se perca. De novo.
Gostaríamos que não fosse assim, claro. Preferiríamos ser gente simples, composta, direta. Em vez de todas as memórias dolorosas que trazemos conosco, paz. Em vez da confusão de planos e aspirações, clareza. Nada de turbulência submersa, nenhuma recordação inconfessável, apenas superfície indevassável e tranquila, como um lago.
Imagine deslizar a mão pelo corpo macio dela sem que a cabeça esteja tomada por ideias conflitantes. Que genial fazer amor sem que nele se projete, num rosnado, o velho arsenal de ressentimentos que parece ter nascido conosco. O sexo então seria puro, biológico, em vez de uma batalha épica entre o bem e o mal, entre o público e o privado, entre o certo e o errado que nos habitam. E, depois do prazer, enrolar-se cheio de ternura e de angústia agridoce naquela criatura que ofega. Sentir-se pai, filho, irmão, apaixonado, opressor-filho-da-puta, canalha, marido. O que mais?
Os sentimentos não nos largam, indecifráveis. O carro trafega a 40 km por hora, numa alameda ensolarada, e a lembrança de um certo olhar pungente quase nos leva às lágrimas. De onde vem essa emoção? Certamente da música, um samba travesso de Chico Buarque que nos conecta a tudo e a todos, num momentâneo abraço cósmico pós-eleitoral. Somos todos irmãos, ela me ama, a morte mora numa toca no fim da eternidade, tudo é lindo.
Sejamos francos: nosso problema não é sexo, é amor. Encontrá-lo, conquistá-lo, torná-lo parte da nossa vida e, ao final, talvez, detestá-lo. Nosso problema é preservar esse amor em meio à tempestade de trovões dos nossos sentimentos. Cuidar para que o fascínio físico dos primeiros dias não se perca, evitar que a confiança que vem depois não nos cegue de tédio. Nossa tarefa, gigantesca, é fazer com prazer – e com o mínimo de sanidade – as coisas que se fazem antes e depois de trepar. A pessoa que fica ao nosso lado nesse intervalo é nosso maior problema, e talvez a única solução.
*By Ivan Martins
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Eu amo a rotina
Não, não sou organizada. Meu canto é uma zona, mas é meu canto. E aqui leia-se a minha casa ou minha mesa no escritório. Curiosamente, sei exatamente onde tudo está. Conheço minha bagunça organizada, onde cabem desde eu e meu cãozinho até minhas quinquilharias, meus textos mais primorosos e canetas sem tinta. Esta sou eu. Esta é a minha rotina.
Gosto de saber que as coisas ficaram onde deixei ontem. No trabalho, sei a hora q posso chegar e sair, posso ficar até mais tarde - até sozinha, como acontece inúmeras vezes, posso levar marmita e comer
sossegada na mesa, rearrumar (ou não) o meu dia do meu jeito, posso levar meu cafe ou deixar para filar o pão alheio, tenho o meu computador com as minhas fotos, minhas gavetas com minhas coisas. Ali, eu crio minhas regras e meu dia a dia. É o meu espaço e sei até onde posso ir. É massacrante viver às cegas.
Na minha vida pessoal, no dia a dia, tb sou assim. Acho q bem ao contrário do que a maioria dos mortais... rsrs... adoro saber q tenho uma família mala (como tantas outras), mas q me apóia, uma cama quentinha no fim do dia de trabalho, amigas para me emprestar um ombro, ginástica para fazer pelo menos duas vezes por semana (sim, eu tô indo...), um amor que seja meu parceiro e faça sexo gostoso, um cãozinho q sei q vai lamber minha cara para me acordar pela manhã... Gosto de saber q às terças tem Tapas e Beijos, que nos findes como bolo pela manhã, q meu namorado me ligará 900 vezes durante o dia. Amomuitotudoisso. É a minha vida, minha rotina.
E, embora possa parecer q não goste de mudanças, é justamente o contrário. Sou totalmente a favor delas – contanto que não venham embaladas com o papel do inesperado. Gosto da rotina e amo saber q posso sair dela vez ou outra e depois voltar quando quiser. É tão reconfortante. Comer pizza todos os sábados? Pq não? Viajar sempre ao mesmo lugar... Não vejo problema se lá é bacana. Mas tb quando quiser ir para um destino exótico, não me cobrem coerência. Estar durante anos com a mesma pessoa? Se for gostoso, até o fim da vida... Qual é o problema?
É, realmente, sou uma pessoa bem previsível... rsrs...
Porém é bom saber que cheguei à idade dos sábios, na qual sabemos exatamente onde estamos e quem somos. E amamos o que vemos.
Gosto de saber que as coisas ficaram onde deixei ontem. No trabalho, sei a hora q posso chegar e sair, posso ficar até mais tarde - até sozinha, como acontece inúmeras vezes, posso levar marmita e comer
sossegada na mesa, rearrumar (ou não) o meu dia do meu jeito, posso levar meu cafe ou deixar para filar o pão alheio, tenho o meu computador com as minhas fotos, minhas gavetas com minhas coisas. Ali, eu crio minhas regras e meu dia a dia. É o meu espaço e sei até onde posso ir. É massacrante viver às cegas.
Na minha vida pessoal, no dia a dia, tb sou assim. Acho q bem ao contrário do que a maioria dos mortais... rsrs... adoro saber q tenho uma família mala (como tantas outras), mas q me apóia, uma cama quentinha no fim do dia de trabalho, amigas para me emprestar um ombro, ginástica para fazer pelo menos duas vezes por semana (sim, eu tô indo...), um amor que seja meu parceiro e faça sexo gostoso, um cãozinho q sei q vai lamber minha cara para me acordar pela manhã... Gosto de saber q às terças tem Tapas e Beijos, que nos findes como bolo pela manhã, q meu namorado me ligará 900 vezes durante o dia. Amomuitotudoisso. É a minha vida, minha rotina.
E, embora possa parecer q não goste de mudanças, é justamente o contrário. Sou totalmente a favor delas – contanto que não venham embaladas com o papel do inesperado. Gosto da rotina e amo saber q posso sair dela vez ou outra e depois voltar quando quiser. É tão reconfortante. Comer pizza todos os sábados? Pq não? Viajar sempre ao mesmo lugar... Não vejo problema se lá é bacana. Mas tb quando quiser ir para um destino exótico, não me cobrem coerência. Estar durante anos com a mesma pessoa? Se for gostoso, até o fim da vida... Qual é o problema?
É, realmente, sou uma pessoa bem previsível... rsrs...
Porém é bom saber que cheguei à idade dos sábios, na qual sabemos exatamente onde estamos e quem somos. E amamos o que vemos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Ah, o amor...
"Se me perguntarem qual o sentimento que considero mais bonito ou mais importante, vou abrir um sorriso e dizer: o correspondido!"
(Martha Medeiros)
(Martha Medeiros)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Pequenas felicidades
Ainda falando sobre felicidade, me lembrei que Martha Medeiros, minha cronista favorita, escreveu um texto gracinha na revista O Globo. Chama-se "Pequenas felicidades". Diante da lista dela de coisas tão simples que trazem tanta alegria, resolvi incrementar com as minhas. Belo exercício.
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Pequenas felicidades
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Pequenas felicidades
- Cachorro-quente.
- Na esteira de bagagens do aeroporto, sua mala estar entre as primeiras a aparecer.
- Receber notícias de um amigo de que você gosta muito e que andava sumido.
- Ter recebido de presente a série inteira de Mad Men (PARA MIM, PODERIA SER SEX AND THE CITY) para assistir atirada no sofá.
- Numa loja de CDs usados, por um preço irrisório, encontrar discos de Keith Jarret, Tom Waits, Chet Baker e Miles Davis (EU COLOCARIA TRILHAS DE NOVELAS) que você já teve em vinil e estupidamente se desfez.
- Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia.
- Num restaurante com os amigos, a última rodada ser brinde da casa.
- Dentro do cinema, não haver ninguém conversando e fazendo barulho com papel de bala e saco de pipoca.
- Revistas TPM, Lola, Bravo, Elle, Vogue, Joyce Pascowitch – revistas de moda, cultura, entretenimento e decoração são sempre um luxo acessível, uma fantasia necessária.
- Lareira (E/ OU FOGUEIRA COM MÚSICA EM VOLTA).
- Sair bem na foto.
- Passar um fim de semana no Rio (OU FORA DELE).
- Um bom programa de entrevistas (CULINÁRIA) na tevê.
- Uma consulta altamente proveitosa na terapia.
- Flores, folhagens, jardins, árvores, montanha.
- Acertarem no presente.
- Taxista que não corre (NEM FALA DEMAIS).
- Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis.
- Banho quente (PREFIRO FRIO). Sem pressa pra sair.
- Declaração de amor de filho (OU DE MÃE).
- Declaração de amor do seu amor.
- Conversar longamente com sua melhor amiga (PARA MIM, MELHORES AMIGAS). Tomando um vinho tinto (OU UM CHOPE!), melhor ainda.
- Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro.
- Barulho de chuva antes de dormir (ANINHADA NAS PERNAS DE QUEM SE AMA).
- Dia de sol ao acordar.
- Massagem.
- Receber um elogio profissional de alguém que você admira muito.
- Subir na balança e descobrir que emagreceu (MESMO QUE SEJA SÓ UM POUQUINHO).
- Check-up que não acusa nenhum distúrbio de saúde.
- Lembrar detalhes de um sonho bom.
- A vibrante pulsação de um show ao vivo.
- Biografias bem escritas de personalidades interessantes.
- Praia com mar de cartão postal.
- Festa boa.
- A luz voltar.
- Um dinheiro extra que você não estava esperando.
- Beijo (E ABRAÇO).
- Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano.
- Uma noite bem dormida (OU COCHILO NO MEIO DA TARDE).
- Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana.
- Seu time fazer o gol decisivo no último minuto do jogo – é preciso sofrer um pouquinho na vida.
- Coca-Cola (ZERO!). Bombom. Pão com manteiga. Queijo. (PIPOCA!)
- Chorar de rir.
- Quitar uma dívida.
- Rever as obras de um pintor de que você gosta muito.
- Na esteira de bagagens do aeroporto, sua mala estar entre as primeiras a aparecer.
- Receber notícias de um amigo de que você gosta muito e que andava sumido.
- Ter recebido de presente a série inteira de Mad Men (PARA MIM, PODERIA SER SEX AND THE CITY) para assistir atirada no sofá.
- Numa loja de CDs usados, por um preço irrisório, encontrar discos de Keith Jarret, Tom Waits, Chet Baker e Miles Davis (EU COLOCARIA TRILHAS DE NOVELAS) que você já teve em vinil e estupidamente se desfez.
- Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia.
- Num restaurante com os amigos, a última rodada ser brinde da casa.
- Dentro do cinema, não haver ninguém conversando e fazendo barulho com papel de bala e saco de pipoca.
- Revistas TPM, Lola, Bravo, Elle, Vogue, Joyce Pascowitch – revistas de moda, cultura, entretenimento e decoração são sempre um luxo acessível, uma fantasia necessária.
- Lareira (E/ OU FOGUEIRA COM MÚSICA EM VOLTA).
- Sair bem na foto.
- Passar um fim de semana no Rio (OU FORA DELE).
- Um bom programa de entrevistas (CULINÁRIA) na tevê.
- Uma consulta altamente proveitosa na terapia.
- Flores, folhagens, jardins, árvores, montanha.
- Acertarem no presente.
- Taxista que não corre (NEM FALA DEMAIS).
- Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis.
- Banho quente (PREFIRO FRIO). Sem pressa pra sair.
- Declaração de amor de filho (OU DE MÃE).
- Declaração de amor do seu amor.
- Conversar longamente com sua melhor amiga (PARA MIM, MELHORES AMIGAS). Tomando um vinho tinto (OU UM CHOPE!), melhor ainda.
- Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro.
- Barulho de chuva antes de dormir (ANINHADA NAS PERNAS DE QUEM SE AMA).
- Dia de sol ao acordar.
- Massagem.
- Receber um elogio profissional de alguém que você admira muito.
- Subir na balança e descobrir que emagreceu (MESMO QUE SEJA SÓ UM POUQUINHO).
- Check-up que não acusa nenhum distúrbio de saúde.
- Lembrar detalhes de um sonho bom.
- A vibrante pulsação de um show ao vivo.
- Biografias bem escritas de personalidades interessantes.
- Praia com mar de cartão postal.
- Festa boa.
- A luz voltar.
- Um dinheiro extra que você não estava esperando.
- Beijo (E ABRAÇO).
- Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano.
- Uma noite bem dormida (OU COCHILO NO MEIO DA TARDE).
- Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana.
- Seu time fazer o gol decisivo no último minuto do jogo – é preciso sofrer um pouquinho na vida.
- Coca-Cola (ZERO!). Bombom. Pão com manteiga. Queijo. (PIPOCA!)
- Chorar de rir.
- Quitar uma dívida.
- Rever as obras de um pintor de que você gosta muito.
- Seu cachorro de estimação. Seu gato aninhado em seu colo.
- Identificar suas próprias pequenas felicidades e, mesmo nem tudo dando certo, gostar da vida que leva.
- Identificar suas próprias pequenas felicidades e, mesmo nem tudo dando certo, gostar da vida que leva.
E AINDA:
- CASA CHEIROSA
- GOZO COM O NOSSO AMOR
- ROUPA QUE CABE UM NÚMERO MENOR
- COMIDA CASEIRA
- CARRO NOVO
- SORRISO DE CRIANÇA
terça-feira, 18 de setembro de 2012
35 anos para ser feliz*
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonitee não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
* De Martha Medeiros, outubro de 1998
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Novo crônicas
Após dois meses de tentativas, consigo finalizar o novo lay out. Sim, amigos, a ideia era uma cara nova para comemorar quatro anos de existência. Não deu para fazer antes, mas... Tardo, mas não falho. Uma carinha nova para este espaço querido que há longos quatro anos entrou na minha vida.
A ideia agora tb é renovar os textos. E nada mais óbvio que colocar mais crônicas no "Crônicas".
Espero que gostem!
A ideia agora tb é renovar os textos. E nada mais óbvio que colocar mais crônicas no "Crônicas".
Espero que gostem!
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